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Especialista detalha como condições de saúde podem levar à interdição judicial de pacientes que perdem a capacidade de escolha.
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Transcrição
00:00Vamos agora para a nossa entrevista de hoje que repercute a decisão da Justiça de interditar o ex-presidente Fernando
00:07Henrique Cardoso de 94 anos a pedido dos filhos.
00:11O pedido veio após FHC ser diagnosticado com doença de Alzheimer em estágio avançado.
00:18Essa é uma medida judicial prevista em casos em que a pessoa perde a capacidade de tomar decisões por motivos
00:25de saúde.
00:26Embora não haja dados específicos de novos diagnósticos no estado, até março deste ano, para vocês terem uma ideia, quase
00:334 mil pacientes retiraram medicamentos para tratamentos de Alzheimer nas farmácias cidadãs estaduais, segundo a Secretaria de Saúde.
00:43Como doenças como Alzheimer afetam a compreensão dos pacientes?
00:48A gente recebe aqui no estúdio a doutora Yara Zucchieto, que é geriatra.
00:53Muito bem-vinda, bom dia.
00:55Obrigada.
00:55Também o Eberton Colombino, que está acompanhado da mãe, a dona Maria, toda linda, veio aqui para o estúdio hoje.
01:02Preparado, inclusive, por você mesmo, Eberton?
01:05Sim.
01:05O Eberton já é cuidador há 5 anos da mãe, que está em estágio avançado da doença de Alzheimer, não
01:11é isso, Eberton?
01:13Quando vocês receberam o diagnóstico?
01:15Em 2020 e 2021.
01:18Ela tinha 61 anos, né?
01:20Isso, 60 para 61.
01:21E desde então, você estava até comentando que você viu um salto na doença, de que forma você sentiu isso?
01:29Isso, quando ela foi diagnosticada já tinha mais de 10 anos de sintoma, então ela já estava ali no finalzinho
01:34do estágio leve e depois ela já entrou no estágio moderado.
01:39No ano de 2024, ela transicionou para o estágio moderado.
01:42Estava indo tudo dentro do possível, dentro do bem ali e finalzinho do ano passado ela teve um episódio convulsivo.
01:50E aí fez com que a progressão avançasse ainda mais rápido.
01:54E aí, de seis meses para cá, foi uma turbulência de coisas que a gente está acontecendo, uma nova adaptação.
02:01E ela perdeu 20 quilos, ficou disfágica, sarcopênica e veio toda uma adaptação nova diante desse cenário.
02:10Inclusive, o Eberton, ele escolheu, vocês acompanham imagens aí dos dois, ele escolheu divulgar essa rotina de cuidados que hoje
02:17está um pouco mais leve, digamos assim, mas assim, mais adaptada.
02:21Você já sabe lidar um pouco melhor, né? De acordo com a evolução do quadro de saúde da sua mãe,
02:25a gente acompanha, né?
02:26Ele compartilha tudo, como prepara uma mamadeira, todos os pequenos cuidados que você tem, pequenos grandes cuidados que você tem
02:32com a sua mãe.
02:33E antes da gente conhecer um pouquinho dessa relação bonita de cuidado, queria perguntar para a doutora Yara, como doenças
02:39como Alzheimer, como da dona Maria, elas realmente impactam essa capacidade de tomar decisão das pessoas?
02:46Esse, inclusive, é o diagnóstico. A perda da memória ou de qualquer domínio cognitivo, que a gente fala que não
02:53necessariamente precisa ser memória, organização, atenção, linguagem, que impactam no dia a dia.
03:00Então, essa, inclusive, é a base do diagnóstico, né? São doenças que custam com a neurodegeneração, então quer dizer com
03:08a perda de neurônios e com o decorrer do tempo da evolução da doença, a gente vai observando que esses
03:14domínios cognitivos vão perdidos.
03:16A pessoa vai se tornando mais dependente para uma série de coisas, como capacidade de julgamento, critério no que vai
03:26ser decidido, realização de tarefas multicomplexas, com várias partes de uma tarefa.
03:33E assim ela vai progredindo e as pessoas vão ficando mais dependentes.
03:37Agora, doutora, a pessoa costuma demonstrar alguns sinais anteriores ao mesmo diagnóstico da doença?
03:44Inclusive, já antes de passar a fala, queria falar que o Eberton, você reparou sinais anteriores lá para os 50
03:51anos dela, né?
03:52Ela já dava alguns sinais? Que sinais era esse?
03:54Hoje eu consigo compreender melhor, né? Mas antes ela era muito apática, né?
04:00Ela sempre foi tratada como depressão também.
04:02A minha mãe tinha uns esquecimentos, mas não era um esquecimento onde estava a chave de casa.
04:07É o esquecimento de passar o dia todo sem comer e não saber se comia ou não, né?
04:11Passava dias sem tomar banho.
04:13Então, sempre foi uma mulher vaidosa e que foi perdendo essa vaidade.
04:17E ela trocava muito os nomes na hora da ligação, que a gente ficava, sabe, pelo telefone.
04:22Ela falava o mesmo assunto várias vezes.
04:25Então, eu deixei passar muito isso porque eu não tinha conhecimento.
04:29Hoje eu entendo que aquilo já era sintomas.
04:32Não tem como a gente afirmar que naquela época ela tinha um diagnóstico,
04:36mas através desses sintomas a gente percebe que desde os 50 anos ela vem apresentando o quadro.
04:42São sinais que podem ser até confundidos com outras doenças, doutora?
04:45Com certeza. E é por isso que às vezes os diagnósticos acabam tendo uma certa dificuldade
04:50de serem feitos mais precocemente.
04:54Então, mudanças de humor, né?
04:56Um paciente, às vezes, uma pessoa um pouco mais apática ou uma depressão de difícil tratamento,
05:02uma desorganização.
05:04A gente fala que quando às vezes a família espera perder a memória, a gente já perdeu muita coisa.
05:10Porque uma desorganização ela vem antes da memória, uma mudança do comportamento.
05:15Não é normal do comportamento da pessoa esquecer, por exemplo, a tomada de medicamentos, o banho, a alimentação.
05:24Então, desde antes a gente já precisa de entender que aquilo não faz sentido para a pessoa ser investigada.
05:33E depressão e demência elas andam muito juntinhas uma da outra, porque elas simulam um sintoma do outro.
05:41A depressão, por vezes, vem com alterações da memória e, às vezes, doenças da memória vêm com mudanças do comportamento,
05:48como, por exemplo, depressão.
05:49Pode acelerar, então, o quadro de Alzheimer? Você tem já um quadro de depressão?
05:56Doenças relacionadas ao humor e depressão, ansiedade, né?
06:01São fatores de risco para doenças da memória.
06:04Perfeito. Agora, o Eberton, no seu caso, você chegou a interditar a sua mãe?
06:10Você tem essa formalmente estabelecida ou é algo mais internamente mesmo na família?
06:15Não, a gente tem. A gente tem a curatela provisória e a gente está no processo, junto com a Defensoria
06:20Pública,
06:20para sair a curatela definitiva.
06:23Até comentei com a doutora que, na semana que vem, a gente recebe a visita assistente social dentro desse processo.
06:28Tudo pela Defensoria Pública.
06:30É um passo que tem que ser realmente analisado, acompanhado, porque essa decisão de tirar a autonomia da pessoa,
06:35ela é muito delicada, né? E aí também entra o papel do próprio profissional, do próprio médico, né, doutora?
06:40Como o médico avalia quando não é possível mais deixar a pessoa tomar a própria decisão?
06:46Na verdade, a doença já te mostra que o paciente está perdendo a autonomia.
06:49Então, você não está tirando a autonomia de ninguém.
06:52Você está simplesmente vendo a evolução de uma doença que cursa com a perda de autonomia para algumas funções.
06:58Tanto é que, quando a gente faz a curatela, a gente não está tirando direito de ninguém,
07:03a gente não está tirando autonomia e independência de ninguém.
07:07Aquela pessoa, ela já se encontra num quadro da doença,
07:11que a gente, enquanto profissional que lida com esse perfil de paciente,
07:15entende, vê, vê as perdas das funções,
07:18a demência, quando ela fica de moderada, moderada para avançada e avançada.
07:22E aí, a gente entende que a curatela, ela, na verdade, é um cuidado, é proteção.
07:29Proteção de bens patrimoniais, proteção de ações civis.
07:36Então, é isso que a gente tenta, às vezes, mostrar para a família,
07:39que não precisa de existir culpa, não precisa de existir medo,
07:45ou achar que está tirando direito, nada disso.
07:47Você está protegendo.
07:49É uma formalização do que na prática, no dia a dia, já é colocado.
07:53E falando da parte legal, gente,
07:55quando a justiça pode intervir na vida de alguém que perde a capacidade de decisão?
08:00Essa é a grande pergunta, né?
08:01Quando a justiça entra, então, nesse meio.
08:04Porque, além do Alzheimer, outras doenças também incapacitam uma pessoa
08:08de tomar as próprias decisões, principalmente financeiras, patrimoniais.
08:11E a gente tem um vídeo de uma advogada agora,
08:13que vai explicar para a gente que outras doenças são essas
08:16e como a justiça age nesses casos.
08:18Vamos ouvir.
08:20As interdições, que a gente também chama de curatela,
08:23elas acontecem nesses momentos,
08:25quando as pessoas que já atingiram a capacidade civil,
08:28que já completaram 18 anos e tinham condições mentais perfeitas,
08:32elas deixam de terem razão de alguma doença,
08:35de algum acidente, de alguma causa transitória ou de algum vício.
08:39Vamos lá.
08:39O caso do Fernando Henrique Cardoso foi em razão de uma doença, o Alzheimer.
08:44As outras causas que os filhos ou os parentes próximos
08:48ou outras pessoas que cuidam podem vir a interditar alguém
08:52são causas transitórias, que é por causa de algum acidente
08:56ou alguma situação transitoriamente,
08:59aquela pessoa não pode expor a vontade dela,
09:01ela não pode gerir o patrimônio dela e nomeia-se alguém para representá-la.
09:06Um outro caso muito comum é o caso dos viciados,
09:10os hébreos habituais, os viciados em drogas, em bebida alcoólica,
09:15eles também podem vir a ser interditados pela família.
09:18Então, a interdição ocorre quando a pessoa que já tem a capacidade civil,
09:23já tem condição de assinar, de responder seus atos,
09:27ela perde e ela necessita que alguém a represente
09:30para que continue aí administrando seus bens ou expondo suas vontades por documentos.
09:37Tá certo. A doutora explicando para a gente, então,
09:39outras situações que inclusive podem ser temporárias, né?
09:43Mas todas têm a ver, né, doutora, com a questão da cognição,
09:46da capacidade mesmo da pessoa, né?
09:48Capacidade de decidir, juízo crítico, né?
09:51Raciocínio crítico, julgamento.
09:53Então, tem a ver com isso.
09:54Agora, Weberton, você teve alguma resistência por parte da sua mãe ainda
09:59antes de avançar no estágio a realmente tomar a frente, né,
10:04nas decisões dela?
10:06Muita, muita.
10:07Na verdade, até hoje, né, determinadas coisas,
10:11eu acho que isso sempre vai estar presente em algum momento,
10:13porque é minha mãe, né, a pessoa que me criou,
10:17a pessoa que deu a vida por mim, cuidou de mim, né,
10:21e hoje, mesmo tendo essa inversão de papéis,
10:23eu sempre busco olhar para ela como minha mãe,
10:27porque não é o fato que ela está dependente
10:30que tira isso dela, esse papel de quem ela é, né?
10:34Então, até hoje, eu tenho um pouco dessa resistência,
10:36mas eu sempre procuro, quando a gente fala até de autonomia, né,
10:40eu acho que quando a gente tira realmente a autonomia
10:42é que a gente progride a situação,
10:44porque, por mínimo que seja, ainda tem uma autonomia,
10:47e a gente precisa de preservar isso.
10:50Inclusive, estava até vendo o cuidado, assim,
10:52apesar dessa condição, né,
10:55que acaba tirando realmente o senso da pessoa,
10:57estava até vendo o cuidado antes da gente entrar ao vivo,
10:59ela passou a mão na sua roupa, né,
11:01para poder consertar, porque estava para fora a blusa dele.
11:04Então, o cuidado ali, a gente vê que continua, permanece,
11:08a pessoa, apesar das limitações,
11:10ela ainda consegue ter alguma autonomia?
11:12Como a gente lida com essas duas coisas?
11:14É, na verdade, a gente tem que, a família tem que se esforçar ao máximo
11:19para que qualquer atividade que aquela pessoa consiga realizar,
11:23que ela consiga decidir, que aquilo seja mantido.
11:27Para sempre, vamos dizer assim, né?
11:30Até o momento que ela consegue.
11:32Porque a gente sabe que quanto maior a dependência que, às vezes,
11:36a família coloca aquela pessoa,
11:38de fato, mais dependente ele vai ficar.
11:40Então, tudo que a pessoa com demência consegue fazer sozinho,
11:45ou com assistência, com apoio do lado, com ajuda,
11:49a gente tem que se esforçar para que ele faça.
11:51No seu caso, Eberton, você ainda tem coisas que a sua mãe,
11:55você deixa ela mesma fazer,
11:56ou já está em um estágio em que, realmente,
11:58você tem que estar se preocupando com todos os aspectos,
12:02ou tem algo que você foi deixando ela fazer até quando ela pôde?
12:07Hoje, mínimas coisas.
12:08Por exemplo, vestir a roupa, eu tenho que vestir até o joelho.
12:12Do joelho, ela consegue puxar.
12:14Isso, ela consegue.
12:16Então, eu preciso manter.
12:17Há seis meses atrás, ela teve um episódio convulsivo.
12:21E isso fez com que a doença progredisse muito.
12:23Eu lembro que, algumas semanas antes,
12:26eu tinha gravado um vídeo que ela estava comendo,
12:28e que ela estava comendo usando as mãos para poder comer.
12:31E eu falava, pessoas, olha que interessante,
12:34ela está tendo a autonomia dela.
12:35De uma forma que a própria sociedade pode até não reconhecer como certo.
12:39Mas ela está fazendo isso.
12:41E aí, depois que veio a convulsão, ela perdeu isso.
12:43Então, hoje, a alimentação é toda feita através de uma mamadeira.
12:46Então, é a importância da gente estimular o que a gente tem.
12:49É porque a doença já mostra que a gente vai perder isso em algum momento.
12:53Enquanto você pôde deixar o mínimo que fosse ela fazendo,
12:57você permitiu, né, Weberton?
12:58É a dignidade, né?
12:59Isso, a dignidade.
13:01E continua sendo um sujeito de direitos, independente de qualquer coisa.
13:04Agora, doutora, o que pode ajudar, então,
13:07a manter a autonomia por mais tempo na terceira idade?
13:11A gente, são diagnósticos diferentes por motivos diferentes,
13:14mas existe aí um consenso do que ajuda a gente a aumentar essa autonomia por mais tempo?
13:21De modo geral ou de pessoas com demência?
13:23De modo...
13:24É, de pessoas com demência mesmo.
13:28Uma família muito presente, né?
13:31E que bom que existe você e vocês para mostrar isso.
13:35Uma família muito presente muda tudo relacionado à pessoa com demência, né?
13:40E o dia a dia vai mostrando o que é que ela tem condições de fazer.
13:44Às vezes, atividades relacionadas a dentro de casa,
13:49começa a ficar um pouco mais difícil de ser feita.
13:51Mas, por exemplo, se o paciente, se a pessoa ainda consegue
13:56passar um paninho em algum lugar, dobrar uma roupa de cama,
14:00ou guardar alguma coisa em algo,
14:02a gente tem que ir permitindo que isso aconteça.
14:05Porque foi o que a gente falou.
14:06A gente, às vezes, comenta na geriatria que tudo que não é usado é perdido.
14:13Inclusive, as realizações de tarefas do dia a dia.
14:16Então, consigo comer com colher.
14:20Vou comer com colher.
14:22Consigo subir a roupa do meio para cima.
14:27Vai até o tempo que for.
14:29Porque quanto mais a gente dá essas permissões,
14:34a gente está fazendo aquele cérebro atuar.
14:37A gente ainda está estimulando.
14:39A gente continua estimulando nessas pequenas atitudes do dia a dia.
14:43Para prolongar o tempo necessário, o tempo que for possível, né?
14:47Essa autonomia.
14:48Agora, Weber, trazendo também seu exemplo,
14:51você compartilhou com a gente que houve um hiato no relacionamento de vocês dois
14:55e que a doença, o fato de você precisar também agora cuidar da sua mãe,
14:59acabou aproximando.
15:00E hoje também você traz essa mensagem através da internet, né?
15:03Desse cuidado, dessa relação.
15:04Que apesar das dificuldades, ela se fortalece também.
15:08Apesar do diagnóstico, né?
15:09Isso.
15:11Quando eu me assumi um homem gay, quando eu tinha 18 anos de idade,
15:14por conta de falta de informação, preconceito da sociedade,
15:18a minha mãe, ela não aceitou.
15:20E quando foi em 2019, isso praticamente 10 anos depois,
15:25ela ainda lúcida na época, reconheceu, pediu perdão,
15:29a gente se reconciliou e a gente mal sabia o que estava vindo para acontecer.
15:33Em 2021, veio o diagnóstico, ela veio passar uns dias morando comigo
15:38e está comigo desde então.
15:41E hoje o meu relacionamento com ela é muito mais afetuoso do que antes.
15:46Hoje o Alzheimer me ensinou muita coisa.
15:49Até porque a minha mãe, ela não é só isso, ela não é só o diagnóstico.
15:52Ela é minha mãe.
15:53E eu sou filho dela.
15:55E por mais que sejam mínimas as coisas,
15:58a gente ainda tem presença no dia a dia.
16:00E eu me apego a essa presença, que é o que a gente tem.
16:03E o trabalho de cuidado aproxima vocês cada vez mais, né?
16:07Muito.
16:08A gente passa estresse durante o dia?
16:10Passa, porque faz parte.
16:13Cuidar cansa.
16:14Só que quando a gente busca o conhecimento e a informação,
16:17a gente consegue tornar o dia a dia um pouco mais leve.
16:21Porque fácil nunca vai ser.
16:23E o Heberton compartilha isso nas redes sociais, que é o arroba, o Heberton?
16:28Ressignificando o Alzheimer.
16:29Ressignificando o Alzheimer para quem quiser acompanhar.
16:31E só para a gente encerrar bem rapidamente, doutora,
16:33eu acho que deixar essa mensagem de que o acompanhamento geriátrico
16:36é realmente muito importante para poder lidar com esse processo do diagnóstico
16:40e também com essa decisão de interdição, né?
16:43O acompanhamento médico, geriátrico, óbvio, né?
16:47É super importante, mas que essas pessoas tenham um médico para eles,
16:53que vai conseguir mostrar para a família, olha, talvez a gente esteja progredindo aqui,
16:59isso aqui a gente ainda tem condições de fazer, vamos fazer junto.
17:02Talvez a gente tenha algumas opções, né?
17:05Aí surge talvez a questão da curatela, mas é importante que essas pessoas,
17:10elas tenham um médico que os acompanhe.
17:13Porque a gente também tem um papel muito importante de educar em alguns aspectos a família.
17:19A família não entende o que às vezes está por vir, né?
17:23E a gente precisa de trazer essa previsibilidade para a família,
17:27porque ela consegue se organizar muito melhor quando ela já sabe qual é o próximo passo.
17:32Então é nossa função educar, ensinar e conduzir, porque muitas coisas surgem no meio do caminho, né?
17:40Muitas mudanças surgem no meio do caminho e a gente tem que estar preparado para elas.
17:45Para todas elas, tá certo.
17:47Doutora Yara Zucchieto, geriatra, participando aqui na mesa conosco.
17:51O Heberto Colombino junto com a mãe, a dona Maria, de 65 anos,
17:55compartilhando aí relatos também da vida real.
17:58Gente, muito obrigada pela presença.
18:00Até uma próxima, viu?
18:01Tchau, tchau.
18:01Tchau, tchau.
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