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Em meio à pressão da oposição para instalar uma CPMI que investigue o escândalo do Banco Master, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, passaram a apostar em sessões semipresenciais. A justificativa oficial é a janela partidária, mas críticos avaliam que a medida pode reduzir a pressão política em Brasília pela abertura da comissão.

Assista na íntegra: https://www.youtube.com/live/lnOEdvcyP8A

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Transcrição
00:00Pressionado pela oposição a instalar a CPMI do Banco Master, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem apostado nas sessões
00:08semipresenciais,
00:10como uma forma de evitar embates diretos com os parlamentares e tentar reduzir a pressão pela abertura de uma nova
00:17frente de investigação sobre a fraude bilionária do Banco de Daniel Vorcaro.
00:22Oficialmente, qual é a justificativa, qual é a desculpa dos dois presidentes das casas para optar por essas sessões semipresenciais?
00:31É que os parlamentares precisam estar em suas bases para fazer negociações sobre a janela partidária,
00:37que é justamente aquele período em que os deputados e senadores podem mudar de partido sem o risco de perder
00:43o mandato,
00:43como uma forma de tentar reorganizar as forças políticas e costurar alianças para o processo eleitoral de outubro.
00:50Porém, a janela só termina em três semanas, no dia 3 de abril.
00:55Como está essa com o Cristiano Beraldo?
00:58Ah, mas antes disso, tem uma informação importante, viu?
01:00Preciso me despedir de parte da rede, que ficará agora com a sua programação local.
01:07Agora sim, chamo os nossos comentaristas.
01:09Você, Cristiano Beraldo, você acha que o termômetro ou a temperatura de uma sessão semipresencial é diferente da presencial?
01:18E aí o caso do Banco Master, digamos, acabaria ganhando menos notoriedade?
01:25Você acha que acaba sendo uma estratégia para esconder um pouco as discussões numa sessão semipresencial?
01:32Neto, pode até ser uma estratégia.
01:35Só que nós precisamos lembrar que a Câmara é composta de 513 deputados e o Senado de 81 senadores.
01:44Portanto, os presidentes das casas podem não chamar a sessão presencial, podem usar esses artifícios.
01:52Mas cadê os deputados? Cadê os senadores?
01:55Todos sabem da importância do caso.
01:57Todos estão cientes das repercussões que o Banco Master cria no ambiente público brasileiro.
02:04Não é só no político, não.
02:05Porque vai muito além da política esse caso.
02:07Por que eles não vão voluntariamente à Brasília?
02:10Por que os líderes não se reúnem?
02:13Porque ninguém está proibido de ir à Brasília, acessar seus gabinetes, o Congresso Nacional.
02:19Por que eles não se movimentam e se mobilizam?
02:22Porque, na verdade, não se pode colocar a culpa e a responsabilidade apenas nos presidentes das casas, não.
02:29Há, sim, no ambiente político, um esforço para que este assunto perca atração.
02:36E aí nós vamos observando, você estava citando, Caniato, o papel fundamental da imprensa
02:43para colocar às vistas do público informações importantíssimas do que acontece no Brasil.
02:49Mas há também aqueles veículos que vão manobrando e vão colocando ali as informações a conta gotas
02:57porque tem uma agenda própria em toda essa discussão, que quer conduzir a opinião pública.
03:03Por isso, a gente tem que valorizar tanto o trabalho feito aqui na Jovem Pan.
03:08Porque aqui os fatos são expostos e colocados e a gente faz uma reflexão muito ponderada
03:13sobre aquilo que é o Brasil e tudo isso que está acontecendo.
03:16O que nós precisamos ter é iniciativa, é observar quem está tendo iniciativa, quem foi atrás,
03:23quem está ali aguerrido e atuando de forma efetiva para dar consequências a tudo isso que está sendo descoberto.
03:30E aí a gente se depara com a realidade.
03:33Muito pouca gente está, de fato, trabalhando e muitos estão se escondendo atrás dessa história de que
03:41Ah não, veja, o presidente do Senado convocou reunião semipresencial, o presidente da Câmara
03:48e disse que pode votar de forma remota.
03:52Ora, isso não é desculpa o suficiente.
03:55Pois é, deixa eu só lembrar nossa audiência, daqui a pouco toda a rede Jovem Pan estará com a gente
04:01e vão acompanhar na íntegra o comentário do Bruno Musa, mas eu quero lembrar que você que nos acompanha,
04:07rádio, TV aberta, TV fechada, emissoras de rádio espalhadas por todo o Brasil, internet,
04:13você pode participar do nosso debate?
04:14A pergunta que nós fizemos no portal da Jovem Pan,
04:17diante das conexões de Daniel Vorcaro com figuras importantes,
04:21figurões de Brasília,
04:23Você acredita que o banqueiro permanecerá preso em regime fechado?
04:28O STF vai julgar amanhã essa prisão.
04:31Duas opções, sim ou não.
04:33Você acha que sim, porque o caso é grave?
04:35Não há como ignorar possíveis crimes cometidos?
04:38Você acha que não?
04:39A justiça vai entender que ele não oferece riscos
04:43e, por isso, pode aguardar o julgamento em domiciliar.
04:49Aguardo o seu voto.
04:50Agora sim, recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente.
04:54E você, Musa, essas discussões em relação à CPMI do Banco Master
04:58e a estratégia do presidente das casas, é assim que muitos veem.
05:03Ao eliminar a possibilidade de obrigá-los a participar da sessão presencial,
05:09esvaziaria a presença dos parlamentares lá em Brasília
05:12e a cobrança ficaria menor.
05:15Faz sentido?
05:18Eu concordo 100% com o que o Beraldo falou.
05:21Eu só vou fazer uma pontuação aqui.
05:24Quando você disse, Beraldo, que tem muita gente que não está trabalhando,
05:27eu vou dizer ao contrário.
05:28Tem muita gente trabalhando para que esvazie por completo.
05:32Para que esse fato realmente não venha à tona,
05:35mesmo com todas as provas ali estampadas em nossas caras.
05:39Fica muito claro, veja, eu sempre falo que se você está andando na rua e é assaltado,
05:47o meio de vida daquele ladrão é te assaltar.
05:50É asqueroso, é horrível, é condenável, absolutamente tudo.
05:55Ficamos indignados, com raiva, mas você não pode ficar surpreso.
05:59Afinal de contas, o meio de vida daquela pessoa é te roubar.
06:02O que eu quero falar com isso?
06:04Pessoas que estão, da alta cúpula, envolvidos nesse caso,
06:07com todos os nomes sendo divulgados,
06:09provas de encontros,
06:13contratos ultramilionários muito acima de qualquer média praticada no mundo,
06:17repito, inclusive pelo maior escritório de advocacia do mundo,
06:22não cobrariam honorários como esse.
06:23Teve uma matéria que divulgou a respeito disso.
06:26Ou seja, o que nós estamos falando aqui é que essas pessoas envolvidas
06:29têm que trabalhar ao máximo,
06:30e são pessoas importantes da República Brasileira,
06:33dentro dos três poderes,
06:34para justamente esvaziar esse tema.
06:38Aqui reside um grande ponto.
06:40Se todos eles estão envolvidos,
06:41como que a gente consegue frear?
06:43Não tem nenhum tipo de possibilidade,
06:46à exceção, na minha humilde opinião,
06:49de uma pressão da população e uma pressão da mídia.
06:52É a única forma disso continuar caminhando e sendo falado.
06:57Mostrando, sim, a indignação,
06:59a perversão que isso representa,
07:01porque é a única forma de reavermos um pouco,
07:05não apenas do financeiro,
07:06mas do mínimo da moralidade,
07:08que esse país simplesmente entregou de mão beijada a esse grupo.
07:12Eu queria entrar em outro capítulo,
07:14com o Dávila e com o Mota,
07:16para nós jogarmos luz sobre o papel da imprensa.
07:19Porque a gente tem visto, sei lá,
07:22quatro, cinco, seis frentes de investigação,
07:24cada investigação debruçada sobre uma parte do esquema do caso do Banco Master.
07:30Mas, Dávila, é preciso considerar o importante papel da imprensa,
07:35as muitas revelações que vieram à tona,
07:37as várias reportagens que foram publicadas em vários veículos de comunicação,
07:41e muitos que acompanham de perto esse caso,
07:45veem como fundamental esse monitoramento por parte dos veículos de comunicação,
07:51os repórteres, aqueles que acompanham o caso.
07:54Mas há também algum receio.
07:56Nós vimos, inclusive, na quebra do sigilo das conversas de Daniel Vorcaro,
08:01ele tratando com aquele capanga,
08:03que depois tirou a vida, inclusive, na sede,
08:05nas dependências da Polícia Federal,
08:09projetando uma situação em que ele e outros comparsas
08:15iriam bater em um repórter de um jornal simulando um roubo.
08:19Ou seja, acompanham, né?
08:21Esse tipo de gente acompanha, monitora o trabalho da imprensa
08:24e é preciso considerar que poderiam, inclusive, jogar sujo
08:29para impedir o trabalho dos jornalistas.
08:32O trabalho da imprensa tem sido fundamental nesse caso, não?
08:37Fundamental.
08:38Aliás, quando o mafioso quer dar paulada em jornalista,
08:42é porque a imprensa está fazendo o papel dela,
08:45de informar, de dizer, revelar a verdade
08:47e não baixar a cabeça ou ser cooptada pelo crime.
08:53Essa é a verdade.
08:54Então, neste caso do Banco Master,
08:57a imprensa está, sim, cumprindo um papel fundamental.
09:01Não vai deixar a questão esfriar.
09:03Várias investigações ocorrendo ao mesmo tempo.
09:06Os jornalistas trazendo os fatos,
09:10reportando a verdade
09:11e desmascarando essa república do rabo preso,
09:16Caniata.
09:17É uma vergonha.
09:18O número de pessoas importantes da política do Estado brasileiro
09:22envolvido, sendo cooptadas,
09:25corrompidas por essa questão do Banco Master
09:27é escandaloso.
09:30Mostra como a nossa república está doente.
09:33tacar comida pela corrupção e a imoralidade,
09:36pela roubalheira.
09:38Então, a imprensa tem um papel fundamental
09:41em ajudar o Brasil a se reoxigenar,
09:45a combater essas pessoas,
09:48a ajudar a imprensa, a Polícia Federal,
09:51o Supremo,
09:52todo mundo que está fazendo o trabalho,
09:53para botar essa turma na cadeia.
09:55E, aliás, no ano eleitoral,
09:57é ótimo que saia um escândalo desse,
09:59porque aí o eleitor vai saber
10:01que essa república do rabo preso
10:03não merece o voto,
10:05não merece ser eleito,
10:06porque uma vez eleito é o que eles fazem.
10:08Então, Caniata,
10:09certamente o papel da imprensa,
10:12no caso do Banco Master,
10:14precisa, sim,
10:15ser aplaudido.
10:17Ela está fazendo um papel cívico
10:19de grande importância
10:21para desvendar
10:22esta roubalheira,
10:24esse maior escândalo financeiro
10:27da história do país.
10:28Agora, Mota,
10:29quando a gente fala da imprensa
10:30e do caso do Banco Master,
10:32você não acha que esse episódio
10:33acabou expondo
10:35parte da imprensa?
10:37Porque muitos veículos,
10:39ou pelo menos muitos jornalistas,
10:41se viram pressionados
10:42a tomar uma posição,
10:44talvez, diferente
10:46daquilo que muitos viam
10:48em episódios passados.
10:50É possível considerar
10:52essa mudança de posicionamento
10:53de alguns jornalistas
10:54ao longo do processo de investigação,
10:56e as informações
10:57que vieram à tona?
11:00É uma mudança
11:04relativa, Caniato,
11:06porque
11:07vários desses jornalistas
11:11que passaram
11:12a ser críticos
11:14de um sistema
11:16que eles aplaudiam
11:18entusiasticamente
11:20até pouco tempo,
11:22vários desses
11:23indivíduos
11:24e veículos
11:26não fizeram
11:28meia-culpa.
11:29Não é possível
11:30você aplaudir
11:32uma instituição
11:34ou uma determinada
11:35linha de ação
11:36hoje
11:37e amanhã
11:38você se tornar
11:39um crítico
11:40duro,
11:41ácido,
11:43surpreendentemente
11:44agressivo
11:45desses mesmos
11:46indivíduos e instituições
11:48e não dar
11:49nenhuma
11:49explicação
11:50para o que foi
11:51que aconteceu.
11:53Nós aqui
11:54temos um enorme
11:55respeito
11:56pela inteligência
11:58dos nossos
11:58espectadores
11:59e dos nossos
12:00ouvintes.
12:01Quando a gente
12:02dá uma opinião
12:03aqui, a gente
12:04diz porquê,
12:06explica
12:06e procura,
12:08mesmo de uma forma
12:09imperfeita,
12:10incompleta,
12:11manter uma coerência
12:12e nós mesmos
12:13aqui apontamos
12:15eventuais
12:16erros,
12:17omissões
12:18ou incoerências
12:19uns dos outros.
12:20É isso que você
12:21espera do jornalismo,
12:23né?
12:23Que você
12:24ajude as pessoas
12:26a entender
12:27o que se passa
12:28e não que você
12:30confunda ainda mais
12:31a cabeça das pessoas.
12:33Então,
12:34eu,
12:35como jornalista,
12:37como parte
12:37de um veículo
12:38ao qual eu tenho
12:39orgulho
12:40de pertencer,
12:42Caniato?
12:42Porque nós,
12:43desde o momento
12:45zero,
12:46estamos aqui
12:47muitas vezes
12:49com riscos
12:50que só nós
12:51aqui entendemos,
12:53nessa casa
12:54que nos recebe
12:55tão bem aqui
12:56como a Jovem Pan
12:57e nós estamos
12:58aqui sempre
12:59buscando a verdade.
13:01Então,
13:02em nome dessa
13:02verdade,
13:03eu gostaria
13:04de saber
13:04por que
13:06essa mudança,
13:07por que
13:07esses veículos
13:09mudaram do
13:10aplauso
13:10para a crítica,
13:12onde está
13:13a explicação?
13:14Não que eu
13:15não valorize
13:17essa mudança,
13:18por favor,
13:18não me interpretem
13:19mal.
13:20Eu acho
13:20que essa mudança
13:21pode contribuir,
13:23quem sabe,
13:24para justificar
13:25o otimismo
13:26do meu amigo
13:27Dávila.
13:28Quem sabe
13:28essa mudança
13:29dessa parte
13:30da mídia
13:31não é uma senha
13:32secreta,
13:33não é um segredo
13:35que está sendo
13:35colocado aí.
13:37Então,
13:38eu aplaudo
13:38essa mudança.
13:40Eu só gostaria
13:41de uma explicação
13:42por uma razão
13:43muito simples,
13:44canhados.
13:45Se essa explicação
13:46não for dada,
13:47a gente vai ficar
13:47sempre com medo
13:48que essa mudança
13:49seja temporária
13:50e que amanhã
13:51a gente acorde
13:52de manhã
13:53e essa mídia
13:54tenha mudado
13:55de novo
13:56e voltado
13:57a aplaudir
13:58o que eles
13:58hoje criticam.
13:59Pois é,
14:00não queremos
14:00o jornalismo
14:01camaleão.
14:02Acho que o Dávila
14:03pediu a palavra,
14:04só quer fazer um
14:05rápido complemento,
14:06só para fechar
14:06essa discussão,
14:07eu vou entrar
14:07no outro capítulo,
14:08vai lá Dávila.
14:09Eu concordo
14:10com o Mota,
14:11é muito importante
14:12a credibilidade
14:14da imprensa
14:14pela sua coerência
14:16e esta enorme
14:17incoerência
14:18que alguns
14:19meses atrás
14:21ou anos
14:21era só nós
14:23aqui na trincheira
14:23defendendo
14:24a verdade
14:25e a turma
14:26defendendo
14:26as barbaridades
14:28cometidas,
14:30então agora mudou,
14:31mas esta mudança
14:32precisa ser constante,
14:33porque jornalista
14:35camaleão
14:36não ajuda
14:37a resgatar
14:38a credibilidade
14:39da imprensa.
14:40Credibilidade
14:40é uma questão
14:41de constância
14:42no posicionamento
14:44na defesa
14:45de valores
14:45e princípios.
14:46Pois é,
14:47tem um outro aspecto,
14:48só para a gente
14:48fechar essa discussão,
14:50como é que está?
14:51A direção só,
14:52confirma para mim
14:53como é que a gente
14:53está de tempo.
14:54Deixa eu passar
14:55então para o Beirado
14:56porque tem um ponto
14:56que nós precisamos
14:57tratar em relação
14:59à possibilidade
15:00de uma investigação
15:01no Congresso Nacional,
15:03uma investigação mista
15:04com deputados
15:05e senadores
15:06caso os presidentes
15:08das casas
15:08permitam a realização
15:10de uma CPMI.
15:11E aí eu conversei
15:12com alguns advogados
15:14e juristas
15:14que inclusive
15:15concederam entrevistas
15:16aqui para a gente
15:17na Jovem Pan,
15:18Beirado,
15:19e eles enaltecem
15:20o Instituto,
15:22a ferramenta
15:22de uma CPMI
15:23principalmente
15:24em um caso
15:26que potencialmente
15:27venham a aparecer
15:28figuras
15:30da Suprema Corte.
15:31Porque entendem,
15:32bom,
15:33se há uma dificuldade
15:34de investigar
15:35integrantes
15:36da Suprema Corte
15:37na Suprema Corte
15:39ou pela Polícia Federal,
15:40porque se a Polícia Federal
15:42encontra um integrante
15:43da Suprema Corte
15:43nas provas,
15:45por exemplo,
15:45nas tratativas,
15:46nas conversas,
15:47precisaria pedir autorização
15:49para a própria Suprema Corte
15:51e aí muitos falam,
15:52poxa,
15:52mas daí cai naquela história,
15:53né?
15:54Será que eles não iriam
15:55se proteger?
15:55Aquela história
15:56do corporativismo?
15:57Daí o entendimento
16:00de que seria
16:00muito importante
16:01uma investigação
16:02em outra frente,
16:03no Legislativo,
16:04uma CPMI
16:05com os senadores,
16:07porque o Senado Federal
16:08é uma casa
16:09muito importante
16:10com poderes adicionais,
16:11a Câmara dos Deputados,
16:13que pode,
16:13inclusive,
16:15abrir um processo
16:16de impedimento
16:17contra ministros
16:18da Suprema Corte.
16:19É o que se fala,
16:20o que se chama
16:20de freios
16:21e contrapesos.
16:23Peraldo,
16:24a gente sabe
16:25exatamente quais são
16:26as dificuldades
16:27e as críticas
16:28que foram feitas
16:29ao longo dos últimos anos
16:30ao Senado Federal.
16:32O que esperar
16:33de uma CPMI?
16:34Por que que agora
16:35seria diferente?
16:36Pois é, Caneto,
16:37e aí a gente
16:38se depara
16:39com a realidade
16:39de que ficam
16:40se criando
16:41esses caminhos
16:44tortuosos
16:45que, na verdade,
16:46não estão previstos
16:47quando se estabeleceu
16:49o funcionamento
16:51da democracia brasileira.
16:53Cada um dos poderes
16:54tem instrumentos
16:55para fiscalizar o outro.
16:57O poder judiciário
16:59é fiscalizado
17:00pelo poder legislativo
17:02através do Senado Federal.
17:05E nenhum lugar
17:05está dizendo
17:06que, ora,
17:07caso haja
17:08uma desconfiança,
17:10uma suspeita,
17:12uma acusação
17:13contra o ministro
17:14do Supremo Tribunal Federal,
17:15é preciso fazer
17:16uma CPI
17:17para que, então,
17:18se discuta
17:19impeachment ou não impeachment,
17:20porque o processo
17:21de impeachment
17:22prevê esse debate.
17:23Portanto,
17:24o Senado
17:25vem sendo omisso
17:27e não no sentido
17:29de preservar
17:31a manutenção
17:33dos membros atuais
17:34do Supremo Tribunal Federal.
17:37Ele tem sido omisso
17:38porque ele tem
17:38impossibilitado
17:40a discussão
17:41sobre a manutenção
17:43ou não.
17:44Se há votos
17:45ou se não há votos
17:46para dar andamento
17:49ao impeachment
17:50de um ministro,
17:50a gente não sabe
17:51porque sequer
17:52permitiram
17:53essa discussão.
17:54Agora,
17:55vão estabelecer
17:57esse instrumento
17:58da CPMI,
17:59ao que parece
18:00isso está aí
18:01num caminho
18:03que pode acontecer,
18:06mas mesmo que a pressão
18:07seja tão grande
18:08para o presidente
18:10do Senado
18:11estabelecer a CPI,
18:12eu acredito,
18:14Caniato,
18:14que haverá
18:15todo o esforço
18:16do aparato
18:17político brasileiro
18:18para ocupar
18:19os espaços estratégicos
18:20e impedir
18:21que essa CPMI
18:22tenha algum
18:23resultado efetivo.
18:26esse é um ponto
18:27importante,
18:27claro que a gente
18:28vai seguir acompanhando,
18:29monitorando,
18:30inclusive,
18:32as articulações
18:33que acontecem
18:34lá em Brasília.
18:35Deixa eu passar
18:36para o Musa,
18:36só para fechar
18:37essa discussão
18:38a respeito
18:39da aposta
18:42de muitos,
18:43muitos acreditam
18:44que uma CPMI
18:45poderia fazer
18:46toda a diferença.
18:47É importante lembrar
18:47a nossa audiência
18:48que é um instrumento
18:49importante
18:50de investigação,
18:51só que não de punição,
18:52a CPI não consegue
18:53punir.
18:54Então ela termina
18:55a investigação,
18:57pega aquele calhamaço
18:58de provas
18:59que foram obtidas,
19:00as transcrições
19:01das oitivas,
19:02por exemplo,
19:02e envia isso
19:03para o Ministério Público.
19:05Se tiver gente
19:06com foro,
19:07aí, naturalmente,
19:08Procuradoria Geral
19:09da República.
19:10Mas a CPI
19:11ou a CPMI
19:12não tem o poder
19:13de punição,
19:14tem de investigação,
19:15mas não de punição.
19:16Você, Musa,
19:17só para a gente
19:18fechar essa discussão,
19:20a aposta é que,
19:21caso, por exemplo,
19:22o nome de um ministro
19:23da Suprema Corte
19:24aparecesse,
19:25seria muito melhor
19:26que a investigação
19:27seguisse no âmbito
19:29do bojo
19:30de uma CPMI.
19:34Sim,
19:35você falou muito bem,
19:36ela não tem,
19:37ela não pode punir,
19:39mas ela pode
19:41investigar
19:42e isso gera
19:42muito holofote.
19:43E a gente estava falando
19:44a respeito da mídia.
19:45Como eu mencionei,
19:47a principal
19:47mídia de grande alcance
19:49no Brasil,
19:50meio de comunicação,
19:51eu só vi ele
19:53virar o canhão
19:54da forma como virou
19:55agora para o STF
19:56em três ocasiões.
19:57No Collor,
19:58no governo Collor,
19:59no governo Bolsonaro
20:00e agora.
20:01Por mais variadas
20:04posições
20:04ou pelos mais variados
20:06motivos,
20:07que eu posso
20:07não concordar
20:08ou podemos aqui
20:09concordar em partes
20:10ou não concordar,
20:11pouco importa,
20:11mas a verdade
20:12é que é um canhão
20:13virado para eles.
20:14E se uma CPMI
20:15dá esse poder
20:18de holofote
20:19amparado com fatos
20:21investigados
20:22pelo Legislativo
20:23que o Beraldo
20:24muito bem colocou,
20:25está devendo
20:26há muito tempo
20:27uma justificativa
20:28para a sociedade
20:29do porquê
20:30é o Legislativo
20:31mais caro do mundo
20:32e não atua
20:33a favor da população,
20:35significa que
20:36com esses fatos
20:38em mãos
20:38e essa CPMI,
20:40seja pelo motivo
20:41que for,
20:42a mídia
20:42está com esse canhão
20:43virado
20:44e aí sim
20:44a coisa começa
20:46a ficar
20:47esperançosa
20:48no sentido
20:48de ser o único
20:49caminho viável
20:50para que a gente
20:51possa seguir
20:52dessa maneira.
20:53Então eu acho
20:54que independente
20:55de aparecer o nome
20:56ou quando aparecer
20:56o nome
20:57ou se aparecer
20:57o nome
20:58de qualquer pessoa
20:59envolvida,
21:00seja de um ministro
21:01ou de qualquer outro
21:02peixe grande,
21:03não importa,
21:04uma CPMI
21:04ela traria
21:05essa visibilidade
21:07maior
21:08e aí
21:09consequentemente
21:10a pressão
21:10pode crescer.

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