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O governo do presidente Lula (PT) prepara um projeto de lei para acabar com a escala de trabalho 6x1 no Brasil. A proposta prevê jornada de 40 horas semanais, com cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução de salário. O texto deve ser enviado ao Congresso Nacional com urgência constitucional e pode se tornar um dos principais debates trabalhistas no país.

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Transcrição
00:00Antes disso, tem informação chegando com a nossa reportagem, Júlia Fermino mais uma vez aqui com a gente.
00:05O governo Lula bateu o martelo, né, Júlia, sobre o conteúdo do projeto de lei com urgência constitucional
00:11que vai enviar ao Congresso Nacional pra pôr fim a escala 6x1, né, aquela tão criticada por alguns setores da
00:19sociedade.
00:20Inclusive, Lula teria definido qual seria a escala mais adequada? Conta pra gente, bem-vinda de volta.
00:29Sim, Caniato, Lula já tentou definir aí, deve também definir o que vai enviar ao Congresso Nacional.
00:36Esse PL que acaba, né, com a escala atual 6x1. E o que é que essa proposta prevê, então?
00:43A escala de trabalho seria de 5x2, 5 dias trabalhados, por 2 de descanso.
00:49E a redução da jornada passaria, então, de 44 pra 40 horas semanais sem alteração no salário.
00:57E aí, como é que será o projeto?
00:59De acordo com aqueles que estão ligados à Lula, esse texto será mais simples e direto, justamente sem margem,
01:06pra mais alterações enquanto esse texto vai passar ali pelo Congresso, né, sem que possa ser editado,
01:13ter alguma mudança mais específica, tudo realmente pra facilitar a aprovação e evitar as alterações.
01:19E aí, o que ficou de fora desse texto?
01:22A escala 4x3, que também era mencionada, via aí cogitação de ter uma escala de 4 dias de trabalho por
01:283 de descanso,
01:29e a redução maior da jornada, que seria de 36 horas semanais.
01:34Agora, esse texto prevê 40 horas semanais, reduzindo às 44.
01:38A vantagem, então, de ser um projeto de lei é que o presidente Lula poderá vetar partes do texto, se
01:45quiser,
01:46terá mais controle sobre o resultado final, né, o que vai ser aprovado.
01:50E como você disse, né, esse PL tá com urgência constitucional que determina a prazo de 45 dias
01:56pra ser votado, tanto no Senado quanto na Câmara, né?
02:00A gente precisa seguir acompanhando, porque é um tema que é muito popular,
02:03é um tema que também tá sendo usado aí, como Lula deve ser usado como campanha eleitoral,
02:08então, precisamos ficar de olho pra ver qual vai ser o resultado de tudo isso, né, Caniato?
02:12Até porque impacta diretamente a vida do trabalhador brasileiro.
02:15Volto contigo.
02:15Pois é, a gente vai seguir acompanhando os destaques da Júlia Firmina em relação a essa ideia do conteúdo do
02:22PL
02:22que será enviado pelo Executivo para o Congresso Nacional,
02:26provavelmente esse substitui, inclusive, aquela iniciativa da Erika Hilton.
02:31Valeu, Juliá, bom trabalho pra você, a gente segue aqui em contato.
02:35Deixa eu passar pros nossos comentaristas, começar essa rodada com o Cristiano Beraldo.
02:40Você, Beraldo Lula, já teria fechado questão em relação ao conteúdo desse projeto de lei
02:48que será enviado ao Congresso Nacional e a substituição da atual escala 6 por 1,
02:536 dias de trabalho e 1 de descanso, para uma escala de 5 dias de trabalho e 2 de descanso.
03:00Só que com um detalhe, esse que é fundamental, proibição de redução do salário.
03:06Então, o empregador tira da própria margem pra ofertar esse dia de descanso para o trabalhador.
03:14Mas dá certo? Essa conta fecha?
03:17Não fecha, né, Caneto?
03:20É uma ilusão você imaginar que o governo vai interferir nas relações de trabalho
03:26de forma a garantir que o empresário simplesmente olhe e fale
03:31nossa, realmente eu tô ganhando muito, então eu vou pagar mais para o meu funcionário
03:39ou vou pagar a mesma coisa pra ele trabalhar menos, ou seja, vou pagar mais pela hora de trabalho dele.
03:44No mundo real não é assim, até porque se nós olharmos a situação das empresas no Brasil hoje
03:50é periclitante, assim como é a situação financeira das pessoas.
03:56São muitas empresas inadimplentes, são milhões de brasileiros,
04:01mais de 80 milhões de brasileiros inadimplentes,
04:04nessa economia absolutamente inviável que temos no Brasil atualmente.
04:08Portanto, quando o governo, né, o presidente da república encampa essa proposta,
04:15ele tá simplesmente adotando um discurso eleitoral querendo impor condições
04:23para as empresas manterem os seus funcionários.
04:26O que vai acontecer?
04:28A mesma coisa que correu aí notícia de que as empresas estavam preocupadas
04:33com a lei da misoginia, de contratar mulheres, assim como aconteceu naquela lei
04:38que foi passada também no governo do Partido dos Trabalhadores
04:41sobre as empregadas domésticas, as pessoas demitem e contratam em outra condição.
04:47Quer dizer, você não consegue impor que as pessoas, que as empresas,
04:51gastem mais para pagar mais aos funcionários, sendo que há mão de obra
04:58que não vai se submeter a isso, o sujeito quer trabalhar, ele vai aceitar trabalhar
05:04recebendo o preço adequado pela hora de trabalho dele.
05:08E isso é uma diferença importante se a gente observar os Estados Unidos, né,
05:12com a cultura de pagar por hora.
05:14O funcionário sabe quanto vale a hora dele, a hora de trabalho dele.
05:20Quando ele deixa de ir trabalhar para jogar bola com os amigos,
05:24para ir para o clube, para o restaurante,
05:25ele sabe o quanto financeiramente ele está abrindo mão de ganhar.
05:31E isso vai criando uma relação mais objetiva entre trabalho e remuneração.
05:36Mas no Brasil isso não acontece.
05:38É sempre dentro de uma máscara e agora o governo aí com esse discurso
05:43que não tem a menor chance de emplacar nessa economia deprimida
05:47que o Brasil vive hoje.
05:49Pois é, deixa eu só dividir a rede.
05:53Você que nos acompanha pela rede de rádios ficará agora com um break.
05:58A gente volta na sequência.
06:00Sigo aqui com os nossos comentaristas.
06:02Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila.
06:04A gente debate essa questão da escala 6x1, né, o fim da escala 6x1,
06:09algo que é defendido por alguns setores da esquerda, né, Dávila?
06:12E agora Lula teria fechado questão com seus auxiliares, com seus assessores.
06:17Ele quer a escala 5x2, 40 horas semanais, sem redução de salário.
06:24Enfim, isso vai para o Congresso, naturalmente será debatido.
06:29Quais são os aspectos dessa proposta que você gostaria de destacar?
06:34O Beraldo já disse, ó, essa conta não fecha.
06:37Mas em um ano eleitoral parece que isso colocaria, inclusive,
06:41deputados e senadores contra a parede, né?
06:44É, Caniato.
06:46Mas é o típico projeto populista de esquerda de quem não sabe fazer conta.
06:52Dessa turma da esquerda que fugiu da aula de matemática.
06:56Porque manter salário e reduzir a hora de trabalho,
06:59isso só existe no mundo de Nárnia da esquerda.
07:03O fato é que, até o momento, a esquerda não conseguiu apresentar
07:07um único estudo sobre o impacto desta medida.
07:12E somente aqueles especialistas no assunto,
07:16como é o caso do professor José Pastore,
07:18que mostrou didaticamente um impacto desastroso
07:23que essa medida terá na formalidade do emprego.
07:26Vai aumentar em 18% a 20% o custo trabalhista.
07:30O custo em torno do salário aumenta em torno de 112%.
07:33Isso num momento de recessão, num momento de enorme dificuldade
07:38e enorme inadimplência.
07:41Portanto, esta medida vai derrubar o emprego formal,
07:45vai aumentar a demissão do emprego formal,
07:49aumentar a informalidade,
07:52o que é péssimo para a economia.
07:54E segundo, tem um impacto desastroso nas contas públicas.
08:00Vai afetar dramaticamente a folha de pagamento dos estados e municípios
08:06em áreas como segurança pública, hospitais, escola, justiça
08:10e, principalmente, aposentadoria.
08:14Isso vai fazer com que estados e municípios
08:17vão construir quase que 100% do orçamento com despesas correntes,
08:20o que vai esbarrar na inconstitucionalidade
08:23e causar enorme dor de cabeça
08:26para os governadores e prefeitos do país.
08:29Portanto, só tem uma saída
08:32nesta sinuca de bico
08:34que já foi aventada pelo Beraldo
08:36e que é a principal proposta hoje
08:38do candidato a presidência da República, Romeu Zema.
08:42Pagar por hora trabalhada.
08:44Aí acaba essa história de 5 por 2.
08:47O trabalhador vai ganhar por hora trabalhada.
08:49Se ele quiser trabalhar 40 horas, ele vai ganhar por 40 horas.
08:52Se ele quiser trabalhar 50 horas, ele ganha por 50 horas.
08:55Quem decide é o contrato, o livre contrato
08:59entre empregador e empregado.
09:02Esta é a única maneira para sair
09:05desta sinuca de bico
09:07que vai arruinar as finanças públicas,
09:10aumentar o desemprego, principalmente da economia formal,
09:14estourar as contas públicas
09:17e agravar a situação financeira de estados e municípios.
09:21Rede Jovem Pan de volta aqui em Os Pingos nos Is.
09:25A notícia em destaque,
09:26a Júlia Fermina, nossa repórter,
09:28trouxe há pouco uma decisão
09:30que teria sido tomada pelo presidente da República
09:34em relação ao projeto que prevê o fim da escala 6 por 1.
09:38Então, o presidente da República quer escala 5 por 2,
09:43trabalha 5 dias por semana e descansa 2,
09:4540 horas semanais, só que detalhe,
09:48sem redução do salário.
09:50Então, a ideia dele é que o empregador,
09:53o empresário, o comerciante,
09:55reduza da margem
09:56e, a partir daí, avance com esse projeto.
10:00E aí, o Beraldo e o Dávila falaram,
10:01bom, talvez a alternativa seja a remuneração por hora,
10:05que seria mais ou menos o que os aplicativos fazem.
10:09Uber, iFood, todas essas empresas
10:12acabam remunerando por hora.
10:14Quanto mais você trabalha, mais você ganha.
10:17Deixa eu passar para o Bruno Moussa,
10:19que também acompanha muito
10:20essas discussões em torno da escala 6 por 1,
10:23o fim da escala 6 por 1.
10:25Moussa, eu me lembro que teve uma televisão
10:27que eu trabalhei há muitos e muitos anos,
10:29que ela abria a possibilidade
10:31para que as pessoas trabalhassem ou não no feriado.
10:34Olha que loucura, hein?
10:36Só que no feriado, para quem é CLT,
10:38a empresa tem que pagar em dobro.
10:40Curiosamente, todos iam trabalhar,
10:42ou muitas pessoas iam trabalhar,
10:44porque ganhavam o dobro no feriado.
10:47Então, davam um bom dinheiro,
10:49um extra para aqueles profissionais.
10:51Então, para você ver,
10:52quando há o estímulo,
10:53trabalhar mais para ganhar mais,
10:55as pessoas topam fazer escalas maiores,
10:59reduzir o seu tempo de descanso.
11:02Agora, não é exatamente o que prega esse projeto.
11:05Fim da escala 6 por 1,
11:07escala 5 por 2,
11:09sem redução do trabalho.
11:11E aí?
11:12Você trouxe um exemplo muito importante,
11:15e eu recomendo a todo mundo
11:16que saia às ruas e pesquise.
11:17Com motorista de aplicativo,
11:19entregadores desses de bicicleta,
11:22do iFood.
11:22Perguntem se eles trabalhariam 7, 8 vezes seguidas
11:26para folgar dois dias com dinheiro no bolso,
11:28ou um dia, não importa.
11:29Em suma maioria, eles dirão que sim.
11:32Agora, a esquerda vai ter de versar tudo isso
11:34e vai dizer o seguinte,
11:36claro, eles precisam de mais dinheiro,
11:38porque eles são uma vítima do capitalismo opressor,
11:42daquela ideia disfuncional criada por Marx,
11:45que o Mota tanto cita,
11:46e muito corretamente.
11:48Ou seja, ele já foi, ele e o Marx,
11:51desmentido na teoria e na prática.
11:53Mas o discurso é mais bonito do que isso.
11:56Pois bem, na realidade,
11:57o que acontece é que as pessoas,
11:59o ser humano como um todo,
12:01nós somos movidos por incentivos.
12:03E seja esse incentivo emocional,
12:05financeiro, familiar, não importa.
12:07Nós precisamos desses incentivos.
12:09É da essência do próprio ser humano.
12:11E o que eu vejo o Lula fazendo agora aqui
12:13é que ele já começou a mudar,
12:15a ceder um pouco.
12:16Aquela frase clichê,
12:18que parece clichê,
12:19mas é bastante óbvia,
12:21você não vê filhas de pessoas entrando no Brasil
12:23para querer trabalhar no regime CLT,
12:25porque ele protege o trabalhador.
12:27Mas você vê filhas de pessoas
12:29querendo entrar nos Estados Unidos,
12:31onde você tem livre negociação
12:33dos contratos entre as partes envolvidas.
12:36Livre negociação entre as partes envolvidas
12:38num contrato privado.
12:40Você trabalha,
12:41o empregador e o empregado concordam com aquilo,
12:44e você tem a liberdade para fazer aquilo.
12:47Isso já mostrou que traz maior produtividade,
12:51muito melhor qualidade do próprio emprego
12:54e, portanto, você traz benesses
12:57no médio e no longo prazo.
12:58O mínimo que foi feito ali no governo Temer
13:00já trouxe benefícios ao longo do tempo
13:03com uma maior flexibilidade,
13:05que já voltou tudo atrás,
13:06enrijeceu o mercado de trabalho
13:08num país altamente improdutivo,
13:10segundo a própria Organização Internacional do Trabalho,
13:12que é o Brasil.
13:13Mas quando o Lula começa a aceitar
13:16uma escala 5 por 2,
13:19sem redução de trabalho,
13:20eu vejo que ele começa,
13:21talvez, a ceder um pouco
13:23a uma classe que historicamente
13:25seria eleitor do PT.
13:27As pessoas mais pobres,
13:29que seriam os entregadores,
13:30ou motoristas de aplicativo,
13:31que não mais apoiam esse governo
13:33por óbvio,
13:34por motivos óbvios.
13:35São 22 anos no poder,
13:37prometendo coisas,
13:39e não entregando absolutamente nada,
13:40e entregando agora
13:41o maior endividamento público,
13:43o maior endividamento das famílias,
13:45e o maior endividamento das empresas,
13:47que começou lá atrás.
13:49Então, eu acredito que
13:51não adianta,
13:52ele vai ter que continuar
13:54batendo naquilo que ele acredita
13:56que é fundamentalmente errado,
13:58porque ele não traz benefícios para o país,
14:00mas ele não pode abandonar
14:02o seu discurso enraizado ali,
14:04retrógrado.
14:04Ao mesmo tempo,
14:05ele precisa ceder
14:06para uma classe que historicamente
14:08seria petista,
14:09mas abandonou o partido,
14:10porque quer uma evolução,
14:12porque quer flexibilidade,
14:14coisa que o PT não prega,
14:15encruzilhada que ele mesmo se colocou.
14:18Pois é,
14:18deixa eu passar para o Roberto Mota,
14:20para a gente avaliar essa situação,
14:22e eu nem vou colocar aqui na discussão,
14:24Mota,
14:25o tópico que envolve
14:27a produtividade do brasileiro,
14:29porque a gente poderia também
14:30resgatar os rankings
14:33que apontam
14:34a uma produtividade muito atrás
14:35dos trabalhadores de outros países,
14:37mesmo com a escala 6 por 1.
14:39Fico imaginando,
14:40ok,
14:41se passar para 5 por 2,
14:42a gente vai prejudicar,
14:46inclusive,
14:47a nossa performance
14:48nessa avaliação
14:49que muitos fazem
14:50nesse ranking mundial,
14:52em que alguns elementos
14:53são considerados.
14:54Mas você,
14:55esse desejo de Lula,
14:57o projeto de lei
14:57que será enviado,
14:58ao que tudo indica,
14:59e o quanto disso
15:00acaba impactando também
15:02no processo eleitoral,
15:03porque vai ter muito deputado
15:06pensando,
15:06poxa,
15:07será que eu voto negativo,
15:08voto para vetar,
15:09ou vamos aprovar esse projeto,
15:11né?
15:11Muitos acabam
15:13cedendo as pressões,
15:14né?
15:16Prepare-se
15:16para o espetáculo
15:18de ver
15:19parlamentares
15:20de direita
15:22apoiando
15:22uma ideia
15:23populista
15:24da esquerda.
15:25O mais curioso
15:26é ver o governo
15:27posando de bonzinho,
15:29porque o governo
15:30é o principal
15:31responsável
15:32pelas dificuldades
15:33dos trabalhadores,
15:34porque é o governo
15:35que produz
15:36a inflação
15:37com os seus gastos.
15:39É um mecanismo
15:41de difícil
15:42compreensão.
15:43E o governo
15:44conta com isso.
15:46Por isso,
15:47o governo
15:47destrói
15:49o poder de compra
15:50do trabalhador
15:51com uma mão
15:51e promete
15:53bondades
15:54com a outra.
15:55mas o governo
15:56não tem
15:57poder
15:57de reduzir
15:58as horas
15:59trabalhadas
16:00e manter
16:01o salário,
16:02porque diante
16:03do prejuízo,
16:04a empresa
16:05ou demite
16:07ou fecha
16:08as portas.
16:09E nos dois casos,
16:11quem perde
16:12é o trabalhador.
16:13Pois é,
16:14deixa eu
16:15voltar
16:16às nossas
16:16discussões
16:17em torno
16:18dessa questão
16:18que envolve
16:19o fim
16:20da escala
16:20seis por um,
16:21o projeto
16:22que o
16:23Executivo Federal,
16:24o presidente Lula
16:25deve encaminhar
16:26para o Congresso
16:27Nacional,
16:28há uma previsão
16:29de que a escala
16:30fosse cinco por dois,
16:32cinco dias de trabalho
16:33e dois de descanso,
16:34não necessariamente
16:35sábado e domingo
16:36de descanso.
16:37Quarenta horas
16:38semanais
16:39de trabalho,
16:39mas sem redução
16:41de salário.
16:43Faltou alguém
16:44nessa rodada?
16:45Não?
16:45Deixa eu passar
16:45para o Cristiano Beraldo.
16:47Beraldo,
16:48quando a gente olha
16:48para a questão
16:49que envolve
16:50o parlamentar,
16:52o Mota
16:52deu um bom exemplo,
16:53será um festival
16:54de parlamentares
16:55de direita,
16:56de centro-direita,
16:57cedendo a uma proposta
16:59da esquerda,
17:00do presidente
17:01da república.
17:03Eu fico imaginando
17:04a estratégia
17:05que o partido faz
17:06ou o próprio candidato
17:07faz,
17:08poxa,
17:08mas eu então
17:08vou votar contra
17:09um projeto
17:11que provavelmente
17:11o meu eleitor
17:12acha que é uma boa ideia.
17:14E aí,
17:15como é que o candidato
17:16a um cargo
17:17do legislativo
17:18deve refletir
17:19a respeito dessa
17:19que é uma medida
17:20populista,
17:21mas que pode
17:22inclusive prejudicá-lo
17:23nessa caminhada
17:24para que ele continue
17:25com a cadeira
17:25na Câmara?
17:28Pois é,
17:28aí a gente vê
17:30cada um pesando,
17:31se ele é realmente
17:33fiel
17:34aos seus ideais,
17:35aquilo que ele acredita
17:37que é o melhor
17:38para o Brasil,
17:39ou se ele é mais
17:40fiel
17:41ao seu interesse
17:43pessoal
17:43de se manter
17:45na Câmara
17:46dos Deputados.
17:47boa parte deles,
17:48temos que convir,
17:50ficam lá
17:51fazendo pouca coisa
17:52produtiva
17:53pelo Brasil.
17:54Mas,
17:55Caniato,
17:55a gente vê
17:56nesse tipo
17:56de discussão
17:57que o Brasil
17:58é o país
18:00da cigarra.
18:01Vocês lembram
18:02da fábula
18:03da cigarra
18:03e da formiga?
18:04Em que a formiga
18:05passa o verão inteiro
18:07trabalhando
18:08para se preparar
18:09para o frio
18:10do inverno.
18:10E a cigarra
18:12passa o verão inteiro
18:13curtindo,
18:14cantando,
18:14relaxando,
18:15aproveitando.
18:17Quando chega o inverno,
18:18a formiga está preparada,
18:20ela trabalhou,
18:20ela antecipou
18:21o seu problema,
18:23consegue se proteger.
18:24E a cigarra está lá
18:25para morrer de frio.
18:26E aí,
18:27o que a cigarra faz?
18:28Vai lá pedir ajuda
18:30porque ela quer
18:31desfrutar
18:32do resultado
18:32do trabalho
18:33da formiga.
18:35O Brasil
18:35é o país
18:36que não perde
18:38a oportunidade
18:39de aplaudir
18:41e proteger
18:41a cigarra
18:42por um mero
18:44interesse
18:44mesquinho
18:45eleitoral.
18:46Ninguém é,
18:47de fato,
18:48partidário
18:49da cigarra,
18:50está ali achando
18:51que a cigarra
18:51está vendo.
18:51Não, não, não.
18:52Mas é porque
18:53simplesmente
18:53sempre vem
18:54essa conversa mole
18:56de gente
18:56que se acovarda
18:58na hora
18:58de defender
18:59as ideias
19:00que realmente
19:00acredita,
19:01apesar de,
19:02num primeiro momento,
19:03soarem populares.
19:05Porque,
19:06se eles forem
19:06competentes o suficiente
19:07para explicar
19:09como isso é danoso
19:10a todo o funcionamento
19:11da economia brasileira,
19:13as pessoas
19:14vão compreender
19:15que existe
19:16um ponto
19:17importantíssimo
19:18a ser considerado.
19:20Mas não.
19:21A gente
19:22lembra ali
19:23daquela votação
19:24em que
19:24o piso salarial
19:26dos enfermeiros,
19:27e eu repito aqui
19:28todo o meu
19:30mais sincero
19:31respeito e admiração
19:32dos enfermeiros
19:32brasileiros,
19:33mas o piso salarial
19:35de qualquer profissão
19:36não pode estar
19:37na Constituição Federal.
19:39Constituição não é
19:40para isso,
19:41mas aí
19:41os parlamentares
19:43acharam o máximo,
19:45vamos lá,
19:46parecer que nós
19:46estamos preocupados
19:48com a saúde do povo
19:49e vamos fazer
19:50esse gesto
19:51para os enfermeiros,
19:52afinal de contas,
19:54são milhões de votos
19:55às vésperas da eleição.
19:57É esse tipo
19:58de política
20:00pé de chinelo,
20:02de gente
20:02que não tem
20:03firmeza
20:04para defender
20:05aquilo que é certo,
20:07que vai submetendo
20:08o Brasil
20:09a esse tipo
20:10de situação.
20:11Pois é,
20:11deixa eu passar
20:12mais uma vez
20:12para o Dávila,
20:13porque tem um ponto
20:13importante,
20:14o Dávila sempre gosta
20:16de mencionar
20:17a reforma trabalhista
20:19que foi aprovada
20:20na gestão
20:21de Michel Temer
20:22e alguns avanços
20:25naquela ocasião,
20:26a legislação
20:27um pouco mais flexível
20:29para contratar,
20:30para demitir,
20:30inclusive permitindo
20:31que trabalhadores
20:32pudessem
20:33atuar
20:34em empresas
20:35em um esquema
20:36de trabalho diferente,
20:37aquele trabalho
20:38intermitente,
20:39não é Dávila?
20:40Muitas vezes o camarada
20:41tem um trabalho
20:42só de fim de semana,
20:43ele trabalha
20:43em uma empresa
20:44na semana
20:45e um outro trabalho
20:46no final de semana.
20:47Mas aí você mencionava
20:49uma dificuldade
20:50que algumas instituições
20:51têm em lidar
20:53com as mudanças,
20:54tudo é difícil
20:55aqui no Brasil
20:56e mesmo quando você
20:58aprova uma legislação
20:59há um entendimento,
21:01pelo menos
21:02na justiça
21:02trabalhista,
21:04de que é preciso
21:05você ainda
21:06se apoiar
21:08em coisas antigas,
21:10em legislações
21:11que já foram superadas.
21:12E aí a pergunta
21:13que eu faço,
21:14Dávila,
21:15quando que a gente
21:15vai conseguir avançar
21:16de fato?
21:17Quando o nosso mercado
21:18vai se apoiar
21:22em medidas
21:23que foram tomadas
21:24em outros países,
21:25países de primeiro mundo,
21:26eu digo?
21:27quando a justiça
21:29trabalhista
21:30cumprir a lei,
21:32cumprir a reforma
21:33trabalhista.
21:34Não é a justiça
21:36trabalhista,
21:36alguns juízes
21:37da justiça
21:38trabalhista
21:39não respeitam
21:41a lei aprovada
21:42no Congresso.
21:42Se aprovassem,
21:43a gente não estaria
21:44tendo essa discussão
21:45porque lá
21:46está escrito,
21:47está aprovado,
21:48já é lei no Brasil
21:49que o legislado
21:51se sobrepõe
21:52à legislação
21:54trabalhista,
21:55o combinado,
21:56o negociado
21:57se sobrepõe
21:58à legislação.
21:59Isso já está na lei,
22:00é só negociar
22:01a forma que você
22:02quer trabalhar,
22:03ser remunerado,
22:04quantas horas
22:04quiser trabalhar
22:05que está tudo certo.
22:06Isso depende
22:07de um consenso
22:08entre empregador
22:09e empregado.
22:10Foi criado também
22:11o banco de horas,
22:12o banco de horas
22:13é lei,
22:14é só ali,
22:15você gosta de trabalhar
22:15mais no fim de semana,
22:17o outro gosta de trabalhar
22:18mais à noite,
22:19o outro gosta de trabalhar
22:19mais de madrugada,
22:20cada um faz do jeito
22:21que quiser,
22:22está lá banco de horas,
22:23isso já está na lei.
22:25Portanto,
22:26é só respeitar a lei,
22:28não precisa ficar criando
22:29leis e regras demagógicas
22:32que só vão gerar
22:34mais desemprego,
22:36só vão jogar mais pessoas
22:37na informalidade.
22:39Agora,
22:40o que me chama a atenção
22:41não é apenas
22:43o ato demagógico
22:44do governo,
22:45é a conivência
22:47dos parlamentares,
22:50é a conivência
22:51dos governadores
22:52e prefeitos
22:53que vão ser
22:53os mais afetados
22:55por essa medida
22:56absurda,
22:57vai destruir
22:58a finança
22:59dos estados
23:00e dos municípios.
23:01Agora,
23:03calar-se agora
23:05significa pagar a conta
23:06pro resto da vida,
23:07então não faz
23:07o menor sentido.
23:09Então,
23:09o que nós temos
23:10de fazer no Brasil?
23:12Respeitar a lei
23:12e modernizar
23:14a regra da lei.
23:15que no fundo
23:16o Brasil tem
23:17hoje
23:17a maior judicialização
23:20trabalhista
23:20do mundo.
23:22Então,
23:23Caniato,
23:24vamos respeitar
23:26o que o Congresso
23:27aprovou
23:27e a lei
23:28que vigora
23:28no país,
23:29que é a reforma
23:30trabalhista.
23:31Se fizéssemos isso,
23:33não teríamos
23:34esse bate-boca
23:35em torno
23:35de um projeto
23:36absurdo
23:37que vai aumentar
23:39o desemprego,
23:40quebrar cidades
23:41e estados
23:42e não vai
23:43fazer
23:44o que a lei
23:46desejaria.
23:46Ou seja,
23:47manter
23:48as pessoas
23:49ganhando a mesma coisa
23:51e trabalhando
23:52menos horas.
23:52Isto
23:54somente
23:54no mundo
23:55de Nárnia
23:56da esquerda.
23:57Pois é,
23:57isso pra muitos
23:58seria um
23:59dos itens
24:01dentro desse pacote
24:03de bondades,
24:03aquele que nós
24:04mencionamos há pouco.
24:05Mas deixa eu passar
24:06pro Bruno Musa,
24:07porque o Bruno
24:07e o Mota
24:08não falaram
24:09sobre aquela
24:09outra iniciativa,
24:11que poderia
24:13custar
24:13aos cofres públicos
24:14algo em torno
24:15de 400 bilhões
24:17de reais.
24:18E claro que
24:19é preciso considerar
24:20que alguém teria
24:21de pagar essa conta
24:21em algum momento.
24:22Né, Bruno Musa?
24:25É sempre
24:25importante dizer
24:26que a linguagem
24:29é muito importante
24:30como é colocada.
24:31Eu,
24:32que estive há pouco tempo,
24:33tive o privilégio
24:34de estar com o Mota
24:35no Rio de Janeiro,
24:35ele me presenteou
24:36com o livro dele
24:37e eu estou
24:37terminando de ler
24:38e ele menciona
24:39muito a respeito
24:40dessa mudança
24:40da linguagem
24:41quando você faz,
24:42por exemplo,
24:42com presidiários,
24:44que você vai
24:45transformando em
24:45apenados,
24:46depois você transforma
24:47em ressocializando,
24:48vai transformando
24:49em algo bonito.
24:50Então veja que
24:51o ponto dos 400 bilhões
24:52que representa
24:533,5% do PIB
24:55é a mesma coisa,
24:56pacotes de bondades.
24:58Não são todos
24:59que entendem
25:00a ironia do processo.
25:01Muitos entendem
25:02realmente que
25:03há uma bondade
25:04por trás,
25:04que realmente
25:05os preços estão subindo,
25:06que o único caminho
25:07é você travar os preços,
25:09porque isso
25:09simplesmente
25:10vai diminuir
25:11o lucro
25:12daquele empresário
25:13que já é rico
25:13e é malvadão.
25:14Sem entender
25:15que grande parte
25:16dos empreendedores brasileiros,
25:1780% dos empregos
25:18são gerados
25:19por pequenos empreendedores.
25:21Aquele dono
25:21da padaria,
25:22do botequinho,
25:23que muitos deles
25:24ganham poucos salários
25:25mínimos por ano
25:26como empreendedor,
25:27assumindo o risco
25:28de ser empreendedor
25:29no Brasil.
25:30Portanto,
25:30uma inversão
25:32na linguagem
25:33que as pessoas
25:34simplesmente vão
25:36absorvendo aquilo
25:37de maneira paulatina
25:39e pouco a pouco
25:41vão acreditando
25:41que aquilo é uma verdade
25:42quando vai entrando
25:43em nossas cabeças.
25:45Mas quando você analisa
25:46dados, fatos, números,
25:48vê que há uma mera
25:49narrativa
25:50por trás disso tudo.
25:51Estamos falando
25:52de 3,5% do PIB,
25:54400 bilhões de reais,
25:55que será pago
25:56sim ou sim,
25:57especialmente
25:58pelos mais pobres,
25:59porque são eles
26:00que não têm
26:00para onde fugir.
26:01São eles que têm
26:02que aceitar
26:03as regras
26:04mais duras
26:06de trabalho,
26:07menos flexíveis.
26:08São eles
26:09que têm
26:10grande parte
26:11do seu salário
26:13preso
26:13num FGTS,
26:14que eles não podem
26:15mexer no FGTS
26:17e não há rendimento
26:18que seja satisfatório
26:20em cima
26:20desse capital deles.
26:22Mas eles podem
26:23pegar o FGTS,
26:24colocar como garantia
26:25num banco,
26:26pagar juros
26:27em cima do empréstimo,
26:28dando como garantia
26:29o FGTS dele.
26:30Mas ele não pode
26:31mexer.
26:32Por quê?
26:32Porque algum ser
26:33semideus
26:34lá no governo
26:35falou que não,
26:36que aquilo não pode
26:37ser movimentado
26:38pelo trabalhador.
26:39Você acha que realmente
26:40os mais ricos
26:41precisam do FGTS
26:42para se movimentar?
26:43Claro que não.
26:44Portanto,
26:45quem paga as contas
26:46é justamente
26:47o povo mais pobre.
26:49Sustenta esse governo
26:50com uma narrativa mentirosa
26:52que precisa cada vez mais
26:54aumentar os impostos
26:55para sustentar
26:56essa máquina
26:57nababesca,
26:58inchada,
26:59corrupta e ineficiente
26:59que é a máquina
27:01pública brasileira.
27:02Só que, claro,
27:03isso não rende voto.
27:04Então é mais fácil
27:05inventar a narrativa.
27:06E uma grande disfunção
27:08que nós temos hoje,
27:09o privilegiado
27:10é quem mente mais
27:11numa campanha política.
27:13Porque ele mente,
27:14não há qualquer freio moral
27:15para que ele pare de mentir
27:17e também não há
27:18nenhum efeito legal
27:19se ele não entregar
27:20nada daquilo
27:21que ele prometeu.
27:23Portanto,
27:24você tem um sistema
27:25onde privilegia
27:26os mentirosos
27:27e aqueles que usam
27:28a máquina pública
27:29para distribuir dinheiro
27:30que não é deles
27:31e eles te dão cinco
27:32e tomam dez
27:34através de impostos
27:35e de inflação.
27:36E quando a coisa aperta
27:37como agora,
27:38você vê o governo
27:39sendo obrigado
27:40a diminuir
27:41alguns impostos.
27:42Só que ele continua
27:43aumentando os gastos.
27:44O que acontece com isso?
27:45O déficit aumenta.
27:47Mais déficit,
27:48mais endividamento,
27:49juros mais altos,
27:50moeda que perde
27:51poder de compra,
27:52quem paga?
27:53Justamente os mais pobres,
27:54aquele que eles dizem
27:55defender.
27:5622 anos
27:57de pura mentira populista.
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