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O Governo do Estado de São Paulo anunciou a criação do Comitê Permanente de Enfrentamento à Violência contra a Mulher.
A iniciativa visa integrar as forças de segurança e órgãos de justiça para agilizar o atendimento às vítimas e monitorar o cumprimento de medidas protetivas. Para analisar o impacto da medida, a advogada criminalista Fabiana Marques destaca a importância do comitê na unificação de dados e no fortalecimento da rede de proteção.
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A iniciativa visa integrar as forças de segurança e órgãos de justiça para agilizar o atendimento às vítimas e monitorar o cumprimento de medidas protetivas. Para analisar o impacto da medida, a advogada criminalista Fabiana Marques destaca a importância do comitê na unificação de dados e no fortalecimento da rede de proteção.
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NotíciasTranscrição
00:00Falado muito disso, principalmente por conta do alto número de feminicídios, de violência contra a mulher aqui em São Paulo,
00:07uma nova estratégia agora para tentar combater essa violência contra a mulher está começando a ser implementada por aqui.
00:14O governo criou um comitê permanente para ampliar a proteção e integrar ações no Estado, fortalecendo o atendimento às vítimas.
00:23Quem explica melhor isso para a gente é o repórter Danúbia Braga.
00:26Exatamente, o grande objetivo é fortalecer a articulação entre os diferentes órgãos e também aprimorar políticas públicas de proteção a
00:35essas vítimas.
00:36Já publicado no diário oficial esse novo comitê, ele tem também como no seu objetivo, segundo a Secretaria de Segurança
00:44Pública do Estado de São Paulo,
00:46é ter uma interdisciplinalidade, ou seja, ser composto por diversos órgãos, entre eles o Núcleo Estratégico Interdisciplinar,
00:56do SP Mulher, com membros também de representantes do Tribunal de Justiça de São Paulo, do Ministério Público, da Defensoria
01:03Pública e da Sociedade Civil.
01:05A proposta é reunir esses especialistas, então, e instituições para justamente analisar dados, propor soluções e monitorar ações de enfrentamento
01:17à violência doméstica.
01:18O SP Mulher, ele já é um programa que funciona no Estado de São Paulo, é na pasta da Secretaria
01:24de Segurança Pública, que foi criado lá em 2023,
01:28e ele envolve um núcleo para enfrentar a violência doméstica.
01:32Ele é estratégico interdisciplinar, composto por policiais civis, militares, técnicos científicos e também representantes da Secretaria de Políticas para a
01:44Mulher.
01:44Essa medida, ela faz parte de um pacote de medidas que foi anunciado lá no dia 30 de março, para
01:51ampliar esse cuidado e essa proteção com as mulheres,
01:55e um combate de violência contra a mulher. É isso que vem buscando o governo do Estado de São Paulo.
02:01Entre os destaques, né, dessa criação a respeito desse comitê, são 69 salas de delegacias de defesa da mulher,
02:09nos próximos quatro meses, inclusão prioritária dos órfãos de feminicídio no programa Superação SP,
02:17com acolhimento, apoio financeiro e suporte a essas famílias.
02:22Além disso, também está previsto a criação de um plano de metas decenal de enfrentamento à violência doméstica.
02:30Então, esse novo comitê tem esse grande objetivo de trazer esse combate mais firme da violência contra a mulher.
02:36Bom, eu quero seguir falando nesse assunto, né, sobre a criação do comitê, dessa luta contra o feminicídio,
02:45e chamar aqui ao vivo a Fabiana Marques, que é advogada criminal, também presidente da Comissão Mulher Criminalista.
02:52Fabiana, boa noite, obrigada pela participação aqui no Jornal Jovem Pan.
02:56queria puxar o gancho já dessa reportagem da nossa colega Danube Abraga,
03:01te perguntando se comitês, né, quando a gente junta então uma série de especialistas
03:05para pensar políticas e medidas, se isso realmente faz com que a gente avance como população.
03:15Bem, boa noite.
03:16Gostaria de agradecer a sua oportunidade de estar aqui para falar de um tema que me é tão caro.
03:21E sim, com certeza, essa interdisciplinaridade, esse trabalho em conjunto, né, onde você realmente
03:29procura fazer um atendimento a essa mulher vítima de violência, que perpassa, ele não é só aquele atendimento
03:36em sede policial, que já é por si só muito importante, mas que não basta, né.
03:42Como a gente acompanha, para quem trabalha na área sabe disso, primeiro que já é muito difícil
03:47para a mulher chegar a uma delegacia especializada, ou mesmo uma delegacia comum naqueles locais
03:53que não existem ainda a delegacia especializada, e fazer um registro de ocorrência.
03:58Então, você ter o facilitador de poder fazer os registros através de aplicativos online,
04:03como já temos em São Paulo, temos no Rio, em diversas outras cidades, já auxilia.
04:08Mas o trabalho integrado, onde você olha o todo e pensa no atendimento psicológico,
04:15pensa no apoio financeiro, porque também muitas mulheres, elas dependem financeiramente
04:20daquele companheiro, e tem essa dificuldade. Ele não sai de casa, nem sempre se consegue isso,
04:26e ela não tem dinheiro para sair. Então, também o auxílio moradia, por um tempo determinado,
04:31apoio psicológico, proteção para os filhos. Ou seja, quanto mais integrado pensar
04:36essa rede de apoio para a mulher, nós vamos facilitar e poder previamente proteger uma mulher
04:44para que não se chegue, infelizmente, ao que a gente está vendo galopar com muita frequência,
04:48que é o feminicídio, que é o ápice da violência contra a mulher.
04:52Mas dificilmente você começa com o feminicídio, isso é um escalonar.
04:56Então, nesse escalonar, se nós temos essa rede de apoio mais ampla,
05:00é possível proteger essa mulher, amparar essa mulher, essa vítima de violência,
05:05antes que a gente chegue nesse ápice, que é o feminicídio.
05:09Uma coisa, Fabiana, que me chama a atenção, é que isso, claro, facilita essa rede,
05:16mas essas mulheres, elas precisam também, é um comitê que precisa ter um trabalho,
05:20imagino, de comunicação, porque além de encorajar essas mulheres e atendê-las
05:25para que elas consigam sair, elas precisam saber que há essa possibilidade
05:30de serem encontradas. Uma das medidas, por exemplo, é uma caravana
05:33que passa às vezes na cidade, esse trabalho de procura, de busca é importante, né?
05:40Sem dúvida, de divulgação, né? Para que as mulheres tomem ciência, né?
05:45Tenham conhecimento de que existem esses serviços, esses apoios disponíveis para ela, né?
05:51E isso, inclusive, o que vocês estão fazendo aqui, a mídia é muito importante na hora,
05:56também com relação a isso, nos ajudando para aqueles que trabalham na área
06:00de alguma forma, eu enquanto advogada, mas, enfim, diversos outros setores, né?
06:05Que atuam juntos para auxiliar essa mulher, tenham essa possibilidade de estar divulgando.
06:10Por mais que se diga que a Lei Maria da Penha é amplamente conhecida,
06:14fato é que muitas, muito dessa rede de apoio, né?
06:19Em especial, desses novos meios que a mulher tem de buscar, que pode buscar para buscar o auxílio,
06:27seja o auxílio policial, seja um auxílio financeiro, seja um apoio psicológico,
06:32até para tomar coragem de fazer uma denúncia, isso ainda precisa ser muito divulgado.
06:37Nem todas têm esse conhecimento. Infelizmente, nem em todas as cidades, né?
06:41Ou municípios. Nós ainda temos uma delegacia especializada,
06:44óbvio que isso vem se ampliando, mas é importante ampliar mais,
06:48e é importante, onde não tem uma delegacia especializada,
06:51que haja pelo menos um espaço na delegacia comum,
06:54com algum ou alguns policiais que saibam fazer esse atendimento diferenciado,
06:59como escutativa para essas mulheres.
07:02Sei que todos esses são programas que estão sendo implementados,
07:05mas precisam ainda não só crescer mais, atingir uma maior parte aí do nosso Estado,
07:11dos nossos municípios, como também serem mais divulgados.
07:15Nós estamos conversando com a Fabiana Marques,
07:18que é advogada criminal e presidente da Comissão Mulher Criminalista.
07:21Fabiana, eu vou chamar o Cristiano Vilela, que é o nosso analista,
07:24também advogado dessa edição do Jornal Jovem Pan,
07:27para te fazer uma pergunta também.
07:29Vilela, por favor.
07:31Fabiana, boa noite. Satisfação recebê-la aqui na Jovem Pan.
07:35Fabiana, vou apelar para a sua experiência agora,
07:38e pedir uma análise de todos esses aspectos que são fundamentais,
07:42claro, questão de estrutura, questão de levar ao conhecimento da mulher
07:47esses canais, questão financeira.
07:49Qual você entende que seja talvez o mais importante
07:52e aquele em relação ao qual o Estado, o poder público,
07:55se encontra mais distante de prover a mulher?
07:58Talvez o aspecto financeiro,
08:00talvez o aspecto da estrutura que precise para uma proteção.
08:04Qual que é a sua leitura com relação a isso?
08:08Boa noite, Vilela. Obrigada.
08:10Pergunta extremamente pertinente.
08:13Dentre todos os pontos,
08:15eu acho que realmente o apoio financeiro, psicológico,
08:20está pelo menos alguns passos atrás
08:22do que o apoio mais mediato,
08:25que é o espaço em delegacias especializadas
08:28para que essa mulher possa fazer a denúncia.
08:31Eu percebo, infelizmente, trabalhando,
08:33em especial nos casos pro bono,
08:35que muitas das vezes é a questão financeira patrimonial
08:40que faz com que a mulher ou desista de fazer o registro de ocorrência
08:44ou em o fazendo, por mais que a gente saiba
08:48que legalmente, uma vez que a mulher faz o registro,
08:52hoje em dia, isso mudou já há algum tempo na lei,
08:55não é ela que pode, em determinado momento,
08:58dizer não quero dar mais seguimento com essa ação,
09:00porque o titular dessa ação hoje é o Ministério Público.
09:03Isso, inclusive, já foi uma mudança
09:05para a proteção maior da mulher,
09:07porque se percebeu que muitas mulheres
09:09acabavam retirando o registro
09:11ou mesmo a ação, quando ela já era uma ação penal,
09:15porque elas eram, de alguma forma,
09:16coagidas pelos companheiros ou ex-companheiros.
09:19Então, teve essa mudança onde,
09:20hoje, uma mulher, a partir do momento
09:22que ela faz um registro em sede policial,
09:25ela não é mais titular da ação.
09:27Titular é o Ministério Público.
09:28É ele que dá seguimento.
09:29Então, ela não tem a opção de parar a investigação
09:33ou o curso da investigação ou da ação.
09:37Mas, infelizmente, por mais que o Estado
09:38seja o titular maior,
09:40se essa mulher, que é a interessada direta,
09:44ela, em alguma medida, para de acompanhar,
09:47não vai, se ela não tem condições,
09:49tem um advogado particular,
09:51não vai à defensoria pública,
09:53não procura saber dos andamentos do seu processo
09:56ou mesmo da sua investigação,
09:57isso acaba levando um tempo muito maior,
10:00fica parado.
10:01Então, acontece muito isso.
10:02Ou ela não faz o registro,
10:04ou, em fazendo, como depende financeiramente,
10:07não encontra um local para ir com seus filhos,
10:10não tem essa proteção,
10:11acaba retornando para aquele companheiro.
10:14Então, acaba virando esse ciclo vicioso.
10:16A gente já fala que a violência contra a mulher
10:18ela perpassa por vários ciclos.
10:20Eu acho que o acompanhamento hoje, psicológico,
10:23que é para fortalecer essa mulher
10:24e, de certa forma, o apoio financeiro
10:27que o Estado possa dar,
10:28mesmo que temporariamente,
10:29para ela se recolocar no mercado de trabalho,
10:32é fundamental.
10:34Fabiana, a gente está falando bastante das ações
10:38pós, principalmente, os crimes,
10:41pós-violência contra a mulher,
10:43mas queria também entender de você do antes.
10:46A gente tem diversas leis,
10:49então, pró e combate à violência contra a mulher,
10:52como a lei Maria da Penha, por exemplo,
10:54que eu já entrevistei várias advogadas
10:55que sempre falam que é uma lei
10:57bastante robusta, bastante bacana.
10:59O que falta no antes?
11:01Aí, como sociedade, com um gargalo
11:04para a gente não precisar chegar a ações
11:07de auxílio a quem já sofreu violência.
11:12Da mesma forma que a gente fala da escutativa
11:14e do preparo daquela pessoa,
11:16aquele profissional que, enfim,
11:19recebe, num primeiro momento,
11:21uma mulher vítima de violência,
11:22é o nosso preparo enquanto sociedade também.
11:26Aí termos informação,
11:28estarmos ligados e auxiliar.
11:30Porque fato é que,
11:32por mais que nós coloquemos aí
11:34muitos policiais,
11:36preparemos um contingente grande,
11:38é impossível uma cobertura total da mulher.
11:41Então, algo que eu sempre falo é,
11:44para a mulher não ter vergonha,
11:45ainda existe muita vergonha.
11:47As mulheres que sofrem violência,
11:49em alguma medida,
11:50elas se sentem culpadas por essa violência
11:52que elas sofrem,
11:53na maioria das vezes.
11:54Então, elas têm vergonha de comunicar,
11:57muitas das vezes,
11:58no prédio onde moram,
11:59no local onde trabalham,
12:00que estão sendo vítimas de violência,
12:02que fizeram um registro de ocorrência,
12:04e que têm uma medida protetiva.
12:06Então, é importante sim,
12:08a partir do momento que você tem
12:09uma medida protetiva deferida,
12:11comunique no seu local de trabalho,
12:14comunique na residência onde você mora,
12:16para que as pessoas que estão próximas a você
12:18e no seu entorno,
12:19aí nós, enquanto sociedade,
12:21possamos auxiliar essa mulher.
12:23A partir do momento que a gente tem ciência,
12:24a gente pode ter um olhar diferenciado,
12:26se percebe aquele ex-companheiro
12:28que é sabido ter uma medida protetiva,
12:30podemos ligar sem nos colocar em risco,
12:32é lógico,
12:33ninguém vai confrontar a pessoa,
12:36mas liga para um 9-0,
12:38ou liga quando há essa possibilidade,
12:40para um 8-0,
12:41que é o atendimento especial de violência,
12:43comunica,
12:44e até estarmos atentos ao nosso entorno,
12:46aos sinais,
12:47porque essa mulher,
12:48ela dá sinais,
12:49o comportamento dela muda,
12:51normalmente é uma mulher mais fechada,
12:53até porque uma das violências,
12:54que é a violência silenciosa,
12:56não é aquela que é aparente,
12:57que é a física,
12:58mas que é muito forte,
12:59talvez deixe sequelas iguais,
13:02ou até muito piores,
13:03do que a violência física em si,
13:05que é psicológica,
13:07então normalmente esse companheiro procura
13:09ir afastando essa mulher da rede dela de apoio,
13:12dos familiares,
13:13dos colegas de trabalho,
13:14até mesmo do trabalho,
13:16então observando que uma parente nossa,
13:18que uma amiga nossa,
13:19está mudando muito a postura,
13:21a gente tem que procurar conversar,
13:23nós não podemos obrigar ninguém
13:24a ir fazer um registro,
13:26ou buscar uma ajuda,
13:28mas podemos buscar auxiliar,
13:30incentivar,
13:31e às vezes até levar um conhecimento
13:32que ela não tem,
13:33ou não percebe,
13:34porque nesse ciclo da violência,
13:36muitas das vezes,
13:37a mulher não percebe que ela é vítima,
13:39porque ela está envolvida,
13:40inserida naquele contexto,
13:41diferente de nós,
13:42que estamos olhando de fora.
13:44E Fabiana,
13:45para a gente fechar,
13:46queria saber de você,
13:48a gente fala muito da alta de feminicídios,
13:50principalmente aqui em São Paulo,
13:52no último ano,
13:53em 2025,
13:54tanto o capital quanto o Estado,
13:57o entendimento é que realmente é uma alta,
14:00porque a gente está em um período maior de violência,
14:02ou também tem,
14:03claro,
14:04a motivação de,
14:05agora a gente nomeia esse tipo de coisa,
14:07então sabemos o que é um feminicídio,
14:10tem nome,
14:11tem jeito de denunciar,
14:12tem jeito de registrar.
14:15Olha,
14:16realmente nós temos essa,
14:18para nós que somos da área,
14:20temos essa questão,
14:21até que ponto a gente sente como um aumento,
14:24ou percebe como um aumento,
14:26aquilo que na verdade está sendo mais descortinado,
14:29porque como você muito bem colocou,
14:31existe um tipo penal específico,
14:33que a gente atribui a esse fato,
14:35antes ele não existia,
14:37então todas as mulheres que morriam,
14:38nessa condição,
14:40que hoje nós dissemos ser o feminicídio,
14:41que é na condição de mulher,
14:43antes aquilo era tratado como homicídio,
14:46era registrado como homicídio,
14:48o óbito era dado como homicídio,
14:49então os números tendem a aumentar também,
14:52porque nós hoje conseguimos mapear melhor,
14:55mas ao mesmo tempo,
14:57eu acho que infelizmente,
14:58tem escalonado muito essa violência,
15:01e é algo que muito me preocupa,
15:03entre os jovens,
15:04que é algo que eu não esperava,
15:06e tenho visto com muita frequência,
15:08e aí eu não sei se tem determinados movimentos,
15:11que podem estar influenciando nisso,
15:13mas fato é que nós temos que estar muito atentos,
15:16eu tenho visto muita violência perpetrada por jovens,
15:19algo que assusta ainda mais,
15:22porque é uma continuidade,
15:23e os mais jovens normalmente,
15:26não que seja uma regra,
15:28mas normalmente são mais informados,
15:30são mais atentos,
15:31eu que estou dentro do meio universitário,
15:33sei que essas pautas são muito debatidas e discutidas,
15:37mas ao mesmo tempo,
15:38nós estamos vendo jovens aí,
15:40infelizmente matando suas namoradas,
15:42ou suas ex-namoradas,
15:44isso me preocupa muito,
15:45e acho que a gente tem que olhar
15:48para esse ponto também,
15:50que está surgindo muito agora.
15:52Bom, conversamos com a Fabiana Marques,
15:54advogada criminal,
15:55e também presidente da Comissão Mulher Criminalista,
15:58Fabiana, muito obrigada pelo tempo,
16:00para conversar com a gente aqui na Jovem Pan,
16:02volte sempre.
16:03Eu que agradeço essa oportunidade,
16:05uma boa noite a você,
16:06e a todos os telespectadores.
16:08Boa noite.
16:09Lembrando que o número
16:10para registrar a violência contra a mulher
16:13é o número 180.
16:14Esse número, além de gratuito,
16:16ele também pode ser utilizado
16:17para fazer uma denúncia,
16:18uma denúncia anônima.
16:20Inclusive, então,
16:21é importante ter anotado
16:23com tantos outros números de emergência
16:25também importantes.
16:26Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau.
16:27Amém.
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