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O setor de bioinsumos consolidou-se como um dos pilares da agricultura brasileira, atingindo o faturamento histórico de R$ 6,2 bilhões em 2025, com crescimento de 15% em relação ao ano anterior.

Os dados, divulgados pela CropLife Brasil neste início de abril de 2026, mostram que a área tratada com biológicos saltou para 194 milhões de hectares (+28%). Em paralelo, o seminário LIDE Agronegócio reuniu em São Paulo nesta quarta-feira (8 de abril) as principais lideranças empresariais e ex-ministros para debater o protagonismo do Brasil em segurança alimentar, bioenergia e o avanço dos insumos sustentáveis para as próximas safras.

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Transcrição
00:00ali o potencial do acordo entre
00:01o Mercosul e a União Europeia
00:03previsto para entrar em vigor
00:05provisoriamente em maio, depois
00:07de décadas de discussão. A
00:09reportagem é de Marcelo Matos.
00:11Com integração, lavoura,
00:13picuar e floresta, o
00:15agronegócio brasileiro poderá
00:17ampliar sua expansão com a
00:20recuperação de territórios
00:21degradados, cento e cinquenta e
00:24nove milhões de hectares,
00:26explica o ex-secretário de
00:28Agricultura de São Paulo,
00:30Francisco Maturro. Toda a área
00:32degradada, ele emite carbono e
00:35uma área com pastagem, com
00:37cobertura vegetal, ela tá
00:38sequestrando o carbono. Então,
00:40esse é um ganho que o Brasil tá
00:41tendo e é o único país do mundo
00:43que tem ainda essa extensão de
00:45terra pra ser convertida. Não é
00:48pra deixar de fazer pecuária, é
00:50pra fazer sistemas integrados de
00:51produção ou ILPF, integração,
00:54lavoura, pecuária, floresta, dá
00:57pra fazer tudo na mesma área. Mais
00:59de dezessete milhões de hectares
01:01já foram recuperados. Para o
01:03diretor de assuntos corporativos
01:05da Jundir, Alfredo Miguel Neto, o
01:08Brasil tem potencial para
01:10exportar soluções ao agronegócio
01:14mundial. O Brasil tem todas as
01:17condições, inclusive com
01:18biocombustíveis, de dar um salto
01:22muito grande na contribuição pro
01:23PIB. E por isso aqui eu mencionei
01:26que o Brasil é um cofre de oito
01:29ponto cinco trilhões de metros
01:32quadrados, com grande desenvolvimento
01:35econômico social, que nós precisamos
01:36abrir esse cofre e fazer realmente
01:39esse salto tecnológico, nos
01:42comunicarmos com o mundo e dizer o
01:44quanto sustentáveis nós somos, o
01:46quanto nós podemos atender a este
01:48mundo. Em menos de cinquenta anos, o
01:50Brasil deixou de ser um importador de
01:53alimentos para ser um dos maiores
01:56exportadores mundiais, é líder em
01:59várias commodities e a tendência
02:01agora é de um crescimento exponencial,
02:04com a preservação do meio ambiente e ao
02:07mesmo tempo a questão que envolve o
02:08acordo, a União Europeia e o
02:11Mercosul. Avalia o presidente da
02:13Associação Brasileira da Indústria de
02:16Alimentos, João Dornelas. A gente está
02:20vendo de maneira muito positiva o
02:21acordo, principalmente porque a gente
02:23está agora tendo acesso a um mercado
02:25muito grande, nós estamos falando que
02:27é um bloco de setecentos e vinte
02:29milhões de habitantes, com uma renda
02:31per capita um pouco mais alta que a
02:33brasileira e é uma chance grande para
02:35empresas nacionais poderem oferecer o
02:38seu produto, né, que alguns vão ser
02:40desconhecidos, para a Indústria de
02:42Alimentos não é tanto, a Europa é um
02:45grande importador da Indústria de
02:46Alimentos, mas nos permite reforçar a
02:49nossa presença também em território
02:50europeu. O ex-governador de São Paulo,
02:53João Doria, reforça a urgência do
02:55avanço da infraestrutura no Brasil.
02:59Faltam armazéns para a produção do
03:01agro brasileiro e é preciso que haja
03:03dentro de, como você colocou, dentro
03:06de um planejamento estruturante e
03:08recursos de investimento do governo
03:11em silos, em armazéns para a produção
03:15agrícola brasileira, estamos falando
03:17aqui mais dos grãos. Também do
03:19escoamento, o Brasil ainda tem problemas
03:20graves nos seus portos e no acesso aos
03:23portos, notadamente o maior porto da
03:25América Latina que é o Porto de Santos
03:27aqui em São Paulo, que a meu ver já
03:28deveria ter sido privatizado e
03:30concessionado ao setor privado há muito
03:32tempo, sofre de deficiências ainda
03:34graves por conta de ser administrado
03:36pelo poder público. Ex-ministro da
03:39agricultura Roberto Rodrigues considera
03:42que o segmento ainda não é compreendido
03:45no próprio país. É preciso que o povo
03:48brasileiro tenha orgulho disso, como a
03:52Europa tem orgulho da sua agricultura
03:54por razões como as nossas e isso
03:57precisa de muita informação, a informação
03:59para nós se sentirem comprometidos com o
04:02processo que transforma o Brasil no
04:05campeão mundial da segurança alimentar e
04:07portanto da paz. Então não haverá paz se
04:09houver fora. Em São Paulo, o seminário
04:11LIDE Agronegócio discutiu com
04:13autoridades e empresários o protagonismo
04:16do agro, segurança alimentar,
04:19bioenergia, inovação, sustentabilidade e
04:23competitividade no Brasil. Bom, Mano
04:27Ferreira e Denise Campos de Toledo
04:28começam pelo Mano, sobre essa história
04:31do acordo do Mercosul União Europeia, é
04:32claro que o agro está interessado nisso,
04:34está de olho nisso. Há uma entrada
04:36provisória desse acordo no dia 1º de
04:39maio, mas ainda não é a totalidade,
04:41porque a Europa, alguns países ainda
04:43resistem, de qualquer forma, esperar
04:45para saber como esse acordo vai se dar
04:48na prática. Mano Ferreira.
04:50É verdade, Tiago. A expectativa é muito
04:52positiva no agregado, porque a abertura
04:55econômica favorece os ganhos de
04:57produtividade. O consumidor pode pagar
05:00mais barato por produtos de melhor
05:03qualidade. O que acontece também é que
05:05todo o processo de abertura também tem
05:08os perdedores, aqueles que eventualmente
05:11não são capazes de competir com os seus
05:15pares internacionais. Nesse caso, a gente
05:18precisa entender quais são os nossos
05:21gargalos estruturais para que a gente
05:23tenha condições de competir. A gente, por
05:26muito tempo, tentou fazer um modelo de
05:30desenvolvimento no Brasil baseado num
05:33protecionismo muito exacerbado. Isso
05:35acaba nos aprisionando num ciclo onde a
05:38produtividade fica estagnada no longo
05:41prazo. Por isso, é muito importante que o
05:43lobby desses setores se direcione para
05:46que haja uma redução do chamado custo
05:49Brasil.
05:50Ô, Denis, é muito interessante porque a gente
05:51falava, ah, se o acordo do Mercosul e a União
05:54Europeia entrar em vigor imediatamente
05:55podia ser uma alternativa ao talifácio. O
05:58acordo nem entrou em vigor e o talifácio
06:00nem saiu do papel, né?
06:02É, exatamente. Ficou tudo no meio do
06:04caminho, tá assim, mal resolvido. O Mercosul
06:07concluiu as etapas burocráticas que tinha
06:10de aprovação desse acordo. Agora, há uma
06:12grande preocupação ainda com a
06:14implementação. Primeiro, quem dá restrições
06:16na área jurídica, na Europa. Então, os
06:19países isoladamente podem avançar
06:22temporariamente com determinadas, determinados
06:25acertos comerciais com o Brasil. Agora, há uma
06:27preocupação com relação a essa questão da
06:29competitividade que o Mano colocou muito
06:31bem. A indústria é um dos setores mais
06:33preocupados com relação a isso, pela
06:35entrada de produtos estrangeiros de maior
06:38qualidade. A gente tem problemas, inclusive,
06:40com formação de mão de obra aqui no Brasil.
06:42Tudo que está relacionado à indústria,
06:44reforma tributária pode trazer algum
06:46alívio num prazo mais longo. Então, tem
06:49esse problema de competitividade que, em
06:51alguns casos, pega também o agro, que
06:53tende a ser mais beneficiado, que é um
06:54setor altamente produtivo aqui do Brasil
06:56e causa temor, inclusive, nos concorrentes
06:59europeus. Mas, de qualquer modo, tem
07:02algumas condições em que os europeus
07:05podem, inclusive, restringir a entrada de
07:07produtos brasileiros. Mas tem algumas
07:09curiosidades. A gente vê, por exemplo, o
07:10setor produtor de vinhos, as vinícolas
07:13aqui do Brasil, que sabem que vão
07:14enfrentar a concorrência dos vinhos
07:16importados e estão direcionando a
07:18produção onde podem ser mais
07:20competitivos. Então, a gente vê que o
07:22agro avançou muito nessa questão de
07:24produtividade, de competitividade, que a
07:27indústria ficou para trás e que tem que
07:29conseguir corrigir todo esse atraso.
07:31Bom, e no site da Jovem Pan, você
07:33acompanha também reportagens sobre o
07:35Acordo Mercosul-União Europeia. Anote aí
07:38jovempan.com.br
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