- há 3 meses
- #papoantagonista
A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou fotos da maioria dos “117 criminosos neutralizados” na megaoperação de 28 de outubro no Complexo do Alemão e na Penha.
Segundo a corporação, ”entre os 115 identificados, 59 tinham mandados de prisão em aberto e 97 apresentavam histórico criminal relevante”.
A Polícia Civil do Rio também afirmou que “dois dos criminosos ainda não foram identificados por não possuírem registros papiloscópicos, de arcada dentária ou de DNA”.
A corporação acrescentou que, “dos demais, 12 exibiam fotos com armas e indícios de envolvimento com o tráfico em suas redes sociais”.
Após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, solicitar esclarecimentos sobre a megaoperação, o governo de Cláudio Castro afirmou que a iniciativa foi “planejada com controle judicial e acompanhamento ministerial, concentrando-se, preferencialmente, em áreas não residenciais, sem impacto sobre escolas, e com emprego proporcional da força”.
Felipe Moura Brasil, Duda Teixeira e Ricardo Kertzman comentam:
Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.
Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.
🕕 Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h.
Não perca nenhum episódio! Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber as notificações.
#PapoAntagonista
Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista:
https://bit.ly/papoantagonista
🎧Ouça O Antagonista nos principais aplicativos de áudio, como Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music, TuneIn Rádio e muito mais.
Siga O Antagonista no X:
https://x.com/o_antagonista
Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp.
Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.
https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344
Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
Segundo a corporação, ”entre os 115 identificados, 59 tinham mandados de prisão em aberto e 97 apresentavam histórico criminal relevante”.
A Polícia Civil do Rio também afirmou que “dois dos criminosos ainda não foram identificados por não possuírem registros papiloscópicos, de arcada dentária ou de DNA”.
A corporação acrescentou que, “dos demais, 12 exibiam fotos com armas e indícios de envolvimento com o tráfico em suas redes sociais”.
Após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, solicitar esclarecimentos sobre a megaoperação, o governo de Cláudio Castro afirmou que a iniciativa foi “planejada com controle judicial e acompanhamento ministerial, concentrando-se, preferencialmente, em áreas não residenciais, sem impacto sobre escolas, e com emprego proporcional da força”.
Felipe Moura Brasil, Duda Teixeira e Ricardo Kertzman comentam:
Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.
Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.
🕕 Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h.
Não perca nenhum episódio! Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber as notificações.
#PapoAntagonista
Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista:
https://bit.ly/papoantagonista
🎧Ouça O Antagonista nos principais aplicativos de áudio, como Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music, TuneIn Rádio e muito mais.
Siga O Antagonista no X:
https://x.com/o_antagonista
Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp.
Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.
https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344
Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou fotos da maioria dos 117 criminosos neutralizados,
00:06expressão utilizada pela própria polícia, na mega-operação de 28 de outubro no Complexo do Alemão e na Penha.
00:12Segundo a corporação, entre os 115 identificados, 59 tinham mandados de prisão em aberto e 97 apresentavam histórico criminal relevante.
00:22A Polícia Civil do Rio também afirmou que dois dos criminosos ainda não foram identificados
00:26por não possuírem registros papiloscópicos de arcada dentária ou de DNA.
00:31A corporação acrescentou que dos demais, 12 exibiam fotos com armas e indícios de envolvimento com o tráfico em suas redes sociais.
00:40Vamos assistir ao vídeo de O Antagonista com as fotos que foram divulgadas pela polícia.
00:47Muito bem, vocês estão vendo aí a imagem de vários dos criminosos identificados com um resuminho do seu histórico criminal.
00:55Ali as anotações criminais, a quantidade, o local de cada um deles, havia chefes do tráfico de Manaus, no Amazonas,
01:06de cidades da Bahia, de outros lugares do Brasil, porque, como disse o secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Cury,
01:14o Complexo do Alemão e da Penha tinham sido transformados ali em centro de treinamento do Comando Vermelho.
01:22Então, são muitas imagens, são muitos criminosos, são muitos crimes na ficha de cada um, somada uns com os outros.
01:31Então, a gente está vendo aí a imagem de diversos elementos que acabaram morrendo no confronto com a polícia,
01:39e o que, obviamente, acaba refutando diversos elementos aí, elementos num outro sentido,
01:48da narrativa de esquerda que pipocou bastante aí no mainstream midiático nos últimos dias,
01:56nas postagens de políticos mais à esquerda, daquela turma acadêmica que se diz especialista em segurança pública,
02:04mas está bastante desconectada até da opinião dos moradores de favela, como a gente viu no resultado de pesquisas.
02:11Muito bem, o governo do Rio de Janeiro compartilhou, nessa segunda-feira, três imagens do sargento
02:16Cleiton Serafim Gonçalves, do BOP, o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar,
02:20que salvou um colega antes de morrer na mega-operação no Alemão e na Penha.
02:25Segundo o governo fluminense, Serafim Gonçalves ajudou a resgatar o parceiro,
02:28improvisando uma maca, descendo o morro com o corpo nos braços, enquanto o perigo ainda rondava por todos os lados.
02:35O policial resgatado sobreviveu, mas o sargento do BOP foi atingido horas depois por traficantes do CV e morreu.
02:42Vamos acompanhar o vídeo que foi divulgado pelo governo do Rio.
02:45Sob fogo cruzado, quando o mundo desabava à sua volta, ele foi a coragem em forma de farda.
03:00Na operação histórica nos complexos do Alemão e da Penha, nossos guerreiros enfrentaram o inimigo com o peito aberto.
03:08Cercados por criminosos fortemente armados, eles escolheram não recuar, escolheram proteger, escolheram salvar.
03:19Entre eles, o sargento Clayton Serafim Gonçalves.
03:25Quando seu companheiro foi atingido, Serafim não pensou duas vezes.
03:29Em meio ao tiroteio, ajudou a resgatar o parceiro, improvisando uma maca, descendo o morro com o corpo nos braços,
03:38enquanto o perigo ainda rondava por todos os lados.
03:43O parceiro sobreviveu, mas no mesmo dia, Serafim foi atingido.
03:50Caiu como viveu, lutando, com honra, com lealdade, com amor, à farda e ao seu estado.
03:58O sargento Clayton Serafim Gonçalves agora faz parte da história.
04:04Um nome gravado na alma de cada policial que veste essa farda.
04:09Porque heróis não morrem, se transformam em exemplo.
04:14Enquanto houver um guerreiro disposto a dar a vida pelo outro, haverá esperança.
04:20E pouco antes de a gente entrar no estúdio, saiu a resposta do governo do Rio de Janeiro, do governador Cláudio Castro,
04:30ao pedido feito pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal, STF,
04:37que é relator daquela ADPF 635, a chamada ADPF das Favelas.
04:42Então houve uma cobrança de satisfação a respeito da mega-operação policial.
04:46Eu já vou trazer aqui para completar esse resumo inicial dos desdobramentos do caso.
04:52Então abro aspas para o governo do Rio.
04:54Foi planejada, se referindo à mega-operação, com controle judicial e acompanhamento ministerial,
04:59concentrando-se preferencialmente em áreas não residenciais, sem impacto sobre escolas e com emprego proporcional da força.
05:07Então o FESF é isso que está dizendo o documento.
05:10Quando falo em ministerial é relativo ao Ministério Público,
05:13que era uma das exigências do Supremo Tribunal Federal,
05:17naquela decisão lá de trás do Luiz Edson Fachin, ministro do STF,
05:21de que houvesse esse acompanhamento do Ministério Público nas operações.
05:24E esse documento, assinado pelo governador Cláudio Castro,
05:28detalha os números da ação, falando em 2.500 agentes das polícias militares civis,
05:34com apoio do MP,
05:35100 mandados de prisão que foram cumpridos,
05:39145 de busca e apreensão,
05:42relata a apreensão de armas de guerra, de drogas, veículos explosivos,
05:48e afirma que a operação foi resultado de um planejamento exaustivo,
05:52depois de aproximadamente um ano de investigações,
05:55e que as equipes das polícias militares civis se reuniram por dois meses
06:00para definir a melhor estratégia de execução.
06:04Também houve auxílio de outros estados e, sobretudo, do Pará.
06:09E abro aspas para o documento.
06:10A definição e a comprovação do grau de força adequado à operação
06:14decorreram de planejamento exaustivo diante da concreta possibilidade
06:19de confronto armado e da necessidade de restabelecimento da ordem pública.
06:23Fecho aspas.
06:26Tem 26 páginas o documento.
06:29Relata que os policiais estavam com as chamadas bodycams,
06:32as câmeras corporais,
06:34muitas vezes acopladas ali aos uniformes,
06:38que houve acompanhamento da operação por corregidorias do MP,
06:43que se abriu um inquérito para apurar o caso,
06:47que a gente comentou aqui no programa na semana passada,
06:50de remoção de corpos antes da perícia,
06:52o que teria dificultado a preservação do local.
06:56Diz o documento.
06:57Abro aspas.
06:58A operação foi formalmente comunicada aos órgãos competentes
07:01com registros de início e encerramento junto ao Ministério Público do Estado
07:05e aos setores de controle institucional.
07:09Fecho aspas.
07:10O Castro registrou que houve falhas técnicas em algumas câmeras,
07:15que foram comunicadas à empresa responsável essas falhas,
07:18não especificou ali a quantidade,
07:20e o Moraes assumiu a relatoria da DPF das favelas
07:26depois que o Luiz Roberto Barroso se aposentou.
07:29Tinha sido presidente do STF,
07:32já tinha passado o bastão da presidência
07:34para o Luiz Edson Fachin, atual presidente da corte.
07:38Então, você tinha nessa argüição de descumprimento,
07:42a DPF, lá de trás da época da pandemia,
07:45aquela restrição às operações policiais no Rio,
07:48definidas na época pelo Fachin,
07:51e criticadas, aliás, como a DPF maldita pelo governador Cláudio Castro
07:56e pelo seu secretário de Polícia Civil,
07:59por ter contribuído para o crescimento da força das facções criminosas armadas,
08:06com a demarcação de território por barricadas,
08:09na certeza de que elas não seriam incomodadas
08:11por operações policiais, ou pelo menos não tanto quanto poderiam ser.
08:16Houve uma reunião do Alexandre de Moraes com o Cláudio Castro
08:20e com outras autoridades para ouvir esclarecimentos sobre a operação,
08:25e o Moraes tinha determinado a preservação e documentação integral
08:29de todos os elementos relacionados a ela,
08:33ordenou ali a conservação das perícias,
08:36a manutenção das cadeias de custódia,
08:39e tudo isso atendendo a uma solicitação da Defensoria Pública da União DPU.
08:44O que me parece a respeito desse ponto,
08:47a gente tem muitos aspectos para comentar de toda essa repercussão,
08:49é que essa DPF das favelas está virando uma espécie de inquérito das fake news,
08:57sabe, Ricardo Kertzmann e Duda Teixeira.
08:59A sensação que eu tenho é que vai ficar aí uma ação aberta,
09:03por longo prazo, durante anos,
09:06para que o Moraes exerça um controle.
09:08Então ele vai se meter,
09:11agora assumiu, portanto, mais uma relatoria,
09:13e qualquer operação então vai cobrar satisfação, etc.
09:16Será que é isso que cabe ao Supremo Tribunal Federal?
09:20Quer dizer, você tem uma ação na corte,
09:21a corte é provocada, a corte resolve determinada questão,
09:25e depois o mundo precisa andar, né?
09:28Mas parece que se instaurou um modelo
09:31em que o STF fica com a possibilidade de se meter em tudo.
09:35Esse não é o único aspecto,
09:37mas enfim, o que você destaca, Duda Teixeira,
09:39de todos esses desdobramentos do debate público
09:42a respeito da mega-operação da semana passada?
09:45Bom, essa sua comparação no final com o inquérito das fake news
09:49me deixou preocupado,
09:51porque existe mesmo essa possibilidade,
09:55quer dizer, assim como em 2019
09:57se abre aquele inquérito das fake news,
09:59e aí se dá essa possibilidade do STF
10:03começar a dizer o que pode ou não ser dito no Brasil,
10:06censurar contas, derrubar contas,
10:09sair acusando todo mundo,
10:11pode ser que sim a DPF das favelas
10:14venha a se tornar uma espécie de inquérito das fake news,
10:18no sentido de que agora,
10:20a partir de agora, o STF vai querer se meter
10:22toda vez que, não só o governador do Rio de Janeiro,
10:26Cláudio Castro, mas qualquer outro governador,
10:29faça alguma ação policial
10:31de maior tamanho em comunidades.
10:35Realmente, isso é possível.
10:39No inquérito das fake news,
10:40a gente teve os juízes indo muito além
10:44da sua função constitucional
10:46e fazendo até coisas inconstitucionais,
10:48como, por exemplo, a censura.
10:51A gente está vendo um envolvimento agora
10:53do Alexandre de Moraes,
10:54que me parece também passar um pouco da conta.
10:59O Alexandre de Moraes,
11:00Bom, primeiro, já tem uma discussão aí
11:02se ele deveria mesmo já assumir
11:05como o relator da DPF das favelas.
11:08Ele só pegou isso porque
11:10a DPF das favelas estava com Edson Fachin,
11:13que virou presidente do STF,
11:15passou a bola para o Luiz Roberto Barroso,
11:17que pediu a aposentadoria,
11:19ficou sem ninguém.
11:20O Moraes falou,
11:21deixa aqui comigo,
11:22até que o Lula indique outra pessoa para o STF.
11:26Talvez não precisasse fazer isso.
11:27Então, tem um primeiro ponto.
11:29Tem essa antecipação do Moraes
11:32de chamar a bola para ele,
11:34que deixa comigo.
11:35O que também a gente viu
11:36no inquérito das fake news
11:37é um perigo.
11:39Há uma concentração de poder muito grande
11:43hoje nas mãos de Alexandre de Moraes,
11:47o que já é um problema.
11:48E aí, uma das primeiras coisas que ele faz,
11:50ele sai meio que cobrando informações
11:52de autoridades públicas.
11:55Quando não é função de ministro
11:58ministro do STF,
11:59sair aí inquirindo governador,
12:03gente que cuida da segurança,
12:06e cobrando informações.
12:08Isso aí não é o papel dele.
12:10O papel,
12:11quem constitucionalmente deve fazer isso
12:14é o Ministério Público,
12:16mas não o STF.
12:18Então, de novo,
12:21ele está avançando aí,
12:22além das suas funções constitucionais.
12:24Aliás, o Conselho Nacional de Justiça,
12:26o CNJ, também deu um prazo de 48 horas
12:29para o Judiciário do Rio de Janeiro
12:31explicar as decisões tomadas
12:33no âmbito dessa mega operação.
12:35Quer dizer, não é na verdade no âmbito,
12:37mas aquelas decisões que foram
12:40ordens judiciais de prisão,
12:42de dezenas e dezenas de bandidos,
12:44e com esses mandatos de prisão,
12:47houve a mega operação policial.
12:50Também acho curioso
12:51esse movimento do CNJ.
12:53Então, você tem uma tentativa de controle
12:55pelo STF,
12:56você tem o CNJ indo ali
12:58no próprio Judiciário.
13:00A gente não vê o CNJ tão,
13:02vamos dizer assim,
13:04ágil e prestativo
13:06e voluntarioso,
13:08por exemplo,
13:09para lidar com decisões judiciais
13:11de censura
13:11a veículos de comunicação.
13:13Então, é preciso monitorar isso
13:17e vamos continuar fazendo
13:19com a nossa vigilância jornalística
13:21para ver em que pressupostos
13:23essas questões estão baseadas
13:25e se há justificativas técnicas
13:29para esse tipo de controle
13:30ou se há elementos políticos
13:34que estão em jogo nesse momento
13:36em razão também
13:37dessa conflagração do debate
13:40a respeito do assunto
13:41entre esquerda e direita,
13:42entre governo Lula,
13:43a esquerda,
13:44entre governo Castro
13:45mais a direita
13:47e a gente olha
13:49com muita preocupação
13:51esse tipo de tentativa
13:53de controle,
13:54eventual cerceamento.
13:57Os juízes vão ficar constrangidos,
13:59então,
14:00de emitir,
14:01de proferir decisões
14:02com ordens judiciais
14:04para prender bandido,
14:05porque pode haver
14:05uma mega-operação
14:06que pode gerar
14:07uma comoção
14:08no campo da esquerda
14:09ou de determinados setores
14:11do judiciário
14:12muito próximos
14:13do governo Lula.
14:14Então,
14:15a gente vai continuar
14:16fazendo o trabalho jornalístico.
14:17Ricardo Kertzmann.
14:18A gente costuma dizer
14:20que uma imagem
14:22às vezes vale mais
14:23do que mil palavras,
14:24mas quando essa imagem
14:25vem acompanhada
14:26de palavras,
14:28como é o caso
14:28daquele quadro
14:29que a gente mostrou
14:30com o retrato
14:31de todas aquelas pessoas
14:33que foram eliminadas
14:35pelas forças de segurança
14:36do Rio de Janeiro,
14:37porque lá abaixo
14:39do retrato
14:39de todos eles
14:40você tem
14:41a ficha corrida,
14:43vamos chamar assim,
14:44de cada um.
14:45Você tem
14:46quem teve passagens
14:47anteriores pela polícia,
14:49quem tem mandato
14:50de apreensão
14:52em aberto,
14:53você tem as pessoas
14:54que tiravam fotografias
14:56portando armas
14:57em redes sociais,
14:59enfim,
14:59naquela turma toda,
15:00Felipe,
15:01você não tinha
15:02nenhum inocente,
15:03você não tinha
15:04nenhuma pessoa
15:05que foi eliminada
15:07de forma errônea
15:09pela polícia,
15:10muito pelo contrário,
15:11todos eles estavam ali
15:12trocando tiros
15:13com as forças policiais,
15:15então não há nada
15:16que reclamar,
15:18não há nada
15:18que considerar
15:19nessa ação policial.
15:21As pessoas
15:22ficam tentando,
15:23principalmente a militância
15:24de esquerda
15:25e principalmente
15:26também
15:27todos os agentes
15:29que atuam
15:30de forma política,
15:31seja autoridades
15:32ou não,
15:33mas a atuação política
15:34é bastante ampla,
15:36essas pessoas
15:36que atuam
15:37de forma política
15:38contra o governo,
15:40contra essa
15:41operação policial
15:42por questões ideológicas,
15:44por questões partidárias
15:45e tudo mais,
15:46elas ficam tentando
15:47buscar pelo em ovo,
15:49como a gente diz popularmente,
15:50fica tentando encontrar
15:51algum vício,
15:52fica tentando encontrar
15:53algum erro
15:54na operação
15:55para poder apontar o dedo
15:56e deslegitimar
15:57tudo o que foi feito.
15:59E o pior ainda,
16:00Felipe,
16:00é que quando a gente tem
16:01policiais mortos,
16:04quando a gente tem
16:04policiais,
16:05pessoas que estavam lá
16:06defendendo a sociedade,
16:08defendendo a nós mesmos,
16:10quando a gente tem
16:10esse tipo de pessoa morta
16:12e aí,
16:13nesse momento,
16:14a gente não encontra
16:15nessas pessoas
16:17que eu estou dizendo,
16:18nesses militantes políticos,
16:19a gente não encontra
16:20nenhum traço
16:21de empatia,
16:22a gente não encontra
16:23nenhum traço
16:24de solidariedade,
16:26isso causa
16:26muito a revolta,
16:27Felipe.
16:28E com relação
16:28ao ministro
16:29Alexandre de Moraes,
16:30com relação
16:30à atuação dele,
16:33essa fiscalização
16:35da operação
16:36e tudo mais,
16:37olha,
16:38essa DPF,
16:39que é uma arguição
16:40de descumprimento
16:41de preceito fundamental,
16:43se ela existe,
16:44Felipe,
16:44é dever
16:45do judiciário
16:46vigiar,
16:47sim.
16:47Agora,
16:48o que me chama
16:48bastante atenção
16:49é que essa vigília
16:51por esse suposto
16:53descumprimento
16:55de preceitos fundamentais,
16:56só para o nosso
16:57telespectador entender,
16:59eu estou aqui
17:00com a definição
17:01aberta aqui,
17:02um preceito
17:03fundamental,
17:04os preceitos fundamentais
17:05são normas
17:07e princípios
17:07essenciais
17:08que constituem
17:09a base
17:10da Constituição Federal
17:12e do ordenamento
17:13jurídico.
17:14Sabe o que
17:14constitui
17:15a base
17:16da Constituição,
17:17Felipe?
17:17Você sabe o que
17:17é um preceito
17:18fundamental?
17:19É o nosso direito,
17:20é o direito
17:21da população
17:21a ter segurança,
17:23é o direito
17:23da população
17:24a ir e vir,
17:25é o direito
17:26da população,
17:27Felipe,
17:27a não morrer
17:28por um tiro,
17:29é o direito
17:30da população,
17:31Felipe,
17:31por não ser
17:32achacado,
17:33oprimido,
17:34por traficantes,
17:35por criminosos,
17:36que cobram,
17:37que formam
17:37um Estado paralelo
17:38e a partir desse momento
17:40começam a cobrar
17:41da sociedade
17:42serviços que não
17:43são prestados
17:44por eles.
17:45Isso também
17:45é um preceito
17:46fundamental
17:46e nessa hora,
17:48Felipe,
17:48durante anos,
17:49eu nunca encontrei
17:50um ministro
17:50da Suprema Corte
17:51se levantando
17:52de sua cadeira,
17:53saindo de Brasília
17:54para poder cobrar
17:56esse preceito
17:57fundamental,
17:58esse direito
17:59que é da população,
18:01que é da sociedade.
18:02Essa turma
18:03via de regra
18:04só se lembra
18:05desses preceitos
18:06fundamentais
18:06quando a política
18:07entra em campo.
18:08Por que nenhum ministro,
18:09por que nenhum desembargador,
18:11por que nenhum juiz
18:11passa cotidianamente,
18:13diuturnamente
18:14a vigiar,
18:15a defender
18:17a sociedade
18:18dessa criminalidade
18:19toda?
18:20Não, né?
18:20Fica sempre mais fácil
18:21assim na hora
18:22de um clamor,
18:23na hora de um evento
18:24que gera comoção,
18:26que gera debate
18:27e embate político.
18:28Aí sim,
18:28você tem
18:29as pessoas,
18:30você tem
18:31as autoridades
18:32buscando
18:33holofote
18:34em cima de tragédias,
18:35tragédias humanas,
18:36mas as tragédias humanas
18:37pelo nosso lado,
18:39pelo lado da sociedade,
18:40pelo lado dos policiais mortos
18:42e não pelo lado
18:43de criminosos
18:43que estavam trocando tiros
18:45com a polícia
18:45no Rio de Janeiro.
18:47Pois é,
18:47essa ADPF 635,
18:49ela foi apresentada
18:50pelo PSB,
18:51um partido da esquerda
18:52política brasileira
18:54em 2019
18:55e também foi o ano
18:56no qual foi aberto
18:57o enquete das fake news.
18:58Então,
18:59ela já tem
18:59seis anos aí
19:01de andamento
19:01e agora parece
19:02que toda a operação
19:03vai ter ali
19:05uma medida
19:06apresentada
19:07por uma defensoria
19:08ou algum partido
19:09à esquerda
19:10para que o Supremo Tribunal Federal
19:12então exerça
19:13um controle.
19:14E o Alexandre de Moraes
19:15é sempre muito voluntarioso
19:16para fazer isso.
19:18De resto,
19:18é isso que o Ricardo falou,
19:20o preceito fundamental
19:21é que haja liberdade
19:22em ir e vir,
19:23é que haja liberdade
19:24em todos os sentidos
19:25dentro das favelas
19:26e não há.
19:27A gente já viu notícia
19:29da mulher que foi morta
19:32porque se recusou
19:33a atender
19:36ao desejo sexual
19:37do traficante.
19:39Você tem o controle
19:41territorial
19:41que faz com que eles
19:42cobrem taxas
19:43por qualquer negócio
19:44daquele território.
19:46Quer dizer,
19:47eles são o Estado
19:48paralelo
19:49que coleta
19:49um imposto
19:51forçado
19:52com o risco
19:53de violência
19:54dentro daquela área
19:56onde as leis
19:57do país
19:58não valem,
19:58do regime democrático
19:59não valem.
20:01Então,
20:01as pessoas
20:02dentro das favelas
20:03são oprimidas.
20:04Esses bandidos
20:05eventualmente
20:05se escondem
20:06na casa
20:07dessas pessoas,
20:08obrigam eventualmente
20:10essas pessoas
20:10a sair,
20:11a chegar a determinada hora.
20:13Então,
20:13assim,
20:13essas pessoas
20:14não têm liberdade
20:15para viver em paz.
20:16e durante todo esse tempo
20:18em que elas estão
20:19sendo oprimidas,
20:20em que elas estão
20:20sendo assassinadas,
20:22e a gente vai falar
20:22inclusive de uma morte
20:25de uma civil inocente
20:27na semana passada
20:29aqui hoje,
20:29a gente não vê
20:30essas pessoas
20:31se escandalizarem.
20:33Parece que tudo isso
20:34é normal,
20:34mas a operação policial
20:36não resolve,
20:37etc.
20:38Então,
20:39vai deixar
20:39essas pessoas
20:40estuprando,
20:41sequestrando,
20:42torturando,
20:43matando outras pessoas?
20:45Tem um conjunto
20:47de medidas
20:47que precisam
20:48ser tomadas,
20:49muitas delas
20:50paralelas
20:51a operações policiais.
20:53Agora,
20:53essas pessoas
20:54que começam
20:55a se escandalizar
20:57diante da morte
20:58de bandidos,
20:59elas têm que deixar
20:59claro qual é
21:00a posição delas.
21:02Elas são contra
21:03que mandados
21:04de prisão
21:04emitidos por ordem
21:05judicial
21:06sejam cumpridas?
21:08Outra coisa,
21:09a polícia
21:09nessa operação,
21:11para aqueles criminosos
21:13que baixaram a arma,
21:15que botaram
21:15o fuzil
21:16no chão
21:16e que se entregaram,
21:18a polícia
21:18levou esses criminosos
21:20presos.
21:21Inclusive,
21:21tem um vídeo
21:22na área
21:23mais urbanizada
21:25da favela,
21:26vamos dizer assim,
21:27de uma residência
21:29onde eles foram
21:30empurralados,
21:31e aí você tem
21:32o vídeo
21:32deles descendo
21:34a escada
21:34ali do segundo andar
21:35da casa
21:36e pedindo
21:37para a polícia
21:38para não esculachar
21:39que eles botaram
21:39as armas no chão,
21:40que eles iam sair,
21:41que eles iam se entregar,
21:42e a polícia
21:43está ali
21:43levando um por um.
21:46Não matou eles.
21:46Agora,
21:47na região de Mata,
21:49na região que faz parte
21:50da rota de fuga
21:51desses bandidos,
21:52onde centenas
21:53deles estavam
21:54atirando
21:55contra policiais,
21:56com uma dificuldade
21:58de visibilidade,
21:59etc.,
22:00bom,
22:00ali você tem
22:01uma guerra,
22:02ali você tem
22:02um confronto.
22:04E quando a gente
22:05vê essas alegações,
22:07a respeito,
22:07inclusive,
22:08do histórico criminal,
22:09fica parecendo
22:10que o policial
22:12só pode revidar
22:13tiros
22:14se os bandidos
22:15que estão
22:16atirando
22:17estão com o nome
22:18no mandado
22:18de prisão.
22:20Senão,
22:20a impressão
22:21que a gente tem
22:22por dedução lógica
22:23desses raciocínios
22:24esquisitos
22:25e sentimentalistas
22:26é de que o policial
22:28então deveria
22:28se deixar morrer,
22:30se deixar morrer
22:31para não matar
22:32um inocente,
22:33entre aspas.
22:34Então,
22:34como eu falei
22:35na semana passada,
22:36o sujeito
22:37que não tem
22:37ficha,
22:38não tem histórico
22:39ou pelo menos
22:40que não tenha
22:40passado
22:41pela custódia
22:42do Estado
22:43brasileiro
22:44da polícia,
22:46esse sujeito
22:47pode,
22:47naquele momento,
22:48estar incorrendo
22:49num crime.
22:50Ele pode,
22:50naquele momento,
22:51estar tentando
22:51tirar a vida
22:52de um policial
22:53que,
22:53para se proteger
22:54numa circunstância
22:55lamentável,
22:57mas criada
22:57pelo crime organizado,
22:59ele precise
22:59atirar.
23:01Então,
23:02é preciso
23:02compreender
23:03esse cenário
23:04e essa
23:05absoluta,
23:07não vou dizer
23:08só incompreensão,
23:09mas misturada
23:10com uma
23:11desonestidade
23:13intelectual
23:14e uma
23:14desconexão
23:15da realidade,
23:16fez com que
23:17a esquerda
23:18saísse desgastada
23:19de todo esse episódio,
23:19Duda.
23:20E quando a gente
23:21olha o que aconteceu
23:22na terça-feira
23:23da semana passada,
23:25a ação policial
23:26ela cumpriu
23:28direitinho
23:29o que estava
23:30determinado
23:31na DPF
23:32das favelas.
23:33Então,
23:33tinha que
23:34avisar
23:36o Ministério Público,
23:38o Ministério Público
23:38participou
23:39de toda a operação,
23:41ajudou
23:42na investigação,
23:44foi feita
23:45com cuidado
23:46para não ter
23:47vítima
23:48entre civis,
23:50inocentes,
23:51entre crianças,
23:52aí a prova,
23:53essas fotos
23:54dos criminosos,
23:55eles,
23:56a grande maioria,
23:57acho que 95%
23:59tinha ligação
24:00com o comando
24:01vermelho.
24:03Então,
24:04vejam só
24:05que interessante,
24:06porque
24:06quando sai
24:09a DPF
24:09da favela,
24:11já ocorreram
24:13críticas
24:14dizendo
24:14que o STF
24:16já estaria
24:17naquele momento
24:18indo
24:19além
24:20do seu papel
24:21constitucional.
24:21porque o STF
24:22a princípio
24:23só deve julgar
24:25se as leis
24:28estão ou não
24:28de acordo
24:29com a Constituição,
24:30sim,
24:30também tem
24:31outras questões
24:32ali,
24:33pode julgar
24:33também
24:34ações penais,
24:35é um pouquinho
24:36mais amplo
24:37e tem essa questão
24:38da DPF
24:39que o Ricardo
24:40trouxe um pouquinho,
24:41que é
24:42quando,
24:42por exemplo,
24:43e aí vamos citar
24:44a DPF das favelas,
24:45o pessoal
24:46disse,
24:46olha,
24:47essas ações policiais
24:48estão acontecendo
24:49aqui nas favelas
24:50do Rio de Janeiro,
24:51mas sem cuidado
24:51com a vida
24:53das pessoas,
24:53então você traz
24:54esse preceito
24:55fundamental,
24:56os direitos humanos,
24:57a tranquilidade
24:58dos moradores
24:59e você joga
25:00isso para o STF.
25:03O STF,
25:04cabe ao STF
25:05julgar essa questão,
25:07mas é lá
25:07em Brasília,
25:08né,
25:09e aí a gente
25:10já tem naquele momento
25:11na DPF das favelas
25:12já um passo além
25:14que é meio que dizer
25:16como que tem que
25:17acontecer uma ação policial,
25:19né,
25:20e quem define
25:22como é uma política
25:23pública
25:24é o executivo,
25:25né,
25:26então já tem o judiciário
25:27invadindo aí
25:28a seara do executivo.
25:30E agora a gente tem
25:31um segundo passo
25:32além do STF
25:33que é essa ideia
25:34de fiscalizar,
25:35né,
25:36do tipo,
25:37olha,
25:37a gente disse
25:38que tem que ser assim,
25:39que a política
25:40do executivo
25:41tem que ser desse jeito
25:42e aí agora
25:44vocês vão ter que
25:44dar explicações
25:46para a gente
25:46porque estão dizendo
25:48aí que vocês erraram,
25:49né,
25:50nem tem nenhuma prova
25:52clara de erro,
25:53né,
25:53é claro que sim,
25:54o número de mortos
25:56é muito alto,
25:59chama atenção,
26:00mas a gente não tem
26:01um erro claro
26:02para dizer,
26:02olha,
26:03isso aqui foi feito
26:04de uma maneira equivocada,
26:05né,
26:06o governador Cláudio Castro
26:07fez aquilo que cabe
26:08a um governador de estado
26:09e aí você tem agora
26:11o Moraes
26:11indo até o Rio de Janeiro,
26:13o que não faz sentido nenhum
26:14e fazendo essa cobrança
26:17em loco
26:17e cobrando explicações,
26:19quer dizer,
26:20decididamente
26:21o STF,
26:24principalmente na figura
26:25do Alexandre de Moraes,
26:27está tomando para si
26:28um papel
26:29que ele não deveria ter.
26:31E em cima desse ponto
26:32que eu repeti agora
26:33e falei na semana passada,
26:34da falta de histórico criminal
26:36de um ou outro
26:37bandido
26:38que possa
26:39ter morrido
26:40aí no confronto
26:40com a polícia,
26:41teve um usuário do X
26:43que fez uma piada
26:44que acabou viralizando
26:45sobre essa alegação
26:47dos supostos especialistas
26:48em segurança pública
26:49de que,
26:50ah,
26:5030 dos mortos
26:51não tinham passagem
26:52pela polícia.
26:52Está exagerando,
26:53quer dizer,
26:54na verdade,
26:54os especialistas exageram
26:56se a gente pegar os números ali
26:57e sobrou bem pouquinhos ali
26:59que não tem
27:00uma identificação ainda,
27:03um histórico criminal
27:05conhecido.
27:07E aí ele disse assim,
27:08o povo é meio retardado,
27:09o povo se referindo
27:10a esses especialistas,
27:11acham que bandido
27:12precisa de carteirinha
27:13emitida pela Secretaria
27:15de Segurança
27:15se não está exercendo
27:16ilegalmente a profissão?
27:18Pois é,
27:19fica com essa sensação
27:21o pessoal que escuta
27:24esses supostos especialistas.
27:26Espera aí,
27:26esse aí não tinha
27:28a carteirinha de bandido,
27:30então a polícia
27:31não devia ter revidado
27:33aos tiros disparados por ele.
27:35Quer dizer,
27:36é uma tentativa permanente
27:38de deslegitimar
27:40uma operação
27:40sem ter ainda,
27:42porque esse que é o ponto,
27:44que uma vez que você
27:44tenha uma evidência
27:46de abuso,
27:46ninguém aqui está defendendo
27:47o abuso policial,
27:49a execução sumária,
27:50etc,
27:51mas eles não têm
27:52a evidência.
27:53Então,
27:54antes de qualquer elemento
27:55factual,
27:57ele já vem com a narrativa,
27:58e isso é o contrário.
28:00Quer dizer,
28:00você está tentando
28:01adaptar a realidade
28:02a uma tese
28:03pré-concebida.
28:04então isso é parte
28:06de um discurso
28:07ideológico,
28:08isso é parte
28:08de um discurso
28:09em defesa
28:09de uma tribo política
28:10que está interessada
28:11na disputa de poder,
28:12não em resolver
28:13um problema real
28:14da população.
28:15A CIDADE NO BRASIL
28:17Tchau, tchau.
Comentários