Pular para o playerIr para o conteúdo principal
O encontro bilateral entre o presidente Lula (PT-SP) e Donald Trump (Republicano-EUA), agendado para o final de março, deve ser dominado pela crise no Oriente Médio. Enquanto o governo brasileiro mantém uma postura de neutralidade e crítica ao uso da força, o governo Trump pressiona aliados do G20 por um apoio explícito à "redemocratização do Irã".

Confira o Tempo Real na íntegra em: https://youtube.com/live/bKQkEy7mU6A

Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no X:
https://x.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews

#JovemPan
#TempoReal

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Agora vamos olhar aqui pro Brasil, porque o Lula, presidente aqui do país, deve se reunir com o Donald Trump
00:06nos próximos dias, no meio desse conflito com o Irã.
00:09Parece que não tem nada confirmado, mas a data era ali pelo meio de maio, de 15 a 17 de
00:15maio.
00:15Vamos tentar conversar com o André Anelli agora, pra ele realmente falar pra gente o que de fato temos de
00:22concreto.
00:23Porque ninguém do Palácio do Planalto confirmou ainda esse encontro, né Anelli? Boa tarde, bem-vindo.
00:32Obrigado, Márcia. Muito boa tarde a você também e a todos aqui em Tempo Real na Jovem Pan.
00:36Nada de concreto até o momento, nem mesmo a data dessa reunião entre o presidente Lula e o presidente dos
00:41Estados Unidos, Donald Trump.
00:43Havia a expectativa de que esse encontro acontecesse entre os dias 15 e 20 de março, mas agora existe a
00:50expectativa inclusive de que esse encontro seja adiado para abril.
00:54Isso por conta então de conflitos na agenda, tanto na Casa Branca quanto aqui no Palácio do Planalto.
01:01Mesmo assim, esse encontro deve acontecer e deve então toda essa guerra contra o Irã mudar a pauta que seria
01:11abordada originalmente no encontro já previsto.
01:16Isso porque o presidente Lula tinha interesse em levar questões bilaterais, a exemplo de comércio entre os dois países.
01:23Existe também debater questões relacionadas à Venezuela, vizinha aqui do Brasil, mas existe uma pressão por parte de aliados do
01:31presidente Lula para que ele adote um tom mais firme de cobrança dos Estados Unidos
01:36e de condenação aos ataques que foram realizados ao Irã no último final de semana.
01:42É um tom bem semelhante inclusive àquele que já foi adotado pelo Ministério das Relações Exteriores, o Palácio do Itamaraty.
01:49Então existe a expectativa de que o presidente Lula atue com coerência no sentido de cobrar também do presidente americano
01:57o fim da guerra, o cessar fogo e principalmente questões diplomáticas.
02:03Que haja diálogo entre Estados Unidos e Israel com o Irã para evitar uma escalada do conflito no Oriente Médio.
02:11No mais, além então dessa questão da guerra, existe ainda indefinições a respeito da agenda que vai ser abordada por
02:19parte do Brasil e também dos Estados Unidos.
02:22Isso porque o governo americano espera mais definições a respeito de exploração de minerais críticos aqui no Brasil.
02:29Por outro lado, o governo brasileiro também quer sinais de que os Estados Unidos vai atuar de forma mais contundente
02:37no combate ao crime organizado.
02:40Então, as indefinições em torno dessas agendas e ainda a questão da guerra mais recente com o Irã,
02:47tudo isso faz com que a reunião entre Lula e Trump ainda não tenha uma data marcada e mais do
02:52que isso, possivelmente, seja adiada para abril.
02:57Obrigada, Andréa Nelly, pelas informações. Vamos chamar os nossos analistas, o Diego Tavares e o Mano Ferreira.
03:03Mano, pelo que tudo indica, realmente está mais para uma cara de ser adiada do que acontecer essa reunião, esse
03:10encontro.
03:11Pois é, Márcia. E olhando o comportamento histórico do presidente Lula nesses temas de política externa,
03:20a gente sabe que Lula é um camaleão que se adapta de acordo com as circunstâncias e com o público
03:27-alvo da sua mensagem.
03:29Historicamente, ele tem feito muito mais discursos ideológicos quando quer jogar para a militância.
03:36Então, em ocasiões, por exemplo, quando discursa para estudantes da UNE, para sindicalistas,
03:42ele passa aqueles recados para animar a sua militância e parecer coerente,
03:48mas muitas vezes, na hora de fazer as reuniões que importam, ele adota um tom muito mais pragmático e negociador.
03:57É assim, no caso de Lula, desde os seus tempos de sindicato,
04:01quando fazia um discurso inflamado diante da assembleia de sindicalistas e depois negociava com os patrões.
04:10Lula é muito habilidoso nessa adaptação de discursos e, muito provavelmente, vai fazer esse jogo duplo.
04:18Um discurso numa hora para animar a própria militância,
04:21mas também será pragmático na hora de se relacionar diretamente com Donald Trump,
04:28pensando no seu próprio interesse eleitoral.
04:31Afinal de contas, complicar a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos,
04:36depois de todo o esforço que houve por parte dos governos,
04:40de fazerem uma reaproximação e um alinhamento de interesses comerciais,
04:45seria um tiro no pé.
04:46Diego Tavares, o governo Lula vem enfrentando, nos últimos meses,
04:51mais alguns problemas depois da situação do carnaval, baixa de popularidade.
04:57Saiu uma pesquisa hoje, inclusive, Real Time,
05:00que diz ali que ele e o Flávio Bolsonaro têm uma rejeição também,
05:05um nível alto de rejeição, um empate técnico nesse quesito também.
05:10Ou seja, o governo não vai bem das pernas no que diz respeito às eleições.
05:15O que parecia muito fácil e comemorado quando se disse que Flávio Bolsonaro seria o opositor,
05:22agora já não está bem assim, né?
05:25Exatamente, Márcia.
05:27Essa pesquisa a qual você fez referência mostra exatamente o empate na rejeição,
05:30que é o grande critério que define quem vence as eleições, principalmente no segundo turno.
05:36Nós tendemos a ter um processo eleitoral em 2026 muito semelhante ao processo eleitoral de 2022,
05:42pautado justamente por esse voto de centro,
05:45que não é um voto que deságua nem para Lula, nem para Bolsonaro.
05:49É alguém que quer uma opção a esses dois projetos,
05:53mas que, em um eventual segundo turno, vota naquele que rejeita menos.
05:57Então, na verdade, todos os nossos candidatos, os principais candidatos,
06:01estão brigando por 10% dentro desse eleitorado de centro,
06:05buscando esse voto que ainda não definiu seu posicionamento.
06:09E, nesse sentido, a fala do Mano Ferreira é perfeita.
06:12Eu acho que o Lula pretende, sim, adotar essa estratégia de dois discursos.
06:18Ele até pode fazer uma cobrança a Trump,
06:20se essa reunião tiver algum momento daquele modelo que Trump tem usado nos últimos tempos,
06:27de uma reunião com a presença da imprensa.
06:29Talvez, publicamente, ele até cobre, porque é sempre bom lembrar,
06:32no passado recente, fazer críticas incisivas ao governo norte-americano
06:37rendeu para Lula um bom aumento de sua popularidade.
06:40Lá, por meados de agosto do ano passado, o governo ia muito mal, tal como vai agora,
06:45e a questão do talifácio levantou a popularidade do governo,
06:49motivou até que o presidente alterasse o slogan oficial do governo do Brasil.
06:54Então, ele pode tentar utilizar essa possibilidade, essa oportunidade,
06:58para reafirmar essa bandeira, reafirmar a questão da soberania,
07:02que, como eu disse, rendeu bons frutos do ponto de vista eleitoral.
07:06Do contrário, estou com o Mano Ferreira, acredito que ele deve fazer um discurso bem inflamado
07:10para a militância, um discurso bem inflamado para as pessoas,
07:13mas que, de portas fechadas com o presidente Trump, vai optar pelo pragmatismo,
07:18vai optar pelo bom diálogo, como historicamente sempre fez.
07:22Obrigada, Diego e Mano, agora a gente quer a sua opinião aqui na tela da Jovem Pan.
07:26A gente perguntou se o posicionamento do Brasil nessa guerra, nesses conflitos no Oriente Médio,
07:32podem prejudicar ou alavancar ou mudar algum rumo das eleições em 2026.
07:38Vamos ver o que vocês estão mandando para a gente no 11.9.13.25.80.55.
07:42Pode abrir aqui o Robson Ribeiro.
07:45Entendo que o posicionamento do Brasil sobre a guerra contra o Irã terá pouco impacto nas eleições.
07:51O eleitor costuma priorizar questões internas, como economia, inflação, segurança, saúde e emprego.
07:59A política externa é relevante, mas dificilmente decisiva.
08:03Obrigada, Robson, pela sua participação.
08:05Próxima mensagem.
08:07O presidente tem que ficar bem neutro, o Matheus Sala está falando.
08:11O Brasil não tem condições de palpitar.
08:13Não temos defesas caso as grandes potências mundiais queiram investir contra o Brasil.
08:19Isso é verdade, né?
08:19Está difícil a gente se defender.
08:21Obrigada, viu, Matheus, pela participação.
08:23Tem mais um?
08:24Washington.
08:25Esta guerra, acredito, que vai causar efeitos no mundo e, especificamente no Brasil,
08:30atingirá em cheio a economia que já vem combalida com a corrupção.
08:35Obrigada a todo mundo que está participando.
08:37Continua mandando mensagem para a gente, tá bom?
Comentários

Recomendado