00:01A economia do emagrecimento exige respostas rápidas do mercado local e das grandes marcas mundiais.
00:08Já no interior de São Paulo surge uma nova opção de rodízio com porções menores e preços de até 50
00:15% mais baixos que os tradicionais.
00:17A lógica é simples, se o cliente come menos, o formato precisa mudar.
00:22Olha, o que a gente tem observado ainda está muito focado nas classes A, nos restaurantes e bais mais sofisticados.
00:30Até porque as canetinhas, elas ainda são muito caras e acessíveis a poucos.
00:35O impacto que nós vemos nos restaurantes é muita gente dividindo pratos, dividindo sobremesa.
00:42Nada que tenha afetado o nosso faturamento, porque muitas vezes as pessoas gastam um pouquinho menos dividindo um prato, mas
00:48tomam uma bebida melhor.
00:50Então, do seu ponto de vista de faturamento, não tem gerado problemas, mas a gente percebe essa mudança de hábito,
00:56sim.
00:56Muitas vezes, quando a pessoa está sozinha, perguntando os pratos menores e agora, com relação à bebida, a mudança é
01:04mais forte.
01:05Você vê uma redução mais forte na quantidade.
01:08As pessoas estão bebendo menos por conta das canetinhas e isso tem um lado positivo, que elas estão bebendo menos,
01:15mas não necessariamente deixando de beber. Estão gastando melhor com bebidas de melhor qualidade.
01:21Eu percebi pelo comportamento do meu círculo de amizade.
01:25Muitas pessoas usando, e eu particularmente usei, né?
01:30Emagreci 10 quilos em um mês, né?
01:34Claro, com acompanhamento médico.
01:36E sentir na pele, né? Que a gente perde a vontade de comer em volume, né?
01:44Então, eu parei pra pensar nisso, pra ser bem sincero, em setembro do ano passado,
01:50mas não tive a coragem de, naquele momento, né?
01:55Até por influência de algumas pessoas que eu perguntei, o que você acha de fazer isso?
01:59E as pessoas dizem, ah, isso pode ser algo que as pessoas não vão gostar, vão achar preconceito,
02:05não vão admitir.
02:07As pessoas têm vergonha de dizer que usou, né?
02:10E naquele momento eu não fiz.
02:15Mas nesse início de ano, eu vi um restaurante japonês do Rio de Janeiro que soltou,
02:25que foi precursor disso, né?
02:26E na hora que ele soltou, eu bateu uma...
02:29E vi uma série de comentários positivos, né?
02:32Na hora que ele soltou, eu falei, não acredito que eu não soltei isso lá em setembro, né?
02:39A minha gerente de marketing aqui, que me mostrou,
02:42e ela foi uma das que achou que poderia ter um efeito negativo, sabe?
02:47E ela falou, ó, você tinha razão.
02:49Falei, solta hoje que eu quero ser pelo menos o primeiro aqui na minha cidade, né?
02:52E aí nós soltamos e a repercussão foi, assim, 100% positiva, né?
03:03Às vezes as coisas engajam nas redes sociais, mas na prática não tem resultado, né?
03:08E aí eu falei, vamos fazer um dia de teste.
03:11O dia de teste veio uma mesa.
03:15Um dia de bom movimento na casa, mas uma mesa veio pro rodízio.
03:20Eu divulguei isso com dois, três dias de antecedência.
03:22E isso eu falei, opa, até soltei um vídeo e falei, será mesmo que vai dar resultado?
03:25Eu falei, não, vai dar, vai dar, vai dar.
03:27Aí eu falei, vou fazer mais um dia.
03:29E vou fazer num fim de semana e vou dar a liberdade das pessoas sentarem juntos.
03:34Todos, por exemplo, o marido quer pegar um rodízio à vontade e a esposa, por exemplo, ou vice-versa, né?
03:40Quer pegar o rodízio monjaro, né?
03:44E aí já deu um resultado melhor, mas ainda nada tão próximo do que eu já vendo de rodízio tradicional.
03:53Cerca de 10%, né?
03:55E aí eu falei, cara, eu preciso informar de uma forma diferente.
03:59Porque o nome rodízio monjaro, ele indiretamente ou diretamente talvez informe as pessoas que é só quem toma monjaro, né?
04:08E não é só isso, né?
04:09É pra, inclusive, um público que respondeu muito bem a esse rodízio foi quem fez cirurgia bariátrica, né?
04:15E não só isso, pessoas que também buscam a qualidade de vida, pessoas que naturalmente já comem pouco,
04:19mas querem estar aqui na nossa pizzaria.
04:24E aí eu falei, cara, quer saber?
04:25Eu vou dar um tempo maior, eu vou fazer no mês inteiro de fevereiro um rodízio fit, né?
04:32Com a mesma proposta, né?
04:34Um rodízio até quatro pedaços e um rodízio até oito pedaços, né?
04:40E, claro, o nosso rodízio tradicional que não pode acabar e não vai acabar nunca,
04:44eu acho que vai ser sempre o carro-chefe.
04:47Mas nós estamos fazendo nesse meio de fevereiro,
04:49que historicamente pra nós é um mês de baixa, né?
04:51Um mês de não tantas vendas, carnaval, ainda as pessoas voltando de muitas contas ali em janeiro, né?
04:58IPVA, IPTU e janeiro sempre foi um mês bom e foi a melhor esse ano, né?
05:03E fevereiro sempre foi um mês baixo.
05:05Então eu coloquei até 28 de fevereiro essa ação do rodízio fit,
05:10pra gente ver se vai performar mesmo.
05:12E nós estamos tendo um bom resultado.
05:16No mês de fevereiro começou muito bem aqui na pizzaria,
05:19uma margem de 15% a 20% de rodízios fit, né?
05:24Tem tido um resultado bacana e, a depender dos próximos dias, das próximas semanas,
05:30é algo que vai ficar em definitivo aí, pelo menos temporariamente, assim, sem prazo de encerramento.
05:36Não é uma decisão ainda formada, vou analisar de forma mais analítica,
05:40que é evidentemente os números do mês todo.
05:44Então o mundo tá mudando e a gente tem que se antecipar e mudar junto
05:49e fazer com que o negócio, apesar das mudanças, continue tendo lucro, né?
05:54Que é o desafio, né?
05:55Porque não é só se adaptar ao consumidor.
05:58É se adaptar ao consumidor e continuar tendo uma margem saudável.
06:05Do meu ponto de vista, os restaurantes que não se adaptarem a esse novo momento,
06:11eles vão ficar fora do jogo.
06:13Eles vão ficar fora do jogo.
06:15Tem que se adaptar.
06:16O público tá pedindo.
06:17A repercussão nas redes sociais, quando a gente lançou, ela é clara e evidente.
06:23Ela é clara e evidente.
06:24Não vai ser carro-chefe, mas vai ser uma parte importante do mercado de gastronomia.
06:34O desafio nosso de dono de restaurante é conseguir analisar rapidamente esses dados
06:41e ter o cuidado de não só pensar no consumidor.
06:46Tem que pensar também.
06:47Mas ter o equilíbrio de pratos ali, né?
06:49Entre consumidor, entre lucratividade e capacidade de operação.
06:54Porque às vezes quem quer fazer de tudo acaba não fazendo nada bom, né?
06:59Então o meu desafio é esse.
07:03Então nós vamos mensurar tudo pra ver o que é melhor do ponto de vista de negócio pra nós
07:08e pros nossos clientes também, né?
07:10Não só de venda, mas de operação, de entrega, pra que possamos ter o melhor resultado de forma geral.
07:19O rodízio fit, né?
07:20Que hoje eu nomeei dessa forma.
07:22Ele...
07:23Até quatro pedaços de pizza, né?
07:26R$ 39,90.
07:29E nós damos um...
07:30Eu vou até mostrar aqui.
07:33Quatro pedaços de pizza mesmo.
07:35Um pedacinho, dois pedaços, três pedaços.
07:40Quatro pedaços.
07:41E aí a pessoa é identificada com uma pulseira, né?
07:46E o garçom quando vê isso, ele sabe que ele tem que pegar um pedaço da pessoa pra entregar.
07:51Ele só entrega quando a pessoa entrega um pedaço pra ela.
07:55Então é um processo que estão analisando também, mas eu não vejo a melhor forma de fazer isso acontecer, pra
08:01gente ter um controle, né?
08:02Eu fico feliz porque eu dei o exemplo anteriormente que uma...
08:07Teve um caso, na verdade, uma pessoa que tentou dar uma burlada ali, sabe?
08:11Pra comer mais, pagando menos.
08:13Mas a maioria das pessoas é...
08:16A maioria é honesta.
08:18A maioria é honesta.
08:20Tanto é verdade que a minha mãe é uma das recepcionistas aqui da casa, acompanha.
08:23Ela me falou, filho, hoje o cliente, ele comprou o rodízio monjaro, ele é a esposa,
08:27e não conseguiu comer tudo.
08:30No fim da noite, ele veio me devolver seis pedaços.
08:37A pessoa tem que frequentar a academia, ela tem que manter exercício físico,
08:41só o remédio não vai fazer milagre, não se vai alcançar o resultado esperado.
08:46E pior, esse resultado pode demorar muito mais se a pessoa não fizer exercício junto.
08:50No caso dos restaurantes, eles estão adaptando alguns, né?
08:54Que querem inovar, adaptando o tamanho dos pratos,
08:57ou o que eles oferecem, porque as pessoas estão mudando hábitos de alimentação
09:02em função dessa medicação.
09:03A pessoa se empolga com os resultados que vão ser obtidos com canetas emagrecedoras
09:08e passa a consumir produtos mais leves, menos calóricos.
09:12Então, passa a cuidar da alimentação com mais atenção.
09:16Então, tem alguns restaurantes que já perceberam isso
09:19e já estão alterando o cardápio.
09:21Mas eu acho que é uma coisa, assim, para um público de renda mais alta,
09:24que é exatamente quem tem acesso ou tem condições de bancar esse tratamento por conta, não é?
09:29O padrão de comportamento de compra, ele muda, certamente.
09:34Ele é sempre muito dinâmico, ele sempre está mudando,
09:38ele sempre precisa de pesquisas para a gente continuar entendendo
09:41como ele vai acontecer, de que maneira ele vai acontecer
09:44e qual é a vigência dele.
09:46Hoje, o imediatismo pode ser algo muito benéfico e muito coerente
09:51para a sociedade de hoje.
09:59Estamos vivendo, hoje, o consumo imediatista,
10:03ele já não é uma onda, ele não é uma fase.
10:08Ele começou já há muito tempo.
10:10Então, essa onda do consumismo imediatista,
10:13ela se tornou já uma tendência.
10:16Ela já é uma nova maneira de consumo, com certeza.
10:22Eu amagreci quase 20 quilos, né?
10:26Eu uso, né?
10:27Eu estava usando muito essa questão de camiseta, de malha, nem tanto.
10:30Tem umas calças que eu precisei comprar cinto,
10:33porque eu vou andando, elas vão caindo.
10:36Teve algumas que eu tive que ajustar, as blusas, não, né?
10:40Mas o que impactou mais foram em alguns sapatos
10:45que eu tinha comprado num número maior e eu não conseguia andar.
10:51Ele saía do pé, então eu tive que comprar o negócio.
10:54Então, assim, impactou mais até nos sapatos, em alguns sapatos,
10:58do que na roupa propriamente dita pelas roupas que eu uso.
11:03Mas algumas eu tive que realmente ajustar.
11:09Eu já vinha com o movimento de colocar a Invisalá,
11:13então eu já vinha me preocupando com a saúde, né?
11:16Então, fui na dermatologista,
11:19mas muito mais essa questão do bem-estar no sentido da energia que voltou.
11:26Então, de você conseguir fazer mais coisas,
11:29foi um impacto maior até do que o meu consumo em produtos.
11:35Mas, sim, eu tenho buscado, por exemplo, maquiagem,
11:40que é sem crueldade aos animais,
11:44aquelas coisas que fazem menos mal para a pele.
11:48Então, eu acho que é um processo como um todo, sim, de bem-estar, né?
11:53Em outra vertente, um setor que ganha muito e cada vez mais.
11:58Com o crescimento contínuo da obesidade,
12:00a indústria farmacêutica lucra em iguais proporções.
12:04No início do século XX,
12:06fórmulas à base de hormônios da tireoide e até substâncias tóxicas
12:11eram vendidas como promessas milagrosas.
12:14Décadas depois, as anfetaminas se popularizaram como inibidores de apetite.
12:20Nos anos 90, medicamentos como a sibutramina e, mais tarde, o orlistate,
12:25marcaram uma nova fase.
12:27A tentativa de controlar o peso por meio da regulação do apetite ou da absorção de gordura.
12:34Hoje, a era é das canetas injetáveis.
12:37Baseados em medicamentos originalmente desenvolvidos para tratar diabetes tipo 2,
12:43elas atuam diretamente nos mecanismos hormonais da saciedade.
12:47O condossante, o próprio whey, que tem a sucralose.
12:53Essas coisas eu passei a usar.
12:55Não foi uma decisão leviana também.
13:02Foi tomar remédio, personal, nutricionista.
13:09Eu resolvi, já que eu vou fazer essa parada, eu vou fazer direito.
13:13Então, eu estou com personal, estou com nutricionista e tal.
13:17Então, eu passei a malhar muito mais.
13:20Inclusive, não sei se por causa do remédio, meu foco para malhar aumentou pra caramba.
13:25E muita coisa, agora, muita convulsão, muita energia, eu gasto na academia agora.
13:36Então, e até, assim, problemas da vida.
13:41Às vezes, você pensa, ah, quer saber?
13:43Pô, eu malho.
13:44Dane-se.
13:46Entendeu?
13:47Dá uma certa...
13:48Nossa, eu estou forte.
13:49Nossa, eu consigo fazer certas coisas que eu não conseguia.
13:54Porque, pô, eu estou me sentindo bem.
13:55Pela primeira vez na vida, eu estou me sentindo feliz com o meu corpo.
13:58E é um corpo de 43 anos.
14:00É um corpo com flacidez.
14:01É um corpo com rugas, entendeu?
14:03Mas, assim, eu estou feliz com a funcionalidade dele.
14:08Entendeu?
14:08Não necessariamente o estereótipo do que é belo e tal, mas feliz comigo.
14:15Como acontece em praticamente todo mercado em ascensão,
14:18O crescimento acelerado também abre espaço para distorções.
14:22Com a explosão na procura por canetas emagrecedoras,
14:26Cresce junto um mercado paralelo de produtos falsificados,
14:30Contrabandeados ou vendidos sem prescrição médica.
14:34O alto custo e a dificuldade de acesso formal
14:37Alimentam uma rede informal
14:39Que se espalha principalmente pelas redes sociais
14:42E aplicativos de mensagens,
14:45Mas oferecem riscos que podem custar a vida.
14:51Na verdade, esses medicamentos já são muito caros.
14:54Eles são importados.
14:56O Brasil não tem a patente ainda para produção.
15:00Isso acaba estimulando, inclusive, falsificações que são muito arriscadas.
15:04A gente já tem visto vários casos aí de consequências muito graves
15:08Da utilização do produto falsificado,
15:10Inclusive com dosagem irregular,
15:12Não recomendado por médicos.
15:14Então, são pessoas que trabalham nessa área de tratamentos estéticos
15:18Que acabam recomendando,
15:21Indicando a utilização desses medicamentos e há consequências.
15:25Agora, para quem precisa realmente utilizar essas canetas,
15:28O custo é muito alto.
15:30Daí a reivindicação para que seja incluído no sistema de saúde pública.
15:34Porque o custo passa de mil, dois mil reais por mês.
15:38E é um tratamento prolongado e com detalhes.
15:41Se a pessoa parar, ela pode voltar a engordar,
15:43Pode voltar a ter os mesmos problemas de antes.
15:46Então, pode ser um tratamento aí de um prazo muito longo,
15:49Que demanda uma quantia muito relevante de recursos.
15:53A gente já tem um tratamento de recursos.
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