00:00Comentaristas, inclusive, tratando dos muitos aspectos que envolvem o caso do Banco Master.
00:05Por exemplo, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo,
00:09ele disse hoje que os processos de auditoria e sindicância interna
00:13livram Roberto Campos Neto de qualquer culpa pelo caso do Banco Master.
00:18A gente também separou esse trecho. Acompanhe.
00:21E aí, o que aconteceu lá do ponto de vista da aprovação,
00:25eu consigo relatar o que está nos autos ali.
00:27O que está nos autos foi exatamente isso.
00:28Ele apresenta em 2019, em fevereiro de 2019 é rejeitado pela origem
00:33e depois, em outubro de 2019, ele é aprovado.
00:36Não há, em nenhum processo de auditoria ou de sindicância,
00:40nada que encontre qualquer culpa por parte do ex-presidente Roberto Campos.
00:46A manifestação de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central,
00:51participou da sessão da CPI do crime organizado,
00:55destacando, inclusive, que a auditoria foi realizada, uma sindicância foi feita
00:59e não há qualquer indício de participação de Roberto Campos Neto no caso do Banco Master.
01:06Não há culpa de Roberto Campos Neto enquanto ele era presidente do Banco Central.
01:12Deixa eu passar para os nossos comentaristas, começar com o Roberto Mota,
01:16a participação de Gabriel Galípolo e essa informação que me parece muito relevante, né?
01:21Já que há vários integrantes do atual governo que jogam no colo de Campos Neto,
01:27a culpa pelo caso do Banco Master, Mota.
01:30É uma ocasião rara a gente testemunhar isso que a gente testemunhou vindo do Galípolo
01:39e eu faço aqui mais uma vez o meu mea culpa porque eu tinha péssimas expectativas
01:45para o mandato dele, mas as minhas expectativas foram subvertidas.
01:51Eu sou o primeiro a admitir que eu errei.
01:54Mais uma vez, esse depoimento foi dado na CPI do Crime Organizado, não é isso?
02:01É, Crime Organizado, chamando o presidente do Banco Central.
02:06Eu vou repetir o que eu disse antes.
02:08É pirotecnia, busca por holofotes.
02:13E aí, nesse caso, tem até o desejo de criar uma aparência de imparcialidade, né?
02:20Convidaram o Galípolo e chamaram também o Roberto Campos Neto para dizer
02:24não, não, não, aqui somos todos neutros.
02:26A gente vai investigar de todos os lados.
02:29E aí eu vou aproveitar a oportunidade para responder ao comentário do Dávila.
02:34E o meu voto vai ser totalmente na direção oposta.
02:38O caso do Master tem a ver com o crime organizado, claro.
02:42No Brasil, praticamente tudo que acontece de ruim tem algum envolvimento com o crime organizado.
02:49Mas o caso Master não é o essencial para uma CPI que está investigando o crime organizado.
02:59O essencial é o Comando Vermelho, o PCC, os amigos dos amigos.
03:06E eu já perguntei antes, aqui vou perguntar de novo.
03:09Onde estão os resultados?
03:11Onde estão os avanços da CPI do crime organizado?
03:15Onde estão as propostas legislativas que vão possibilitar ao Brasil virar esse jogo,
03:23deixar de ser refém do crime organizado?
03:26Não há resposta para essa pergunta.
03:28E o segundo ponto que o Dávila colocou, eu tenho uma posição completamente oposta.
03:34É evidente que o passado do parlamentar importa.
03:39É claro, o passado do parlamentar é um indicativo da sinceridade das ações dele.
03:48É olhando o passado do parlamentar que a gente conclui se o que ele está fazendo hoje
03:55vem de convicção ou é apenas uma manobra oportunista que ele sabe que não vai dar em nada.
04:01Ah, mas aquele discursinho que eu vou fazer lá, nós vamos fazer um corte fantástico.
04:08Vai bombar nas redes sociais e sempre pega os incautos.
04:12Quem é que consegue acompanhar o trabalho dos oitenta e um senadores?
04:17Muita gente vai olhar aquele discurso e vai dizer,
04:20nossa, que corajoso, enfrentando os ministros.
04:25Como disse bem Cristiano Beraldo, ele foi eleito por um partido
04:29que já entrou inúmeras vezes com ações na Suprema Corte
04:33para pedir o ativismo judicial,
04:36que acabou com o equilíbrio dos poderes na República.
04:40Então, meu amigo, pode até convencer alguém que está desinformado,
04:45mas aqui na bancada dos pingos não vai passar, não.
04:49É pirotecnia e desejo de aparecer.
04:53Pois é, o Dávila, claro, vai querer trazer também o seu ponto de vista,
04:58um complemento ao que disse o Mota e o Cristiano Beraldo.
05:01Vai lá, Dávila.
05:03Não há possibilidade do crime organizado
05:07crescer do jeito que cresceu no Brasil
05:10sem uma mega operação de lavagem de recursos.
05:15E lavagem de dinheiro aconteceu por algo
05:19que foi a escalada do número de fintechs
05:25e também de corretoras no país.
05:29Então, o Banco Central, de um certo sentido,
05:31até estimulou essa criação de fintechs
05:34como se fosse para aumentar a concorrência bancária,
05:37mas não aumentou na mesma proporção
05:41a sua capacidade de fiscalizar.
05:45Então, não há dúvida que muitas corretoras e fintechs
05:51viraram fachada de lavagem de dinheiro no crime organizado.
05:55Se não existissem, provavelmente o crime organizado
05:58ia ter um pouco mais de dificuldade de lavar dinheiro
06:00na quantidade que vem sendo lavado.
06:03Então, houve uma assimetria na história do Banco Central.
06:10A parte de fiscalização não cresceu na velocidade
06:14em que se espalhou a criação de corretoras e fintechs.
06:19E essas entidades são, sim, um braço importantíssimo
06:24do crime organizado.
06:25É tão importante quanto as ações criminosas.
06:28Porque sem lavagem de dinheiro,
06:30o crime organizado é sufocado.
06:32Por isso, para combater o crime organizado
06:35é preciso desmantelar os esquemas de lavagem de dinheiro.
06:41Em qualquer lugar do mundo, Caniato,
06:43foi por aí que começou o desmantelamento
06:47das organizações mafiosas.
06:48Foi justamente pelo asfixiamento financeiro.
06:53Então, é, sim, um elemento muito importante.
06:58E a segunda coisa,
07:00esse personalismo da política,
07:03o senador Alessandro Vieira,
07:05ele é relator de uma comissão
07:07montada por representantes de todos os partidos.
07:11Tem presidente, tem relator, tem membro.
07:13Então, se ele, como relator,
07:16que aproveitou isso para aparecer nos holofotes,
07:19ok, o que fez no passado está bom.
07:21Mas não é ele, não é a decisão monocrática
07:25que nem o da Suprema Corte.
07:27Isso é uma comissão.
07:28O nome chama-se comissão.
07:30Comissão que tem que ter a proporcionalidade
07:33dos partidos representados.
07:35Então, querer colocar todo o lofote
07:37no Alessandro Moraes,
07:38porque ele fez,
07:39no senador Alessandro Vieira,
07:41porque ele fez isso,
07:42uma declaração,
07:43é distorcer a realidade.
07:45O papel de uma comissão é um colegiado.
07:49É uma decisão de colegiado.
07:52Portanto, vamos tirar um pouco deste personalismo,
07:56porque, felizmente, no Congresso Nacional
07:59não tem decisões monocráticas,
08:02como é o caso do Supremo Tribunal Federal.
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