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Durante coletiva nesta quarta-feira, 29, sobre a megaoperação da Polícia do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que a corporação sabia da iniciativa do governo estadual.

Na sequência, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o interrompeu e alegou que o contato ocorreu em nível operacional, e não em nível de governo.

Felipe Moura Brasil, Dennys Xavier e Duda Teixeira comentam:

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Transcrição
00:00Também durante essa coletiva, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a corporação sabia da operação no Rio.
00:06Na sequência, Lewandowski o interrompeu e alegou que o contato ocorreu em nível operacional e não em nível de governo.
00:13Vamos assistir, olha só, parece que eles não ensaiaram antes direitinho? Será que foi ali de improviso? Pode soltar.
00:20Essa é uma operação do estado do Rio de Janeiro e nós não fomos comunicados que seria deflagrada nesse momento.
00:28Houve um contato anterior do pessoal da inteligência da Polícia Militar com a nossa unidade do Rio de Janeiro
00:36para ver se haveria alguma possibilidade de atuarmos em algum ponto nesse contexto.
00:44A partir da análise do planejamento operacional, a nossa equipe entendeu que não era uma operação razoável para que a gente participasse.
00:52Então houve uma comunicação.
00:55Me permita, por favor.
00:56Olha, a comunicação entre governantes, entre o governador de estado e o governo federal tem que se dar ao nível das autoridades de hierarquia mais elevada.
01:08Então essa operação, uma operação deste nível, deste porte, não pode ser acordada num segundo ou terceiro escalão.
01:17Então, se fosse uma operação que exigisse a interferência do governo federal, o presidente da república deveria ser avisado,
01:25ou o vice-presidente que estava respondendo pela presidência, ou o ministro da Justiça e Segurança Pública,
01:32ou o próprio diretor-geral da Polícia Federal.
01:34Não, ela foi comunicada de alguns detalhes dos planos que estavam sendo engendrados no Rio de Janeiro.
01:47Não houve nenhuma comunicação formal.
01:49No âmbito local.
01:50No âmbito local.
01:50Veja, isso, para ficar bem claro essa situação, houve um contato no nível operacional,
02:02informando que haveria uma grande operação e se a Polícia Federal teria alguma possibilidade de atuação na sua área, no seu papel.
02:13Nós identificamos, a partir aí, a nossa equipe, volta a insistir, do Rio de Janeiro, a partir da análise geral do planejamento,
02:20não tivemos detalhes mais do planejamento, a partir dessa análise geral, entendemos que não era o modo que a Polícia Federal atua,
02:28o modo de fazer operações.
02:30Então, nós informamos, e aí volta a insistir, o colega do Rio de Janeiro informou o seu contato operacional,
02:38que a Polícia Federal segue o seu trabalho de investigação de polícia judiciária,
02:41fazendo o seu trabalho de inteligência, mas que naquela operação, que é do Estado,
02:46tinha mais de 100 mandados, se não me engano, para cumprir, do Estado do Rio de Janeiro,
02:50nós não teríamos nenhuma atribuição legal para participar e, portanto, não fazia sentido a nossa participação.
02:57Mas se enrolaram completamente.
03:01Que vergonha, que vexame.
03:04Ricardo Lewandowski não quis deixar, ficou incomodado quando o diretor da PF começou a dar aquela alegação
03:11de que alguém sabia, olha, não, olha, uma operação desse tamanho, que eu me permita, dá licença.
03:16O nosso Vitor Martins estava até brincando aqui no meu ponto, falando assim, esse aí é o não prossiga do lulismo, né?
03:21Porque a gente brinca com aquela frase do Jair Bolsonaro na reunião ministerial com o Augusto Heleno,
03:26que estava falando ali sobre uma operação clandestina e ele, ciente que estava gravando, falou, não prossiga.
03:31A gente usa essa vinheta aqui.
03:32O Ricardo Lewandowski meteu o não prossiga com outras palavras.
03:35Me permita, me permita, por favor.
03:37Chega para lá, porque, olha só, as autoridades de um nível mais acima é que deviam ter sido comunicadas.
03:45E aí depois ele fala, o governo federal, o ministro e tal, ou mesmo o diretor da Polícia Federal.
03:51Agora, o diretor da Polícia Federal está admitindo que houve uma reação da cúpula da PF
03:56à comunicação que depois eles tentaram minimizar como feita em nível operacional.
04:02Faltou talvez alguém ali perguntar, mas peraí, o senhor, diretor-geral da PF, então já sabia antes?
04:08Ou o senhor só soube agora de uma comunicação em nível operacional que foi feita lá atrás?
04:15Porque os dois elementos são graves.
04:18Se o diretor-geral da PF soube lá atrás, então o governo todo sabia.
04:22O que é isso? Não tem comunicação?
04:24Não são eles que dizem que a Polícia Federal deles, etc.
04:28Quer dizer, os subordinados não comunicam a quem está em cima?
04:34E se ele só soube agora, então ele não tem, vamos dizer assim, uma direção, uma administração sendo bem feita?
04:44Está acontecendo coisa no terceiro escalão, como disse o Levandói?
04:48Sem que eles saibam, quer dizer, se perderam na alegação, sabiam, foram informados, não tomaram as devidas providências,
04:59ou não quiseram participar, não quiseram colaborar com as forças de segurança para uma operação contra o crime organizado.
05:06O Levandói fica completamente embaraçado para resolver a questão, incomodado, desde que o diretor-geral da PF,
05:15e o resultado do Teixeira é muito ruim, a correção parece que saiu pior ainda.
05:18É uma ceninha patética, porque quando o Andrei Rodrigues fala, houve um contato anterior...
05:25Ele começa assim.
05:25O Levandói já vira a cara e já fica esperando o momento ali, né, de interromper, é patético.
05:33E vendo essa cena, a gente entende por que o Cláudio Castro, em algum momento, falou,
05:39meu, quer saber? Eu vou fazer essa operação sozinho, porque não dá para contar com essa gente, né?
05:46E o protagonismo todo está sendo principalmente do Cláudio Castro.
05:51E o que está errado, porque o ideal seria que realmente tivesse um compartilhamento,
06:00uma parceria do governo federal, porque veja que dos 100 mandados de prisão,
06:06parece que 30 eram de pessoas de fora do Rio de Janeiro.
06:11Essas pessoas, então, estavam no Rio de Janeiro, eram do Comando Vermelho,
06:15principalmente do Pará, e das favelas do Rio de Janeiro,
06:19elas estavam comandando o crime organizado no Pará ou outros estados do Brasil.
06:24Então, é uma questão que tem uma dimensão nacional.
06:29Deveria estar sendo feito junto, mas acho que o Cláudio Castro entendeu que era melhor ele agir praticamente sozinho.
06:37E aí tem umas outras frases também do Levandói, que ele fala,
06:41ele fala, o Lula está estarrecido, o Lula está surpreso.
06:46Por que o Lula não fala isso? Por que o Lula não está dizendo o que ele acha?
06:51Precisa de um terceiro para dizer o que o Lula pensa?
06:55Qual é a outra coisa tão importante que o Lula tem para discutir hoje?
07:00É óbvio que a questão do Rio de Janeiro, a posse do Guilherme Boulos, passa para o mês que vem.
07:07Não tem nada mais urgente do que isso.
07:12E tem mais uma frase do Lewandowski também, que ele fala, que ele vai para o Rio de Janeiro,
07:18para falar com o povo que foi duramente atingido por essa operação.
07:24Então, dá a entender que o povo foi uma vítima dos agentes,
07:30o que também está completamente equivocado.
07:32Não entende que, na verdade, essa operação está sendo uma operação para libertar o povo
07:37da impressão comandada pelo crime organizado.
07:41Exatamente, ele não é sequer claro.
07:44Quer dizer, você falar, olha, a população fluminense, a população do estado do Rio de Janeiro,
07:48foi prejudicada com toda a tensão, evidentemente, de uma guerra urbana,
07:52houve um nó no trânsito, os pais precisavam buscar filhos,
07:57os avós buscar netos nas escolas, que liberaram mais cedo os alunos e os funcionários,
08:02mas o trânsito estava todo engarrafado,
08:04todo mundo querendo chegar em casa o mais rápido possível para ficar seguro.
08:07Agora não, parece assim que o povo foi atingido por um governo malvado,
08:12por policiais malvados, que fizeram simplesmente uma perversidade,
08:16como se não houvesse causa, não houvesse qualquer tipo de elemento legítimo,
08:20embora se possa ter eventuais críticas a determinadas ações, a determinados aspectos.
08:27Então você não tem clareza, você tem um discurso aí tomado pela blindagem política daquele grupo
08:35e pelo seu velho pensamento, pelas suas velhas teses pré-concebidas e ideológicas.
08:41Denis Xavier, o que você achou desse vexame?
08:44Aliás, eu estou vendo aqui, já em um antagonista, reação da oposição.
08:48Por exemplo, o deputado federal Zucco, líder da oposição na Câmara,
08:52disse que o Andrei Passos Rodrigues, que é o diretor da PF, deveria pedir demissão imediatamente,
08:57após admitir que a corporação foi consultada.
09:00E ele falou que a postura é vergonha nacional e disse o seguinte, abro aspas,
09:05O diretor-geral da Polícia Federal deveria pedir demissão imediatamente,
09:08a declaração de Andrei Passos Rodrigues, admitindo que a PF foi consultada pela Polícia Militar do Rio
09:13e se negou a participar da operação contra o Comando Vermelho, é um escândalo e uma vergonha nacional.
09:17Enquanto policiais civis e militares colocavam a vida em risco,
09:20enfrentando bandidos fortemente armados e de alta periculosidade, o governo federal lavava as mãos.
09:25Essa postura revela um governo fraco, desorientado e completamente omisso,
09:29incapaz de compreender que o crime organizado mudou de patamar.
09:32Hoje atua como uma força paralela com armamento pesado, poder econômico e domínio territorial.
09:37O governo Lula não fez absolutamente nada, negou três vezes o pedido de blindados
09:41feito pelo governador Cláudio Castro, se recusou a agir, não decretou a GLO
09:44e abandonou o povo carioca à própria sorte.
09:47Enquanto governadores de todo o país ofereceram apoio e solidariedade ao Rio,
09:50o governo federal se esconde atrás de discursos e burocracia.
09:54O Brasil está diante de uma guerra declarada pelo crime
09:56e o governo Lula age como se fosse apenas mais uma crise de gabinete.
10:00O país precisa de liderança, coragem e comando, não de omissão e covardia.
10:04Fecho aspas.
10:05Então está aí a oposição indo para cima do governo Lula e, ao meu ver,
10:09tem muita razão nesse tipo de colocação.
10:13O que você destaca, Denis?
10:15Tem algumas cenas que são particularmente vergonhosas.
10:18Eu olho para o Lewandowski, que eu sempre lembro do Rolando Lero.
10:24Então, assim, nesse caso da escolinha do professor Lula.
10:29É sempre um exercício retórico para dizer o indizível,
10:33que é algo absolutamente extraordinário.
10:35Não, nós fomos comunicados, mas vocês não nos mandaram a comunicação
10:39com aquele papel de carta cheiroso, que tem aquela figurinha aqui.
10:43Então, obviamente, a gente desconsidera.
10:45É uma coisa absolutamente patética, né, num país que já passou por um certo grau
10:50de processo civilizatório.
10:53Enfim, agora, ressaltando um pouco a fala do Duda,
10:57Lula está recido com o número de mortos?
11:00Assim, eu não queria dar essa notícia para o Lula,
11:02porque realmente é uma alma ingênua e absolutamente honesta nas suas reações.
11:06Mas, veja, se vocês quiserem arrumar o Rio de Janeiro, vai ser pior, tá?
11:13Nós vamos ter que começar a quebrar alguns paradigmas,
11:16e aí sou eu dizendo isso de orelhada,
11:19nós vamos ter que começar a quebrar alguns paradigmas do tipo
11:21operação policial de sucesso, de combate ao crime organizado,
11:26é aquela que pega o sujeito, sai do supermercado,
11:29passeando com o cachorrinho.
11:31Nós estamos falando de uma cidade sitiada pelo crime.
11:35Não adianta você pegar um megafone e falar assim,
11:38querido bandido, nós entendemos a sua posição social e a dor do seu nascimento,
11:45vem aqui para a gente conversar.
11:46Isso não vai acontecer.
11:48Se eles forem continuar a sério o combate ao crime no Rio de Janeiro,
11:54vem muito mais por aí, é a impressão que eu tenho.
11:58Pois é, então o contato, a comunicação, ouve ou não ouve?
12:01Não tem esse negócio de, não, mas ela foi pequenininha.
12:05Não, veja bem, ela deveria ter ido por cima,
12:08deveria ter havido um RSVP, um convite enviado.
12:11Estava no grupo do WhatsApp 1, mas esse é o grupo do WhatsApp 2.
12:14Mandou errado, a gente não lê.
12:17Pois é, que vexame, que vergonha.
12:20Olha, é vergonha alheia, né?
12:23Porque, enfim, a gente não tem culpa por esse tipo de postura de político brasileiro.
12:29E aí
12:34E aí
12:36Obrigado.
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