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Os Estados Unidos criaram o chamado Consórcio da Paz para a reconstrução da Faixa de Gaza, mas o Brasil ainda não confirmou participação. O plano prevê investimentos bilionários em infraestrutura, habitação e energia, abrindo oportunidades para empresas e países envolvidos. André Lajst, cientista político e presidente executivo da Stand With Us Brasil, analisou os impactos econômicos, o papel de Israel, os riscos com grupos armados e quem pode liderar a reconstrução.

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Transcrição
00:00Os Estados Unidos aguardam a resposta do Brasil sobre a participação do país do Conselho de Paz para Gaza,
00:08um órgão criado pelo presidente americano Donald Trump.
00:11A ação vai discutir uma série de questões sobre a reconstrução do território palestino
00:18como financiamento e atração para investimentos.
00:21Para analisar os principais impactos deste plano, especialmente do ponto de vista econômico,
00:28para os países envolvidos, eu converso com André Lasch, cientista político e presidente executivo da Stand With Us Brasil.
00:38André, prazer enorme te receber aqui.
00:41Você é uma referência quando a gente fala dessa região do globo, principalmente sob uma perspectiva de Israel,
00:47que faz parte desse plano de paz, de reconstrução do futuro envolvendo a faixa de Gaza.
00:55E eu queria, claro, puxar essa nossa conversa para o nosso DNA de negócios.
01:01Obviamente, a gente está falando de desenvolvimento, paz de uma região,
01:05mas eu queria olhar para uma perspectiva pelo seguinte,
01:08porque o Brasil tem uma tecnologia de engenharia civil internacionalmente reconhecida.
01:15Grandes empresas acabaram aí perdendo o tamanho depois da Lava Jato,
01:19mas nós temos grandes empreiteiras que fizeram grandes obras internacionais.
01:24O Brasil, aparentemente, não vai fazer parte desse chamado consórcio da paz,
01:30de conselho da paz, que está sendo planejado pelos Estados Unidos.
01:35Isso tira o Brasil de uma maneira de uma competitividade no que vai vir a ser no futuro próximo,
01:43eu espero, a reconstrução da faixa de Gaza?
01:47Boa tarde, mais uma vez, obrigado por participar aqui da nossa programação.
01:50Marcelo, um prazer estar aqui com vocês.
01:53Eu acho que sim, eu acho que tira.
01:56Eu acho que qualquer país que esteja envolvido nesse consórcio,
02:00nesse grupo de países que vai participar da reconstrução de Gaza,
02:05tem oportunidades nos negócios.
02:07Eu acho que tanto governos quanto empresas privadas,
02:11e empresas privadas através de governos e através da influência de governos
02:15dentro desse grupo seleto que o presidente americano escolheu.
02:20Eu acho que é muito positivo ele ter escolhido o Brasil dentre outros países.
02:25E o Brasil tem muitas empresas que poderiam ajudar nessa reconstrução.
02:30Lembrando que Gaza vai precisar de muita infraestrutura em todos os setores
02:36para poder reconstruir a região depois de dois anos e pouco de guerra entre o Hamas e Israel.
02:43Estamos falando aí de mais de 60, 50 bilhões de dólares, se não mais,
02:48que vai precisar ser injetado dentro da economia de Gaza para reconstruir a região.
02:53E a própria vontade dos Estados Unidos e de países que lideram essa iniciativa
03:00de botar, de levar a cabo esse plano de paz de 20 pontos dos Estados Unidos,
03:09eu acho que é bastante sólida e interessante para os países e para as empresas participarem,
03:16porque vão precisar participar dezenas e dezenas de empresas e países
03:21para poder reconstruir a região.
03:24A região vai carecer de uma série de infraestruturas,
03:27mas isso precisa ser feito, claro, com bastante cautela
03:30para que esse valor seja colocado nos lugares certos,
03:34seja finalizado nos lugares certos
03:36e não caia em mãos, novamente, de grupos radicais
03:39que possam colocar de novo tudo a perder.
03:43Excelente colocação desse ponto, André.
03:46Deixa eu virar para cá, que eu quero mostrar uma arte.
03:49O André continua nos acompanhando,
03:51que é o seguinte, resumidamente, em que paz nós estamos?
03:54O chamado Consórcio da Paz, ele foi incentivado,
04:00ele surgiu a partir da administração do Donald Trump,
04:0360 países que vão ser convidados, os primeiros convites,
04:07então, Argentina, Brasil, Canadá, Turquia, Paraguai, Egito.
04:11Eu chamo a atenção para cá, não vai ter nenhum representante da autoridade palestina
04:17e a composição desse conselho não teve a coordenação de Israel,
04:25não pelo menos num primeiro momento.
04:27E aí eu volto a falar com o André Lájiti.
04:30André, a Israel aparentemente não está nessa espinha dorsal
04:35desse Consórcio da Paz que sai ali de um rascunho vindo da Casa Branca.
04:40Como é que Israel fica neste momento também?
04:43Israel é um polo de tecnologia na região.
04:45Também tem indústrias de muito avanço em vários sentidos.
04:50Estaria Israel também ficando um pouco mais eclipsada
04:54nesse projeto de reconstrução,
04:57se o tal do Consórcio da Paz sair da teoria e for levado à prática?
05:02Realmente foi uma surpresa para os israelenses e para os analistas de Israel
05:09que esse consórcio foi anunciado sem ter sido consultado com o governo de Israel.
05:14Afinal, o governo de Israel está lá, ocupa hoje em dia quase 55% da faixa de Gaza,
05:21essa chamada Zona Amarela.
05:23A economia de Israel tem bastante presença em territórios palestinos.
05:30Antigamente em Gaza, hoje em dia ainda na Cisjordânia.
05:33A troca entre israelenses e palestinos na Cisjordânia é na casa de bilhões e bilhões de dólares.
05:39A economia palestina depende da economia israelense em uma série de setores,
05:43como o recolhimento de impostos, de importação, a própria moeda,
05:47o cheque israelense, que é a principal moeda usada na economia palestina.
05:52Então, o fato de Israel não ter sido consultado gera uma série de dúvidas.
05:56E pelo que eu tenho escutado da imprensa e analistas israelenses,
06:00uma das principais pontos de divergência entre Estados Unidos e Israel neste ponto do consórcio da paz
06:05é a inclusão da Turquia e do Catar e do Egito, mas principalmente da Turquia e do Catar,
06:12que são dois países que apoiam oficialmente o Hamas.
06:17Então, é uma série de perguntas que ainda não tem resposta,
06:21mas principalmente pelo fato de que se Israel vai participar desse consórcio,
06:25a pergunta é se os palestinos vão querer lidar com empresas israelenses
06:29e não com outras empresas de outros países.
06:32Como ideologicamente ainda existem muitas diferenças entre os dois povos
06:38por causa da guerra e por causa do conflito,
06:40acredito eu que não seja necessário trazer Israel para participar do consórcio econômico,
06:48ou seja, as empresas israelenses podem até participar,
06:50mas acredito eu que os palestinos vão preferir lidar com empresas de outros países.
06:54Não que eles não possam participar,
06:56mas talvez seja até melhor outras empresas de outros países nesse primeiro momento participarem.
07:03Mas é uma pergunta que não tem resposta,
07:07já que o governo americano e o governo de Israel são tão próximos,
07:10por que o governo americano não consultou Israel,
07:13o principal ator na região estatal, em relação à composição desse consórcio?
07:19Sem dúvida, Alarjita, a gente está falando de uma situação muito complexa.
07:23Eu vou virar para essa câmera aqui para trazer uns números,
07:25para que todo mundo entenda melhor,
07:27uma estimativa consolidada do que deve ser aplicado para a reconstrução,
07:33em uma década entre 50 e 53 bilhões de dólares.
07:38se fala de um investimento imediato na casa de 20 bilhões de dólares para dar aos palestinos recursos básicos,
07:50habitação, saneamento básico.
07:53O PNUD, que é o programa da ONU para o desenvolvimento,
07:56fala em 40 bilhões de dólares,
07:59quer dizer, é uma estimativa um pouco menor do que analistas internacionais que falam de 50 bilhões,
08:04mas a ONU trouxe essa afirmação,
08:08que é muito fácil da gente entender que será o maior esforço de construção
08:12ou de reconstrução urbana desde a Segunda Guerra Mundial.
08:16O que depois eu queria voltar a falar com o Lájita,
08:19antes disso, é que, além da reconstrução urbana,
08:23existe ou pode vir a existir um enorme flanco de oportunidades,
08:28porque aqui, pintado nessas cores, a gente tem, por exemplo,
08:33áreas pesqueiras pouco exploradas,
08:36um potencial de turismo aqui na faixa de Gaza,
08:40e muitas dessas áreas coloridas aqui do mapa
08:44são jazidas de gás pouco exploradas,
08:48e os números são bastante impressionantes.
08:51A gente está falando de 122 trilhões de metros cúbicos de gás natural,
08:55quase 2 bilhões de barris de petróleo,
08:59uma indústria pesqueira e potencial turístico.
09:03Queria voltar a falar aqui com o Lájita.
09:06André, quer dizer,
09:07indo a fundo nas cifras que levam à oportunidade de negócio,
09:13obviamente que esse acordo de paz,
09:15um acordo de reconstrução,
09:17um pré-restabelecimento,
09:19é uma área muito apetitosa,
09:21no melhor sentido da palavra,
09:22para grandes players internacionais.
09:26Israel, obviamente, está de olho nisso,
09:28como outros países da região,
09:30assim como a Europa e Estados Unidos.
09:32Na tua experiência,
09:34de ser um analista político,
09:40um analista social,
09:41e conhece intimamente essa relação de Israel
09:44com o resto do mundo,
09:45e principalmente o potencial de player de Israel na região,
09:49quem você acha que pode liderar essa corrida
09:53para chegar nesses grandes ativos
09:56que a faixa de gás vem a oferecer?
10:00Olha, Marcelo,
10:01eu acho que Israel vai precisar lidar
10:04com uma questão chamada confiança.
10:08A gente estava vendo ontem a análise da reconstrução do Hamas
10:12nas zonas que ainda o Hamas controla.
10:15Então, os Estados Unidos estão dizendo
10:17que está indo para a fase 2,
10:19que inclui o investimento.
10:21Mas a fase 2 também requer o desarmamento
10:23dos grupos armados,
10:25dos grupos terroristas que controlam parte da região.
10:28Eles continuam se fortalecendo,
10:31e aí vira um beco sem saída.
10:34Não vai ter dinheiro de muitos países nesse fundo
10:37se esse dinheiro ter o risco,
10:40mesmo que pequeno,
10:41de chegar em grupos armados.
10:43Ninguém, nem o Brasil, nem a Argentina,
10:45quer que bilhões de dólares de doações
10:48cheguem em mãos de contratos de grupos terroristas.
10:54Então, aqui há realmente uma pergunta
10:57que não tem resposta.
10:58Como vai se chegar a uma fase 2,
11:00onde vai haver um desarmamento da região,
11:03e aí, posteriormente, um investimento.
11:05E aí a economia palestina está bem defasada.
11:08Teve bancos destruídos,
11:10sistemas bancários destruídos na faixa de Gaza.
11:12Tudo isso vai precisar de ser reconstruído
11:15para poder receber esse investimento
11:17e ser gerenciado.
11:19Acho que o mais importante também aqui é
11:21Israel tem total interesse
11:23de participar dessa parte econômica,
11:25principalmente da parte de gás.
11:27Israel descobriu alguns lugares
11:28no mar,
11:30na zona territorial marítima de Israel,
11:32no norte do país,
11:34que está sendo já explorado gás,
11:36exportando gás para a Europa,
11:37o que pode ser uma alternativa para a Europa
11:39do gás que vem de outros lugares,
11:42inclusive antes da guerra da Ucrânia,
11:43do gás que vinha da Rússia.
11:45Agora, isso tudo tem que ser bem amarrado
11:48por um player que seja um player neutro,
11:52que tenha interesse em ajudar os palestinos,
11:53mas que não seja um player que tente prejudicar Israel
11:56e, principalmente, não seja um país que apoia o Hamas.
12:01Eu vejo os Emirados Árabes Unidos
12:03e a Arábia Saudita liberando isso.
12:05São países ricos
12:06que têm interesse em ajudar os palestinos,
12:08mas que não têm diálogo com o Hamas.
12:13Queria agradecer publicamente aqui
12:15aos esclarecimentos do cientista político
12:18e presidente executivo da Stand with Us Brasil,
12:21o André Last.
12:22É sempre um prazer conversar contigo, André.
12:25Existe, como a gente viu,
12:26um enorme potencial de negócios
12:27para esclarecer aqui a nossa cobertura
12:31do mundo dos negócios
12:33e a pauta é urgente
12:35porque o Brasil ainda precisa dar essa resposta
12:38se vai fazer parte do tal consórcio da paz.
12:40Houve uma reunião entre o presidente Lula
12:42e o chanceler do Brasil, Mauro Vieira,
12:45na expectativa de uma resposta formal.
12:48Ainda estamos aguardando.
12:50Last, obrigado mais uma vez.
12:51Até uma próxima.
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