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Transcrição
00:00E os ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã provocaram um colapso na aviação no Oriente Médio.
00:06Mais de 1.600 voos foram cancelados, oito países fecharam seus espaços aéreos e até aeronaves que saíram do Brasil
00:14precisaram retornar.
00:15Agora o mercado tenta dimensionar o tamanho desse choque e entender como ele pode afetar a aviação global,
00:21o turismo corporativo e as cadeias logísticas, os preços dos combustíveis e até o risco de uma nova pressão inflacionária
00:29no mundo.
00:30Para analisar esse cenário, eu vou conversar com o diretor de Marketing e Tecnologia da R3 Viagens, o Wilson Silva.
00:37Oi, Wilson. Muito bom dia para você. Seja bem-vindo aqui ao Prémarket. Bom tê-lo aqui conosco.
00:43Mariana Almeida, nossa analista, também vai participar dessa conversa. Tudo bem?
00:48Olá, Cláudia. Bom dia. Obrigado pela oportunidade. Bom dia para vocês.
00:52Para a aviação civil, para o turismo de forma geral, como é que você já está analisando, vendo esses números,
01:01por exemplo, de voos para o Oriente Médio?
01:04Aliás, voos estão cancelados, uma boa parte ou a maioria cancelados.
01:08E assim, você está perdendo no setor de turismo, mas muita gente também acaba perdendo no setor de negócios,
01:14porque você tem muitos brasileiros que fazem negócios no Oriente Médio e essas pessoas não vão, talvez, poder fechar esses
01:21contratos, esses acordos.
01:22Não é isso, Wilson?
01:24Na verdade, o impacto é muito mais do que regional, ali naquela região de Oriente Médio.
01:30A gente tem um impacto global no turismo, principalmente no corporativo.
01:36Reuniões de negócios que estavam agendadas, contratos que estavam para ser fechados entre esses executivos, tiveram que ser remanejados.
01:44Então, a gente ainda está medindo, ainda calculando esses impactos aqui no Brasil, especificamente na nossa economia,
01:52porque foram mais de 1.600 voos, como você mencionou, como medida, nós tivemos que mapear todos esses passageiros que
02:02estavam em trânsito
02:03para fazer a devida acomodação, ainda numa situação de crise, mas, ao mesmo tempo, acomodá-los de uma forma segura
02:11e tranquilizar as empresas, principalmente, porque o nosso negócio é o corporativo,
02:15tranquilizar que esses passageiros, de fato, estavam em locais seguros.
02:19Mas é um impacto, realmente, bem grande para a nossa economia, para o setor do turismo como um todo.
02:24Agora, como você estava comentando, na prática não é só regional, porque é um hub que distribui voos para chegadas,
02:31porque une, inclusive, o Ocidente e o Oriente.
02:35Te pergunto, porque tem eventos corporativos que vão acontecer, não só os que vão acontecer agora, mas no futuro.
02:41Qual é o prazo para começar a tomada de decisão que tem um impacto maior ainda?
02:46Ou seja, cancelamentos também futuros?
02:49As empresas já estão conversando sobre isso?
02:51Como é que você está vendo a análise e as expectativas em termos das próximas semanas?
02:56Já tem tido algum tipo de cancelamentos para frente?
03:00Olha, Marjorie, cancelamento nós ainda não tivemos.
03:02A gente teve consultas em relação ao que poderia acontecer no futuro.
03:08Porque o que acontece?
03:09Como você bem colocou, o Oriente Médio acaba sendo um hub.
03:13Esse hub deixando de acontecer lá, passa a ser na Europa.
03:17Com isso, as tarifas para destinos europeus também aumentam.
03:21Por consequência, as tarifas para a Ásia aumentam.
03:24Então, eventos que estavam fechados, sinalizados, eles têm impacto direto.
03:29Porque não é um valor fechado ali fixo.
03:32Não é um valor fechado ali com uma oscilação.
03:34Então, se essa oscilação for grande, de fato, pode-se ter impacto.
03:38E as empresas já estão começando a analisar.
03:41Cancelamentos ainda não tivemos, mas existem aí questionamentos a respeito.
03:46Wilson, também tem uma preocupação de se voar para outros destinos.
03:51Por exemplo, os Estados Unidos.
03:52Os Estados Unidos são aí o precursor deste ataque.
03:59Destinos, por exemplo, próximos dos Estados Unidos ou de aliados como Inglaterra ou Reino Unido,
04:04que também está dando apoio a esse conflito para Estados Unidos e Israel.
04:08Existe também o temor desses destinos?
04:11E aí, claro, você só aumenta essa questão do prejuízo?
04:16Olha, existem.
04:18Não é tão comum, mas existem passageiros que, por uma questão de precaução,
04:23de cuidado ali, de segurança pessoal,
04:25acabam optando por remanejar ali a sua viagem.
04:28Mas não é algo tão elevado, é algo mais sensível, não é algo tão em larga escala.
04:35Existe a preocupação, mas não é algo comum aí dos passageiros como um todo.
04:40A gente viu, inclusive, nas bolsas asiáticas, ali no Japão, a Índia,
04:45que as ações das empresas aéreas caíram já de maneira significativa,
04:50reagindo a esse primeiro momento de cancelamento de voos.
04:54Enfim, isso, você vê que pode também acabar criando um clima de restrição de liquidez
05:00para as empresas, que pode levar aquela bola de neve,
05:02quer dizer, será que a gente tem que se preocupar já com alguma coisa,
05:06vou exagerar, né?
05:08O fantasma da pandemia, das quedas ali, ainda está muito presente.
05:13Você vê esse cenário possível de um certo pânico,
05:16até porque gato escaldado tem medo de água fria,
05:19como é que você vê a estabilidade do setor?
05:22Olha, Marjorie, realmente, o turismo, ele é muito sensível a tudo.
05:26Há terremoto, furacão, qualquer, ainda mais ainda, saindo de uma pandemia,
05:30como nós tivemos aí recentemente.
05:33O que acontece, assim, a Lufthansa, por exemplo, caiu 13% nas ações.
05:38A IAG, que é a detentora da Iberia, a Beach Shadows, caiu 9%.
05:43Então, a gente já vê essa preocupação aí no mercado.
05:45Isso influencia, porque com esse fechamento do Estreito de Hormuz,
05:49acaba sendo um impacto absurdo, principalmente por questão, realmente, do combustível.
05:55Aumentando isso, acaba tendo um reflexo aqui na nossa economia local.
06:00Por quê?
06:00Isso vai encarecer também o transporte rodoviário aqui no Brasil.
06:05Então, esse transporte rodoviário aumenta a inflação.
06:07Se aumenta a inflação, isso tem um efeito cascata na economia como um todo.
06:10E isso, sim, nos preocupa.
06:13Nos preocupa não só, realmente, a questão do efeito tarifário,
06:18mas do efeito inflacionário, porque isso diminui o poder de compra da população.
06:22Wilson Silva, queria muito agradecer a sua participação aqui no Prémarket.
06:27É muito bom a gente ouvir, ter uma análise do setor sobre esta situação
06:33diante do conflito no Oriente Médio, voos cancelados,
06:37aviões ou voos que tiveram que retornar ao Brasil.
06:40Um grande abraço para você e uma ótima semana.
06:42Obrigado.
06:43E a gente espera que essa situação se resolva o quanto antes.
06:46Com certeza, é a nossa expectativa.
06:48Obrigado, ótimo dia para vocês.
06:50Obrigado.
06:51Agora a gente vai dar uma olhadinha nas bolsas no velho continente,
06:56porque o mercado europeu opera nesta segunda-feira,
07:00também influenciado pela escalada dos conflitos nos Estados Unidos, Israel e Irã.
07:04Mariana Almeida, dá uma olhadinha aqui.
07:05Não tem como, né?
07:06Tudo vermelho.
07:07Tudo vermelho, pessimismo, mau humor, um riscoff, né?
07:11Um movimento de riscoff total no velho continente.
07:14A gente vê os principais índices DAX na Alemanha caindo.
07:171,75.
07:181,75.
07:19O FTS 100.
07:200,95 de queda.
07:22Vamos olhar o CAC.
07:231,65.
07:24Os TOC 600, não é para a gente ter uma medida aí, mas do todo, 1,38 então de queda.
07:30Ninguém escapou.
07:31E mesmo a gente, aqui dentro dos índices, quem escapa, né?
07:34Quem está subindo de leve são as empresas de defesa, né?
07:38Algumas empresas de petróleo também, não, do setor de energia, tem suas altas,
07:43inclusive algumas altas expressivas, mas é importante a gente falar isso,
07:47porque embora elas ocupem um espaço relevante e estejam em alta,
07:51não dá para segurar o que a incerteza está trazendo para o conjunto aqui dos índices.
07:57É um temor, fuga, sai de ativos de risco, vai para o mercado de ouro,
08:03é uma proteção, rede com mais segurança neste momento e aí as bolsas desabam.
08:08Vale a gente também lembrar, Maria Almeida, que a bolsa dos Emirados Árabes Unidos,
08:13elas ficaram fechadas por tempo indeterminado, foi anunciado ontem de madrugada, né?
08:19Na noite de ontem, madrugada de hoje, então bolsas dos Emirados Árabes não vão funcionar
08:24e as bolsas em Israel, na contramão aqui da Europa e também da Ásia,
08:28as bolsas em Israel subindo.
08:30E a gente, claro, tem os motivos, os fatores, por quê?
08:33Porque você tem a questão da tecnologia, de energia e também da segurança.
08:37Como tudo isso está sendo demandado, você tem ali um aporte, um investimento,
08:41uma aposta nesses setores, né?
08:43Porque devem ter ali um fator de crescimento, né?
08:47De uma oportunidade ali a curto e médio prazo, né, Mari?
08:50É, o que sempre abre um pouco aquela dúvida, né, de em que medida que há aqueles que ganham com
08:56a guerra em si, né?
08:57Quer dizer, que você tem uma justificativa, eventualmente justificativa ou uma explicação
09:02que possa ser dada do ponto de vista da geopolítica, dos interesses aí de segurança,
09:07mas quando por trás também tem a possibilidade de ganhos em setores específicos, isso é muito ruim, né?
09:11Porque no fundo abre essa dúvida e essa motivação que não poderia tanto acontecer, né, Kleinke?
09:18Essa motivação perversa.
09:19Importante aqui dizer só mais um reflexo que nos Árabes Unidas fecha a bolsa porque tem o risco real
09:26de uma fuga muito significativa, porque é o locus ali do conflito.
09:30Como a Europa está vizinha disso, né, e tem essa...
09:32A gente veio falando desde o começo dessa edição aqui da possível ampliação do conflito, né?
09:37Do risco desses ambientes.
09:39A Europa tem essa memória muito forte e está ali, então, também muito mais sensível,
09:45e aí os índices refletem isso, dessa escalada aí que a gente pode assistir.
09:50É isso, e fecha até por quê?
09:51Para não ter que se acionar do circuit break, porque deve derreter, né, ou as ações devem
09:56derreter lá nos Emirados Árabes.
09:58É que nesse caso não precisa nem... vai derreter.
10:00Vai derreter, então nem abre.
10:01Nem abre porque para encerrar cinco minutos depois já nem abre.
10:05A gente teve, infelizmente, ali, imagens impressionantes no final de semana, um dos principais hotéis
10:11do mundo luxuoso, o Burjala Arábia, sendo atingido.
10:14A gente viu fumaça, né, o aeroporto de Dubai sendo atingido, que é um importante hub mundial.
10:20Também o aeroporto de Dubai, onde uma pessoa acabou morrendo.
10:23Então, você tem ali uma preocupação.
10:25É um país que vive muito além do petróleo e do turismo, né, isso deve ser fortemente
10:30afetado, então você toma algumas precauções.
10:32Aliás, o setor do turismo é um setor que as maiores das empresas que operam no turismo
10:36estão em queda, em uma queda substancial, tá, para lá de 8% de queda de várias empresas
10:41que operam.
10:42Por quê?
10:42Porque a gente estava conversando aqui antes, assim, por mais que a gente ainda não tenha
10:46certezas e que o conflito, né, esteja um pouco relativamente localizado, bate uma dúvida
10:53e muitas decisões do ponto de vista turístico acabam sendo tomadas com alguma cautela e aí
10:58não tem jeito, o pessoal muda destino ou fica em casa.
11:01É isso aí.
11:02Até já, Mário Almeida.
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