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Novas explosões foram registradas em Beirute, capital do Líbano, nesta quarta-feira (11). Os mísseis atingiram a cidade logo após Israel anunciar novos bombardeios estratégicos. Reportagem: Luca Bassani.

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00:00Vou trazer um destaque internacional, uma informação de momento.
00:03Foram registrados novos bombardeios em Beirute, na capital do Líbano.
00:07A gente está vendo agora, já à noite, lá no Oriente Médio,
00:10uma cortina de fumaça muito grande, cumprindo todo o céu de Beirute.
00:15São novas explosões, são inclusive novos ataques.
00:19É uma ofensiva que foi feita ao longo de toda esta quarta-feira,
00:23lá no Líbano, de Israel, que lançaram vários mísseis contra a região de Beirute,
00:30que também, querendo ou não, acaba abrigando o grupo extremista Hezbollah.
00:34É mais um capítulo, mais um ataque e também troca de ataques
00:39entre os próprios aliados do Irã contra também os aliados dos Estados Unidos.
00:45A gente está acompanhando todos os detalhes nessa segunda semana de conflitos,
00:49que vai ganhando, inclusive, ainda mais novos contornos.
00:52São imagens que chamam a atenção, porque acaba atingindo uma área residencial
00:56da própria Beirute.
00:58É uma cidade bastante moderna, uma cidade bastante viva,
01:02mas agora, com esses ataques, acaba atingindo uma região extremamente estratégica.
01:06A gente consegue ver essa fumaça tomando conta do céu.
01:09Em muitos lugares, inclusive, há um apagão muito grande,
01:12há um desespero por parte da população na tentativa de deixar esse local de conflito.
01:17É uma retaliação por parte do exército israelense,
01:20em apoio aos Estados Unidos.
01:22Nesse conflito que acaba envolvendo também o Hezbollah,
01:25que utiliza o Líbano como um país sede,
01:28como um país estratégico onde eles ficam abrigados.
01:31Lembrando que, nos últimos dias,
01:32o próprio Israel acabou aumentando a sua ofensiva terrestre
01:36ali no norte de Israel, para o sul do Líbano,
01:39fazendo, inclusive, muitas cidades, muitos moradores
01:42de toda a região do sul do Líbano
01:44subindo em direção ao centro do país devido a novos ataques e também a novos bombardeios.
01:49São cenas parecidas que a gente viu, inclusive, nos conflitos lá durante a faixa de Gaza,
01:55onde o Hezbollah também acabou entrando nessa discussão.
01:57E o grande temor é que isso acabe, de certa forma,
02:01escalando ainda mais os conflitos no Oriente Médio.
02:04A gente vem falando muito nas questões políticas, diplomáticas
02:09e também os efeitos e impactos econômicos,
02:12mas agora, mais uma vez, um dia de novos ataques e novas explosões,
02:16dessa vez registradas em Beirute,
02:18os mísseis atingindo a capital libanesa após Israel anunciar novos ataques.
02:23Piper, não quero te ouvir em relação a essa notícia,
02:26porque a gente estava até, de certa forma, discutindo alguns outros efeitos,
02:30principalmente os econômicos.
02:31Ontem, inclusive, a gente destacou tudo o que o conflito no Oriente Médio
02:35poderia, de certa forma, ocasionar num curto, médio e longo prazo no Brasil,
02:39principalmente atingindo a economia, a inflação, a taxa de juros, o preço dos alimentos.
02:44Mas, mais uma vez, a gente está vendo uma ofensiva agora por parte de Israel
02:48contra o Hezbollah e, de certa forma, esse conflito ganhando um novo episódio.
02:52Piper.
02:54Bom, Israel bombardear, invadir, tomar Beirute e o Libro não é exatamente uma novidade.
03:00Então, Israel, por exemplo, em 1982, Israel ocupava Beirute.
03:06Naquele tempo, ainda não existia Hezbollah.
03:08Enfim, Hezbollah vem depois disso.
03:11Por que eu estou citando em 1982?
03:13Porque, naquele ano, havia um grande contingente de palestinos, liderados por Yasser Arafat,
03:25abrigados em campos de refugiados em Beirute.
03:29Os palestinos, sem pátria, sem ter onde ficar, estavam lá em Beirute.
03:33O que aconteceu naquele ano?
03:35Milícias cristãs, apoiadas pelo, então, governo do Líbano, invadiram aquela área onde os palestinos
03:45estavam refugiados e massacraram duas mil pessoas, mais de duas mil pessoas, nos campos de Sabra e Chatil.
03:54Tem até um livro sobre isso, eu já até, enfim, publiquei.
03:57É um livro da década de 80, né?
03:59Eu cheguei a publicar capa desse livro algumas vezes em Instagram, essas coisas todas,
04:03que lá descreve como foram os ataques.
04:06Naquele momento, aquela área onde ficavam os campos de refugiados de uma Beirute,
04:13tomada, governada por Israel, Israel, então, repito, estava, eu tinha estabelecido uma das suas muitas ocupações lá,
04:21era comandado por um personagem chamado Ariel Sharon, mais tarde, primeiro ministro de Israel.
04:28Então, ele era o comandante daquelas forças.
04:30E qual foi a ação de Israel para impedir aquele ataque aos campos de refugiados?
04:36Nenhuma, né?
04:37Então, houve processo dentro de Israel, houve, inclusive, o afastamento de Ariel Sharon lá das Forças Armadas,
04:45depois ele acabou voltando, e o fato é que massacraram mais de dois mil palestinos.
04:50E por que eu estou dizendo isso?
04:52Porque Israel sempre fez do Líbano e de Beirute uma espécie do seu parque de diversões bélicas.
05:02Sempre bombardeou.
05:03Agora é porque tem o Hezbollah.
05:06Em outros tempos não tinha o Hezbollah e eles faziam a mesma coisa.
05:10Então, esses grupos extremistas, eles nascem também como reação a esse tipo de coisa.
05:16Não é porque eles nascem para destruir Israel,
05:18mas também para tentar evitar que esse tipo de coisa se repita de tempos em tempos.
05:25E, mais uma vez, o mundo testemunha isso, cruza os braços e não faz nada.
05:30Piper, quando você estava falando, a gente estava acompanhando essas imagens ao vivo,
05:33diretamente de Beirute, capital libanesa, a gente viu também mais uma pequena explosão,
05:39uma fumaça agora surgindo bem na parte central da tela.
05:42Você acompanha aí, gente?
05:43Se os bombardeios ainda não cessaram, aumentando essa escalada de conflito no Oriente Médio.
05:48Vamos chamar o nosso correspondente, o Luca Bassani, que vai trazer mais detalhes
05:51e, é claro, também o termômetro de como está esse conflito chegando nessa segunda semana
05:58de ataques entre os países.
06:00Luca, seja bem-vindo aqui ao 3E1, nos ajudando nessa cobertura,
06:03porque novas explosões foram registradas, dessa vez, em Beirute,
06:07justamente no coração da capital libanesa, meu amigo.
06:09Boa tarde.
06:11Boa tarde a você também, Cássio, a todos que nos acompanham.
06:14Pois é, o grupo terrorista xiita Hezbollah, financiado há muitas décadas pelo regime iraniano,
06:20ele ocupa a parte sul da capital Beirute, o bairro de Darrié.
06:25Eu estive lá, inclusive, o ano passado, você vê muitas imagens das lideranças do Hamas,
06:30das lideranças do Hezbollah e até mesmo do falecido Ayatollah Ali Khamenei,
06:35já que há essa ligação ideológica muito forte.
06:39Inclusive, você, andando por esse bairro, vê mais bandeiras iranianas do que bandeiras libanesas,
06:45mais o símbolo da República Islâmica do que o cedro do Líbano,
06:48que é um símbolo de união, supostamente, entre todas as diferentes religiões
06:53que compõem essa nação multiétnica e multirreligiosa.
06:57Também, o Hezbollah está presente no Vale do Beká, uma região montanhosa,
07:01muito importante para a agricultura do país, e no sul do Líbano, na fronteira com Israel.
07:07Pois bem, durante essa última guerra que terminou com o cessar-fogo negociado por Joe Biden em 2024,
07:14o Hezbollah estava já muito enfraquecido, principalmente porque, naquele momento,
07:19aquela operação com os Pagers, que até ficou muito famosa no mundo,
07:23ela teve a decapitação da principal liderança, Hassan Nasrallah, que governou o Hezbollah,
07:29que era a liderança suprema do Hezbollah durante quase 30 anos, foi morto e demoraram um tempo
07:35para assumir essa posição, pelo menos indicar quem seria o substituto.
07:41E, de fato, o fluxo de armas para o Hezbollah terminou principalmente com a queda do regime de Bashar al
07:48-Assad
07:49no final de 2024 também, porque antes havia um corredor livre do Irã para o Iraque,
07:54do Iraque para a Síria de Assad e da Síria de Assad para o Líbano, mais precisamente às mãos do
07:59Hezbollah.
08:00Este caminho foi interrompido, uma vez que Assad, que também era xiita, um alauíta,
08:05foi para o exílio na Rússia e o regime atual de Damasco é ocupado por um também fundamentalista,
08:12mas aí sunita, apoiado pelos Estados Unidos.
08:15Portanto, o Hezbollah está muito enfraquecido, mas mesmo assim tem uma capacidade de fogo
08:20e tem uma produção de armamentos e de foguetes e de mísseis interna nesses calabouços,
08:26nessas regiões que estão sendo atacadas.
08:28De fato, Israel já ocupou o Líbano em várias outras vezes, não tem o interesse de ver o Líbano
08:33prosperando, propriamente dito, mas o Hezbollah acaba tendo a própria população libanesa como refém.
08:41Afinal, o presidente central do país, Joseph Aoun, ele disse que não queria ser arrastado
08:47para mais uma guerra com Israel.
08:49E o Hezbollah atacou os israelenses logo quando iniciou esse conflito no Irã,
08:54ou seja, o Hezbollah tomando as dores de Terã e fazendo esses ataques para a população do norte de Israel,
09:02que obviamente respondeu.
09:04Vemos também que outra decisão importante foi tomada, Cássio.
09:08O governo central de Beirute, ele decidiu banir as atividades militares do Hezbollah.
09:14Portanto, para a Constituição libanesa, para a justiça libanesa, melhor dizendo,
09:19as atividades paramilitares organizadas por esse grupo de irradistas são ilegais
09:24e haverá, provavelmente, uma vez que esse conflito termine,
09:28uma coalizão também com a participação dos Estados Unidos para desarmar o Hezbollah, nem que seja a força.
09:33Óbvio que isso é muito difícil, pode ser um contexto de uma nova guerra civil,
09:37mas os libaneses se sentem muito explorados também por aquilo que o próprio Irã faz com o Líbano através do
09:46Hezbollah.
09:46Lembrando que o Líbano é uma nação que tem 40% de cristãos, 60% de muçulmanos
09:51e esses 60% divididos entre sunitas e xiitas, quase metade para cada lado.
09:58Mas a maior parte deles não quer se envolver numa guerra e não é fundamentalista de coração,
10:03assim como são os terroristas do Hezbollah.
10:05Portanto, um grupo minoritário que atua politicamente, mas principalmente pela via militar,
10:11acaba arrastando uma nação de 6 milhões de pessoas que já sofre com graves problemas econômicos,
10:16já sofre com muitas questões internas, com as guerras religiosas, as guerras por sectárias, melhor dizendo,
10:25acaba se vendo mais uma vez em uma situação extremamente dramática e que não tem uma resolução a curto prazo.
10:32O presidente do país, só para finalizar, Joseph Aoun, que representa todos os libaneses,
10:37pediu o auxílio da França, que foi a antiga força colonial no Líbano e na Síria,
10:41para que mande mais blindados, mande tanques para que eles consigam, através do próprio exército libanês,
10:47se não através do Hezbollah, proteger os civis ou fazer algum tipo de ação que possa repelir esses ataques.
10:55Mas nós sabemos que, por conta do grande poder bélico de Israel,
10:59a superioridade, até mesmo aérea, acaba inviabilizando qualquer tipo de resposta por parte dos libaneses.
11:06Uma tristeza imensa, se pensarmos que esse é um dos países mais fascinantes do mundo,
11:11de uma grande civilização, desde os fenícios até os árabes levantinos que hoje ocupam essa região,
11:18não conseguem ver paz há pelo menos 50 anos e provavelmente demorarão mais algum tempo
11:23para fazer o país voltar a crescer do aspecto econômico.
11:28Valeu, Luca. Obrigado pelas informações.
11:30Olha, meus amigos, para você que está chegando agora aqui no nosso 3 em 1,
11:34estamos acompanhando em tempo real aí novas explosões que foram registradas em Beirute,
11:39capital libanesa, Israel voltou a bombardear Beirute nesta quarta-feira,
11:43inclusive lá já está à noite, essa cortina de fumaça devido aos bombardeios
11:47acabou cobrindo o céu inteiro da capital libanesa, muitos pontos já estão sem luz,
11:53há também toda uma correria por parte da população deixando essa área que foi totalmente atingida,
12:00e Israel, inclusive, afirmou ter começado uma onda de larga escala de ataques
12:04contra a infraestrutura do Hezbollah na área de Dayé.
12:08O que é essa área de Dayé?
12:10É o subúrbio do sul do Beirute, que é conhecido como o reduto do Hezbollah,
12:13que é esse grupo extremista.
12:15Então, foi um ataque justamente pensado na tentativa de acabar com a infraestrutura
12:20aí do próprio Hezbollah, que é um aliado do Irã de longa data.
12:24E essa guerra, gente, entre Israel, Estados Unidos contra o Irã,
12:29causou tensão em toda a Orede Média, aumentando ainda mais essa escalada
12:34com esses novos bombardeios.
12:36Pessoal da rádio, seja muito bem-vindo.
12:38Aqui é o nosso querido 3E1.
12:40A gente está trazendo todas as informações ao vivo.
12:42Eu sou o Cássio Zema e te faço companhia nessa próxima hora.
12:45Neste momento, a gente está trazendo para todo mundo que está acompanhando o nosso programa
12:49novas explosões que foram registradas em Beirute, capital libanesa.
12:54Israel anunciou uma nova onda e uma larga escala de mísseis
12:58que foram aí destinados para atingir o grupo extremista Hezbollah,
13:03onde eles estão aí alocados no sul de Beirute.
13:07Essa guerra, gente, acaba ganhando um novo capítulo,
13:10entrando na segunda semana de conflito,
13:12mas, principalmente, levanta também muitas dúvidas
13:16e também um medo, um temor muito grande por parte da economia global
13:19em relação ao Estreito de Hormuz.
13:21E por que isso?
13:22Que é uma das principais rotas marítimas para exportação de petróleo no mundo.
13:26Desde o início dessa ofensiva, que começou lá no dia 28 de fevereiro,
13:3013 ataques na região do entorno do Estreito já foram registrados.
13:35Hoje, mais três embarcações foram bombardeadas.
13:39O Irã reivindicou, hoje, um pouco mais cedo,
13:41o ataque a uma dessas embarcações lá no Estreito de Hormuz,
13:44que passa cerca de 20% de todo o gás natural do mundo,
13:49de todo o petróleo.
13:51E é, inclusive, muito importante para conseguir abastecer
13:54e evitar crises energéticas em países muito grandes,
13:57por exemplo, a China, em muitos países também da Europa.
14:00E, claro, que o fechamento do Estreito pode gerar impactos severos
14:04na economia global.
14:06Por isso, levanta essa escalada de conflitos,
14:09um temor muito grande em relação à questão econômica.
14:12Mas é claro que a gente está discutindo agora a questão ideológica,
14:15a questão política, ou também até mesmo a falta de diplomacia
14:18nessa questão envolvendo o conflito no Oriente Médio.
14:21E por que, gente, com o Irã reivindicando esse ataque
14:23a uma das embarcações no Estreito,
14:25que é uma das principais vias de escoamento do petróleo do mundo,
14:28o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
14:30reforça que as embarcações continuem transportando o petróleo lá,
14:34que ele vai tentar garantir a segurança no Estreito.
14:37É claro que, à medida que esse conflito vai se estendendo,
14:40vai se prolongando, vai ganhando novos contornos,
14:43e isso, é claro, de certa forma, pode prejudicar a própria política,
14:46os objetivos de Donald Trump, que, querendo ou não,
14:49ele tentou, de certa forma, acabar com o regime iraniano.
14:51Tivemos, ao longo dessa última semana,
14:53a escolha de um novo líder supremo, que é o filho de Ali Khamenei,
14:57ele que vem, pelo menos, com um pensamento ainda mais anti-Ocidente,
15:01ele que ganhou um respaldo muito grande
15:03da própria guarda revolucionária do Irã,
15:05que é extremamente radical,
15:07que é uma base militar extremamente importante
15:08para manter a ordem dentro do Irã.
15:10Ele, que perdeu o pai, a mãe, a irmã e também a esposa,
15:15nesse conflito, agora vai governar o país,
15:18sendo o líder supremo, e disse que vai agir.
15:21Não vai buscar um cessar-fogo.
15:23Então, esse conflito ganhando mais um contorno,
15:25e, é claro, aumentando as tensões,
15:27ainda mais lá no Oriente Médio.
15:29Alangânia, eu quero te escutar sobre esse novo episódio,
15:31envolvendo esses bombardeios,
15:33mas também como deve ser a reação do novo líder supremo do Irã,
15:38que não quer saber de cessar-fogo,
15:39e, é claro, sabendo que o Donald Trump
15:41não gostou nada da sua escolha.
15:42Muito bem, essa declaração do novo líder supremo do Irã,
15:47ela foi preocupante porque ela vem justamente
15:51um dia após o secretário de defesa dos Estados Unidos
15:57mencionar que esta guerra seria diferente
16:00das guerras anteriores que os Estados Unidos participaram,
16:05que não haveria incursão terrestre,
16:07que foi uma promessa de campanha do Trump,
16:09porque seriam ataques aéreos e a guerra estaria no final.
16:14Acontece que, mesmo com este discurso,
16:16o Irã dobrou a aposta,
16:19e motivado por um receio de que,
16:21ah, talvez tenha um cessar-fogo momentâneo,
16:24a gente aceite esse cessar-fogo,
16:26e depois os Estados Unidos atacam a gente novamente.
16:30Então, ele dobra a aposta dizendo que o barril do petróleo
16:34poderia chegar a 200 dólares.
16:38É claro que se o barril do petróleo chegar a 200 dólares,
16:41e isso é possível se o Estreito de Ormos continuar fechado,
16:45a gente está falando de uma recessão e uma inflação global
16:49com efeito aí, com aumento de pobreza, enfim.
16:53Agora, é uma situação bastante delicada,
16:57porque, primeiro, a gente vê essa escalada agora também envolvendo o Líbano,
17:03já é uma guerra regional, porque entra também o Líbano,
17:07e veja que interessante também,
17:09interessante aqui do ponto de vista geopolítico,
17:11que é claro, o Irã, que tem saído,
17:14desculpe, relatórios na imprensa internacional,
17:18ele tem sido assessorado e ele tem recebido todo um apoio da Rússia,
17:24um apoio financeiro, um apoio logístico,
17:29de energia, de alimentos,
17:31mas, sobretudo, Cássios, um apoio também militar.
17:36Esse apoio militar se daria na inteligência.
17:40Então, o Irã tem conseguido ataques muito bem-sucedidos com drones
17:46a bases norte-americanas e também aos cargueiros de petróleo.
17:51E o que se diz é que ele não teria conseguido isso sozinho
17:55sem a inteligência Rússia.
17:57Infelizmente, é uma guerra que tudo indica que está longe de acabar,
18:05até porque ninguém está disposto a ceder
18:09e ninguém está disposto a ir para a mesa de negociação.
18:13O Gânico, isso você tocou num ponto interessante,
18:15porque os 32 países membros da Agência Internacional de Energia,
18:18eles concordaram hoje, inclusive,
18:20em disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo
18:23das suas reservas de emergência
18:25na tentativa de conter a alta do preço dos combustíveis
18:29provocado, então, pela guerra no Oriente Médio,
18:31que a gente está acompanhando hoje mais um capítulo.
18:33Essa, meus amigos, é a maior liberação de reservas
18:36já feita pelos países da Agência Internacional de Energia.
18:40Inclusive, como o Gânico trouxe,
18:42essa guerra do Oriente tem pressionado os preços do petróleo,
18:45que voltaram a subir.
18:46Inclusive, hoje, a gente já viu, inclusive,
18:48o preço ter dado uma arrefecida,
18:50pelo menos ter dado uma tranquilidade no mercado,
18:52devido às últimas declarações do presidente dos Estados Unidos.
18:56Mas agora, quarta-feira, mais uma vez,
18:58o preço do barril volta a crescer, e muito,
19:00devido ao crescimento das tensões
19:02e dos conflitos no Oriente Médio.
19:04Só para a gente ter uma ideia,
19:05devido ao bloqueio do Estreito de Hormuz,
19:07que é uma rota de trânsito crucial
19:10para a distribuição de petróleo e de gás natural
19:12no mundo inteiro,
19:14passa 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo.
19:18Por isso, essa preocupação muito grande
19:20com o possível fechamento.
19:22E de que forma esse fechamento pode ser feito
19:24pelo próprio Irã.
19:25E por quê?
19:26Porque ainda não se sabe.
19:27Há um cenário de incerteza,
19:29de uma dúvida muito grande,
19:30sobre qual será o poder de resposta do Irã
19:33em relação aos ataques que está sofrendo
19:34dos Estados Unidos e também por parte de Israel.
19:38Será que o Irã tem capacidade militar,
19:41balística,
19:41ou pelo menos uma infraestrutura de mísseis
19:43para atacar outras bases militares dos Estados Unidos
19:47em outros países?
19:48Se tem, até quando tem essa munição e esse potencial?
19:52Essa dúvida, ou pelo menos essa falta de informação
19:54em relação ao poderio, ao arsenal do Irã,
19:58é o que deixa uma dúvida muito grande
19:59em relação ao prolongamento e ao tamanho desta guerra.
20:04Por isso, Fábio Perno, eu te pergunto,
20:06quanto mais o Irã não der informações
20:09e quanto mais o Irã tentar, de certa forma,
20:11preocupar a economia global com o fechamento
20:14do Estreito de Hormuz, Donald Trump vai ter que recalcular
20:17ou pelo menos refazer as suas rótulas?
20:20Essa não é simplesmente uma batalha militar,
20:23é uma guerra de cunho estritamente militar.
20:26E eu acho que vale uma releitura
20:29no famoso texto
20:31O Choque das Civilizações,
20:32do Samuel Hutchinson,
20:33um conservador, né, Alangani?
20:36Mas o Hutchinson, então, naquele tempo,
20:38isso a gente está falando uns 40 anos atrás,
20:40ele, que era um acadêmico importante,
20:43dizia que, no futuro,
20:46o grande embate não seria somente
20:48um embate econômico,
20:50mas também por conta de culturas, né,
20:53de crenças, de princípios diferentes, tá?
20:57E a gente está vendo muito isso,
20:59porque essa é uma guerra,
21:01para o Irã é uma guerra existencial.
21:03O Irã, na visão da sua população,
21:07e não apenas do seu governo,
21:09o Irã luta, sim, contra outros valores.
21:13É por isso que as pessoas não entendem
21:16que o Irã, embora tenha
21:18uma robustecida oposição interna
21:22ao governo,
21:24ele não tem
21:25um apoio expressivo
21:29às potências invasoras.
21:31Ninguém no Irã sai às ruas
21:33para apoiar os Estados Unidos,
21:34para apoiar os ataques de Israel.
21:36No Irã sai às ruas
21:38para tentar criticar
21:39e, eventualmente,
21:40derrubar o governo.
21:42Agora,
21:44derrubar o governo
21:45não significa
21:47abandonar os princípios
21:49da Revolução de 79.
21:51Muito pelo contrário.
21:52Tem gente no Irã
21:53que está nas ruas
21:54exatamente por cobrar
21:56um retorno àqueles princípios,
21:58porque hoje
21:58a culpa do Irã também
22:00tem muita corrupção.
22:01Muitas pessoas
22:02que se instalaram no poder
22:03e não querem ir embora
22:04como acontece
22:05inclusive no mundo
22:06democrático ocidental.
22:08Agora,
22:09o Irã,
22:10com recursos
22:11muito mais escassos
22:13do que as potências
22:14que o atacam,
22:16o Irã adota claramente
22:17uma outra estratégia.
22:18Ontem era comum
22:19a gente ler e ouvir
22:20que os recursos militares
22:22do Irã
22:23estão chegando ao fim
22:24porque, inclusive,
22:26não são mais registrados
22:27praticamente ataques.
22:30Os ataques do Irã
22:31com mísseis,
22:32eles diminuíram bastante.
22:33É verdade.
22:34O Irã não está mais
22:35atacando alvos militares.
22:37O que o Irã está fazendo
22:38é exatamente isso,
22:39atacar embarcações
22:40e hoje, inclusive,
22:42há notícias
22:42de um ataque,
22:43por exemplo,
22:44a um outro aeroporto,
22:46acho que de Abu Dhabi,
22:47alguma coisa,
22:47enfim,
22:47alguma coisa por lá.
22:49Ou seja,
22:49o Irã
22:51ataca
22:53infraestrutura
22:54de outros países
22:55da região
22:56que, de alguma forma,
22:57dão algum suporte
22:59àquelas potências
23:00que ele, Irã,
23:01considera invasoras.
23:02E é claro, gente,
23:03a gente vai trazer também
23:04os efeitos
23:05desse novo capítulo
23:06envolvendo o conflito
23:07no Oriente Médio,
23:08porque, inclusive,
23:09ontem,
23:09o ministro da Fazenda,
23:11Fernando Haddad,
23:11ele foi até o Palácio
23:13da Alvorada,
23:13se reuniu com o presidente Lula
23:14para discutir
23:15possíveis cenários
23:17e, é claro,
23:18soluções
23:18em relação
23:19ao conflito
23:20no Oriente Médio,
23:21porque isso poderia trazer,
23:22inclusive,
23:22consequências negativas
23:24para a economia brasileira.
23:25Ontem,
23:25que o Alangani
23:26acabou elencando
23:27vários desses fatores,
23:28como o aumento
23:29do preço do alimento,
23:30que é um item importante
23:31que pode mexer
23:32com a popularidade
23:33do presidente,
23:34inclusive a inviabilidade
23:36de fertilizantes
23:37que é utilizado
23:38no agronegócio,
23:39que, posteriormente,
23:40também é utilizado
23:41na distribuição
23:42dos alimentos.
23:43Tem a questão
23:43da inflação
23:44que pode subir,
23:45até mesmo o Banco Central
23:46podendo, aí,
23:47pelo menos,
23:48tirar o pé
23:49desse acelerador
23:50ou, pelo menos,
23:50botar um pé no freio
23:51em relação à taxa
23:52de juros.
23:52e tudo isso
23:53pode ter,
23:55inclusive,
23:55um dano muito grande
23:57eleitoral ao presidente Lula.
23:58Já não bastasse,
23:59inclusive,
24:00é claro,
24:00todo o fortalecimento,
24:03ou, pelo menos,
24:03essa consolidação
24:06da pré-candidatura
24:07de Flávio Bolsonaro.
24:08Tem as questões internas
24:10que o presidente Lula
24:11precisa resolver,
24:11mas também o fator externo
24:13pode ser, sim,
24:14determinante.
24:15E se a economia,
24:16de certa forma,
24:17piorar daqui para lá?
24:18É claro que é difícil
24:19a gente fazer,
24:20pelo menos,
24:21um olhar a longo
24:22ou médio prazo.
24:24Se piorar muito,
24:24isso pode ter um efeito
24:25negativo na percepção
24:27do eleitor
24:28em relação à economia
24:29no ano de 2026.
24:31Por isso,
24:31Zé Maria Trindade,
24:32eu quero te perguntar também
24:33sobre os efeitos,
24:34os impactos
24:35que esse conflito
24:36no Oriente Médio
24:37pode gerar
24:38aí no governo federal.
24:40Inclusive,
24:40o próprio governo
24:41está tentando se debruçar,
24:43tentando achar soluções
24:44num curto período
24:46para que a percepção
24:47do eleitor,
24:48que,
24:48para a economia,
24:49acabou caindo,
24:50de certa forma,
24:51de 2025 para 2026,
24:52não caia tanto
24:53e isso possa trazer
24:54um impacto negativo
24:55para o governo Lula.
24:56Zé?
24:58Pois é,
24:59há vários impactos.
25:00O primeiro deles
25:01é político, né?
25:02A oposição criticou muito
25:04o governo do presidente Lula
25:06em relações com o Irã,
25:08sobre fechar os olhos
25:09para uma ditadura
25:11no Irã
25:12e sobre um regime
25:12teocrático, né?
25:14E essa relação
25:16vem desde
25:16Mahamud Armadinejá,
25:19que foi presidente
25:19do Irã,
25:20esteve aqui,
25:21visitou o presidente
25:23Lula,
25:25andou pelo Congresso
25:26Nacional,
25:26onde ele passava,
25:28os aliados
25:30de Israel
25:31o criticavam,
25:32né?
25:32Faziam um vaio,
25:33me lembro de vários
25:34parlamentares
25:35fazendo coro
25:36quando ele chegou
25:36no Congresso Nacional,
25:38né?
25:38Gritando contra
25:39o Armadinejá,
25:40mas enfim,
25:41são relações antigas.
25:42E o governo
25:43vem explicando
25:44tudo isso aí
25:45sob o ponto de vista
25:46racional,
25:47ou seja,
25:48olha,
25:48não nos interessa
25:49o que está acontecendo
25:50no Irã,
25:51nos interessa
25:52é que há
25:53por aqui
25:54um mercado
25:55muito importante
25:56e é isso
25:56que queremos, né?
25:58Então,
25:58foram adaptados
25:59inclusive
26:01frigoríficos
26:02aqui no Brasil
26:02para sacrificar
26:06animais
26:06aos moldes
26:07do Irã
26:08para importar
26:09a carne
26:10para o Irã
26:11e inclusive
26:13fiscalizados
26:14aqui pelo Irã
26:14e tem uma grande
26:15relação
26:17antiga
26:17com o Irã.
26:18Então,
26:18o primeiro aspecto
26:19é esse,
26:20um aspecto político
26:21de apoio
26:22e segundo
26:22de mercado,
26:24né?
26:24Não dá
26:24para você
26:26levar
26:27que isso é
26:28um comércio
26:28de empresário
26:29para empresário,
26:30de empresário
26:31para alguns
26:32estados,
26:33nunca de estado
26:34para estado,
26:35levar um navio
26:36de carne
26:37sem saber se vai
26:37receber o dinheiro.
26:38é muito dinheiro, né?
26:40Isso quebra
26:40uma empresa
26:41aqui no Brasil.
26:41Então, sim,
26:42tudo isso
26:43fica impedido.
26:44Fora isso,
26:45há dificuldades
26:46no transporte
26:47mundial,
26:48na logística
26:48mundial
26:49e isto vai
26:50afetar aqui.
26:52O governo
26:53brasileiro
26:53está fazendo
26:54reuniões
26:54setoriais
26:55para saberem
26:55sobre
26:57as consequências
26:58em cada um
26:59desses lugares
26:59e o Ministério
27:00de Relações
27:01Exteriores
27:01levando ao governo,
27:03ao presidente Lula,
27:04né?
27:04as projeções
27:06sobre a expectativa
27:07de quanto tempo
27:07de guerra.
27:09Olha que emprego
27:10difícil de saber
27:10sobre isso,
27:11ninguém sabe,
27:11mas, enfim,
27:13avaliações.
27:13E, a partir daí,
27:14o governo pode
27:15tomar medidas novas.
27:17Agora,
27:18diante de tudo isso,
27:20há quem acredite
27:21que o Brasil
27:22pode sair muito bem
27:23e lucrar,
27:24porque haverá
27:25um boom
27:25de commodities,
27:26ou seja,
27:27valorização
27:28do principal produto
27:29de exportação brasileiro,
27:31que são as commodities, né?
27:33O Alangari,
27:34você acredita
27:35que, de certa forma,
27:36o presidente dos Estados Unidos,
27:37Donald Trump,
27:38subestimou o Irã
27:39ou ele acreditava
27:39que esse conflito
27:40seria muito menor
27:41do que está sendo?
27:42Eu acredito que sim.
27:44Eu vejo que
27:45a ação bem sucedida
27:47na Venezuela
27:47é relativamente fácil.
27:49O presidente dos Estados Unidos
27:50acreditou que, talvez,
27:52o Irã
27:54fosse tranquilo, né?
27:55E aí,
27:55cairia o regime.
27:56O que não aconteceu.
27:58Por quê?
27:59Primeiro que o Irã
28:00é um país
28:00muito mais preparado
28:02que a Venezuela
28:03é um país
28:05muito mais complicado,
28:07mistura ali
28:08ideologia
28:09com política,
28:11com religião.
28:12Então, tem muito
28:13disso que o Piperno
28:14falou, né?
28:15Existe um descontentamento
28:17com os ayatolás
28:19internamente
28:20por conta de corrupção,
28:21mas, ao mesmo tempo,
28:22eles são
28:23anti-Ocidentes, né?
28:25Então,
28:26parte da população
28:28são bastante
28:29extremistas.
28:30uma outra parte
28:31também
28:32não é muito
28:33religiosa.
28:34Então,
28:34é um país
28:35muito complexo,
28:36é um país
28:36que também tem
28:38uma indústria
28:39maior do que a Venezuela,
28:41tem recursos
28:42e tem uma conexão
28:43muito boa
28:44e mais próxima,
28:45até territorialmente
28:46mais próxima,
28:47geograficamente
28:48mais próxima,
28:49com a China
28:50e com a Rússia.
28:51E tem petróleo,
28:53produtor de petróleo,
28:54e controla
28:55a principal
28:56passagem
28:57de petróleo.
28:58e aí que a situação
29:00se complicou,
29:01a guerra
29:02se arrasta
29:02e veja que a questão
29:04não é tão simples.
29:05Prova disso
29:06é que
29:07Donald Trump
29:08telefonou,
29:09partiu do Trump,
29:10um telefonema
29:11para quem?
29:13Vladimir Putin.
29:15Por que
29:15que o Trump
29:16telefona
29:16para Vladimir Putin
29:18em relação
29:19ao Irã?
29:20se a situação
29:22o exercício
29:23de lógica
29:23estivesse
29:24absolutamente
29:24controlada,
29:25ele não precisaria
29:26falar com
29:27o seu adversário.
29:29Muito pelo contrário,
29:30se ele liga
29:31para o Vladimir Putin,
29:32há dois interesses.
29:34Primeiro,
29:35seria a questão
29:36do petróleo,
29:37porque a Rússia
29:37é uma grande
29:38produtora de petróleo,
29:40ironicamente
29:41ela está sancionada
29:42pelo próprio
29:42Estados Unidos.
29:44E a segunda
29:46hipótese,
29:47que é justamente
29:48o que saiu
29:49nesses relatórios
29:49ventilados pela
29:50imprensa internacional,
29:51o apoio
29:52de inteligência
29:53da Rússia
29:54para o Irã.
29:56Então,
29:57talvez Trump
29:58tentou convencer
29:59Vladimir Putin
30:00a não dar
30:01este apoio
30:03ao Irã,
30:03mas de qualquer
30:05maneira
30:05mostrou que
30:07o Trump
30:07precisa
30:08do Putin
30:09também na região.
30:10Até porque
30:11o Putin
30:13tem uma característica,
30:14ele é bem relacionado
30:15com o Benjamin Netanyahu
30:16e com o Irã
30:17ao mesmo tempo.
30:18Então,
30:20inclusive
30:20quando
30:21eclodiu
30:22a guerra
30:22entre
30:23Rússia
30:24e Ucrânia,
30:25que o Trump
30:25foi contra
30:26porque achou
30:26que os Estados Unidos
30:27comprou uma briga
30:28desnecessária
30:28e muitos intelectuais
30:30norte-americanos
30:31à época
30:31também diziam isso,
30:33que ali
30:34você romper
30:34com a Rússia
30:35não era interessante.
30:37Sabe por quê?
30:38Porque de tempos
30:38em tempos
30:39o Ocidente
30:40precisa da Rússia,
30:41precisou da Rússia
30:42para derrotar
30:43o nazismo
30:43na Segunda Guerra Mundial.
30:45E precisa
30:46também da Rússia
30:47para manter
30:48uma certa
30:49estabilidade
30:50no Oriente Médio.
30:51É a Rússia
30:52que vai fazer
30:52o serviço sujo
30:53muitas vezes.
30:54É a Rússia
30:55que conseguiu,
30:56antes da primavera árabe,
30:58manter uma certa
30:59estabilidade
31:00na Síria.
31:01É a Rússia
31:02que ajuda
31:02também
31:03a conter o Irã.
31:04Então,
31:05olha a complexidade
31:06e as contradições
31:08que envolvem
31:09essas relações
31:10entre Estados Unidos,
31:12Rússia
31:12e Oriente Médio.
31:13Relações
31:14absolutamente fluídas
31:15e dependendo
31:17dos interesses
31:18de turno.
31:19Bom, meus amigos,
31:20a gente vai seguir
31:20acompanhando
31:21todos os conflitos
31:22no Oriente Médio
31:22agora,
31:23às 5h18,
31:24no horário de Brasília,
31:25lá em Beirute,
31:26capital do Líbano.
31:27São 10 horas da noite
31:29e 18 minutos,
31:30então a gente vai acompanhar
31:30qualquer novidade
31:31ou pelo menos
31:32se teremos
31:33mais uma noite,
31:34uma madrugada
31:35com novas explosões,
31:37com novos ataques
31:37e bombardeios,
31:38principalmente nessa ofensiva,
31:40nessa onda de ataques
31:41que foi prometida
31:42pelo governo de Israel
31:43contra o grupo extremista
31:45Hezbollah,
31:45que está baseado
31:46em Beirute,
31:47capital libanesa.
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