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Fernanda Rocha, assessora de investimentos da Monte Bravo e comentarista do Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC, explicou como funcionam os FIDCs, os riscos envolvidos, os diferentes tipos de cotas e por que esse investimento vem ganhando destaque como estratégia de diversificação em um cenário de juros altos.

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00:016h25, o radar de volta. Agora vamos falar de um tipo de investimento que vem ganhando destaque nas estratégias de diversificação das companhias.
00:09Os FIDICs, Fundos de Investimento em Direitos Creditórios.
00:14Quem vai falar para a gente sobre as características dessa modalidade será a Fernanda Rocha, assessora de investimentos da Montebrava e nossa comentarista aqui no radar.
00:22Tudo bem, Fernanda? Boa noite.
00:24Boa noite, Turcio. Boa noite a todos.
00:26O Fernanda, o que é exatamente um FIDIC? Como é que ele funciona na prática? Tem até umas artes aqui para apoiar a sua explicação para a gente.
00:35Perfeito. Eu resolvi trazer esse produto para falar hoje, trazer para a pauta, porque a gente tem visto muitos problemas, muitos clientes com aquele temor sobre as empresas,
00:46vendo algumas empresas pedindo recuperação judicial e o mercado de renda fixa em função das altas taxas foi inundado, tanto de ativos, investimentos bancários, os privados, que são os CRIs, CRAS, debêntures e também os títulos públicos.
01:03E aí vem aquela dúvida, mas e o que acontece com essa empresa que eu tenho a dívida dela na minha carteira, essa concentração aqui, se ela vem a pedir uma recuperação judicial, o que acontece com o meu dinheiro?
01:14Então, diante desse temor, eu resolvi trazer um produto que é uma ótima alternativa para pulverizar esse crédito na carteira do cliente e ele diminui essa concentração de capital em uma única empresa.
01:27Então, o FDIC, o que ele é? Ele é um pacote de recebíveis. Esses recebíveis, eles podem ser boletos, antecipações de cartão de crédito, aluguéis.
01:41Então, qualquer coisa que tenha um vencimento futuro recorrente, ele pode ser antecipado dentro de um FDIC.
01:49Então, a empresa que vendeu esses direitos creditórios, ela recebe a vista e o investidor, ele recebe esse rendimento.
01:59Então, quando o empresário resolve antecipar os seus créditos futuros, ele deixa uma taxa que antes ficava só para os bancos.
02:08E hoje tem esse veículo que é possível o investidor, pessoa física, pegar para ele esse rendimento.
02:15Então, ele acaba sendo um fundo bem pulverizado, porque ali dentro tem muitos recebíveis.
02:23E quando a gente vai falar sobre os benefícios dele, é que ele é um ativo que ele obtém todo esse rendimento de uma renda fixa com essa estabilidade, você tem uma previsibilidade da remuneração dele.
02:38Quer dizer, a gente pode entender que é um investimento relativamente seguro, então, por essa pulverização ali dentro?
02:43Eu ainda vou chegar na segurança.
02:45Desculpa me antecipar aqui.
02:48Legal. E o retorno vem do pagamento, então.
02:51Exatamente, exatamente.
02:53Então, aqui, como eu falei, duplicatas, parcelas de cartão de crédito, contratos de aluguéis, financiamentos.
02:59Então, tudo isso, ele é envelopado, empacotado dentro de um FDIC.
03:04E o retorno vem, claro, do pagamento desses créditos com juros.
03:08Vamos seguir, então.
03:09Tem mais uma tela aqui para a Fernanda continuar a explicação sobre os FDICs.
03:13Perfeito.
03:15Então, aqui, geralmente, esses produtos, eles são oferecidos para investidores qualificados ou profissionais que têm um capital maior para fazer essa diversificação e também conhecimento.
03:27Conhecimento suficiente para entender esse tipo de estrutura e ficar confortável com ela.
03:33Um perfil de investimento.
03:35Então, sabemos que tem o perfil conservador, o moderado e o arrojado.
03:39Então, digamos que o FDIC, ele se enquadra muito bem para o moderado e o arrojado.
03:43E ele é indicado para diversificação de carteira, para quem busca o retorno acima da renda fixa e um retorno previsível.
03:52Porque, muitas vezes, a gente fica com aquela sensação, ah, será que eu coloco na Bolsa de Valores?
03:56Mas agora ela já está alta.
03:57Será que agora eu boto no ouro?
03:58Mas ele também já subiu bastante.
04:00E a criptomoeda, e a gente fica naquela dúvida.
04:02Ativos voláteis.
04:03Então, em função da alta SELIC que temos hoje, os investidores estão buscando mais uma previsibilidade.
04:11E está aqui mais uma alternativa, que é um produto que traz essa previsibilidade com o retorno de uma taxa alta.
04:19Tem mais uma tela aqui agora?
04:20Acho que tem mais uma para explicação, não tem?
04:23Vamos lá, tem.
04:24Então, agora chegou a parte do risco.
04:26E o que eu quero salientar no FIDIC, que ele é, digamos assim, um bicho diferente dos outros.
04:35Vamos pensar que, quando a gente fala dos riscos, vamos pensar que existe uma, sei lá, um prédio, então.
04:44E existe aqui debaixo a cota subordinada, existe a cota mezanino e existe a cota sênior.
04:52Então, essa que está aqui em cima, vamos pensar que é um prédio, e começou um alagamento.
04:58E começou, e quem é que absorve esse alagamento no início?
05:02Essas cotas que são aqui debaixo, a subordinada, a mezanino, precisa ser um alagamento muito gigante para chegar na cota sênior.
05:10Então, o FIDIC, dado esses três tipos de cota, quando você escolhe a cota mais conservadora entre elas,
05:18precisa ter dado todos os problemas aqui nessas outras cotas de baixo para conseguir impactar essa cota de cima.
05:25Então, digamos que ela é uma cota mais conservadora, ela é mais protegida.
05:30Claro, obviamente, ela tem um retorno menor comparativamente com as outras.
05:36Então, a cota sênior, ela é para te entregar ali um CDI mais 4%, até um CDI mais 4%.
05:44A cota mezanino, ela é para te entregar um CDI até um CDI mais 7%.
05:49E a cota subordinada, aquela que é mais agressiva, aquela que absorve todas as pancadas,
05:55mas ela também é remunerada de forma muito mais atraente, ele pode entregar até um CDI mais 15%.
06:02Então, a gente tem aí um retorno realmente muito expressivo.
06:05E esse tipo de produto, aqui como está mostrando na arte, ele a gente pode sofrer o risco de crédito,
06:13que é aquele risco da pessoa, ou da empresa, ou desse fornecedor, ou quem está pagando esse aluguel,
06:19não pagar essa dívida, esse aluguel.
06:23Então, é um risco de inadimplência dos devedores.
06:27Tem o risco de liquidez.
06:28Então, esse é um produto para a gente colocar o dinheiro lá e não querer resgatar ele logo.
06:33Então, ele vai ter, cada FDIC vai ter um tipo de resgate.
06:39Alguns é D mais 40, outros é D mais 180, outros 360, e alguns são fechados até o final.
06:48Então, sempre que você for entrar num FDIC, se atente muito bem aos prazos de liquidação deles, prazos de liquidez.
06:55E também os riscos de estrutura.
06:57O que eu saliento com os riscos de estrutura?
07:00São aqueles riscos do próprio gestor que está construindo esse produto.
07:04Então, digamos que são os riscos do contrato mesmo.
07:07Quando esse contrato está bem amarrado, ele tem seguros, ele tem ressalvas ali dentro que protegem, de fato, esse investidor.
07:16Então, uma forma interessante da gente se resguardar desses riscos de estrutura,
07:22eu gosto de olhar muito o histórico dessa gestora.
07:25Se é uma gestora que costuma fazer recorrentemente esse tipo de produto e se ela tem sucesso nesse tipo de produto.
07:33Então, olhar bem, muito bem esse histórico, se ela está tendo sucesso nessas estruturas montadas.
07:41E pra mitigar os riscos, além de olhar a reputação da gestora que você colocou bem, Fernanda,
07:45vale pensar também em ocupar os três andares do prédio, quer dizer, ter FDICs nas três modalidades?
07:52Nossa, adorei essa sua pergunta.
07:54Geralmente, essa cota subordinada, que é a cota mais agressiva, sabe com quem que fica?
07:59São os sedentes, então, no caso, a empresa que está ali vendendo esses, ele tem direito de pegar uma parte disso,
08:08então, até é muito, gera muita confiança quando esse sedente, ele entra com uma porte na subordinada
08:16e, geralmente, o pessoal da gestora, da estruturação desse produto.
08:20Isso demonstra muita confiança nas amarras que eles estão criando.
08:25Então, quando esse FDIC está sendo estruturado, geralmente, essa cota subordinada mais arriscada,
08:30ela nem chega para ser ofertada ao investidor profissional, porque esse nem chega para o qualificado.
08:37Então, esse já é mais um perfil mais de risco elevado.
08:42Então, tem que ser alguém que realmente entende, fica confortável com esse risco.
08:45A cota mezanino é que, às vezes, ela é ofertada também.
08:49A cota que, geralmente, chega mais no varejo, que chega mais para os investidores,
08:53é a cota sênior, que é a cota mais tranquila.
08:57Fernanda, e daí, como é que você compararia os FDICs com outros tipos de investimento comuns no mercado?
09:03Tem mais um quadro aqui também, para você explicar para a gente.
09:09Então, esse quadro, ele mostra as vantagens e desvantagens em relação a cada um das classes de ativos.
09:16Então, na primeira linha, a gente tem os títulos públicos.
09:18Então, o FDIC, em relação aos títulos públicos, ele tem um potencial de retorno mais elevado,
09:25porque a gente está falando que o título público vai te entregar ali SELIC.
09:28Esse vai te entregar um SELIC mais 4, um SELIC mais 7.
09:32Realmente, é um retorno muito expressivo.
09:34O risco potencial dele é maior.
09:37Então, ele acaba tendo um risco ali de...
09:43Aí, a gente tem que falar sempre do risco como várias vertentes.
09:47Se a gente pega um título público longo, ele tem muita volatilidade.
09:51Então, ele também pode...
09:53O título público tem mais volatilidade, mas o risco de default de um título público,
09:58ele é zero, o risco de crédito.
10:00Então, a proteção...
10:03Quando a gente fala do crédito privado, o crédito privado, ele tem uma volatilidade menor, maior.
10:12Estou um pouco confuso agora com essa tabela.
10:14Mas o crédito privado, ele tem bastante risco de crédito.
10:18E nesse, como a gente tem as cotas ali para proteger, ele acaba minimizando muito essa inadimplência.
10:27Em relação às ações, o FDIC tem mais proteção, ele tem menor volatilidade
10:35e ele tem um potencial de retorno menor do que as ações.
10:40Porque as ações, quando elas dão bom, ela pode ser...
10:43A gente pegando uma NVIDIA como exemplo, mas também pode ser com uma Americanas.
10:48Então, a gente não sabe para que lado vai.
10:50É muita mais volatilidade.
10:53Em relação aos multimercados, é a mesma coisa.
10:55Praticamente o mesmo movimento.
10:56Então, temos mais volatilidade, pouca previsibilidade nos multimercados.
11:01Mas também eles podem entregar muito mais retorno.
11:04Fernanda Rocha, assessora de investimentos da Monte Bravo, nossa comentarista aqui no Radar.
11:08Obrigado, Fernanda, pela análise.
11:09Obrigada.
11:10Boa semana para você.
11:11Obrigada.
11:12Obrigada.
11:13Obrigada.
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