Pular para o playerIr para o conteúdo principal
O Fast Money desta Quarta-Feira de Cinzas (18) traz a análise da visita oficial do Brasil à Ásia, começando por Nova Delhi, na Índia. A comitiva brasileira busca fechar novas parcerias comerciais em setores estratégicos como minerais críticos, tecnologia digital e inteligência artificial, essenciais para a transição energética.

Para explicar os impactos dessa viagem e o que esperar do crescimento da relação Brasil-Índia, o professor Umesh Mukhi, doutor em administração pela FGV-SP, analisa os cenários. Ele detalha oportunidades em segurança alimentar, energia, semicondutores e como a balança comercial brasileira pode se expandir nos próximos anos.

🚨Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber todo o nosso conteúdo!

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC nas redes sociais: @otimesbrasil

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:

🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: https://timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

#CNBCNoBrasil
#JornalismoDeNegócios
#TimesBrasilCNBC

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00O Fast Money dessa quarta-feira de cinzas está de volta.
00:03A comitiva do Brasil inicia uma visita oficial pela Ásia
00:07com o objetivo de fechar novas parcerias comerciais.
00:10De acordo com o Itamaraty, entre os assuntos que serão tratados
00:15estão minerais críticos e terras raras, elementos relevantes
00:19para a transição energética e principalmente segurança
00:23no uso de inteligência artificial.
00:25Nós vamos entender os impactos dessa visita à Ásia para o Brasil
00:29e o que a gente pode esperar com novas parcerias comerciais.
00:33Quem responde perguntas para a gente agora é o professor doutor
00:37de administração na Escola de Administração de Empresas de São Paulo
00:41da FGV, o Mesh Muki, que eu desejo uma ótima tarde.
00:46Professor Mesh, seja muito bem-vindo.
00:49Claro, eu falei de uma enorme comitiva brasileira que começa
00:52uma série de visitas, um giro pela Ásia, a começar por Nova Delhi,
00:59na Índia, por isso que nós temos o privilégio de falar com o senhor
01:03que tem raízes indianas.
01:06Eu começo compartilhando, não só com o professor Mesh,
01:10mas com os nossos telespectadores aqui, uma linguagem gráfica que fizemos,
01:14a relação Brasil-Índia, o que está na agenda, principalmente os pilares,
01:20agropecuária, fertilizantes, dispensam apresentações quando a gente fala
01:23de um país agrícola como o Brasil, energia, minerais críticos, tecnologia digital,
01:30Mercosul-Índia.
01:31Professor Mesh, eu queria que a nossa conversa começasse por aqui.
01:35Minerais críticos, tecnologia digital.
01:38A gente ouve aqui falar muito de inteligência artificial,
01:44essa nova fronteira do século XXI, e automaticamente a gente pensa em China e Estados Unidos.
01:48Mas vamos trazer para essa nossa pauta que a Índia também já dá passos bem largos
01:54nessa questão da tecnologia digital e precisa de minerais raros,
02:00e o Brasil tem uma reserva importante.
02:02Essa relação dessa visita Brasil-Índia, quanto que ela pode crescer nesses assuntos?
02:08Depois a gente trata dos outros.
02:10Boa tarde mais uma vez.
02:11Boa tarde.
02:12Primeiramente, gostaria de agradecer você e time do CNBC para me convidar
02:17para compartilhar meus insights.
02:20Então, para contextualizar, a gente tem que entender que essa visita de presidente Lula
02:28para a Índia e eventualmente para os outros países em Ásia
02:32vem no contexto onde a gente está percebendo muitas mudanças em nível de geopolítico
02:37e cada país está vendo a oportunidade para ampliar parceria estratégica
02:43que não daram certo, principalmente nos últimos cinco anos.
02:48Por exemplo, no caso da Índia, isso é a primeira visita de presidente Lula
02:53desde seu mandato.
02:56Antes disso, nós tivemos muitas comitivas brasileiras que foram para a Índia
03:00para ampliar essa possibilidade de cooperação.
03:03Mas, para fechar uma parceria Estado por Estado, era muito importante
03:08que o presidente faça visita para a Índia como uma das maiores comitivas brasileiras
03:14com seus ministros e com empresários.
03:17Quando a gente está falando de cooperação em área de inteligência artificial,
03:23minerais críticos, nós precisamos entender que tanto a Índia e o Brasil
03:29são as referências em cada tecnologia diferente.
03:32A Índia está desenvolvendo o seu próprio modelo de inteligência artificial.
03:37O Brasil tem inovação como o PIX em área de tecnologia, a Fintech.
03:43A Índia também tem o sistema de UPI.
03:46Então, essa visita serve como integração de tecnologia
03:50e ver quais são as possibilidades de fazer esse intercâmbio tecnológico.
03:55Quando a gente fala sobre acessos às minerais críticos,
04:00a Índia tem seus próprios fabricantes de automóveis.
04:05A transição energética é fundamental.
04:07A gente está falando de países mais populosos do mundo
04:09que ainda dependem de muitos recursos energéticos de fora,
04:14inclusive de petróleo.
04:16Então, quando a gente fala de transição energética,
04:19carros elétricos, moto elétricos,
04:21de onde vai recursos importantes para baterias.
04:26Nesse contexto, o Brasil é um player muito importante
04:31para a gente considerar essa parceria.
04:33Inclusive, algumas empresas indianas vão investir em Brasil
04:36para acessar essas terras raras.
04:39Outras possibilidades.
04:41Fábrica de semicondutores.
04:43Novamente, a gente tem que olhar para o Brasil
04:46se a gente consegue acessar esses minerais raros.
04:49Então, assim vai muitas mais parcerias.
04:52A gente sabe que o Brasil também nomeou
04:55um dos primeiros embaixadores em área de inteligência artificial.
04:59Então, a governança de inteligência artificial,
05:02que é um assunto muito importante,
05:03tanto no ONU e no sul global,
05:08esse evento também serve para ambos os países discutir
05:11como que as maiores democracias de sul global
05:14podem contribuir para a governança de inteligência artificial.
05:19quais são as regras, quais são as inovações
05:22que vão servir para resolver esses problemas de sul global.
05:25Então, eu acho que essa visita vai servir
05:27para ampliar essa discussão
05:28e também para fechar algumas parcerias mais concretas.
05:32Professor Omeche, deixa eu tocar num assunto
05:34que imagino que seja a sua especialidade
05:37no curso que você ministra aqui na Fundação Getúlio Vargas.
05:41É o seguinte, vamos falar da balança comercial Brasil-Índia.
05:46É claro que eu fiz um recorte pequeno entre 2024 e 2025
05:50e principalmente a projeção para 2026.
05:53As exportações brasileiras, as importações,
05:56essa relação comercial, ela é deficitária para o Brasil,
06:00ou seja, a gente mais compra do que vende para os indianos.
06:04Mas o que eu queria chamar a atenção é isso aqui.
06:06O quanto é crescente esse comércio
06:09na casa dos 12 bilhões de dólares em 2024,
06:13depois sobe para 15 bilhões de dólares
06:16com números consolidados de 2025
06:18e uma projeção que chega a 20 bilhões de dólares em 2026.
06:23Se a gente olhar de dois anos,
06:25é um salto bastante grande.
06:27Claro que nós estamos falando do país mais populoso do mundo.
06:31Ah, o Brasil vende grãos, comida, alimento, faz sentido.
06:35Derivados de petróleo também.
06:37Mas, além desse óbvio,
06:39em que a gente pode pensar nesse crescimento aqui,
06:42professor Umeschi?
06:43Principalmente que a gente está falando
06:44para um público de investidores.
06:46Até para que o nosso público tenha uma visão
06:48do que pode ser vantajoso de investimento
06:51nessa relação Brasil-Índia
06:53num curto espaço de tempo.
06:55A gente está vendo possibilidades
06:58em vários outros setores, né?
07:00A segurança alimentar é fundamental para a Índia.
07:04Então, quando a gente pensa de agropecuária,
07:10alimentação, né?
07:11Quando a gente fala de feijão,
07:13vários tipos de feijão,
07:15grão de bico,
07:17frango, café,
07:19são setores que são muito importantes
07:22para ter segurança alimentar na Índia.
07:25Então, assim a gente vai ver
07:27quais são as possibilidades
07:28onde o Brasil pode cumprir a demanda
07:32tanto de segurança alimentar
07:34ou segurança energética,
07:35quando a gente está falando
07:36de transferência de tecnologia de etanol.
07:40Assim, a gente consegue ver
07:42como que nós podemos aumentar
07:44essa balança comercial.
07:46Nós precisamos entender também
07:47que em alguns setores,
07:50muitas vezes a gente fica dependendo
07:52de um país para exportar.
07:55Então, nesse caso,
07:58essa gráfica que você mostrou
08:00justamente mostra uma tendência
08:04que tanto os exportadores brasileiros
08:07estão querendo diversificar mercados.
08:09Cada vez, dependendo do setor,
08:12os produtores, os exportadores brasileiros
08:15vão entender o mercado indiano,
08:17eles vão conseguir achar o público certo
08:22para consumir aqueles produtos.
08:24Então, resumindo novamente,
08:26segurança alimentar,
08:28feijão,
08:30mung,
08:30grão de bico,
08:32nos produtos,
08:33por exemplo,
08:34a classe média indiana
08:35está gostando de café,
08:36então café gourmet
08:37é uma das possibilidades.
08:39em setor de energia,
08:43a gente considera
08:44petróleo,
08:45etanol,
08:47são os produtos
08:47que vão agregar muito
08:49à demanda indiana.
08:51Fora disso,
08:51você tem setores estratégicos
08:53que a gente está falando
08:53de defesa também.
08:56Queria agradecer
08:57a conversa que eu tive
08:58com o professor
08:59Umesh Muki,
09:01que é professor doutor
09:02de administração
09:03na Fundação Getúlio Vargas
09:05em São Paulo.
09:06Professor Umesh,
09:07muito obrigado pela participação.
09:08É claro que esse tema
09:10ainda depende
09:12e necessita
09:12de muitos desdobramentos.
09:14Nós teremos
09:14novas oportunidades.
09:17Queria agradecer
09:18o senhor mais uma vez.
09:19Até uma próxima oportunidade.
09:21Espero que seja em breve.
09:23Obrigado.
Comentários

Recomendado