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Após altas recordes, ouro e prata registram quedas acentuadas nos mercados internacionais. A movimentação é influenciada por investidores desmontando posições, políticas monetárias e alterações na confiança sobre moedas fiduciárias. Fernanda Rocha, assessora de investimentos da Monte Bravo e comentarista do Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC, explica a diferença entre moedas fiduciárias e ativos lastreados, o efeito das políticas do Fed e do Japão, e como investidores podem se proteger da desvalorização do dólar e da volatilidade das commodities. A especialista também comenta o comportamento do Ibovespa e o impacto de empresas como Petrobras e Vale no índice.

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00:00Estamos de volta com o Radar desta segunda-feira.
00:04E depois de registrar altas recordes, metais sofrem quedas inesperadas nos mercados.
00:10E para entender melhor os fatores que causaram este movimento nos chamados ativos lastreados,
00:16eu vou conversar com a Fernanda Rocha, nossa assessora de investimentos e de investimento da Monte Bravo.
00:22Oi Fernanda, tudo bem contigo? Seja bem-vinda aqui ao Radar.
00:25Tudo bem, Eric. Boa tarde a todos.
00:26Sempre bom falar com você. Fernanda, o que aconteceu com o ouro?
00:31O ouro estava ali passando de 5.500 dólares, de repente, literalmente derreteu e perdeu quase 1.000 dólares nos últimos dias.
00:40Que movimento? Os investidores começaram a desmontar posições?
00:44E a prata mais ainda.
00:46Mais ainda, é verdade.
00:46Que foi 30% só na sexta-feira.
00:49Olha que loucura, Fernanda. Explica um pouquinho para a gente então.
00:52Legal. Bom, eu quis trazer esse assunto novamente porque eu acho super interessante a gente dividir essa questão das moedas em dois grandes grupos.
01:02Então, existem as moedas fiduciárias e existem as moedas lastreadas.
01:07E a principal diferença entre elas é que a moeda fiduciária, que é essa que a gente negocia, então o real, o dólar,
01:14são moedas que negociam a base da confiança.
01:18A confiança no governo, na sua política monetária, na sua economia.
01:24Então, essa moeda, ela se torna algo de valor, porque se a gente for reparar, ela é apenas um número.
01:30Antigamente até era um papel.
01:32Hoje em dia, ela é apenas...
01:33Ainda que estava um bem físico, né?
01:34Exato. Não tem um bem físico.
01:36Então, o que que baliza esse valor, esse valor da moeda fiduciária?
01:42É a confiança que se tem nesta economia.
01:46Então, se essa economia, ela começa a fazer uma emissão, um aumento dessa quantidade de moedas
01:53e ela não aumenta a sua capacidade produtiva, então se eu tenho 10 moedas para 10 produtos
01:59e eu começo a emitir, criar novas moedas, então eu tenho 20 moedas e os mesmos 10 produtos para oferecer,
02:07esse produto, ele fica... ele tem mais valor do que a moeda.
02:11Então, com isso a gente tem a inflação, que é a desvalorização desse poder de compra.
02:15E a gente tem visto, principalmente após a pandemia, uma quantidade muito grande de emissão das moedas
02:21pelo mundo afora, não só em relação ao dólar, não só em relação ao Brasil.
02:26A gente está falando de um endividamento dos países após a pandemia, num movimento muito mais acentuado.
02:35E isso foi sendo, assim, não muito levado em conta.
02:40E agora, de uma hora para outra, então, principalmente quando veio esses movimentos bruscos do Trump,
02:47que ele fez com que todo mundo parasse para reparar, não é, Eric?
02:50Ele está chamando bastante atenção para esses números e ele trouxe essa realidade para a pauta
02:57da quantidade de dívida que se tem hoje no dólar, então, principalmente falando do dólar.
03:03Se a gente pensar que só no ano de 2025, no déficit nominal dos Estados Unidos,
03:09chegou a quase 1,8 trilhão de dólares.
03:15É, então, 1,8 trilhões de dólares, a gente está falando de uma quantidade muito grande
03:21a mais de dinheiro, de dólar circulando na economia.
03:25Só que aí foi perdendo força, né?
03:26A gente vê até, outro dia, o Iene se fortaleceu tanto, né?
03:30Que os governos, tanto os japoneses quanto o governo dos Estados Unidos,
03:32estavam até conversando para uma intervenção, né?
03:35Em relação a isso, não é isso, Fernanda?
03:37Exatamente, justo pelo, o Japão é um país que estava estagnado há muito tempo,
03:44sua economia estagnada, então, começou a vir políticas recorrentes sendo expansionistas lá
03:52e com isso, até lá, a sua taxa de juros começou a elevar e começou a retornar o dinheiro para lá
03:58e com isso valorizou, sim.
04:00Temos uma arte aqui, não tem?
04:01Temos, temos.
04:02Vamos mostrar a diferença dos ativos lá.
04:04Mais fácil de visualizar, exatamente.
04:06Pronto, e aí a Fernanda explica para a gente, a moeda fiduciária e o ativo lastreado.
04:10Perfeito.
04:11Então, aqui, a moeda fiduciária, como eu estava falando,
04:13ele é negociado à base dessa confiança nesse governo, nesse país, né?
04:17Nessa força da sua política monetária.
04:21Então, e ela tem uma aceitação popular e ela fica negociando, então, em relação a essa confiança.
04:27Sujeita à inflação, que é isso que eu acabei de explicar,
04:30e ela pode ser emitida conforme a necessidade.
04:34Então, o que a gente viu muito com todos esses nervosismos que aconteceram em relação a esse mandato do Trump,
04:43onde ele conseguiu, era um propósito dele desvalorizar o dólar para ele se tornar, de novo, competitivo com o mercado,
04:52só que ele fez, digamos, de uma forma um pouco autoritária e brusca demais e que assustou muitos bancos centrais.
04:58E com isso, os bancos centrais começaram a, não que eles começaram a não pegar mais,
05:03mas eles começaram a diversificar, a buscar outras alternativas.
05:07Só que a quantidade com que ia para o dólar era uma quantidade exorbitante e que acabou movimentando muito essas moedas lastreadas, né?
05:15Que são a prata, o ouro, todos esses metais, as commodities metálicas e também as commodities como um todo.
05:23Então, elas possuem um valor garantido por mercadoria física, de fato.
05:28Então, eu não consigo, de uma noite para o dia, gerar ouro, gerar prata, eu tenho que garimpar, eu tenho que extrair ela do solo.
05:37Então, não depende de uma confiança, ela depende de um produto e ela possui uma escassez física, ela é finita,
05:44ela tem ali um máximo que é possível de se extrair, eu não consigo gerar isso de uma outra forma, não consigo emitir.
05:51Eu vou fazer uma comparação. A gente tinha uma aversão a ativos norte-americanos aí nos últimos, vou falar até nos últimos meses, aí o que aconteceu?
06:00E aí você vai falando comigo, o que aconteceu? O investidor deixa o dólar, por exemplo, e vai para o ativo lastreado ouro.
06:07A gente viu o aumento do ouro, chegou na semana passada a mais de 5.500 dólares.
06:12Aí a gente tem, então, uma percepção de melhora da economia norte-americana com a indicação do Kevin Walsh.
06:18O que o investidor faz? Ufa, dá um respiro, um alívio, vende o ouro e volta um pouquinho para o dólar.
06:24É mais ou menos isso?
06:25É mais ou menos isso. Como ela é negociada à base da confiança, essa nova indicação como presidente do FED, do Banco Central americano,
06:36o histórico dele é de ser muito ortodoxo. Ele tem uma política contracionista.
06:44Ele não é a favor do gasto é vida. Então, ele vai ter uma conduta muito mais de não expandir ainda mais o balanço do Banco Central,
06:55ou seja, emitir a qualquer custo a moeda lá. Então, ele vai ter muito mais essa diligência.
07:01Então, uma pessoa como ele traz confiança, que é a palavra necessária, para as moedas fiduciárias,
07:07e com isso arrefeceu. E como a gente sabe que quando algo está muito esticado no preço,
07:14como nas duas participações minhas atrás eu falei, quando o preço está muito alto, é muito importante
07:20ou a gente ter algo que proteja a nossa perda, então que trave ali o nosso...
07:27que a gente não... coloque uma trava ou colocar um stop.
07:31Então, esse movimento dos metais, ele acabou sendo uma derradeira para os stops
07:36e fez um movimento muito mais acentuado.
07:39Efeito dominó, né?
07:40Efeito dominó é perfeito para descrever, exatamente.
07:43Agora, Fernanda, você está comentando essa questão, né? Dólar, ouro.
07:47Como que o investidor pode se proteger da desvalorização de moeda?
07:50Por exemplo, no dólar. A gente viu o dólar se desvalorizando no mercado global.
07:54Aqui no Brasil, então, caiu para R$ 5,20.
07:57Como é que o investidor pode se proteger?
07:59Maravilha. Ótima pergunta.
08:01Então, quando a gente vai para entender o que protege a gente da inflação,
08:07acaba que empresas que estão inseridas no mercado real,
08:11elas acabam protegendo esse valor de compra porque elas estão ali crescendo conforme essa inflação.
08:19Então, elas conseguem repassar isso.
08:21Então, elas crescem mais.
08:23Por isso que a gente viu que o dólar acabou desvalorizando bastante,
08:26mas as empresas americanas continuaram valorizando.
08:29Inclusive, esse ano, elas tiveram uma valorização acima de 3%,
08:34mas foi uma valorização, não podemos...
08:36É que a gente está mal acostumado com as empresas americanas,
08:38mas a gente viu uma hipervalorização das empresas pelo mundo afora.
08:43Então, aqui nos países emergentes,
08:45mesmo quem não merece subiu muito porque estava muito descontado.
08:49Então, as moedas lastreadas, elas também tomam bastante esse espaço e as commodities como um todo.
08:57Então, são ativos reais, commodities e outras moedas.
09:03Mas o que é interessante que eu estava pensando agora em que a gente estava falando,
09:07quando a gente olha o pacote de moedas versus o pacote de moedas lastreadas,
09:12não foi só o dólar que desvalorizou.
09:14A gente viu que o pacote de moedas como um todo, perante essas commodities metálicas,
09:20elas desvalorizaram como um todo.
09:23Fernanda, eu vou abusar da sua análise,
09:25porque eu sei que você entende muito também do mercado financeiro.
09:28Vamos fazer uma análise aqui do Ibovespa B3?
09:31A gente vai trazer ela aqui, pode ser?
09:33A gente já fez isso e é bem bacana trazer o olhar também da Fernanda.
09:36Porque dá uma olhadinha aqui, nosso telespectador.
09:38Hoje a gente tem um Ibovespa B3 com bastante volatilidade no sentido seguinte,
09:42numa tendência de alta, mas sobe um pouquinho, perde um pouco de força.
09:46A gente está vendo, neste momento, com 0,2% de alta,
09:49até num patamar saudável ainda dos 181.831 agora pontos.
09:55Mas a gente está vendo um impacto puxando para baixo a Petrobras.
09:58Petrobras, Raizen, muito pegando carona também.
10:02Raizen nem tanto, mas a Petrobras pegando carona na baixa do barril do Brent,
10:06no mercado global.
10:07Por outro lado, a gente tem a Vale ainda tentando sustentar o Ibovespa B3 para cima.
10:12Por que esse movimento um pouquinho mais morno e de queda de braço entre essas duas?
10:17Você tem Petrobras e Vale, que tem um peso muito importante as duas no Ibovespa B3.
10:22Bom, em relação ao índice Ibovespa, hoje o que me chamou a atenção não foi essa volatilidade mais fraca,
10:29mas sim o volume.
10:30Ah, legal.
10:30O volume hoje não chegou a 10%, 15% do que foi negociado nos outros dias ao longo desse ano.
10:38Então, quando a gente olha o gráfico dos volumes, o dia de hoje está lá embaixo.
10:42Então, o volume baixinho.
10:44Então, a atratividade deu uma arrefecida.
10:47Então, a gente entende que aquele dinheiro que estava vindo de caminhão,
10:52hoje ele está com mais confiança e a gente vê que está retornando ou aumentando o apetite
11:03por pegar a dívida americana e ativos assim.
11:07É, até os índices lá em Wall Street, hoje os principais índices estão subindo.
11:11Olha lá.
11:12Aqui, o Nasdaq subindo 0,65, S&P 500 0,66 de valorização, Dow Jones liderando os ganhos com 0,02%.
11:20Vai muito ao encontro do que você está dizendo.
11:22É, e o 0,65 lá é muito diferente do 0,65 aqui.
11:27Então, o 0,65 aqui é uma gotinha do que é o 0,65 lá.
11:31O volume que esse mercado lá negocia é muito acima do que se negocia aqui.
11:36É, e olha o ouro.
11:38Dá uma olhadinha o ouro, caindo 4,725, caindo até agora, perdeu um pouquinho de força, né?
11:43A queda 0,4 aos 4.725 dólares a onça Troy.
11:48É, ele já deu aquela correção forte e agora ele vai ficar ali, né?
11:53Corrigindo, daqui a pouco vem demanda de Banco Central, daqui a pouco mais um rumor.
11:57Então, dependendo do que ele...
11:59Digamos que ele encontrou ali um preço mais justo para negociar, né?
12:03É, aí se acomoda ali num patamar que é isso que você está falando, o preço mais justo dos 4.700 dólares ali, né?
12:08É, e você tinha perguntado antes ali do petróleo.
12:11O petróleo, ele sempre como um ativo lastreado e regulado pelo OPEP.
12:17Então, a gente está falando de algo que a gente não consegue muito prever,
12:20porque ele tem uma regulamentação, ele tem determinações que são humanas.
12:25Justamente para economizar, digamos, ele também é finito, mas ele é mais fácil de retirar do solo do que o ouro.
12:33Então, agora está vindo um aumento de oferta, então com isso tem-se esse valor a corrigir.
12:39Então, quando tem essa correção de valor e está muito ligado aí com essas questões de Rússia, China, Estados Unidos,
12:46aquelas que a gente está acostumado a ver.
12:48Legal.
12:48Fernanda Rocha, sempre bom tê-la aqui conosco.
12:51Obrigado, viu, pela sua análise e por trazer não só o olhar sobre os ativos lastreados,
12:56mas também o olhar também, análise sobre o mercado financeiro aqui e fora do país.
13:00Grande abraço para você e ótima semana.
13:01Obrigada.
13:02Até mais.
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