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Em uma declaração nesta quinta-feira (9 de abril de 2026), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição "não está disponível para negociar o seu mandato".

A fala ocorre em meio à pressão para a aprovação da PEC 65/2023, que amplia a autonomia financeira e orçamentária da autarquia. Galípolo defendeu que o BC precisa de blindagem institucional para "cortar na própria carne" quando necessário, uma referência indireta ao recente afastamento de servidores envolvidos no caso do Banco Master, e ressaltou que a supervisão de um sistema de R$ 15 trilhões exige recursos tecnológicos e independência que o modelo atual não supre totalmente.

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Transcrição
00:00O Máster, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, volta a endossar o antecessor Roberto Campos Neto
00:06ao defender a autonomia financeira da instituição.
00:10As informações no Jornal Jovem Pan, Marcelo Matos.
00:13O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sai em defesa da instituição
00:19com a promessa de rigor nos desvios funcionais.
00:23O Banco Central é uma instituição que não está disponível para negociar o seu mandato.
00:27Que existem questões que são como a institucionalidade, que estão acima de qualquer coisa.
00:33Significa também, quando tiver alguma coisa errada, ter a coragem de apontar o que é de errado dentro do Banco
00:40Central
00:40e não só pedir desculpas, mas cortar na carne, porque é o que é o mais forte para a institucionalidade,
00:46independente de relações pessoais que possam existir, mas é o que é de mais forte.
00:51Então essa autonomia está dentro do Banco Central.
00:54É um comportamento do qual eu me orgulho muito de estar trabalhando com diretores
00:58que trabalham todos os dias para que isso possa acontecer.
01:03O BC tem hoje autonomia operacional por uma lei de 2021
01:07que garante independência técnica e decisória na taxa de juros,
01:13ações para as metas de inflação, sem interferência do governo federal.
01:17O Banco Central, como eu venho repetindo, já está há praticamente uma década
01:22sofrendo com condições de trabalho que não são as mais adequadas para todos os servidores do Banco Central,
01:29mas a gente tem muito orgulho disto, do Focus, assim como de vários outros elementos.
01:36Indicado por Jair Bolsonaro, Roberto Campos Neto inaugurou a gestão autônoma do BC
01:41e se manteve no cargo nos dois primeiros anos do presidente Lula
01:47e se tornou o alvo preferido das críticas na gestão da Selic
01:51e o impacto na retomada econômica do país.
01:56Ela é importante ser completada justamente para que quem decide não negociar algumas questões
02:05não seja punida por isso amanhã.
02:08E aí, nessa última fala, eu agradeço aqui também a imprensa,
02:11que desde o início tem dado toda a cobertura ao Banco Central
02:17de maneira bastante transparente, honesta, em busca dos fatos,
02:22porque a luz do sol e a verdade é a única defesa que quem escolheu o caminho da honestidade tem.
02:28O episódio do Master e as suas ramificações na política e justiça
02:33levaram à investigação de funcionários,
02:35o questionamento da demora na indicação das fraudes
02:39e a liquidação do Banco Master em relação à postura do BC.
02:44Os economistas do setor privado que atuam diretamente
02:48na elaboração do boletim Focus do Banco Central
02:51são ouvidos, portanto, nas análises de inflação, taxa Selic
02:56e também crescimento do PIB brasileiro,
02:58eles receberam o prêmio aqui do presidente do BC, Gabriel Galípolo.
03:02Na análise da total imprevisibilidade do cenário internacional hoje,
03:08eles avaliam que a taxa Selic pode ficar estacionada neste ano no Brasil.
03:14Denis, interessante, pelo segundo dia seguido,
03:17Gabriel Galípolo endossou o que disse,
03:21ou o que fez Roberto Campos Neto agora com a questão da autonomia do Banco Central, né?
03:26Exatamente, Tiago.
03:27Agora deu a impressão que ele passou um recado a quem criticou a posição dele
03:31em defesa de Roberto Campos Neto.
03:33Nós sabemos que tem uma briga política em torno do caso Master,
03:36das investigações, a troca de acusações,
03:39então se tenta jogar para o passado a responsabilidade
03:42e o caso Master, de fato, começou bem lá atrás,
03:45desde quando ele adquiriu o Banco Máxima,
03:47que já tinha problemas, depois teve autorização para virar o Master, mudar o nome.
03:53Foram descobertos aí dois diretores que trabalhavam junto com o Vorcaro,
03:58mascarando toda a situação, ajudando a encobrir todas as operações fraudulentas do banco,
04:04até que veio o estopim mesmo, que foi a tentativa de compra pelo Banco de Brasília.
04:09Então Galípolo deu vários recados em relação a isso.
04:12Primeiro, a autonomia do Banco Central na definição de política de juros
04:16e leva em conta, como ele disse, as projeções do próprio mercado financeiro,
04:20que são 100 instituições, analistas, corretoras, de bancos, de consultorias,
04:27que fazem essas projeções.
04:28E o relatório é divulgado toda segunda, com as projeções coletadas no fechamento da semana.
04:33Então amanhã ele fecha o relatório que sai na segunda-feira que vem
04:36e ele diz que essas projeções são importantes,
04:39porque além delas balizarem as decisões do Banco Central,
04:42elas podem interferir no próprio andamento da economia.
04:44Então se o mercado prevê uma inflação mais alta,
04:47ele já começa a trabalhar com juros também mais altos,
04:51contando com essa responsabilidade do Banco Central na gestão da política monetária.
04:56Então é uma autonomia importante do Banco Central.
04:58E ele falou que essa autonomia não vai ser vendida por interesses políticos
05:02e autonomia que se manteve também na liquidação do Master
05:06e na posição que ele assume agora em defesa da instituição,
05:09não acusando o Roberto Campos Neto sem ter qualquer prova de responsabilidade
05:14em relação a essa situação.
05:16Então ele quer apaziguar todas as críticas políticas
05:19e levar a discussão para o campo técnico com essa autonomia do Banco Central.
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