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Em depoimento à CPI do Crime Organizado nesta quarta-feira (8 de abril de 2026), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, negou categoricamente ter discutido a situação do Banco Master com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Galípolo esclareceu que seus encontros com magistrados, especialmente com o ministro Alexandre de Moraes, limitaram-se a tratar dos riscos sistêmicos das sanções impostas pelos EUA via Lei Magnitsky em 2025.

Assista à íntegra:
https://youtube.com/live/r4eNYtjdkhA

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Transcrição
00:00Em depoimento à CPI do Crime Organizado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo,
00:05nega conversas com o STF sobre a liquidação do Master.
00:10A reportagem de Brasília é de Beatriz Souza.
00:13O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, falou na CPI do Crime Organizado
00:18para detalhar a atuação da autoridade monetária sobre o caso do Banco Master.
00:23Galípolo defendeu que o Banco Central adotou várias medidas ao longo do tempo
00:28diante das suspeitas envolvendo o Banco desde 2023.
00:32Mas somente em 2025 foi criado um grupo de trabalho para aprofundar as investigações
00:38e o Banco acabou sofrendo sanções por não cumprir exigências como os depósitos obrigatórios no BC.
00:45O diretor de fiscalização e supervisão, já em fevereiro, constitui um grupo de trabalho específico
00:50destaca pessoas para fazer uma análise dessa carteira, desses ativos.
00:56Isso ainda em fevereiro.
00:58Em março, o diretor de fiscalização sobe para a presidência e fala assim
01:03olha, eu estou investigando essas carteiras.
01:06E investigar as carteiras significa encontrar evidências de que aquele empréstimo efetivamente ocorreu.
01:14Então ele não é um teste...
01:16Negá-lo não é simples, porque você precisa esgotar todos os tipos de investigação possíveis.
01:22Se você encontrar a evidência, ela se interrompe rapidamente.
01:25Galípolo também confirmou que esteve na reunião no Palácio do Planalto em dezembro de 2024
01:32com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, Daniel Vorcaro e alguns ministros.
01:38Naquele momento, para mim foi muito análogo a algo que acontece muitas vezes de maneira até dentro do Banco Central.
01:44É comum quando tem um processo dentro de uma diretoria que alguém que é parte do processo procure a presidência
01:51para falar
01:52olha, eu estou com esse processo e queria dar uma explicação.
01:54Ato contínuo, o que eu faço?
01:55Eu chamo o diretor da área, que é o responsável e diz, olha, quem cuida disto é esse diretor, esse
02:00é o responsável.
02:01Foi exatamente a resposta que o presidente Lula deu ao momento.
02:04Você olha, o Galípolo vai assumir daqui a um mês o Banco Central, esse é um tema que não cabe
02:08à presidência da República,
02:09cabe ao Banco Central e lá dentro do Banco Central eu tenho certeza que você vai ser tratado da maneira
02:13técnica.
02:14Ele contou também que foi até a Suprema Corte conversar com ministros para esclarecer os efeitos da Lei Magníquist dos
02:22Estados Unidos,
02:23aplicada em julho de 2025 contra o ministro Alexandre de Moraes por suspeitas de violações de direitos humanos
02:30e negou ter falado sobre o caso do Banco Master.
02:33Todos os temas que a gente tratou com o ministro da Suprema Corte estavam sempre relacionados a isso que eu
02:39comentei agora,
02:39de você ter ali dentro um sigilo que possa ser de qualquer pessoa.
02:44Especificamente no...
02:45Não, sempre relacionado com isso, sempre relacionado com isso.
02:48Nada a ver com o Banco Master.
02:50Nenhum processo relacionado com quem está colocando aqui.
02:53Todo o processo que tenha envolvido o sigilo, que aí envolve sigilo de familiares,
02:58envolve sigilo do próprio ministro, dado que a Magníquist estava...
03:03O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que também prestaria depoimento hoje,
03:08não compareceu à reunião pela terceira vez.
03:12Mesmo com a ausência, Galípolo afirmou que a sindicância interna do Banco Central
03:17não encontrou indícios de que Roberto Campos Neto teria atuado para favorecer as fraudes do Banco Master.
03:24E aí, o que aconteceu lá do ponto de vista da aprovação, eu consigo relatar o que está nos autos
03:29ali.
03:29O que está nos autos foi exatamente isso.
03:31Ele apresenta em 2019, em fevereiro de 2019 é rejeitado pela origem,
03:35e depois em outubro de 2019 ele é aprovado.
03:38Não há, em nenhum processo de auditoria ou de sindicância,
03:42nada que encontre qualquer culpa por parte do ex-presidente Roberto Campos.
03:48Em reta final, a CPI terá o depoimento de Cláudio Castro,
03:52ex-governador do Rio de Janeiro, que está confirmado para terça-feira da semana que vem,
03:57mesmo dia em que será apresentado o relatório final e que a CPI será encerrada.
04:02O Acácio, a CPI está na reta final dos trabalhos e hoje recebeu o Gabriel Galipo.
04:08Agora, é saber o que ele acrescenta nessa discussão sobre o Banco Master,
04:13e como a gente estava até falando aqui com a Denise,
04:15ele defende o antecessor, Roberto Campos Neto, que não compareceu.
04:21A atuação do Banco Central nessa situação toda, gostemos ou não, critiquemos ou não,
04:29foi uma atuação técnica pautada em determinações legais.
04:34É importante nós observarmos, primeiro, a autonomia e mandato dos gestores do Banco Central.
04:41Em segundo lugar, a atividade bancária, a atividade financeira do Brasil é uma das mais reguladas,
04:49se não for a mais regulada e fiscalizada também.
04:55Então, obviamente, o Banco Central fez o possível, mas é óbvio também, e ninguém esconde isso,
05:02que há alguns aspectos na situação do Banco Master que distoam de uma situação comum.
05:10Foram vários os alertas emitidos pelo corpo técnico, sem nenhuma medida contundente dos gestores do Banco Central.
05:20Foram vários os alertas feitos, inclusive por concorrentes do Banco Master,
05:27sem que ações concretas fossem tomadas pelo Banco Central.
05:31Há um ditado que diz, inimigo do meu inimigo é meu amigo.
05:36No caso da atuação do Galípolo e a defesa do Galípolo ao Roberto Campos Neto,
05:43ao defender o seu antecessor, o que Galípolo faz é se defender também.
05:49Porque as ações e as omissões são muito parecidas.
05:55Óbvio que no caso de Roberto Campos Neto, aliás, elas aconteceram numa maior quantidade.
06:01Mas, repito, há semelhança entre elas.
06:05Então, obviamente, ele se defendeu.
06:07Agora, no que diz respeito à novidade ou acréscimo, Galípolo não trouxe nada de novo.
06:15Ou pelo menos nada que já não fosse conhecido da imprensa e dos parlamentares.
06:21Foi uma tentativa, Denise, de defender a instituição como um todo?
06:24Banco Central?
06:25Olha, defesa parcial, não é, Tiago?
06:27Porque nós tivemos recentemente falas de Gabriel Galípolo,
06:30no sentido que ele falava que o corpo do Banco Central tinha uma espécie de luto
06:35pelo fato de ter sido descoberto que dois diretores atuavam a favor de Vorcaro internamente,
06:42inclusive diretoria que votava no cupom para definir taxa básica de juros.
06:46Essa é uma citação só para mostrar a importância desse diretor.
06:52E que ele se recebeu de Vorcaro.
06:55Vorcaro, inclusive, ajudou em viagem deles à Disney.
06:58Teve uma série de favores e eles davam toda a orientação para o Master escapar das investigações.
07:05Agora, o processo em que se questiona a atuação do Banco Central vem lá de trás,
07:09desde a criação do Master, que veio do Banco Máxima, que na época já estava sob suspeitas.
07:15Havia desconfiança de parte do mercado, já havia investigações e o processo todo veio se arrastando.
07:20O estopim foi mesmo aquela tentativa do Banco de Brasília de comprar o Master.
07:25Então, a partir daquele momento, se começou a avaliar mais de perto toda a situação,
07:29se percebeu as irregularidades.
07:31Polícia Federal também participou com outras operações, aquela que coincidiu com o pedido de prisão de Vorcaro.
07:37E aí que se percebeu que havia um esquema financeiro muito pesado,
07:40que estava passando à margem da fiscalização do Banco Central.
07:44Chegou a liquidação, inclusive o TCU, que questionou a atuação do Banco Central,
07:48aceitou toda a documentação que foi apresentada em relação aos procedimentos que levaram à liquidação.
07:54Então é isso, o Galípolo não quis comprometer a gestão anterior,
07:58mas ele já falou desses diretores que participaram ativamente, que foram afastados do Banco Central.
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