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Em entrevista ao Pré Market, Lia Valls, economista do FGV-Ibre, comentou os efeitos do acordo Mercosul-União Europeia, estimando crescimento de 2% em 17 anos, com destaque para a agroindústria. Ela também avaliou riscos de concorrência e impactos das tarifas de Donald Trump sobre parceiros comerciais do Irã.

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Transcrição
00:00Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicado, IPEA, apontou que o acordo de livre
00:06comércio entre Mercosul e União Europeia tende a gerar efeitos positivos para a economia
00:12brasileira, com crescimento adicional estimado de 2% em 17 anos.
00:17A agroindústria deve ser a maior beneficiada.
00:21E para entender quais setores têm maior potencial de expansão e quais podem sentir a pressão
00:27competitiva, além de como reorganizará o ambiente de negócios, eu vou conversar agora com a
00:32economista do FGV Hibre, a Lia Vols, Lia Vols, que já está chegando ao vivo conosco.
00:39Oi Lia, muito bom dia para você, seja bem-vindo aqui ao Prémarket, tudo bem contigo?
00:44Tudo bem, bom dia.
00:46Oi Lia, o nosso analista Rodrigo Loureiro também vai participar aqui desse nosso bate-papo e
00:51eu vou começar contigo perguntando o seguinte, quais setores podem ser mais beneficiados
00:57em relação à exportação e quais podem sofrer aí algum tipo de problemas ou ser prejudicados
01:05com a importação talvez de produtos até que cheguem mais baratos aqui no Brasil?
01:11Bom, o primeiro ponto é chamar a atenção que quando a gente faz essas estimativas,
01:16tem a estimativa do IPEA, tem a estimativa mais antigas, não todas dão mais ou menos o
01:22mesmo resultado, você está fazendo um retrato e a economia é dinâmica, então isso é um
01:30primeiro retrato, tem que levar em conta que os programas de redução de tarifa, eles
01:38são longos e variam de produto a produto, no caso brasileiro vai até 15, 17 anos e em
01:46casos especiais até 30 anos, como é um caso de carro de novas tecnologias.
01:52Na Europa, as restrições, a liberalização, ela é em menos tempo, né, para você ter no
02:00máximo em 10 anos, mas lembrando que nem todos os produtos, né, a gente tem os produtos
02:06sensíveis, vão ser totalmente liberalizados.
02:10Então, por exemplo, no caso do Brasil, é correto dizer que a agropecuária é o que
02:15tem maior potencial de crescimento, mas muitos produtos que são importantes, né, e que a
02:21gente já exporta e gostaria de aumentar, estão todos sujeitos à cota, que é o caso
02:26da carne bovina, caso das aves, né, é caso de outros produtos, mas somente caso de
02:34açúcar, caso de etanol, todos eles têm cota, né.
02:38Então, quer dizer, não é uma liberalização total, você vai ter um ganho, obviamente,
02:44porque aumenta dentro da sua cota, tá, mas é limitado, né, quer dizer, pode ser que
02:52aumente mais, mas por enquanto você tem essa restrição no caso da agropecuária.
02:57Então, não deixa de ser bom, porque a esperança é que na OMC, na Organização Mundial de Comércio,
03:03houvesse um grande avanço nas negociações agrícolas, o que não houve.
03:07Então, a única forma da gente aumentar, né, a nossa participação em termos de acordos, etc.,
03:15é através desses acordos bilaterais ou regionais.
03:19Então, é extremamente importante a agro realmente é que tem mais ganho, porque também é que
03:23era mais protegida, né.
03:25Isso não significa que tem outros setores que possam ter potencial, para o caso do Brasil,
03:30que é o caso de calçados, é o caso de alguns segmentos da indústria de máquinas, de equipamentos, né,
03:38que também podem ter ganhos, né, principalmente máquinas e equipamentos, o comércio,
03:44para os europeus, eles liberalizam imediatamente o seu comércio, né, e o Brasil é competitivo em algumas áreas, né,
03:51tem o caso das aeronaves, então, são potenciais oportunidades.
03:56E as perdas, né, por causa do Brasil, são aqueles setores que a gente já sabe que existe possibilidade de perda,
04:02que é máquinas elétricas, produtos eletroeletrônicos, produtos da informática, né,
04:10que nós temos menos competitividade, né.
04:13Agora, sempre lembrando que isso é um primeiro retrato, se vai haver esses ganhos efetivamente,
04:19se as perdas vão se concentrar nesses setores, né, as perdas ficam um pouco mais claras, talvez.
04:26Depende de outras variáveis, né, que se a economia está crescendo, como é que vai estar a taxa de câmbio,
04:32mesmo para os europeus aqui, ganho nas máquinas, equipamentos, etc.,
04:37eles vão estar concorrendo aqui dentro do mercado, principalmente com produtos chineses,
04:41que são extremamente competitivos, como a gente sabe, né.
04:45Então, esses são, vamos dizer, o acordo é importante que ele cria oportunidades, né.
04:51Agora, quanto que vai se aproveitar essas oportunidades, aí é uma outra questão.
04:56Lia, bom dia.
04:58Nesse contexto de comércio global, de globalização, que a gente está vendo mudanças drásticas
05:05nessa cadeia de comércio, temos o bloco do Mercosul e União Europeia,
05:09esse acordo que, depois de 26 anos, ele finalmente vai entrar em vigor,
05:14mas também temos a notícia mais recente que envolve o Irã, né, a questão do Irã e Donald Trump.
05:20Donald Trump ameaçando o Irã, aliás, ameaçando parceiros comerciais do Irã com uma tarifa adicional de 25%.
05:27O Brasil faz negócios com o Irã, mas muitos países fazem negócios com o Irã,
05:33como, por exemplo, China, Índia, Turquia, entre outros.
05:38Como que, na sua visão, essa tarifa sendo imposta, Trump não voltando atrás, não tendo o taco, né,
05:45o Trump colocando essa tarifa realmente em vigor, como que essa tarifa pode afetar o Brasil?
05:52Uma vez que pode ficar um pouquinho mais caro pra gente aqui no Brasil,
05:56mas também pode afetar parceiros comerciais iranianos que podem olhar pro Brasil como um mercado,
06:02de repente, interessante.
06:05Esse problema das tarifas do Trump é que ele sempre causa desordem no comércio mundial, né?
06:12Você pensa, tá no meio do Brasil, tá numa negociação pra redução de tarifa com os Estados Unidos, né?
06:20Tem ainda muitos produtos com tarifa de 50%, principalmente produtos industriais, né?
06:28Porque as agropecuárias, tudo, já foram reduzidas as tarifas pelo menos até 10% e algumas até mais, né?
06:35No caso, então, você de repente diz, não, olha, agora eu vou botar mais 25%
06:41por conta que você tem negócios com o Irã, né?
06:44Isso afeta muitos outros países também.
06:46Então, a primeira questão é essa da imprevisibilidade.
06:50Quer dizer, o Trump traz sempre incertezas, tá?
06:53Nas cadeias e tudo do comércio, né?
06:57No comércio, você tem que ter o mínimo de uma...
07:00Mínimo de previsibilidade de cenário, né?
07:02Nada... A economia sempre traz surpresa,
07:04mas ter pelo menos um horizonte de algum tipo de expectativas,
07:08já que cai com o cenário mais provável.
07:10O Trump faz uma grande choque, vamos dizer, nesse termo, né?
07:16Para o caso do Brasil, o que a gente exportou muito, né?
07:20No ano passado, foi, se não me engano, milho, né?
07:24Que eu acho que é uma das principais exportações.
07:26E importou muito adubo, né?
07:29Mas, de qualquer maneira, a participação do Irã na pauta brasileira,
07:33ela é muito pequena, né?
07:35Ela é na ordem, não chega, ela está entre os principais parceiros brasileiros, tá?
07:44É uma participação pequena.
07:46De qualquer maneira, lembrar que o Irã está dentro dos BRICS,
07:50do qual o Brasil também faz parte, né?
07:53Então, você tem todos esses desdobramentos.
07:55Mesmo que a participação seja pequena,
07:57e a dúvida foi o que a gente realmente exportou muito, né?
08:01Mesmo que a participação seja pequena,
08:03Isso que eu acho, o efeito grande é esse efeito de,
08:08opa, agora vai aumentar novamente a tarifa por conta da questão do Irã, né?
08:14Além do que, se o problema do Trump é, como ele diz,
08:18querer resgatar os que eles chamam de reféns do iraniano,
08:22quando ele botar sanção comercial,
08:24não vai mudar nada, né?
08:26O quadro do Irã, né?
08:28O Irã não vai mudar o governo do Irã,
08:31as suas políticas em relação aos seus opositores,
08:35por conta das sanções americanas.
08:38Ele só piora a situação dos iranianos,
08:40que estão lá,
08:41e causa, mais uma vez,
08:42um elemento de desordem no comércio global.
08:46Lia Valls, queria muito agradecer a sua participação aqui no pré-marketing,
08:51um grande abraço e uma boa semana para você.
08:55Muito obrigado, uma boa semana para vocês também.
08:57Obrigado, tchau, tchau.
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