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O escândalo envolvendo o Banco Master ganhou um novo capítulo após manifestantes protestarem em frente à sede da instituição, em São Paulo, e cobrarem que o banqueiro Daniel Vorcaro faça uma delação premiada. O caso pode expor políticos e autoridades, após Vorcaro relatar à Polícia Federal contatos com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, durante tratativas sobre a venda do banco ao BRB.


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Transcrição
00:00O novo capítulo no escândalo envolvendo o Banco Master.
00:03Centenas de pessoas se reuniram nesta quinta-feira em frente à sede da instituição na Zona Sul de São Paulo,
00:09justamente para protestar contra o conglomerado de Daniel Vorcaro e a condução das investigações.
00:15Diante do possível envolvimento de políticos e outras autoridades no caso,
00:20os manifestantes pediram que o banqueiro faça uma delação premiada.
00:24Em depoimento à Polícia Federal, Vorcaro declarou à Polícia Federal
00:27que conversou algumas vezes com o governador do Distrito Federal, Ibanez Rocha,
00:33sobre a tentativa de venda do Master ao BRB,
00:36evidenciando ainda mais a ampla rede de contatos políticos no caso.
00:42Deixa eu chamar aqui o Diego Tavares, mais um capítulo.
00:45Dentre tantos outros, se a gente pode dizer de uma temporada,
00:49o Diego, nesse caso aí já está na segunda, terceira, né?
00:52É a temporada dos políticos, do judiciário, dos influencers.
00:55Que série é essa? Diego Tavares, puxa o fio. Boa noite.
00:59Boa noite, Nelson Kobayashi.
01:00Aparentemente uma série sem fim, porque realmente a cada semana nós temos novidades
01:05sobre o Banco Master.
01:07Sobre essa manifestação que foi convocada pelo Movimento Brasil Livre,
01:10aconteceu ontem na frente da sede do banco aqui em São Paulo,
01:13eu tenho duas considerações a serem feitas.
01:15A primeira é que realmente é um caso que revolta,
01:18como você pontuou muito bem nessa brincadeira que você fez.
01:21Uma série que parece não ter fim.
01:23Como eu brinquei ontem, cada pena que se puxa é uma nova galinha,
01:27aparece mais gente da cúpula da República sendo envolvida
01:31e pessoas também de organizações relevantes da sociedade civil.
01:34Então, me parece que o Banco Master é uma grande teia
01:37com o potencial de causar um estrago muito grande nas estruturas da República,
01:41evidentemente, se for investigado com seriedade,
01:44se for investigado com parcialidade,
01:46se for investigado como deve ser investigado um caso dessa magnitude.
01:51O segundo ponto que eu queria destacar é especificamente
01:53sobre a manifestação que foi realizada ontem.
01:57É uma manifestação que segue o padrão de outras manifestações
02:01que estão acontecendo pelo mundo.
02:02O público do Movimento Brasil Livre é majoritariamente os jovens
02:06e é, de certa forma, revigorante para nós brasileiros
02:11observarmos jovens politicamente engajados.
02:14Parece muito aqueles movimentos da geração Z que ocorreram no Nepal,
02:17que ocorreram no Peru, que ocorreram em muitos dos países aí
02:20e que estão causando verdadeiras revoluções em relação a governos ao redor do mundo.
02:27Então, talvez, isso representa uma fagulha de esperança
02:30a respeito de um caso tão grave quanto nós estamos noticiando agora
02:33e que, talvez, possa ser o início aí de uma tensão mais especial
02:38sobre a resolução do caso que, de fato, enquadre autoridades,
02:42enquadre políticos, empresários e toda sorte de pessoas
02:46que estiver profundamente envolvida com esse,
02:48que, mais uma vez, deve ser um dos maiores escândalos de corrupção da história do Brasil.
02:52Deixa eu chamar o Roberto Mota chegando ao vivo do Rio de Janeiro
02:56para analisar mais um capítulo dessa história, Mota,
02:58que é agora o nome de Ibanez Rocha.
03:01Sendo citado, teria sido procurado pelo Daniel Vorcaro
03:04para auxiliar de alguma maneira ou para fazer acontecer a venda
03:09dos ativos podres do Banco Máster para o BRB.
03:14Roberto Mota, bem-vindo.
03:17O caso do Banco Máster desafia nossa capacidade de síntese.
03:23Boa noite, Coba.
03:24Boa noite, meus colegas de bancada.
03:26Boa noite, nossa audiência.
03:27Eu confesso que eu não entendi uma manifestação pedindo ao banqueiro
03:32para fazer delação.
03:34Me explica isso aí de novo, bem devagar.
03:37Esse caso do Máster reúne os aspectos mais complicados
03:42dos casos mais complicados que a gente já viu.
03:46O caso é um Máster escândalo.
03:49Foi até objeto de uma reportagem da revista The Economist.
03:56A chamada da matéria diz o seguinte
03:58O colapso de um banco brasileiro envolve políticos e juízes.
04:04Eu gostaria de ler a matéria aqui, mas não há tempo.
04:09Então eu vou citar apenas uma frase que eu vi nas redes.
04:13O Código de Ética do Brasil é um CDB do Máster.
04:18Chegando também por aqui em Os Pingos nos Is, Bruno Musa.
04:23Bruno Musa, você que é do mercado financeiro, lida com tanta gente com dinheiro,
04:27com tanta gente que está investindo, com tanta gente que procura instituições
04:31credenciadas, autorizadas pelo Banco Central.
04:34Vê agora esse caso do Banco Máster tomando esse rumo com tantos detalhes curiosos,
04:41tantos detalhes peculiares nessa liquidação extrajudicial pelo Banco Central
04:47e agora envolvendo uma gama tão grande, parece que é uma teia,
04:51uma rede de contatos que foi se envolvendo nesse caso justamente, premeditadamente,
04:58para que qualquer investigação contra a fraude não fosse adiante.
05:03Você acredita que tem como essa investigação chegar ao fim?
05:06Os culpados, os envolvidos, aqueles que deixaram a sua digital por qualquer meio,
05:12possam ser lá na frente condenados pelo que pode se entender pela maior fraude
05:17que a gente já teve dessa espécie no Brasil?
05:21Boa noite, Cuba. Boa noite, os colegas de bancada, todos que nos escutam.
05:25Bom, apenas complementando o que o Diego falou, não é uma das maiores,
05:30já é a maior fraude financeira da história do Brasil,
05:33já é o maior rombo pago pelo fundo garantidor de crédito, quase 41 bi,
05:38agora envolvendo o Will Bank vai se aproximar de 50 bi,
05:42supera em valores nominais, em termos reais, o Bamerindus,
05:45que foi ali no final dos anos 90.
05:48Mas o que chama mais atenção é a atrocidade que foi feita tudo isso.
05:53Créditos falsos vendidos a um banco público,
05:56que agora é citado no discurso do Vorcaro,
06:01essa compra desse mesmo banco público, o BRB,
06:05que foi, de forma correta, cancelada, não permitida,
06:09pelo Banco Central, imagina um banco que tem um patrimônio líquido
06:13de 4 bilhões, que é mais ou menos o BRB,
06:16pagar mais de 12 bilhões por créditos que são 100% falsos.
06:20E agora o povo do Distrito Federal teria que capitalizar o banco,
06:24uma vez que seria o governo regional que o capitalizaria,
06:27sempre jogando a bomba na população.
06:30Mas tem uma coisa extremamente interessante desse caso como um todo,
06:35que é justamente o envolvimento de políticos da oposição,
06:42hoje, da oposição ao governo de hoje,
06:44e políticos, por exemplo, deputado Fábio Félix do PSOL acionando a PGR.
06:49Então nós vemos os dois espectros políticos aqui,
06:52direita e esquerda, se acionando para pedir resultados concretos,
06:57com essa fraude que já é a maior escândalo de corrupção e de fraude
07:03do sistema financeiro nacional.
07:05Um banco que era pequeno em 2019,
07:09representava quase 40% do fundo garantidor de crédito,
07:13que terá que, provavelmente, ser recapitalizado pelos bancos maiores.
07:17Os bancos maiores recapitalizariam por volta de 70% o rombo
07:20de um banco pequeno que tomou proporções inimagináveis.
07:24E já há, obviamente, todas as teias de ligação com a REAG,
07:29que foi aquela gestora que também, em dois anos,
07:31se tornou a maior do Brasil,
07:32que a Polícia Federal fez as operações,
07:34mostrando todo tipo de lavagem de dinheiro com o crime organizado.
07:38Então o dinheiro circulava dentro desse ecossistema,
07:42voltava para o Banco Master,
07:44que comprava empresas,
07:46através desses fundos da REAG,
07:48empresas que valiam 10% pagavam 20%, 30%, 40% por essas empresas,
07:52e esse suposto lucro dessas empresas que eram vendidas,
07:56que estavam dentro do esquema,
07:57voltava o dinheiro para o banco.
08:00Sem contar o crédito consignado,
08:03que também eram carteiras falsas de crédito consignado,
08:05ou seja, um quebra-cabeça de primeira,
08:08e pode-se chamar aí que é o escândalo Madoff do Brasil,
08:13para quem não lembra,
08:13aquele que foi um dos maiores esquemas de pirâmide dos Estados Unidos,
08:17que depois o Madoff morreu na cadeia lá nos Estados Unidos.
08:21Então, respondendo apenas diretamente o que você me perguntou,
08:25se eu acredito nisso,
08:27eu ando descrente com o Brasil por motivos óbvios,
08:30mas de qualquer maneira,
08:31quando ele toma proporções tão grotescas e tão escancaradas,
08:36me parece que sim.
08:38Veja, só para complementar,
08:39você mencionou da manifestação que ontem teve aqui do lado,
08:42do meu escritório no Banco Master,
08:45pelo MBL ali,
08:47e teve uma movimentação importante.
08:49Eu não lembro de outro caso,
08:51onde um banco foi liquidado
08:53e movimentou a população na rua.
08:56Isso se restringia a um âmbito financeiro mais restrito,
08:59uma vez que não tinha qualquer risco sistêmico.
09:01Dessa vez, as pessoas estão saindo na rua
09:04e de qualquer espectro político e classe social
09:06estão falando do escândalo do Banco Master.
09:09Tem algo diferente aí.
09:10A questão aí, Diego,
09:11para a gente colocar os pingos nos is, de fato,
09:13é porque muita gente não consegue compreender
09:16como essa fraude atinge a população em geral.
09:19As pessoas podem dizer,
09:20mas eu não tenho investimento do Banco Master,
09:22então isso não tem a ver comigo.
09:23Eu não sou investidor,
09:25eu não tenho nem dinheiro,
09:26eu sou pobre,
09:26como é que isso vai me impactar?
09:28Aí a gente precisa colocar os pingos nos is
09:30para deixar claro
09:30de que essa fraude seria consolidada,
09:35consumada,
09:36transferindo prejuízo mais que bilionário,
09:39multibilionário,
09:41para um banco público.
09:43E aí, portanto,
09:44do pagador de impostos,
09:45daquele dinheiro que vem da iniciativa pública
09:49e, portanto,
09:50que poderia ser convertido para tantas outras coisas,
09:53para financiamento imobiliário,
09:54para financiamento de empreendedores,
09:57capital de giro, enfim,
09:58e tantas outras benesses
10:00que a gente poderia esperar
10:01de um banco de natureza pública.
10:03Ou seja,
10:04a gente se trata, sim,
10:06de um caso
10:06que impacta a todo mundo,
10:09mesmo quem não tem investimento
10:11no caso do Banco Master, né, Gio?
10:12Exatamente, Kobayashi,
10:13não só sob o aspecto do impacto disso
10:15nas finanças de bancos públicos,
10:17mas também do próprio mercado privado.
10:20O Musa lembrou muito bem
10:21do impacto que isso gerou no FGC,
10:24por exemplo,
10:24no Fundo Garantidor de Crédito.
10:26Veja só,
10:26uma instituição que respondia
10:27por cerca de 0,5%
10:29do volume financeiro do mercado
10:31causou um abalo
10:32de praticamente um terço do FGC,
10:35que vai ter que ser destinado
10:37à cobertura das pessoas
10:38que tinham investimento
10:39nesses CDBs podres do Banco Master.
10:41Quem vai recompor o FGC agora
10:44é o restante das instituições financeiras,
10:46onde todas as pessoas
10:47mantêm as suas contas bancárias.
10:49Isso certamente vai gerar
10:50encarecimento de crédito no mercado,
10:52fora isso,
10:53a própria desconfiança
10:54que acaba atingindo o mercado,
10:55que também gera impacto financeiro.
10:58Então, as pessoas são afetadas
10:59por isso de uma forma ou de outra.
11:01Agora, o que mais chama atenção
11:03e, de fato,
11:04aquilo que mais toca as pessoas
11:05de modo geral
11:06é que, mais uma vez,
11:07em um escândalo
11:08que, em tese,
11:10seria algo acontecendo
11:11no mercado privado,
11:13ele chega muito próximo
11:14de grandes figuras da República,
11:17grandes figuras do Legislativo,
11:18do Executivo,
11:19do Judiciário,
11:20sempre a classe política presente,
11:22levando ali também
11:23o seu pedaço
11:24nesses grandes escândalos
11:26de corrupção.
11:26Não fosse o caso,
11:28sequer deveria estar tramitando
11:29no Supremo Tribunal Federal.
11:31O caso está sob sigilo,
11:33mas acredito eu
11:33que se está tramitando
11:34no Supremo
11:35é que alguém
11:36com foro por prerrogativa
11:37de função
11:38está envolvido.
11:39Se não,
11:40não fosse o caso,
11:41o caso deveria tramitar
11:42lá na primeira instância
11:44da Justiça.
11:45Algo que, inclusive,
11:45já se cogita
11:46nos bastidores
11:47diante do envolvimento
11:49também de grandes figuras
11:50do Judiciário.
11:52O fato é que você
11:53disse muito bem,
11:54muitas vezes as pessoas
11:55não percebem,
11:56mas um escândalo
11:57dessa magnitude
11:57certamente toca
11:59a tudo e a todos.
12:00Novamente,
12:01principalmente considerando
12:02a grande possibilidade
12:04de envolvimento
12:05de grandes figuras
12:05da política.
12:06Roberto Mota.
12:11O microfone, Mota.
12:12Eu acho que esse escândalo
12:17não vai dar em nada,
12:20Cor.
12:20Deixa eu responder
12:21a pergunta que você fez
12:23ao Bruno.
12:24Não vai dar em nada
12:25e ninguém vai ser punido.
12:28E digo mais,
12:29essas pessoas vão continuar
12:30com as suas vidas normais
12:31e talvez em breve
12:33estejam até de volta
12:35às suas atividades.
12:36A chance
12:36de acontecer
12:38um dia no Brasil
12:39com alguém
12:40o que aconteceu
12:42com Bernardo Madoff.
12:43Se eu não me engano,
12:44Madoff foi condenado
12:45a 180 anos de prisão
12:47e morreu na cadeia
12:50aos 80 e tantos anos de idade.
12:53No Brasil,
12:55o equivalente do Madoff
12:56estaria agora em Angra,
12:58curtindo o seu barco,
13:00a sua casa,
13:02rodeado de moças bonitas.
13:05E eu acho que isso
13:06que vai acontecer.
13:08Eu não vejo
13:09nenhuma chance
13:10de ninguém
13:12nesse escândalo,
13:14ninguém
13:15ser punido
13:16de nenhuma forma
13:17porque isso
13:19não existe no Brasil.
13:21O Brasil fez um pacto
13:22pela impunidade
13:23onde
13:25os criminosos
13:26violentos
13:27não são punidos
13:27porque eles são
13:28pobres e coitados.
13:29Todo mundo sabe.
13:30Eles não tiveram
13:31oportunidade.
13:32Por isso,
13:33o sujeito mata,
13:34sequestra,
13:35estupra.
13:36E os ricos,
13:37ora, os ricos
13:38não são punidos
13:39porque ninguém
13:40pune rico
13:41no Brasil,
13:43a não ser de uma forma
13:44muito leve
13:44e temporária.
13:47Então,
13:47eu acho que
13:48o que vai acontecer,
13:50Cuba,
13:51é que daqui a uma semana
13:52ou duas,
13:54esse escândalo
13:55vai ser esquecido
13:56porque virá outro,
13:58provavelmente maior,
14:00mais grave
14:00e envolvendo pessoas
14:02ainda mais importantes.
14:03Essa tem sido
14:05uma característica
14:06do nosso Brasil,
14:07né, Musa?
14:08Um escândalo
14:09vai se sobrepondo
14:10ao outro.
14:10Agora a gente fala
14:11muito do Master
14:11que se sobrepôs
14:12ao escândalo do NSS,
14:14enfim,
14:14assim a gente vai
14:15vendo cada capítulo
14:18da história do Brasil,
14:18no caso,
14:19sendo contaminada,
14:21sendo manchada
14:21por diversos escândalos,
14:23com o aposentado
14:24até com o investidor,
14:25ou seja,
14:25da camada mais pobre
14:26à camada mais rica,
14:27dos mais necessitados
14:28àqueles mais abastados,
14:29enfim,
14:30e no fim das contas,
14:32como o Mota tem dito,
14:33nenhum nem outro
14:35tem gerado condenações,
14:37nem o escândalo
14:38que envolve o poder público,
14:40propriamente dito,
14:40diretamente,
14:41nem o escândalo
14:41que envolve a iniciativa privada,
14:43um caso como
14:44o do Banco Master,
14:46por exemplo.
14:46Você acredita
14:47que a gente vai ter
14:49uma impunidade
14:50no final das contas,
14:51nesse caso,
14:52diante de tantas evidências,
14:53diante de uma liquidação
14:55extrajudicial,
14:56de todas as provas
14:57que recaem aí,
14:58principalmente contra
14:59a figura do Daniel Vorcaro?
15:02Vamos lá.
15:03Eu compartilho,
15:04infelizmente,
15:05200% do ceticismo
15:07do Mota
15:07com relação ao Brasil.
15:11Rapidamente,
15:11tem um economista
15:13que eu gosto de citar,
15:14o Gary Becker,
15:14que ele foi
15:15prêmio Nobel
15:16em 1992,
15:18e ele fez um estudo
15:18baseado nisso,
15:19ele foi prêmio Nobel,
15:20mostrando que
15:21o crime funciona
15:21como qualquer atividade
15:22do ser humano.
15:24Ele analisa
15:24o retorno
15:25que ele vai ter
15:26frente ao suposto
15:28benefício do crime.
15:29E no Brasil,
15:30obviamente,
15:30a possibilidade de ficar prego
15:31peso é muito baixo,
15:33então você tem
15:33todo o incentivo
15:34a fazer a criminalidade.
15:36Claro,
15:36aqueles que são
15:37antiéticos e imorais,
15:39como é o caso
15:39muito claro agora
15:40de Daniel Vorcaro,
15:42e de todos os envolvidos
15:44nisso.
15:45Mas aqui eu deixo
15:45uma pitada de esperança,
15:47talvez para mim,
15:48no âmbito de buscar
15:50uma melhoria,
15:50não sei se talvez ingênuo,
15:52infantil,
15:52em meio a esse processo
15:55de impunidade
15:57que a gente vive
15:57no Brasil,
15:58nos acostumamos a eles.
15:59Eu acho que o Brasil
16:00tem alguns pilares
16:02importantes.
16:03Nos Estados Unidos,
16:04por exemplo,
16:04há mais de 5.500 bancos.
16:07No Brasil,
16:08nós estamos falando
16:08que cinco bancos
16:09controlam 80% do crédito.
16:11O que eu quero dizer
16:12com isso?
16:13A gente pode questionar
16:14quantas pernas,
16:15se é um tripé
16:16ou se são quatro
16:17ou cinco,
16:18mas sem dúvida nenhuma,
16:19eu acho que todo mundo
16:20partilha disso,
16:22um dos grandes pilares
16:23que mandam no Brasil
16:24é o sistema bancário.
16:26E esse sistema bancário,
16:28ele foi atingido
16:29de cheio
16:31quando eles têm
16:32que recapitalizar
16:33um banco,
16:35porque um banco,
16:36recapitalizar o fundo
16:37garantidor de crédito
16:38porque um banco pequeno
16:39deu um calote
16:41de quase 50 bilhões
16:43de reais.
16:44Nós estamos falando
16:45que isso é mais
16:46do que o lucro
16:47do Itaú no ano.
16:48A maior instituição
16:49privada disparada.
16:52E para quem não sabe,
16:53o fundo garantidor
16:53de crédito,
16:54ele recebe os aportes
16:56de 0,0125%
16:59dos depósitos
17:00elegíveis
17:01de cada banco.
17:01Então,
17:02quanto maior o banco,
17:02mais ele contribui.
17:04Claramente,
17:04o Itaú
17:05vai ser o banco
17:06que mais contribui
17:07com isso.
17:08BTG,
17:09Bradesco
17:10e todos eles.
17:12Será que isso
17:12passaria impune
17:13em um dos grandes
17:14pilares
17:15que comandam
17:16o país?
17:17De novo,
17:18eu infelizmente
17:19partilho
17:19do ceticismo
17:21que o Mota
17:22tem 100%,
17:23mas quando você
17:24atinge um dos pilares
17:25que manda no Brasil,
17:27talvez me acende
17:27a luz amarela
17:28que tem alguma coisa
17:29diferente aí.
17:30Olha, Diego,
17:30concordo integralmente
17:32e a minha esperança
17:32nesse sentido
17:33é um pouco maior
17:34do que a do Musa,
17:35justamente por esse
17:36ineditismo
17:36desse caso,
17:37Kobayashi.
17:38Nós nunca
17:39observamos um escândalo,
17:41seja de corrupção,
17:42seja um escândalo
17:42do mercado financeiro,
17:43mas no âmbito privado,
17:44como é o caso
17:45do Master
17:46a princípio,
17:47estourar diretamente
17:48na cúpula
17:50da República,
17:51estourar diretamente
17:52no colo
17:53de grandes empresários,
17:55de grandes bilionários
17:57do país.
17:57Geralmente o que a gente vê
17:58é aquele escândalo
17:59de corrupção
17:59onde se entrega
18:01o operador
18:02para salvar
18:03o político,
18:04se entrega
18:04o político
18:05para salvar
18:05o empresário
18:07e por aí vai.
18:08Questões que,
18:09embora grandes
18:10do ponto de vista
18:10financeiro,
18:11não atingem
18:12diretamente
18:13pessoas que têm
18:14tanto poder
18:15concentrado
18:16quanto nós estamos
18:17observando,
18:18nesse caso,
18:19do Banco Master
18:20dia após dia.
18:21a pergunta
18:21que se faz
18:22para constatar
18:23que esse caso
18:24tem que levar
18:24pelo menos
18:25a algum lugar,
18:26a alguma punição,
18:27é quem
18:27que será
18:28entregue
18:29para satisfazer
18:30o clamor
18:31que cresce
18:31a cada dia
18:32na sociedade
18:32a respeito
18:33da resolução
18:34desse caso.
18:35O Musa
18:35trouxe outro
18:36fator
18:36que é inédito,
18:37que eu comentei
18:38a manifestação,
18:39não sabia
18:39que seria
18:40exatamente a primeira
18:41manifestação
18:42de pessoas
18:42na rua
18:43sobre um escândalo
18:44do mercado
18:45financeiro.
18:46Então,
18:46tem muitos elementos
18:48novos
18:48nesse caso
18:49do Master
18:49e eu acho
18:50que o próprio
18:50volume,
18:51o tamanho
18:52do caso
18:52e aonde cada
18:53uma das pontas
18:54dessa teia
18:55tem tocado,
18:56eu acho
18:56que isso
18:57torna impossível
18:58que a classe
19:00política,
19:00que o aparato
19:01estatal
19:02não dê ao menos
19:02uma resposta
19:03mínima
19:04à sociedade.
19:05Eu acho
19:05que é uma
19:05questão
19:06de colapso
19:07na confiabilidade
19:08institucional
19:09que está em jogo.
19:10Se o Banco Master
19:11acabar em nada,
19:12não derem
19:12absolutamente nada,
19:14eu acho
19:14que a fé
19:15das pessoas
19:15que já se encontram
19:16muito deterioradas
19:17nas instituições
19:18vai totalmente
19:19por água abaixo.
19:20Novamente,
19:21nós estamos falando
19:21talvez do maior,
19:23novamente,
19:24do maior escândalo
19:25de corrupção,
19:27do maior escândalo
19:27do mercado financeiro
19:29da história
19:29do país.
19:30Então,
19:31pelo menos alguém
19:32terá que ser entregue
19:34nesse caso,
19:35pelo menos para
19:35acalmar um pouco
19:37os ânimos da sociedade.
19:38Tem mais manifestações
19:39marcadas
19:40na frente da sede
19:41do Banco Master
19:42nos próximos dias,
19:43isso deve ganhar
19:44mais volume
19:45e com isso
19:45mais repercussão
19:46ainda,
19:47o que torna
19:48impossível
19:48colocar o caso
19:50para debaixo do tapete
19:51como, infelizmente,
19:51muitas vezes,
19:52nós acompanhamos
19:53no Brasil.
19:54Então,
19:54eu tenho um pouco
19:55mais de esperança
19:56de que o caso
19:57do Banco Master,
19:58se não revelar
19:59a totalidade,
20:00que é muito difícil
20:00realmente aqui no Brasil,
20:01ao menos uma parte
20:02desse escândalo
20:03da teia da corrupção,
20:05da teia das fraudes,
20:06terá que vir a público
20:07por bem ou por mal.
20:09E com essa novidade
20:10de hoje,
20:10Omota,
20:11que é a informação
20:12de que no depoimento
20:13prestado pelo Daniel
20:14Alvorcaro,
20:15no fim do ano passado,
20:16no fim de dezembro,
20:17a Polícia Federal,
20:18de que teria se encontrado
20:20com o Ibanez Rocha
20:21para tratar justamente
20:22das compras
20:24do BRB,
20:27comprando do Banco Master
20:28os ativos podres,
20:30a oposição
20:31do Ibanez,
20:32lá no Distrito Federal,
20:33já está pedindo
20:34impeachment dele.
20:35Ibanez Rocha,
20:35que é governador
20:36do Distrito Federal,
20:37do MDB,
20:38e que está sofrendo agora
20:39essa pressão
20:40com o pedido
20:42de impeachment dele.
20:43Ele teria se encontrado
20:44algumas vezes,
20:45segundo disse o Daniel
20:46Alvorcaro,
20:47à Polícia Federal,
20:48mas ele está negando
20:49qualquer ativo de tratativa.
20:50Ele está falando
20:51que qualquer tratativa
20:51em relação a BRB
20:52e Master
20:53foi tudo tratado
20:54pelo Paulo Henrique Costa,
20:56que era, então,
20:56presidente do Banco Estatal.
20:58E aí,
20:59surgiu também um outro assunto,
21:00que o Ibanez teria ido
21:01à casa do Daniel Alvorcaro.
21:03E aí,
21:03o Ibanez está dizendo o seguinte,
21:05que foi sim,
21:06convite de um amigo,
21:06mas como não conheceu
21:08o Daniel Alvorcaro,
21:08entrou mudo e saiu calado.
21:10E aí, Mota?
21:12O nome do governador
21:14não é o primeiro nome
21:16importante a surgir
21:18nesse escândalo.
21:20Eu acho que os meus
21:21colegas de bancada
21:22são jovens
21:23e excessivamente otimistas.
21:26Eles estão menosprezando
21:27a capacidade
21:28da política brasileira
21:30de esquecer,
21:32de deixar para lá.
21:34Olha,
21:35se a gente tivesse
21:36dez horas de programa,
21:38a gente poderia fazer
21:38uma lista aqui
21:40de escândalos
21:41incríveis,
21:43inaceitáveis,
21:44absurdos,
21:45que jamais poderiam
21:47passar em branco
21:48e que passaram,
21:49e dos quais
21:50ninguém fala mais.
21:52Eu não gosto
21:53de apostas,
21:54Koba,
21:55mas eu apostaria
21:56um bom dinheiro
21:57com vocês
21:58de que ninguém,
22:00ninguém,
22:02nenhuma dessas figuras
22:04importantes,
22:05vai passar
22:06um dia
22:07na cadeia.
22:09Eu não sei
22:09se vocês
22:10fariam essa aposta
22:12comigo,
22:13mas essa é a minha
22:14convicção.
22:15Claro,
22:16vai ser dada
22:17uma satisfação
22:19à sociedade.
22:20Vamos achar aí
22:20um caseiro,
22:22um motorista
22:23de aplicativo,
22:24alguém
22:25para levar
22:26a culpa disso,
22:27né?
22:27Quem sabe
22:28uma jovem
22:29com batom
22:29em algum lugar aí,
22:30alguém vai levar
22:31a culpa disso,
22:33não vai ser
22:34nenhum
22:34dos responsáveis
22:36pelo escândalo.
22:38Eu não tenho
22:39absolutamente
22:40nenhuma
22:41crença
22:42de que existe
22:43essa possibilidade,
22:45e eu sugiro
22:45que a gente
22:46acompanhe,
22:46Koba,
22:47porque daqui a pouco
22:48o escândalo do Master
22:49vai sair do radar.
22:51E a gente vai estar aqui
22:52falando de outras coisas.
22:53Então vamos criar
22:54um placar
22:55do escândalo Master
22:57para acompanhar
22:58ao longo
22:59dos próximos anos
23:00quantos
23:01dessas figuras
23:02vão efetivamente
23:04ser condenadas
23:06em um processo
23:07criminal
23:07que as obrigue
23:09a ficar presas
23:11numa cela.
23:13A minha aposta
23:14é que
23:15a chance
23:16disso acontecer
23:17é zero.
23:18Olha,
23:19Motto,
23:19eu só não aposto
23:20com você
23:20um bom dinheiro,
23:21porque eu não tenho
23:22um bom dinheiro,
23:22diferentemente
23:23do Bruno Musa,
23:24aqui que é o cara
23:25dos dinheiros
23:26desse programa.
23:27Ô, Musa,
23:28você que tem,
23:29você fecha
23:30uma com o Mota
23:31nessa?
23:33Olha,
23:34isso aí é igual
23:35apostar contra o teu time.
23:36Eu sou corintiano,
23:37eu várias vezes
23:38aposto contra ele
23:39porque é o que a gente
23:40chama de
23:40rede emocional.
23:41Se você perde a aposta,
23:43você fica feliz
23:43porque teu time ganhou.
23:45Então,
23:45só por isso,
23:46Motto,
23:46eu,
23:47infelizmente,
23:47como eu te falei,
23:48partilha do teu ceticismo.
23:50Eu,
23:50como rede emocional,
23:52eu aceito.
23:53Não alto,
23:53porque eu acho também
23:54que irei perder.
23:55Mas eu vejo uma mínima esperança.
23:57Então,
23:58está de pé sim.
23:59Que tal um vinho
23:59quando você vier a São Paulo
24:00ou eu ao Rio de Janeiro
24:01está de pé.
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