- há 43 minutos
Conhecer os principais sintomas da doença é fundamental para garantir o diagnóstico precoce e a eficácia do tratamento.
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NotíciasTranscrição
00:00Aqui gente, vamos conhecer agora o próprio corpo, por que nos livrar de muitas doenças,
00:06principalmente as doenças do intestino.
00:10Há sinais silenciosos que você precisa conhecer e sem tabus, viu gente?
00:15Vamos saber, por exemplo, como eu estava falando, como uma dor, um sangramento,
00:21diferentes tipos de fezes, os sintomas que podem ser alertas de doença para você
00:27que está em casa nos acompanhando.
00:29A doutora Marília Magés, que está comigo ao vivo aqui no estúdio.
00:33Tudo bem, doutora? Bem-vinda, boa tarde.
00:35Obrigada, boa tarde.
00:36Vamos lá, vamos no trava-língua agora.
00:38Ela é gastroenterologista, falei certinho.
00:43Não gaguejei, porque é difícil, viu?
00:46Obrigado pela participação da senhora aqui, pela disponibilidade.
00:49Eu acho que primeiro de tudo, eu acho que é importante a gente conversar com o nosso telespectador,
00:54ou doutora, o que é exatamente o câncer de intestino e por que ela vem aumentando a cada dia que
01:02passa,
01:02como a senhora até estava falando comigo aqui nos bastidores,
01:06que vem aumentando os casos em homens e mulheres de baixa idade.
01:10Antigamente, era aí a partir dos 50, 55 anos, já tinham que ficar aí com o alerta.
01:16Agora, os mais novos também estão tendo esse tipo de câncer.
01:19É muito importante a gente falar sobre isso, porque o câncer de intestino é a segunda causa mais frequente de
01:26câncer no Brasil,
01:28tanto para homens quanto mulheres.
01:29Qual é o primeiro?
01:31Sabe?
01:31Me pegou ao vivo.
01:33Depois ela vai me...
01:34Posso trazer esse dever de casa.
01:35Depois ela me passa.
01:36Isso aí.
01:36Mas o segundo câncer principal é o câncer de intestino.
01:40Sim.
01:40E que, como você bem falou, normalmente a partir dos 50 anos é o que a gente vê com mais
01:45frequência.
01:46Mas a gente começou a ver, como foi noticiado em muitas pessoas até famosas,
01:52com casos em faixa etária mais jovem,
01:55secundário que a gente acredita ser, em primeiro lugar, mudança no padrão da alimentação,
02:01obesidade.
02:02Então, obesidade é uma doença que aumentou muito nas últimas décadas.
02:06Também como consequência, isso é a mudança de padrão alimentar,
02:09aumento do consumo de alimentos industrializados.
02:12Isso modifica a nossa flora intestinal,
02:15nos torna mais suscetíveis a processos inflamatórios,
02:17inflamação crônica e aí mudança, levando aí o estímulo de fatores que estimulam o desenvolvimento de câncer.
02:24A senhora estava falando, né, que acabou atingindo famosos e a gente viu a Preta Gil.
02:30Foi o caso da Preta Gil.
02:31Exato.
02:32No caso dela, nós tivemos um fim que, lamentavelmente, ela partiu, né?
02:37Mas quando a pessoa identifica um câncer de intestino, né, recente, algo ali, né,
02:44tem cura, tem como a pessoa sair dessa?
02:47Sim, exatamente, é um dos cânceres mais frequentes e a gente já sabe que é o mais prevalente porque
02:55quando identificado de forma precoce, que é o nosso objetivo, por isso existem protocolos e técnicas de rastreio na população,
03:05justamente para que quando identificado de forma bem inicial, a resposta ao tratamento é muito boa.
03:11Então, a sobrevida, quando diagnosticado precocemente, ela é mais longa, a pessoa tem mais qualidade de vida e a chance
03:18de cura, ela é maior.
03:19Às vezes, esse câncer, ele pode ser tratado endoscopicamente, que a gente chama, na própria colonoscopia, que é o exame
03:25de rastreio.
03:26Então, ali naquele momento, pode ser que já tenha sido tratado, no momento que você está investigando, que está rastreando.
03:31Já nos casos mais avançados, aí depende de outros tipos de tratamento.
03:35Perfeito. Doutora, a Poliana, lá de Vale dos Reis, em Cariacica, está perguntando o seguinte.
03:41Doutora, quais são os principais sintomas que podem indicar câncer de intestino?
03:46E se esses sintomas, normalmente, são ignorados pelas pessoas?
03:50Boa tarde, Poliana. Essa pergunta é fundamental.
03:53Os principais sinais e sintomas associados a câncer de intestino é mudança no padrão das fezes.
03:59Então, uma pessoa que evacuava diariamente e, de repente, passa a ter dificuldade para evacuar,
04:05ou que notou mudança, as fezes ficaram mais finas ou cortadas, ou um outro sinal muito importante.
04:11Notou presença de sangue nas fezes.
04:14O sangramento pode acontecer de forma invisível aos olhos, que a gente só detecta através de um exame de rastreio.
04:21Mas se você está vendo presença de sangue no momento da evacuação,
04:25perda de peso não intencional, ou seja, aquela pessoa que não está fazendo dieta, não está fazendo atividade física,
04:31e começa a notar uma perda de peso que não se justifica por outras causas.
04:35Também uma anemia por carência de ferro.
04:38Então, tem uma anemia, essa anemia por falta de ferro.
04:41Isso geralmente sugere um risco de perda, pode ser pelo trato digestivo,
04:46então pode ser um sinal de sangramento.
04:47Esses são os principais fatores, sinais que chamam a atenção.
04:50E essa era a próxima pergunta da Sônia de Fradinhos, que está assistindo a gente aqui.
04:55Querendo saber se o sangue nas fezes é o principal sintoma de quem pode vir a ter câncer de intestino.
05:02É o que mais chama a atenção, é o principal sinal de alerta, não deve ser ignorado.
05:07Ter sangue nas fezes significa obrigatoriamente que é câncer de intestino?
05:11Não.
05:12Pode ser outra coisa.
05:13Outras causas, causas inclusive benignas, doenças potencialmente tratáveis e curáveis,
05:18mas se foi observado presença de sangue nas fezes,
05:22mesmo que tenha mais de, especialmente se com menos de 50 anos,
05:25é mandatório a avaliação médica.
05:27Olha só que interessante aqui o depoimento da Judite lá de Itapuã e Vila Velha.
05:33Ela está dizendo que o pai dela foi diagnosticado com câncer de intestino
05:38e o que chamou muito a atenção da família foi diarreia frequente,
05:45prisão de ventre e fezes muito finas, o que a senhora acabou de falar aqui.
05:52Ou seja, é importante chamar a atenção das pessoas que estão nos assistindo,
05:56que não é só a questão do sangue ali, algo visível que vai, opa, acendeu um alerta, né?
06:00Exato, até porque o sangue visível nas fezes, ele já não é um sinal mais tão precoce.
06:08Pode ser um sinal já de uma fase um pouco mais avançada.
06:12Então, a alteração no padrão das fezes pode ser o primeiro sinal que chama a atenção,
06:19independente da pessoa ter um caso na família.
06:21A senhora Judite tinha um caso na família,
06:24mas até mesmo quem não tem nenhum caso na família deve fazer esse rastreio
06:30porque a gente não sabe qual vai ser o primeiro caso da família.
06:33Esse pode ser o primeiro caso.
06:35Então, quando a gente tem um familiar que tenha ou tido câncer de intestino,
06:39pode modificar um pouco a forma de rastreio, a idade de iniciar esse rastreio,
06:43mas mesmo em quem não tenha caso, é importante vigiar o padrão das fezes,
06:48como você falou, sem tabu.
06:49As pessoas, às vezes, têm vergonha de olhar ou vergonha de falar com o médico.
06:53Não tem que ter vergonha e tem que conhecer.
06:55Isso faz parte do conhecimento do próprio corpo.
06:57Olha, o Antônio Carlos, que está nos assistindo no bairro de Fátima, aqui na Serra,
07:02disse que a mãe dele faleceu de câncer de intestino, né?
07:07E, na época, eles ficaram tão desesperados com a situação
07:11que, depois que ela partiu, eles não correram mais atrás de informação.
07:15E aí ele pergunta aqui se existe prevenção.
07:19Exames de prevenção.
07:20É isso que a senhora acabou de falar.
07:22Esse rastreio que, às vezes, a gente deixa de lado, mas tem que estar fazendo.
07:27Com que periodicidade, doutora?
07:29Perfeito.
07:30O rastreio de câncer de intestino no Brasil, ele se inicia a partir dos 45 anos de idade.
07:36O método padrão ouro ideal seria a colonoscopia.
07:40Então, a primeira colonoscopia aos 45 anos, caso não tenha nenhum caso na família,
07:46caso não tenha nenhum sintoma, se inicia aos 45 anos, idealmente com a colonoscopia.
07:52Ah, Marília, mas eu estou dependendo do SUS, esse exame está lá, foi solicitado, eu não tenho acesso.
07:58Enquanto não se consegue a colonoscopia, a pesquisa do sangue oculto nas fezes, existem diversos tipos de pesquisa de sangue
08:05oculto,
08:06e aí o gastroenterologista, o coloproctologista, enfim, o médico pode orientar caso a caso qual é a técnica,
08:12mas a pesquisa do sangue oculto anualmente, idealmente associada a um exame de retossigmoidoscopia.
08:20São exames que nos permitem avaliar uma parte do intestino.
08:23Então, são três técnicas que a gente tem disponível no Brasil, que são de amplo acesso,
08:29como a pesquisa do sangue oculto nas fezes, pelo menos a partir dos 45 anos.
08:34Quando a gente tem algum caso de câncer na família, essa idade do rastreio pode modificar.
08:40Então, por exemplo, na família, esqueci o nome do seu Juarez?
08:44É seu Antônio Carlos.
08:45Antônio Carlos, perdão.
08:46Que tinha alguém que teve, acho que o câncer com 50 anos de idade.
08:49A minha mãe teve um câncer com 50 anos de idade.
08:52Nesse caso, a gente inicia pelo menos 10 anos antes do rastreio.
08:56Então, ao invés de iniciar aos 45 anos, ele deve iniciar aos 40 anos de idade.
09:01Olha só, a Vanessa de Jacaraípe, lá na Serra, está perguntando.
09:05Doutora, o consumo de refrigerantes zero açúcar tem contribuição para o surgimento desse tipo de câncer?
09:12Infelizmente, sim.
09:13As bebidas adoçadas artificialmente, as bebidas açucaradas, não só refrigerantes, mas também sucos artificiais.
09:22Mas nesse caso, então, tanto o zero quanto o normal.
09:24Exato.
09:25Todos eles aumentam o risco, porque o refrigerante zero açúcar, ele também é adicionado a um adoçante.
09:33Então, ele também é adoçado artificialmente e não só o açúcar.
09:38O açúcar é um desses fatores que aumenta o risco, mas existem ali outros aditivos, corantes,
09:46que também se tornam um alimento industrializado, ultraprocessado, que faz aumentar o risco de câncer de intestino.
09:55Eu não recebi aqui o nome do telespectador ou da telespectadora, mas tem uma pessoa perguntando.
10:02Doença diverticular sintomática afeta na forma das fezes também?
10:08Pode afetar.
10:10A doença diverticular, ela é muito comum na população, grande parte da população tem,
10:15mas ela não está associada com aumento do risco de câncer de intestino.
10:20Algumas doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn, retocolite,
10:26são doenças que fazem aumentar o risco de câncer de intestino do que quem não tem essa doença,
10:31do que quem não tem uma história familiar.
10:33A doença diverticular, apesar de muitas vezes poder trazer sintomas e mudar o aspecto das fezes,
10:39não é uma doença que tem risco aumentado de evolução para câncer de intestino.
10:44Tem mais telespectador perguntando aqui, virou uma consulta ao vivo aqui, tá, doutora?
10:48Tá dizendo aqui, ó, meu filho tem constipação, médico nenhum dá jeito.
10:54Mas tem jeito, doutora?
10:56Tem jeito, pra tudo nessa vida tem jeito.
10:59Olha só, tem aqui, ó, tenho 57 anos, passo uns 8 a 7 dias sem fazer o número 2.
11:08Fui no médico, fiz exame e ele falou que é porque meu intestino é muito grande.
11:14Pode ser isso mesmo, doutora?
11:15Pode. Existe uma condição que é chamada dolicocolon, que é esse cólon alongado.
11:21Então isso pode ser um dos fatores associados no prejuízo da movimentação das alças intestinais,
11:29fazendo o trânsito intestinal ficar um pouco mais lento.
11:32Também não está associado com o aumento do risco de câncer de intestino.
11:37Marcilene está perguntando aqui, doutora, meu pai tem 80 anos, sente todos esses sintomas,
11:43tem dificuldades de ir ao banheiro, sente muita dor na barriga e ele está com baixo peso.
11:51Ela está agora assistindo a gente e está com medo.
11:53É um caso pra se acender o alerta?
11:55Sim. Falamos aqui de casos em pessoas mais jovens, mas o mais comum é a partir dos 60 anos, especialmente,
12:06esse risco aumentar.
12:08Então se nós temos uma pessoa idosa com dor abdominal, perda de peso e que tem alteração do hábito intestinal,
12:14seja constipação ou diarreia, é imprescindível que faça essa avaliação.
12:19Perfeito, doutora, muito obrigado, muito bom, tá?
12:22A senhora explica fácil, a gente entende fácil, isso é bom demais.
12:27Obrigado pela sua participação.
12:30Agradeço também aos amigos do TN que estão aí mandando várias perguntas.
12:34Mas eu acho que pra gente encerrar, vale a gente destacar, doutora, de que existe tratamento e a cura pode
12:40estar perto, né?
12:42Exatamente, é isso daí.
12:43Que focar muito no rastreio pra gente detectar esses casos, se houver o diagnóstico, que seja feito de forma precoce.
12:50Legal.
12:51A senhora tem alguma rede social pra que as pessoas possam mandar as perguntas?
12:54Que não deu tempo de fazer as perguntas de todos aqui.
12:56Qual que é a rede?
12:57Marília Majeski.
12:59Marília Majeski, como tá escrito aí na tela pra você, procura a doutora nas redes sociais e tire as suas
13:05dúvidas.
13:05Muito obrigado, doutora.
13:06Até a próxima.
13:07Até mais.
13:08Obrigado.
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