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As primeiras embarcações começaram a atravessar o Estreito de Ormuz após o anúncio de cessar-fogo entre Irã, Estados Unidos e Israel. Apesar do avanço, o número ainda é pequeno diante do volume de navios retidos na região.

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Transcrição
00:00Vamos falar mais uma vez sobre o conflito no Oriente Médio, de atualizando também sobre o Estreito de Hormuz,
00:05desde essa divulgação do cessar-fogo bilateral entre Estados Unidos e Irã, o Estreito foi reaberto.
00:12Já teve passagem de navios por ali, Eliseu Caetano, ou ainda está com um ponto ali de muita cautela entre
00:18quem trafega para aquela região?
00:22Oi Bia, muito bom dia novamente para você, para o Cine, para todos que acompanham o Jornal da Manhã.
00:27A gente volta a falar ao vivo, direto dos Estados Unidos.
00:29Respondendo a sua pergunta, sim, pelo menos dois navios já passaram oficialmente, durante a madrugada de hoje, pelo Estreito de
00:36Hormuz.
00:37Ainda há relatos de que outros navios já estão se preparando, criando ali, formando uma espécie de linha
00:44para que eles consigam atravessar e voltar às suas rotas dentro da normalidade, viu?
00:51Logo após o anúncio do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o Estreito de Hormuz foi imediatamente reaberto,
01:00atendendo a um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostrando aí um sinal claro,
01:05de acordo com os analistas políticos, de que o Irã, de fato, de verdade, está interessado em manter esse acordo
01:12do cessar-fogo,
01:13ainda que ele seja temporário, por apenas duas semanas, e também considerado frágil por grande parte da comunidade internacional,
01:20porque, como a gente tem acompanhado bastante aqui, ao longo desses últimos 40 dias de conflito lá no Oriente Médio,
01:26o Estreito de Hormuz é um dos pontos mais críticos dessa crise, porque por ali deveriam passar pelo menos 20,
01:35entre 20% a 25% de todo o total do petróleo produzido no mundo, e todos esses navios ficaram
01:41parados, sem ter para onde ir.
01:43Os primeiros navios comerciais, portanto, já atravessaram o Estreito de Hormuz, isso poucas horas após o acordo,
01:49entre eles estavam o cargueiro grego NJ Earth e o navio Daytona Beach, de bandeira liberiana.
01:58E isso é muito importante, Bia, Cine, você que nos ouve, nos acompanha aqui na Jovem Pan,
02:04porque o Estreito estava completamente bloqueado pelas forças iranianas e também pelo medo desses práticos,
02:13que são os motoristas dos navios, são chamados de práticos, comandantes, de tentar atravessar e de serem ali atacados.
02:22Então a reabertura começou, mas ela ainda é limitada, a passagem desses dois navios já mostra,
02:29já significa que o cessar-fogo está sendo respeitado, pelo menos até aqui, pelo menos até agora.
02:35Porém, Bia, Cine, isso ainda não significa uma normalização, viu?
02:39As empresas de transportes ainda dizem que não há segurança total para navegação,
02:44ou seja, há um receio, há um medo por parte dos trabalhadores muito grande.
02:48E por isso, as decisões de envio continuam sendo feitas caso a caso com análise de risco.
02:55Isso significa que eles estão fazendo ali uma fila, formando uma fila e cada navio,
03:00cada empresa responsável por aquele navio vai avaliar se vai ou não vai atravessar.
03:06Ainda há centenas de navios presos, viu?
03:09Mais de 800 embarcações continuam presas e aguardando saídas ali da região.
03:14Alguns países, como a Coreia do Sul, estão também tentando liberar os seus navios via negociação direta com o Irã.
03:21Eu volto com vocês no estúdio.
03:23Muito obrigado, Eliseu Caetano.
03:25Vamos conversar aqui com os nossos comentaristas, né?
03:28É o C, né, Bia?
03:29Não tem ordem, não. Manda lá. Pode puxar.
03:31Vai, vai. Pode começar.
03:33Tá, vamos lá, então.
03:34Ô, Mota, a gente conversou logo no início aqui da edição do jornal com o Lucas Merreiro,
03:39brevemente, sobre essa situação envolvendo aí esse cessar-fogo.
03:42Vamos, também estou curiosa para escutar a tua avaliação sobre isso,
03:46mas não só na perspectiva da postura de Donald Trump, com essa reabertura do Estreito de Hormuz,
03:51mas também o que a gente pode esperar do Irã nessas duas semanas.
03:56O que a gente tinha conversado, inclusive, era de que não dá para imaginar que alguém vai invadir seu território
04:01e agora, duas semanas de um acordo bilateral, fica todo mundo tranquilo, tudo quietinho, se resolve.
04:06O Irã não tem essa tradição de ser um país, uma nação que vai aceitar e simplesmente responder em silêncio
04:13e acenar ali a bandeirinha branca da paz.
04:17Não, não tem e principalmente porque nós não estamos falando, Bia, de uma nação.
04:23Nós estamos falando de um regime ditatorial, teocrático, que tem como objetivo espalhar a sua ideologia,
04:35a sua forma de pensar pelo resto do mundo.
04:38É um regime que mantém a associação com grupos terroristas na Síria, no Líbano, no Iêmen.
04:46É um regime que passou décadas montando um arsenal gigantesco e que tinha como objetivo,
04:53e ninguém sabe se ainda tem, conseguir armas nucleares.
04:57É um regime que, quando se viu encurralado, não hesitou em atacar os próprios vizinhos árabes
05:04e poderia ter criado uma catástrofe global,
05:08porque 20% do petróleo passa ali pelo Estreito de Hormuz.
05:12Então, você tem razão, Bia.
05:15Essa trégua de duas semanas é apenas isso.
05:19É apenas um intervalo para que os negociadores encontrem algum outro caminho.
05:26Nada foi resolvido de forma definitiva.
05:30O Irã continua sendo uma ameaça grave ao mundo inteiro.
05:34Lucas Merreiro, e é interessante acompanhar também a guerra de discursos sobre quem venceu.
05:40Porque aqueles que apoiam Donald Trump e os aliados de Donald Trump
05:43veem na abertura parcial do Estreito de Hormuz a vitória.
05:47Já as autoridades iranianas dizem que o recuo de Donald Trump
05:52e esse prazo, entre aspas, de duas semanas,
05:56representam a vitória dos iranianos,
05:59representam a força do Irã para lutar contra os Estados Unidos.
06:04Quem está certo nessa versão?
06:07Eu imagino que a segunda opção que você colocou aí, Evander, está mais próximo da verdade.
06:12A gente não pode encarar a reabertura do Estreito de Hormuz
06:16como uma grande vitória dos Estados Unidos.
06:18Simplesmente porque nós voltamos para o status quo.
06:21O Irã continua com o seu regime ditatorial dos ayatolás,
06:25o Estreito volta a ser como estava,
06:27e o Irã não cede na sua intenção de deter uma bomba atômica,
06:32de continuar com o seu programa nuclear.
06:34Então, nenhuma das promessas que os Estados Unidos
06:37garantiu para a sua população se concretizaram até hoje.
06:41Pelo contrário, o Trump vinha dobrando a aposta,
06:44fazendo mais ameaças,
06:45chegando ao absurdo até mesmo de falar que exterminaria uma civilização.
06:50E aí, no dia seguinte, acontece o chamado taco.
06:53Como eu expliquei mais cedo,
06:55os americanos chamam o Trump always chickens out de taco.
06:59Isso significa o Trump sempre se acovarda.
07:02Eu não concordo muito com essa expressão.
07:04Acho que não dá para dizer que o Trump sempre se acovarda.
07:07Ele já conseguiu realizar conquistas muito importantes e tal.
07:11Mas, muitas vezes, acontece.
07:13E é o que a gente vê no presente caso.
07:15Então, eu entendo que houve, sim, uma vitória do regime iraniano,
07:19pelo menos até agora,
07:20porque eles conseguiram se manter no poder.
07:22Eles continuam com a sua intentona de manter um programa nuclear
07:26que garanta a eles uma bomba atômica no futuro.
07:29E continuam com o controle sobre o Estreito de Hormuz.
07:33Sob aspecto algum, eu vejo uma vitória dos americanos.
07:36E você, Roberto Mota,
07:38dá para dizer que tem algum lado já vitorioso, derrotado,
07:41só daqui duas semanas?
07:42Ou, pelo menos, sua perspectiva do momento?
07:45Eu acho que há uma clara vitória, assim,
07:49entre Donald Trump e de Israel.
07:53Nesse tempo de guerra,
07:56toda a hierarquia do topo do Irã foi dizimada.
07:59Todos os líderes do Irã foram mortos.
08:03A máquina, boa parte da máquina que o Irã passou décadas montando,
08:08foi destruída.
08:09O Irã hoje é quase uma nação sem defesa.
08:13É lógico que o que eles ainda têm de armamento
08:15é suficiente para provocar um estrago naquela região.
08:18Mas não há dúvida nenhuma que o Irã hoje
08:21é um regime completamente diferente do que era há 30 dias atrás.
08:29Você vê essa diferença toda, Lucas Merreiro, no regime?
08:32Vejo uma diferença, com certeza.
08:34Não dá para dizer que a morte de tantos líderes
08:36não afeta em nada o regime.
08:38É claro que afeta.
08:39Mas a promessa dos Estados Unidos foi de acabar com o regime.
08:42E eles não chegaram nem perto disso.
08:44O regime continua lá muito bem estabelecido.
08:46O Irã continua sendo uma potência tecnológica e bélica
08:50muito relevante.
08:51E continua com o seu controle sobre o Estreito de Hormuz.
08:54Então eu não consigo vislumbrar uma grande vitória dos Estados Unidos
08:58sendo que tudo que o Trump prometeu
08:59ele não conseguiu entregar.
09:01Na verdade, o único que saiu vitorioso aí, de certa forma,
09:04foi Israel.
09:05Porque Israel conseguiu avanços importantes
09:07como a tomada no sul do Líbano.
09:09Mas isso é visto como um interesse israelense,
09:12não como um interesse americano.
09:13O eleitor do Donald Trump
09:14viu que quem se beneficiou muito com essa história
09:17foi Israel e não os próprios Estados Unidos.
09:19E aí o Trump vai ter certas dificuldades
09:21de se explicar perante o seu próprio eleitorado.
09:23E aí
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