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Segundo informação exclusiva da Jovem Pan, os Estados Unidos e o promotor de Justiça brasileiro Lincoln Gakiya discutem estratégias contra o PCC. Além disso, auxiliares do secretário de Estado Marco Rubio vieram ao Brasil. A repercussão ocorre porque os EUA planejam classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O presidente Lula (PT) teve conversas com os líderes da Colômbia e do México, Gustavo Petro e Claudia Sheinbaum, sobre o assunto. Reportagem: Eliseu Caetano e André Anelli.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/wj_FAbWYxPM

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Transcrição
00:00O representante do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio,
00:04vieram ao Brasil e conversaram com autoridades
00:07sobre atuação de organizações criminosas aqui no país.
00:11E um dos encontros foi com o promotor Lincoln Gatia,
00:14que é uma das referências internacionais no combate ao primeiro comando da capital, o PCC.
00:20O Eliseu Caetano está ao vivo conosco, diretamente dos Estados Unidos,
00:23que vai trazer mais detalhes, é claro, uma apuração sobre esses encontros e essas conversas
00:28que vem ganhando cada vez mais força, ainda mais depois da captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
00:36Meu amigo, seja bem-vindo, traz todos os detalhes para a gente aqui no nosso 3 em 1.
00:42Olá, meu amigo Cássio, muito boa tarde para você, para os nossos colegas debatedores
00:46e, claro, para todo mundo que acompanha o 3 em 1, queridinho das tardes da Jovem Pan.
00:50A gente vem chegando ao vivo porque já temos a atualização dessa notícia.
00:53A nossa equipe de reportagem de Internacional está já tem mais de uma semana
00:57em cima do lance nessa história.
01:00Estamos acompanhando, minuto a minuto, todos os desdobramentos.
01:03E hoje de manhã, em parceria com o editor do site da Jovem Pan, Pedro Vilas Boas,
01:07nós apuramos o seguinte, uma comitiva ligada ao governo dos Estados Unidos
01:12foi ao Brasil discutir sobre o primeiro comando do capital, o PCC,
01:17e o comando vermelho.
01:19E tem novidade sobre esse assunto, Cássio,
01:21porque um assessor do governo dos Estados Unidos
01:24deve visitar Jair Bolsonaro na prisão.
01:28Integrantes de uma comitiva americana ligada ao senador e atual secretário de Estado norte-americano,
01:34Marco Rubio, estiveram recentemente no Brasil para discutir os avanços,
01:38não apenas em território nacional, mas a internacionalização de facções criminosas,
01:44como o primeiro comando da capital e comando vermelho.
01:47Essa informação, repito, foi confirmada com exclusividade para a Jovem Pan.
01:53Essa viagem ocorreu apenas alguns dias antes da previsão de visita ao Brasil
01:58do assessor do governo americano, Darren Beatty,
02:01que pretende se reunir com o ex-presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, na Papuda.
02:06Durante a passagem desse primeiro grupo pelo nosso país, pelo Brasil,
02:11eles realizaram encontros em São Paulo e também em Brasília
02:15para discutir o avanço das facções brasileiras e a atuação internacional delas.
02:20Em São Paulo, o Cássio e os integrantes da comitiva se reuniram com o promotor de justiça,
02:25Lincoln Gaikia, do Ministério Público de São Paulo.
02:28O Gaikia é conhecido por conduzir importantes investigações no GAECO contra o PCC
02:34e também por atuar diretamente no combate à facção.
02:37As conversas, segundo ele, tiveram como foco o crescimento das organizações criminosas brasileiras
02:43fora do nosso país, especialmente na América Latina e na Europa.
02:48Além do papel dessas facções em redes internacionais de tráfico de drogas e de lavagem de dinheiro.
02:55As autoridades americanas estão demonstrando já há algum tempo preocupação com a capacidade de expansão
03:01dessas organizações e seguem discutindo, aqui na capital americana, principalmente Washington DC,
03:07formas de cooperação internacional para combater o crime organizado transnacional.
03:12Não à toa, no último final de semana, pelo menos 13 países da região da América Latina
03:16assinaram o termo Escudo das Américas, permitindo que os Estados Unidos transformem organizações criminosas
03:23desses países em organizações consideradas terroristas.
03:28Isso vai permitir que os Estados Unidos façam operações policiais conjuntas com essas autoridades locais.
03:34E com exclusividade, e essa é uma atualização de agora, Cássio Zeiman, atualização de momento
03:39aqui na programação da Jovem Pan, confirmamos que essa viagem que a gente está tratando agora
03:45antecede a chegada ao Brasil de Darren Beattie, assessor ligado ao governo americano
03:50e aliado político do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
03:54Ele pretende visitar Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre medidas judiciais
03:59impostas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes.
04:03Essa visita, inclusive, já foi autorizada por Moraes após solicitação da defesa de Bolsonaro.
04:09O encontro e essa visita ocorrem em meio a discussões dentro do governo americano
04:14sobre a possibilidade de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.
04:21Se essa classificação for adotada, os Estados Unidos poderiam aplicar medidas mais duras
04:27contra integrantes e redes financeiras das facções, como, por exemplo, sanções internacionais,
04:33e bloqueio de ativos.
04:35Portanto, Cássio, estamos acompanhando aí desde o início da manhã de hoje essa informação
04:41e trazemos agora aqui para o nosso público do 3 em 1 essa novidade.
04:46Então, se por um lado, representantes do governo dos Estados Unidos estiveram no Brasil
04:51para tratar sobre esse assunto, por outro lado, temos um outro representante do governo
04:56chegando ao nosso país já nos próximos dias para conversar com o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.
05:03Inclusive, no site da Jovem Pan, eu e o Pedro Bilas Boas assinamos juntos uma matéria
05:07que está na capa do nosso portal.
05:09Eu quero convidar o nosso ouvinte e telespectador internauta a acessar
05:12jovempan.com.br, porque a gente traz todos os detalhes, inclusive, Cássio Zeman,
05:17com nomes e fotos dos oficiais americanos que estiveram aí no nosso país.
05:24Então, o convite fica feito para a nossa audiência acessar lá no site.
05:27E, claro, ao longo de toda a programação da Jovem Pan, a gente vai seguir atualizando esse assunto.
05:32Com você, nos tuos.
05:32É isso, Elizeu. Obrigado pelas informações, trazendo todos os detalhes diretamente dos Estados Unidos.
05:37E, olha, meus amigos, ainda falando sobre os Estados Unidos,
05:41querer classificar as facções criminosas da América Latina como terroristas,
05:45o presidente Lula conversou hoje com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sobre esse assunto.
05:50No início da semana, Lula também falou com a presidente do México, a Claudia Sheinbaum.
05:55O André Anelli vai chegar aqui no 3 em 1, trazer todos os detalhes, é claro,
05:58o teor dessas conversas entre o presidente Lula e outras autoridades.
06:03André Anelli, que agora sim colocou o terninho.
06:05Tá estiloso, tá bonitão, meu amigo. Seja bem-vindo, uma boa tarde.
06:11Obrigado, Cássio. Muito boa tarde a você também e a todos aqui no 3 em 1 da Jovem Pan.
06:15O presidente Lula conversou com Gustavo Petro, presidente da Colômbia,
06:19a pedido do presidente colombiano, justamente nesse contexto em que existem acusações,
06:26ou pelo menos tentativa de acusação, de que organizações criminosas brasileiras,
06:31como, por exemplo, o PCC, o primeiro comando da capital, e o comando vermelho,
06:35o CV, podem ser enquadradas como organizações terroristas,
06:40da mesma forma como o presidente americano Donald Trump já ameaçou fazer também
06:45com organizações criminosas, que seriam equivalentes não só no território da Colômbia,
06:51mas também no território da Venezuela e também no território mexicano.
06:55Por isso, até mesmo o presidente Lula também conversou nas últimas horas
06:59com a presidente do México, Cláudia Sheinbaum.
07:03Existe uma mobilização para que os países da América Latina não sejam tomados, então,
07:10pelas questões que envolvem esse enquadramento das organizações criminosas,
07:15como a gente ouviu do Eliseu Caetano agora há pouco.
07:18Existem consequências que podem ser aplicadas por parte do governo americano,
07:23como, por exemplo, sanções econômicas, também restrições de imigração
07:29e até mesmo a possibilidade de ação militar, uma ação que não seria, obviamente, generalizada,
07:36mas que teria como foco essas organizações que, na avaliação do governo americano,
07:41podem ser terroristas, mas, de certa forma, isso poderia impactar diretamente o Brasil,
07:47porque essa ação militar seria desenvolvida em território brasileiro,
07:51caso esse entendimento prevalecesse por parte dos Estados Unidos.
07:55Então, para que não haja nenhum tipo de intervenção, como já aconteceu, inclusive, na Venezuela,
08:01a gente relembra que, recentemente, mais precisamente no dia 3 de janeiro,
08:05o ditador Nicolás Maduro foi sequestrado e depois levado para o território americano,
08:12sob a suspeita, sob a acusação de chefiar uma dessas quadrilhas,
08:16que, na avaliação do governo americano, trata-se, então, de uma organização terrorista ligada ao narcotráfico.
08:24Nicolás Maduro negou qualquer tipo de envolvimento, mas, mesmo assim, ele permanece em solo americano
08:30à disposição de julgamento e, consequentemente, tendo a sua liberdade ali privada.
08:35Então, para que algo não aconteça, inclusive com autoridades que, eventualmente,
08:39possam ser apontadas como representantes ou associadas a algum tipo de organização criminosa,
08:45o presidente Lula, por meio do Ministério das Relações Exteriores,
08:49já vem articulando, juntamente com países que costumam ser alvo dessa desconfiança americana
08:55para que não haja nenhum tipo de ameaça e, consequentemente, nenhum tipo de sanção
09:00aplicada a nenhum desses territórios.
09:03Cássios.
09:04Valeu, Nelly. Obrigado pelas informações.
09:06E, olha, gente, é importante analisar, é claro, que essa conversa do presidente Lula,
09:10primeiro com a presidente do México, a Cláudia Xambal,
09:13e depois com o presidente da Colômbia, Gustavo Preto, não foi Ivão.
09:17Por quê? No final de semana passado, o próprio presidente dos Estados Unidos,
09:20Donald Trump, organizou o que ele chamou da cúpula do escudo das Américas,
09:24onde ele chamou diversos países que são mais alinhados ideologicamente com os Estados Unidos
09:29para debater a segurança e o combate ao narcotráfico e ao crime organizado.
09:35Ficaram de fora justamente México, Brasil e Colômbia.
09:38E com quem o presidente Lula conversou nesses últimos dias?
09:40Com o México e com a Colômbia.
09:42Então, nada é em vão nessa política.
09:44Mas, só, Piper, não quero te perguntar, porque é um assunto extremamente delicado,
09:48o presidente Lula, claro, conversou com seus outros pares,
09:51que, querendo ou não, quando se fala de narcotráfico,
09:53é impossível não citar a Colômbia e o México nessa discussão.
09:57Donald Trump deixou esses países de lado,
09:59mas é claro que o presidente Lula tem no horizonte o encontro com Donald Trump.
10:04Aí, sim, será um assunto extremamente sensível
10:06e o presidente Lula precisa estar muito bem, podemos dizer assim,
10:09armado de informações, armado de argumentos
10:12para que o próprio Estados Unidos não classifique ou equipare
10:16as organizações criminosas a terroristas.
10:18São muitas as camadas dessa história e a gente não pode perder de vista
10:21que nós estamos diante de um momento de intervencionismo explícito,
10:28não há nenhum tipo de disfarce em relação a isso, né?
10:34Essa estratégia já está absolutamente descortinada.
10:37Alguém vai, enfim, o chefão do mundo aponta,
10:39olha, você faz isso ou o seu país vai ter que acertar as contas comigo.
10:44Tem sido assim.
10:45Então, veja, aí tem agora esse discurso do que seria um grupo terrorista.
10:51Muito bem.
10:52Então, México, Colômbia e Brasil, obviamente, são três países importantes.
10:57Três das quatro maiores economias da América Latina.
11:01Três das quatro nações mais populosas da América Latina.
11:05A quarta seria exatamente a Argentina.
11:07Portanto, trata-se da maior parte da América Latina e são países que se alinham a um outro lado.
11:20Não estão sob o guarda-chuva ideológico do presidente dos Estados Unidos.
11:25Muito bem.
11:26Quando você fala em grupos terroristas, ou melhor, quando você fala desses grupos,
11:31dessas organizações criminosas, só para não ir muito longe,
11:36como é que vai se excluir, por exemplo, o Equador desse cálculo?
11:39Porque o Equador, nós mostramos aqui nesse programa algumas vezes,
11:44por exemplo, o que aconteceu no Equador ano passado, se eu não estou enganado,
11:47quando eles chegaram ao extremo de invadir um canal de televisão,
11:52soltar um preso, invadir um canal de televisão,
11:55e anunciar em rede nacional que iriam cometer lá outros atos,
12:00caso o bandido fulano de tal lá não fosse, enfim, libertado.
12:05Então, o Equador chegou a esse extremo.
12:07Então, é um país que lida com extrema violência.
12:11Muito bem.
12:11Paraguai, por exemplo, é outro.
12:13Então, por que os alvos seriam esses outros três?
12:17Porque há uma distância ideológica muito grande.
12:22Então, isso também é, sim, briga política.
12:26É óbvio que, se alguém quiser chegar aqui no Brasil e falar,
12:29olha, nós vamos, queremos, estamos oferecendo o recurso
12:33para que vocês combatam o crime organizado,
12:36há exemplo do que foi feito lá atrás no Plano Colômbia.
12:40É, óbvio, acho que dá para conversar.
12:42Agora, apontar o dedo e falar, olha, é o seguinte,
12:44ou vocês aceitam ou vai ter intervenção,
12:47que parte, e com o apoio de grupos políticos locais,
12:52aí é um pouco de exagero, né?
12:53Ô, Piper, é importante também a gente acrescentar nesse debate, né?
12:57Uma questão jurídica, né?
12:59Uma diferenciação, pelo menos um entendimento jurídico
13:02diferente do que é crime organizado,
13:04o que é uma facção e, é claro, classificar uma organização terrorista.
13:08Aqui no Brasil, isso ficou muito claro até mesmo, né?
13:10Pelo próprio promotor de justiça aqui de São Paulo,
13:13Licon Gaquia.
13:13Eu já tive a oportunidade também de entrevistar e conversar com ele
13:16e que ele fala que talvez essa equiparação não traga muitos,
13:20podemos dizer assim, muitos fatores positivos no combate ao crime organizado.
13:24E tem essa questão jurídica, por quê?
13:26Para se classificar como terrorista, precisa ter uma motivação política,
13:30uma motivação ideológica, uma motivação religiosa.
13:34E aqui no Brasil, a gente vê, pelo menos, principalmente o PCC
13:37e o Comando Vermelho com o objetivo de dominação territorial
13:40e também de expandimento de lucros, né?
13:43Ou, pelo menos, né, lavar dinheiro.
13:45Ou seja, dentro dessa categoria do que se entende aqui no Brasil,
13:48o terrorismo não se enquadraria.
13:49Por isso que essa discussão é tão ampla
13:51e há entendimentos diferentes, tanto do Brasil como dos Estados Unidos, Alangani.
13:55É, pois é.
13:56O que eu vejo que seria um caminho do meio,
13:58um caminho bastante proveitoso para o Brasil,
14:00seria uma cooperação com os Estados Unidos.
14:04Então, sim, um compartilhamento de estratégias, de inteligência,
14:09as duas polícias atuando conjuntamente,
14:12Polícia Federal, o FBI por lá, né?
14:16Também os serviços de inteligência,
14:18tanto a BIM quanto a CIA nos Estados Unidos,
14:22conjuntamente para minimizar o narcotráfico aqui no Brasil,
14:26que, claro, prejudica também os Estados Unidos.
14:30Há um precedente histórico muito bem feito,
14:33que foi justamente o que ocorreu na Colômbia.
14:36Ali houve uma cooperação entre as forças colombianas
14:40e também as forças norte-americanas
14:42e houve uma redução do tráfico de drogas na Colômbia.
14:46Acabou com o tráfico de drogas na Colômbia?
14:48Não.
14:48Mas, por exemplo, Medellín era uma cidade completamente dominada
14:52pelo tráfico de drogas
14:54e hoje virou até, em certo sentido, uma cidade turística.
14:58Então, acredito que o caminho seja muito mais
15:02essa cooperação internacional via as polícias
15:04do que a nomenclatura, do que uma classificação, né?
15:08Aqui é terrorismo, não é crime organizado, não importa.
15:13O que importa é o trabalho conjunto entre os dois países.
15:18Ogan, inclusive, a própria Medellín se tornou uma cidade modelo, né?
15:21Na relação do combate ou do enfrentamento ao crime organizado,
15:24até mesmo a topografia, a geografia muito parecida com o Rio de Janeiro.
15:28Muitos morros, favelas que foram aí se criando
15:31e, é claro, teve toda uma reconstrução por parte disso
15:34para mudar essa visão sobre a questão do tráfico de drogas.
15:38Zé, contigo eu quero um pouco além.
15:40Já pensando já no final de março, início de abril,
15:42quando o presidente Lula deve se encontrar com o Donald Trump.
15:45O que o Lula deve levar, podemos dizer assim, na bagagem?
15:48Deve mostrar todos os riscos?
15:50Deve mostrar a legislação brasileira?
15:52Deve tentar convencer Donald Trump
15:54que seria arriscado fazer essa equiparação
15:57de facções criminosas a grupo terrorista?
16:00Pois é, e ele quer levar na mala também essa força, né?
16:04Dizer, olha, eu estou com o mesmo pensamento
16:07de um grupo de presidentes latino-americanos.
16:11Olha, ontem eu e a Luciana Verdoli e o Capês
16:17fomos a uma reunião importante,
16:19que é o lançamento do livro do ex-presidente do STJ,
16:22o César Arfor Rocha, né?
16:25E é carta a um jovem magistrado
16:28que é prefaciado por José Sarney.
16:30E lá ele conseguiu reunir, assim,
16:33a política atual, ministros do Supremo
16:35e do STJ atual e aposentados.
16:38E a conversa geral,
16:40inclusive do ex-ministro
16:42Luiz Roberto Barroso, que estava lá,
16:44assim, o mundo está de cabeça para baixo.
16:45Todo mundo, eu não estou entendendo.
16:47Qual era o grande trabalho ali,
16:50o grande debate?
16:51É que as leis não estão valendo.
16:52Então, assim, familiares de ministros do STJ
16:57dizendo, eu estou assustada porque
16:59eu, mulher de ministro,
17:01sou impedida disso, daquilo,
17:03não posso isso,
17:04porque o meu marido não deixa nada.
17:07Lá em casa não pode receber um presente,
17:09não pode nada, nada, nada, nada.
17:11E eu acho correto.
17:12E é assustado com o que viu por aí,
17:14com o que está acontecendo.
17:15Não é só aqui no Brasil.
17:17No mundo inteiro,
17:18há desvios de rotas
17:21e o mundo está se transformando.
17:23O mundo está mudando.
17:24Em primeiro lugar,
17:25os Estados Unidos estão abrindo
17:26novos flancos
17:28e cada vez mais flancos, né,
17:30de conflito.
17:32Isso não é inteligente,
17:33isso não é bom.
17:34Isso é impossível
17:36de ser levado em frente.
17:37Mesmo com todo o poderio dos Estados Unidos,
17:39chega um ponto que
17:40há um, vamos dizer assim,
17:43um comprometimento do país
17:45de tantas frentes de batalha,
17:48tantos flancos.
17:49E abriria um flanco novo
17:51aqui na América Latina.
17:52Porque muitos presidentes
17:54estão pensando que podem ser
17:58o novo Maduro,
17:59que ele pode chegar em qualquer país
18:01e sequestrar o presidente
18:02e ir embora,
18:03ou matar como fez no Irã.
18:05Então, esta é uma realidade.
18:07Esse encontro do presidente Lula
18:09com o Donald Trump
18:10será importantíssimo,
18:11mas pelo momento
18:13do que está acontecendo.
18:14E é bom,
18:16mesmo que isso aconteça,
18:17para que,
18:18aqui no Brasil,
18:19todos entendam,
18:20o presidente,
18:21o Supremo e o Congresso,
18:22todos entendam que
18:23nós não somos uma ilha,
18:26nós não estamos isolados
18:27do mundo,
18:28que o mundo está de olho
18:29aqui no Brasil,
18:30inclusive os Estados Unidos.
18:32Na parte prática,
18:33eu diria que
18:34o crime de tráfico de drogas,
18:37ele é transnacional.
18:38ele é,
18:39não adianta.
18:40Então, a produção em um país,
18:42mas o consumo em outro,
18:43o Brasil serve de caminho,
18:45além de consumo,
18:46é mais caminho
18:47para o tráfico de drogas,
18:49e acaba chegando
18:50nos Estados Unidos.
18:51E aí,
18:52atende um dos pressupostos
18:54para transformar
18:55um grupo em terrorista,
18:57que possa ameaçar
18:58cidadãos norte-americanos.
19:00Está ameaçando.
19:01A droga é uma epidemia,
19:03senhoras e senhores.
19:04Ela está presente
19:05no mundo inteiro.
19:07eu conversava
19:08com o deputado Luiz Felipe
19:10de Bragança,
19:11de Orleans de Bragança,
19:12ele falando
19:13exatamente sobre
19:15a guerra do ópio na China,
19:17né?
19:17O que aconteceu?
19:19Os soldados
19:20não saíam para lutar,
19:21ficavam fumando ópio,
19:23né?
19:24Então, assim,
19:25é uma arma perigosa
19:26a droga.
19:27Então,
19:28há razão
19:29dos Estados Unidos
19:30em pensarem
19:31se proteger
19:32desse malefício,
19:34dessa epidemia.
19:35Está morrendo
19:35muito americano.
19:36muito norte-americano
19:38lá, né?
19:39Por drogas
19:39produzidas e transportadas
19:41por outros países,
19:43né?
19:43Então,
19:43é preciso
19:44fazer o que o
19:46Allan está falando,
19:47né?
19:47Que o presidente Lula
19:49leve um plano
19:49e diga para o Donald Trump,
19:51olha,
19:52nós queremos
19:52a parceria,
19:54nós queremos
19:54tecnologia para
19:55identificar esses
19:56grupos criminosos
19:58e combater.
19:59Só assim
20:00é que se pode
20:00evitar essa possibilidade
20:02dos americanos
20:03entrarem aqui
20:03e sequestrarem
20:05madidos também.
20:06Aliás,
20:07seria muito bom
20:08que fizesse isso,
20:09né?
20:10Exatamente,
20:10inclusive,
20:11o próprio promotor
20:12de justiça,
20:12Lincoln Guaquia,
20:13falou que o PCC
20:14é essa organização
20:16transnacional,
20:17né?
20:17Porque atua em
20:18pelo menos
20:1828 países,
20:20muitos deles
20:20em relação
20:21à lavagem de dinheiro.
20:23Então,
20:23precisa,
20:24assim,
20:24aí dessa ajuda
20:25ou pelo menos
20:25dessa cooperação
20:26entre países
20:27no combate
20:28ao crime
20:28organizado.
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