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A escalada entre Estados Unidos e Irã recoloca o Estreito de Hormuz no centro do mercado global. Cerca de 20% do petróleo mundial passa pela rota, e qualquer bloqueio pode reduzir a oferta e pressionar os preços.

O barril do Brent já opera em alta, com projeções entre US$ 80 e US$ 100 em caso de agravamento do conflito. Marcos Pegoretti, CEO da Cian Petróleo, analisa os impactos no petróleo, no gás natural e os possíveis reflexos para países como o Brasil.

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Transcrição
00:00E a escalada da tensão entre Estados Unidos e Irã volta a colocar o Estreito de Hormuz no centro das
00:06atenções no mercado internacional.
00:08Isso porque cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo passa por essa rota, que agora enfrenta
00:15risco logístico elevado.
00:18Bancos e consultorias já revisam as projeções para o barril do Brent, estimado a preços entre 80 e 90 dólares,
00:26com possibilidade de superar, então, chegando até os 100 dólares em caso de agravamento do conflito.
00:32E quem analisa esse cenário e também os impactos para o mercado é Marcos Pegoretti, CEO da Cião Petróleo.
00:39Marcos, muito bom dia. Obrigada pela gentileza de nos atender no dia de hoje.
00:45Muito bom dia a todos. Obrigado pela oportunidade.
00:48A gente que agradece. Obrigada a você por aceitar nosso convite.
00:51Esse padrão de dólar aí nesse 80, que já chegou a bater os 80 dólares, podendo chegar aos 100,
01:01que essa é pelo menos a previsão de alguns analistas, essa tendência, portanto, altista de preços, se mantém até quando,
01:08hein?
01:10Bom, nós sabemos que o petróleo Oriente Médio, nesse momento, ele funciona como relógio disso tudo que está acontecendo.
01:19Porque no Estreito de Hormuz passa diariamente 20% do petróleo que é consumido no planeta.
01:27Então, se o Estreito de Hormuz está fechado, automaticamente a oferta diminui, com a demanda constante o preço vai subir.
01:37Então, nós dependemos diretamente desse tempo dessa guerra, com certeza.
01:42Quanto mais tempo se prolongar esse conflito, mais a tendência é que o petróleo vá subindo dessa forma, escalonar.
01:50De ontem para hoje já deu em torno de 6%, 5,5% a 6%.
01:56Alguns especialistas dizem que pode chegar até 90, 100, 120 dólares o barril.
02:03Mas são especulações, né?
02:05Eu acho que o fator determinante é o prazo de encerramento desse conflito.
02:11Seria isso.
02:13Agora, queria te ouvir a respeito de uma questão que é a OPEP, a OPEP+, inclusive, tinha...
02:19Vinha fazendo um ajuste bem fino em relação à oferta, exatamente para manter o preço num patamar que fosse rentável,
02:28mas, ao mesmo tempo, que não estimulasse ainda mais a diversificação de produtores que vem acontecendo.
02:33Quer dizer, tinha um jogo ali de controle de oferta que não era necessariamente só, como em outros momentos, para
02:39subir o preço,
02:40porque preço alto também era um risco aí de diminuir a participação da sua própria produção na composição internacional.
02:47Como você acha que esse assunto fica neste novo cenário?
02:50Quer dizer, a gente pode esperar algum tipo de reação também de ampliação de produção?
02:57Olha, nesse momento, a primeira tendência das operadoras, principalmente as do Oriente Médio, é diminuição da produção, né?
03:06Essas empresas, elas detêm uma possibilidade de estocagem curta.
03:11Elas não têm aprovisionamento para ficar muito tempo produzindo petróleo e estocando.
03:17Então, o que é feito no primeiro instante?
03:20Eles utilizam suas reservas de estoque, creio que deve durar por algumas semanas,
03:26mas, a partir disso, eles têm que diminuir as pressões nos reservatórios para ir fechando os poços.
03:32Não tem como continuar produzindo se não há como escoar pelo Estreito de Hormuz.
03:39O único caminho paralelo a isso seria um pipeline existente na Arábia Saudita,
03:46mas ele não é capaz de suportar toda essa necessidade, nesse momento, de 20 milhões de barris por dia.
03:57Então, acho que a OPEP vai ficar um pouco meio estabilizada em conseguir ter força, nesse momento,
04:04para manter esse não aumento excessivo de preços, porque o mercado global é que vai puxar a demanda, né?
04:13E, se houver demanda, não tem como segurar o preço.
04:16Vai ser uma coisa mais que automática.
04:19É muito cedo ainda para a gente conseguir estabelecer um ponto de equilíbrio.
04:25Nós estamos aí apenas há poucos dias do início do conflito, né?
04:29A China tem se mantido estabilizada, sem muita entrada nesse conflito,
04:36apesar de que nós sabemos que o Irã, 80% do petróleo produzido por Irã, ele vai para a China.
04:43Então, existe uma dependência direta da China para com o petróleo do Irã, principalmente.
04:48E temos também o grande gargalo nesse negócio todo, além do petróleo, é o gás, né?
04:54Que vem do Catar, que o Catar é o maior produtor mundial de gás natural e que ele abastece principalmente
05:01os países asiáticos e europeus.
05:04Os países europeus, eles detêm no subsolo reservas de gás natural que podem suportar aí até 3, 4, 5 meses.
05:13Mas os asiáticos, eles não têm essas reservas.
05:17Então, estamos todos concentrados na parte do petróleo, que é importante, mas existe também um colateral em relação ao problema
05:28do gás natural.
05:30Marcos, aproveitando esse teu gancho a respeito da China, a gente sabe que a China vem tentando diversificar seus fornecedores
05:39ao longo dos anos,
05:41mas, como você mesmo disse, o Irã manda boa parte do petróleo para os chineses.
05:47Isso pode ser, de alguma forma, vantajoso até para o Brasil, à medida que os chineses possam procurar mais aqui
05:54o país,
05:55como um país mais estável diante desse cenário?
06:00Sim. Existem alguns países que, entre aspas, vão se beneficiar com a guerra.
06:06Por exemplo, o Canadá, o Brasil, a Angola, a Nigéria, a Noruega.
06:13Esses países, eles não estão diretamente ligados ao conflito, mas em função do aumento da necessidade da demanda e do
06:21aumento do preço do petróleo,
06:23essas empresas, com certeza, vão se beneficiar com a guerra.
06:27O pré-sal, por exemplo, a guerra, no ponto de vista econômico, ele é muito bom para a Petrobras.
06:33Por quê? Porque a Petrobras, ela não é afetada diretamente pela guerra, mas, por outro lado, ela tem um petróleo,
06:42a venda de um petróleo a um preço muito melhor do que antes.
06:45É claro que ninguém quer guerra, né? Guerra é o pior cenário que podemos imaginar.
06:50Nós estamos só fazendo uma análise dos países que vão se beneficiar com a guerra, os quais eu citei anteriormente.
06:56Perfeito. Conversamos com Marcos Pegoretti, CEO da Acião Petróleo, quem eu agradeço mais uma vez a disponibilidade.
07:04Uma boa tarde, um bom dia. Até uma próxima.
07:09Boa tarde a todos. Muito obrigado.
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