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O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira (13) o índice de preços ao consumidor (CPI) de janeiro: alta de 0,2% no mês e 2,4% nos últimos 12 meses, abaixo das expectativas do mercado. Bruno Yamashita, analista de alocação e inteligência da Avenue, comenta ao vivo no Fast Money o que esses números significam para a economia americana, o consumidor e a possível decisão de corte de juros pelo Federal Reserve.

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Transcrição
00:00Vamos continuar nesse assunto aí? Então, como eu falei agora há pouco, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos,
00:05o setor de estatísticas do Departamento do Trabalho, divulgou mais cedo, nesta sexta-feira, o índice de preços ao consumidor,
00:14que teve uma subida de 0,2% em janeiro, de novo, mostrando uma leve desaceleração frente aos 0,3
00:25% registrados em dezembro.
00:27No acumulado de um ano, 12 meses, a inflação ficou na casa dos 2,4%, segundo, então, dados oficiais divulgados
00:36mais cedo, nesta sexta-feira.
00:38O resultado veio abaixo das expectativas do mercado, que projetava um avanço mensal de 0,3% e uma taxa
00:47anual de 2,5%.
00:49O Bruno Yamashita, que é analista de alocação e inteligência da Avenue, está aqui, vai participar ao vivo no Fast
00:58Money, por videoconferência,
01:01para comentar esses resultados, explicar essas diferenças e, principalmente, nos nortear quais foram as reações do mercado.
01:10Yamashita, muito boa tarde, obrigado por participar aqui da nossa programação.
01:15Vamos lá. Os números vieram um pouco abaixo do esperado, porém, relativamente alto, se a gente pensar numa série histórica
01:25maior dos Estados Unidos.
01:27Vamos partir por aí. Vamos chamar o copo meio cheio, uma expressão que eu uso aqui quase diariamente, né?
01:33O lado positivo dessa história.
01:36A expectativa, então, de reajuste de preço, inflação, consumidor, um pouquinho menor.
01:41Dá para dizer que a situação econômica dos Estados Unidos está melhorando?
01:46É um arrefecimento da inflação ou ainda é muito cedo para a gente chegar a essa conclusão?
01:52E também a diminuição foi muito pequena.
01:55Não dá para a gente chegar a essa conclusão.
01:58Yamashita, obrigado mais uma vez. Boa tarde. Seja bem-vindo ao Fast Money.
02:03Boa tarde, Favali. Um prazer falar com você de novo.
02:06Vamos lá. Falando um pouquinho desse último dado.
02:09É claro que sempre quando a gente tem um dado que mostra que, nesse caso de inflação,
02:14que ele possa estar convergindo para a meta de inflação do Banco Central americano de 2%,
02:21ele sempre vai ser visto ali como positivo pelo mercado.
02:26Mas, dito isso, ainda assim, quando a gente começa a analisar todas as variáveis econômicas
02:31que têm acontecido ao longo desses últimos 12 meses, podemos colocar assim,
02:36mas principalmente até em períodos aqui um pouco mais recentes,
02:39é difícil a gente cravar que, a partir desse dado que a gente teve de janeiro,
02:44essa inflação vai continuar desacelerando para a gente chegar nessa meta de 2%.
02:49Até porque, pelas projeções de próprios bancos ou do próprio Banco Central americano,
02:56a gente vê que, esse ano, a inflação não estaria ali tão próxima dessa meta de 2% do Banco
03:05Central.
03:06Dito isso, essa inflação traz uma gordura a mais para o Banco Central americano
03:11poder ter um pouco mais de paciência para uma próxima decisão de corte de juros na reunião de março.
03:17Então, pensando nessa próxima reunião, num período aqui mais próximo,
03:22para o Banco Central americano, acabou sendo ali um certo alívio
03:26para eles poderem tomar a decisão com um pouco mais de cautela,
03:30até porque o dado de mercado de trabalho que saiu também essa semana
03:33mostrou ali que o mercado de trabalho, ele seguiu um pouquinho mais resiliente.
03:38Yamashita, daqui a pouco eu queria tocar de novo nesse assunto de corte de juros antes,
03:45algo que a gente vai explorar daqui a pouco, com mais detalhes no Fast Money,
03:49sobre o tarifaço, os efeitos na inflação do tarifaço.
03:53Alguns produtos ficaram mais caros e agora que a gente está falando de índices de preço ao consumidor,
03:59estes dados que já remetem ou ainda remetem a 2025,
04:05isso ainda tem a ver com o tarifaço?
04:09A tarifa de Trump, muitas foram retiradas, mas eles chegaram a ter um efeito mais duro
04:15para o bolso do americano médio?
04:18Quando a gente pega alguns estudos, as tarifas realmente trouxeram algum impacto,
04:24não só pela própria tarifa em si, aumentar o custo das empresas,
04:29eventualmente isso ter que ser repassado ao consumidor final,
04:33por mais que as empresas naquele primeiro trimestre tivessem adiantado bastante os estoques
04:39para conseguir um custo mais barato, um custo um pouco mais baixo,
04:42a gente viu um impacto vindo das tarifas, apesar dele não ser tão claro no índice,
04:49mas também dos próprios acordos comerciais que vão acontecendo
04:54e também do próprio fluxo dos produtos que vão tendo ali.
04:58Então, o menor fluxo pode acabar tendo trazido um pouco mais de pressão
05:03para os custos ali para o final de 2025 e para agora tem um certo alívio,
05:07mas ainda assim é importante a gente continuar monitorando ali
05:11esse primeiro semestre, essa trajetória de inflação
05:14para entender se realmente ela pode se estabilizar mais próximo
05:18dessa casa de 2,5%, 2,4% ou se a gente pode vê-la voltar a subir um pouco
05:23mais,
05:24porque a gente já viu ali, talvez para o último trimestre do ano passado,
05:27que ela estava mais próxima da casa dos 3%.
05:31Yamashita, para a gente encerrar, basicamente a orientação do FOMC,
05:38que é o Comitê de Política Monetária dos Estados Unidos,
05:43é o equivalente ao nosso COPOM aqui, quer dizer, a reunião do Federal Reserve
05:49para decidir o futuro de juros nos Estados Unidos.
05:51Claro, são várias variáveis, mas deixa eu colocar aqui numa tábua mais rasa
05:57para que todo mundo entenda, tem dois dados que são muito importantes,
06:02eu diria, imprescindíveis.
06:04Mercado de trabalho e inflação.
06:06A gente tem uma inflação que tem uma leve diminuída, historicamente alta,
06:11acima de 4%, o Banco Central Americano quer chegar na casa dos dois,
06:15mais, pelo que eu vi de comentários da CNBC, isso vem a acontecer só, talvez, em 2030.
06:21Mas vamos olhar mais para cá.
06:23Só que o mercado de trabalho muito aquecido, números bastante robustos,
06:28de geração de emprego, descartando, inclusive, o agronegócio,
06:33então no setor produtivo e de serviços.
06:35Isso, esses dois fatos jogados na equação de cálculo de corte de juros,
06:42pode adiantar um pouquinho aí, se está falando de taxa de juros,
06:47decisões do Fed, que já vai ter um novo presidente,
06:52isso muda um pouco a perspectiva de redução de juros nos Estados Unidos?
06:57Olha, com os últimos dois dados que o mercado conseguiu ter agora nas mãos
07:02dessa semana, quando a gente acompanha até um pouco essa perspectiva do mercado
07:07em termos de corte de juros, na verdade, ele até se postergou um pouco.
07:13Então, antes se falava de um corte, possivelmente, ainda no meio desse primeiro semestre,
07:20próximo ali à mudança de mandato no Banco Central,
07:23e agora a gente já está se falando em um corte, em um eventual primeiro corte,
07:27mais para a próxima da reunião de junho.
07:30Então, o mercado tem tentado monitorar um pouco mais como vai ser essa evolução dos números,
07:37justamente do que a gente chama do duplo mandato do Banco Central de mercado de trabalho e inflação,
07:43mas a verdade é que essa expectativa de corte, ela se postergou um pouquinho
07:48vis-à-vis do que a gente viu no final do ano passado,
07:51até porque esse dado de inflação, realmente, ele veio, ele desacelerou um pouco,
07:56mas a gente sabe que, eventualmente, isso pode ter ali algum impacto para cima,
08:01até por questões de estímulos fiscais do governo Trump,
08:05que a gente acompanhou com passagem ali de medidas que poderiam vir a ter um impacto já em 2026.
08:11Bruno Yamashita, analista de alocação e inteligência da Avenue,
08:16os meus agradecimentos públicos ao Bruno aqui pelos esclarecimentos.
08:21Bruno, até uma próxima oportunidade.
08:23Te desejo aí um excelente final de semana e bom carnaval, né?
08:27Já que vai emendar, tem uma emenda de feriado aí nos dois primeiros dias da próxima semana.
08:32Até, Bruno. Obrigado.
08:33Obrigado. Tchau, tchau.
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