00:00O gênero da nossa reportagem sobre esse assunto ainda, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli,
00:05nega que teve acesso à quebra de sigilo do celular de Daniel Vorcaro.
00:10O Matheus Dias está de volta, afinal, o que ele declarou em relação a isso? Matheus.
00:18Tiago, nesse caso, e com o vazamento das mensagens, tem respingado em muita gente.
00:22Tanto que ontem a gente também teve acesso a todo o material colhido pela Polícia Federal.
00:26É um documento ali de mais de 1.500 páginas, Tiago.
00:30E quando você dá ali um CTRL-F, um buscar, você encontra nomes de pessoas de todos os poderes,
00:36Legislativo, Executivo, Judiciário, pessoas que eram citadas 14, 15 vezes,
00:41de uma conversa ali, que, claro, eram muitas mensagens, porque era um período ali de um ano
00:45de conversas entre Daniel Vorcaro e a ex-namorada dele, Marta Graef.
00:50Um período de pouco mais de um ano, entre fevereiro de 2024 e março de 2025, se não me falha
00:55a memória.
00:56Mais de 1.500 páginas.
00:58E, ontem, também escrevendo uma reportagem sobre o caso, eram várias as notas das pessoas
01:03que já se posicionavam em defesa dos próprios direitos quando eram citadas
01:07e quando foram divulgadas as citações desses documentos.
01:10Agora, a mais nova nota em defesa é do ministro do Supremo Tribunal Federal, o Dias Toffoli.
01:15Ele, que é o ex-relator desse caso, perdeu a relatoria quando revelou que era sócio
01:21de uma empresa que tinha vendido fundos ligados à Vorcaro.
01:23Essa relatoria, então, no Supremo Tribunal Federal, passou para o ministro André Mendonça.
01:28E aí, gerou aquela dúvida.
01:29Se Dias Toffoli, que era o relator e tem, sim, nomes, tem o nome de Dias Toffoli citado
01:35nesses documentos corredos pela Polícia Federal, por quê?
01:38Que não houve, então, esse vazamento antes, essa divulgação antes, a quebra do sigilo antes.
01:42E aí, a defesa de Dias Toffoli, o gabinete dele, soltou uma nota dizendo que o ministro
01:49não teve acesso a esse material na quebra do sigilo, enquanto ainda era relator no gabinete.
01:54Disse que apenas quando André Mendonça assumiu a relatoria do caso, no dia 12 de fevereiro,
02:00só depois disso que, aí sim, a Polícia Federal disponibilizou todo esse material
02:04para o Supremo Tribunal Federal.
02:06Segundo o gabinete, ainda na nota que foi escrita, disseram que a última decisão proferida
02:11pelo ministro Dias Toffoli no dia 12 de janeiro, um mês antes, então, dele perder a relatoria
02:17do caso, era justamente a divulgação dessas informações para, em sim, dar andamento à investigação
02:23que já era encaminhada pela Polícia Federal, viu, Tiago?
02:25Bom, então, essa alegação do ministro Dias Toffoli, Matheus Dias, até já.
02:29Odora, esse é um assunto delicado, né?
02:32Porque não tem muito como saber se, efetivamente, essa justificativa deve ser levada em conta ou não,
02:38que ele não teve acesso antes, quando era o relator, mas para a opinião pública passa
02:43uma desconfiança de qualquer forma, mas essa é a posição oficial dele.
02:47Não, pois é, e agora ele é morto, não adianta.
02:50Ele faz essa justificativa justamente para se precaver da acusação de que ele tenha
02:57procurado esconder.
02:58Mas o fato é que se o Toffoli fosse ainda o relator, a gente não saberia nada disso,
03:04porque ele tinha imposto sigilo total.
03:08Então, ainda que ele não soubesse naquela ocasião, ele, se fosse relator, hoje, se ele
03:15não tivesse sido obrigado a deixar a relatoria do dia 12 de fevereiro, a gente não saberia,
03:22porque ainda valeria a regra do sigilo total.
03:26Então, a gente só ficou sabendo, só estamos sabendo desses dados liberados pela Polícia
03:33Federal, porque o Toffoli não é mais relator.
03:36O relator é um ministro que atua de maneira diferente, que é o ministro André Mendonça.
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