- há 2 meses
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A decisão judicial que embasou a megaoperação da última terça-feira, 28, no Rio cita o uso sistemático da tortura pelo Comando Vermelho como punição a moradores do Complexo da Penha considerados desobedientes.
Com base em mensagens e vídeos coletados que mostram o funcionamento interno do CV, o juiz Leonardo Rodrigues da Silva Picanço, da 42ª Vara Criminal da capital fluminense, escreveu:
“Os elementos de convicção deixam revelar indícios suficientes de autoria e prova da materialidade dos crimes de tortura e associação para o tráfico de drogas, praticados com emprego de arma de fogo e envolvendo adolescentes.”
O magistrado decretou a prisão preventiva de mais de 60 investigados, incluindo Doca ou Urso, considerado a principal liderança da facção no Rio, Juan Breno Malta Ramos Rodrigues (BMW), apontado como gerente do tráfico do CV na Gardênia Azul.
Felipe Moura Brasil, Duda Teixeira e Ricardo Kertzman comentam:
Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.
Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.
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Com base em mensagens e vídeos coletados que mostram o funcionamento interno do CV, o juiz Leonardo Rodrigues da Silva Picanço, da 42ª Vara Criminal da capital fluminense, escreveu:
“Os elementos de convicção deixam revelar indícios suficientes de autoria e prova da materialidade dos crimes de tortura e associação para o tráfico de drogas, praticados com emprego de arma de fogo e envolvendo adolescentes.”
O magistrado decretou a prisão preventiva de mais de 60 investigados, incluindo Doca ou Urso, considerado a principal liderança da facção no Rio, Juan Breno Malta Ramos Rodrigues (BMW), apontado como gerente do tráfico do CV na Gardênia Azul.
Felipe Moura Brasil, Duda Teixeira e Ricardo Kertzman comentam:
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NotíciasTranscrição
00:00Muito bem, vamos em frente. A decisão judicial que embasou a mega operação da última terça-feira 28 no Rio de Janeiro cita o uso sistemático da tortura pelo Comando Vermelho como punição a moradores do Complexo da Penha considerados desobedientes.
00:15Com base em mensagens e vídeos coletados que mostram o funcionamento interno do CV, o juiz Leonardo Rodrigues da Silva Picanço, da 42ª Vara Criminal da capital fluminense, escreveu, abro aspas,
00:28Os elementos de convicção deixam revelar indícios suficientes de autoria e prova da materialidade dos crimes de tortura e associação para o tráfico de drogas praticados com o emprego de arma de fogo e envolvendo adolescentes. Fecho aspas.
00:42O magistrado decretou a prisão preventiva de mais de 60 investigados, incluindo o DOCA, o URSS, considerado a principal liderança da facção no Rio, Juan Breno Malta Ramos Rodrigues, que é o BMW, apontado como gerente do tráfico do CV na Gardênia Azul.
00:58Além disso, o BMW aparece nas investigações como chefe de um grupo chamado Grupo Sombra, líder de uma equipe armada responsável por torturar, punir e executar moradores ou rivais, além de treinar novos integrantes da facção.
01:11O documento menciona gravações e conversas interceptadas que detalham a atuação do CV.
01:16Um dos registros mostra Aldenir Martins do Monte Júnior sendo amarrado, amordaçado e arrastado por um carro enquanto implora por perdão.
01:25Ele menciona o nome BMW várias vezes antes de morrer. O juiz escreveu na decisão que Juan Breno, que é esse que tem o apelido codinome BMW, aparece fazendo piada do sofrimento da vítima.
01:38O Ministério Público concluiu que o material coletado confirma o uso de tortura como instrumento de dominação e intimidação nas favelas comandadas pelo CV.
01:47Outro nome citado nas investigações é o de Pedro Paulo Guedes, o Pedro Bala, também apontado como um dos integrantes do primeiro escalão do Comando Vermelho.
01:54Prints de conversas exibidas na denúncia indicam o papel dele na facção.
01:59Uma mensagem coletada pelos investigadores diz, aspas, ninguém dá tiro sem ordem do DOCA ou do Bala, fecha o aspas.
02:06Diante do material apresentado nas investigações, o juiz Leonardo Rodrigues da Silva Picanço defendeu uma postura rígida das autoridades e da polícia, aspas,
02:14Ressalta-se, por importante, que as atividades criminosas desenvolvidas pelos denunciados se afiguram demasiadamente perigosas e bem especializadas.
02:23A criminalidade assume proporções quase que incontroláveis, exigindo cada vez mais a adoção de uma postura rígida por parte das autoridades policiais,
02:32do Ministério Público e do Poder Judiciário, no sentido de reestabelecer a paz social.
02:36É pueril imaginar que uma vida criminosa, como resta indicado, indiciado ser a dos acusados acima mencionados,
02:49acho que é indicado ali no caso, cessará como que por encanto.
02:53Quer dizer, ele está dizendo que é pueril, é infantil imaginar que essa vida criminosa vai acabar, vai cessar, cessará como que por encanto.
03:00Não é isso que a realidade demonstra, fecho aspas.
03:05Ricardo Kertzmann, a gente vem de uma cobertura de Gaza e, de repente, estoura mais uma guerra no Rio de Janeiro,
03:15que a gente, como colunista, já cobre de maneira intermitente há décadas.
03:22E a gente tem falado que depois que houve a trégua entre Israel e o Hamas, vários terroristas do Hamas voltaram a executar palestinos.
03:34E a gente sempre apontou isso, que o Hamas comanda um regime ditatorial, opressor, contra a própria população de Gaza,
03:43contra a própria população palestina, em que há tortura, em que você não pode discordar,
03:47você não pode contestar o regime, senão você pode ser torturado.
03:52E é muito parecido com aquilo que é feito pelas facções criminosas.
03:56Só que não se vê, assim como no caso de Gaza, mas aqui no Brasil também,
04:03maior reação das autoridades e dos comentaristas, principalmente alinhados à esquerda,
04:11em relação a esse tipo de opressão contra os civis e os moradores.
04:16Quer dizer, na hora que os bandidos são atacados, aí se fala em nome dos moradores.
04:21Mas na hora que os bandidos estão atacando os moradores, não se fala em nome deles.
04:26Olha, à medida que as horas vão passando, que os dias vão passando,
04:30e a gente vai tomando cada vez mais conhecimento da dura realidade da comunidade em defesa,
04:37quando a gente vai tendo acesso a vídeos que estão sendo divulgados,
04:41a farta pela internet, a fartura pela internet,
04:43eu pelo menos recebo isso a toda hora, quando a gente vai lendo determinados depoimentos.
04:49Isso vai ficando cada vez mais claro, eu acho que para todo mundo,
04:52mas para mim particularmente fica cada vez mais claro,
04:55que todas as críticas iniciais, que muita gente fazia,
05:00muita gente fazia crítica de forma assodada e sempre de forma enviesada.
05:04Eu disse isso em programas anteriores, eu não gosto de rótulos,
05:07eu não gosto de reducionismo, mas não tem como a gente não colocar,
05:11não chamar pelo nome aquilo que tem o nome.
05:15Essas críticas assodadas, enviesadas e rápidas,
05:18elas eram todas vindas de políticos, de autoridades, de militantes de esquerda.
05:25Quando a gente, como eu disse, quando os dias vão passando,
05:27as horas vão passando e a gente vai tomando ciência da realidade,
05:30essas críticas ficam cada vez mais vazias.
05:33Eu diria até, Felipe, que são críticas além de levianas, críticas desumanas.
05:38Porque no momento em que você aponta o dedo acusatório para uma ação policial,
05:43que vitimou, sim, centenas de criminosos, não vitimou pessoas inocentes, vitimou criminosos,
05:50quando você aponta o dedo acusatório para essa ação policial,
05:54sem levar em conta o sofrimento da opressão que a comunidade,
05:58que as pessoas de bem sofriam por parte desses criminosos que foram eliminados,
06:03você tem, no mínimo, além daquele sempre duplo padrão moral que a gente fala,
06:08você tem, no mínimo, uma escolha.
06:11E, normalmente, a escolha é pelo lado que não deveria.
06:14Você escolhe proteger aquele que oprime.
06:18E isso foi muito bem você ter feito uma comparação com o que acontecia durante a guerra,
06:24no auge da guerra entre Israel e Hamas,
06:26porque a gente assistia isso a todo instante.
06:28Ninguém de bom senso, ninguém que verdadeiramente tem o objetivo da crítica intelectualmente honesta
06:35é a favor de ver destruição do que ocorreu em Gaza,
06:39é a favor de ver o número de mortes de inocentes, de civis inocentes que aconteceram em Gaza.
06:44Mas ninguém que também é dotado de boa fé intelectual
06:48pode culpar Israel por aquilo que Israel não tinha culpa.
06:51porque as mortes ocorriam, porque a população sempre foi usada em Gaza como escudo humano.
06:57E aqui no Rio de Janeiro, aqui nos morros cariocas,
07:01como em outras comunidades pobres ao redor do Brasil,
07:03o crime organizado, esses traficantes,
07:06utiliza a população não como escudo humano que o pessoal do Hamas utilizava,
07:10mas utiliza a população como escudo humano para poder continuar cometendo crimes.
07:15Se escondem na casa de pessoas inocentes,
07:18obrigam pessoas inocentes a trabalharem para elas.
07:20Então, é uma outra forma de utilização da população indefesa.
07:25E foi isso que essa ação policial, de forma inicial e muito localizada,
07:30tem centenas, talvez milhares ainda de criminosos
07:33que continuam oprimindo essa população indefesa.
07:37Foi isso que essa população, foi isso que essa ação policial eliminou.
07:41Criminosos que faziam mal a pessoas de bem.
07:44Nesse momento, Felipe, eu lamento muito por qualquer morte,
07:47ainda que seja de um criminoso.
07:49Mas toda vez que eu vejo uma pessoa que cometia crimes,
07:53que oprimia um indefeso, sendo eliminado pelo Estado,
07:57eu, Ricardo, nesse momento, eu fico 100% a favor do Estado.
08:03Para mim, são utilizados como escudos humanos.
08:05Pode mudar um pouquinho a tática aqui e ali,
08:07mas a população pobre dessas comunidades,
08:10onde eles se encastelam,
08:12é utilizada como uma forma de dissuasão para qualquer operação policial.
08:17E aí, quando acontece, é essa gritaria toda.
08:20E é claro que os criminosos usam isso também.
08:23E isso não quer dizer que a gente vai dar cheque em branco
08:26para todas as execuções sumares, abusos policiais, etc.
08:31Pelo contrário, é o que eu falei ontem no comentário de abertura,
08:35que, aliás, está viralizando aí nas redes sociais.
08:37Eu agradeço ao público que está compartilhando.
08:39Dua Teixeira.
08:40Uma das...
08:41Entre as reportagens que saíram aí sobre essa mega-operação,
08:45falando também como é que era o controle do Comando Vermelho
08:48no Complexo do Alemão e da Penha,
08:51falava-se ali que os traficantes,
08:54geralmente, quando queriam punir alguém
08:56ou fazer alguma atividade que eles queriam que ganhasse publicidade,
09:01eles faziam isso perto das escolas.
09:04A ideia é qual que era?
09:06Que, quando acontecesse alguma coisa,
09:10as crianças, os estudantes, pegam o celular rapidamente,
09:13gravam aquilo e divulgam aquilo nas redes.
09:16Então, se o Hamas usava as crianças e os civis como estudos humanos,
09:22o Comando Vermelho também fazia esse uso da população.
09:28E há várias comparações possíveis,
09:30porque quando o Hamas dá o golpe de Estado na faixa de Gaza em 2007
09:37e manda prender as pessoas que eram do Fatah,
09:42o Hamas passa a ter o controle total da faixa de Gaza.
09:46E a lei que passa a vigorar na faixa de Gaza
09:49é a lei que o Hamas decidiu.
09:52O Hamas passou a ser a autoridade total,
09:56uma relação muito desigual com a população de Gaza.
10:01Estamos falando de um governo tirânico que se estabelece,
10:05não para representar a população,
10:07mas que tem todo o poder,
10:10enquanto que a população não tem poder algum.
10:12Então, a lei, o que é crime e o que não é crime,
10:16é o que os líderes do Hamas decidem o que é.
10:20Eles podem decidir quem tem direito de viver ou de não viver.
10:26Tem direito, inclusive, a torturar a população.
10:31E aí, o Comando Vermelho fazia muitas dessas mesmas coisas
10:35no Complexo da Penha e do Alemão.
10:38Tem ali conversas que eles falam,
10:41o gerente a gente vai matar.
10:42Não tem julgamento algum.
10:46Você tem uma instalação da pena de morte na prática.
10:52Tortura é uma coisa que é proibidíssima no Brasil.
10:55O Brasil tem um trauma com tortura.
10:59Já assinou a Convenção contra a Tortura.
11:01Mas ali dentro daqueles territórios,
11:04o Comando Vermelho fazia isso.
11:06Nada impedia.
11:07Então, você cria um país,
11:11um Estado completamente paralelo
11:13em que a população não tem direito algum
11:16e não tem poder algum.
11:17Então, o juiz ali que dá o embasamento para a operação,
11:22ele tem toda a razão.
11:23O Estado, quando entrou nos complexos ali do Rio de Janeiro,
11:28ele estava defendendo essa população
11:31que era vítima do Comando Vermelho.
11:34Aliás, já falei aqui e repito,
11:36porque eu vi, inclusive, uma lista dos tipos de fuzis
11:39que foram apreendidos.
11:40Foi por volta de uma centena.
11:41E tem dezenas deles,
11:42como eu tinha falado antes,
11:44que o Comando Vermelho usa.
11:45Centenas, dois apreendidos,
11:47são AK-47.
11:49Você tem AK-47 automático,
11:51que é exatamente a mesma arma
11:52utilizada pelos terroristas do Hamas.
11:54Armamento de guerra,
11:55essa arma,
11:56ela é proibida nas forças de defesa israelenses.
12:00O exército israelense não usa fuzil automático,
12:03justamente por uma questão de responsabilidade.
12:05Então, você aperta ali e vai saindo o tiro.
12:09E no exército, eles têm cuidado
12:10para dar ali um tiro de cada vez.
12:12Apesar de toda a pressão internacional,
12:15toda a comoção,
12:16mas você tem regras.
12:18Eles não estão nem aí
12:19em relação a quem eles vão matar.
12:22E imagina essa arma de guerra
12:25sendo utilizada no momento de um confronto
12:27durante uma mega-operação
12:29que reuniu 2.500 homens
12:31com policiais tombando,
12:33sendo assassinados, portanto,
12:34numa resistência
12:35ao cumprimento de mandados de prisão.
12:40E, assim,
12:41é preciso enxergar
12:43que, como disse até o ex-capitão do BOP aqui,
12:46Rodrigo Pimentel,
12:47é que, para você entrar nessas comunidades
12:50que têm o domínio territorial
12:53das facções criminosas armadas,
12:55você já precisa hoje,
12:57em razão do poder bélico dessas facções,
13:00de uma força policial enorme.
13:02Porque, senão,
13:03você nem consegue entrar.
13:05Então, aí eu volto para a pergunta
13:07que eu fiz mais cedo hoje no X,
13:08porque eu vejo muitas postagens
13:10e muitos vídeos,
13:12principalmente gente mais alinhada
13:13ao lulismo
13:14ou à esquerda ideológica
13:16de uma maneira geral,
13:18são postagens de afetação de indignação,
13:20são postagens que falam assim,
13:21ah, inteligência, estratégia,
13:23mas não deixa clara
13:24a posição daquelas pessoas.
13:26Então, tem uma pergunta
13:27que eu acho que, principalmente,
13:28aquelas pessoas que atacam
13:29toda mega-operação policial,
13:31e, repito,
13:33a gente tem que aguardar
13:33algumas informações
13:34para fazer determinado juízo
13:36sobre essa.
13:37Mas, é uma pergunta
13:38que essas pessoas precisam responder.
13:40Mandado de prisão
13:41contra membros
13:43de facções criminosas armadas
13:45que controlam territórios,
13:47impõem suas próprias leis
13:48e torturam civis desobedientes.
13:51Esses mandados de prisão,
13:52eles devem ou não devem ser cumpridos?
13:55E como devem ser cumpridos?
13:56Porque qualquer cidadão comum,
13:58se ele é alvo de um mandado de prisão,
14:00ele é alvo.
14:01O mandado de prisão
14:02vai ser cumprido.
14:04Agora, o membro de facção criminosa armada
14:06que mora numa favela,
14:08uma região ali,
14:10bastante pequena
14:11e densamente povoada,
14:13e que ele usa a população
14:14como escudo humano.
14:15Em relação a essa figura,
14:17não se deve cumprir o mandado?
14:19Não se deve cumprir a ordem judicial?
14:22Deve-se esperar?
14:23Deve-se fazer exatamente como?
14:25Eu não estou sequer contestando
14:26o argumento dessas pessoas.
14:28Eu estou simplesmente apontando
14:29que muitas vezes não há
14:30o argumento,
14:31até antes disso,
14:32não há a transparência
14:33da posição.
14:35O sujeito afeta uma indignação,
14:36afeta uma virtude pacifista,
14:38mas não explica.
14:40É como a posição do próprio Lula
14:41em relação
14:42à guerra em Gaza.
14:43Israel tem 1.200 pessoas assassinadas,
14:47251 sequestradas,
14:48levadas para Gaza,
14:50mas não pode reagir,
14:50porque quando reage,
14:51reclama.
14:52Então,
14:53é para fazer exatamente o quê?
14:55Nunca fica claro,
14:56Ricardo.
14:56Sempre tem um aspecto,
14:58um apelo sentimental,
15:00mas que não deixa transparente
15:02exatamente a posição.
15:04Felipe,
15:05enquanto as pessoas,
15:06enquanto esse tipo de militância,
15:08não compreender a assimetria
15:10que existe entre lei e crime,
15:12entre o combate da criminalidade
15:14por um Estado democrático
15:15de direito,
15:16seja no Brasil
15:17ou seja no caso de Israel,
15:19enquanto não compreenderem
15:20essa assimetria,
15:21vão continuar tendo
15:22ou críticas motivadas
15:23por ideologia
15:24ou porque realmente
15:26não entendem.
15:27É uma crítica vazia,
15:28é uma crítica meramente
15:29para poder fazer presença,
15:31para poder dizer,
15:32olha,
15:32eu estou aqui criticando.
15:34Em 2022,
15:35Felipe,
15:35eu espero não estar errado
15:36com relação ao ano,
15:37mas eu acho que eu não estou, não.
15:38Houve uma operação policial
15:39no interior de Minas Gerais
15:40todo mundo deve se lembrar,
15:43houve um período aqui no Brasil
15:45durante alguns meses,
15:46começou até,
15:47foi apelidado de cangaço moderno,
15:50eram pequenas quadrilhas
15:51que armadas,
15:53fortemente armadas,
15:55elas iam para cidades
15:56muito pequenas
15:57no interior dos estados
15:58e assaltavam os caixas eletrônicos
16:00ou agências bancárias.
16:02Isso em Minas Gerais
16:03durante um período
16:04quase que se tornou
16:05uma espécie de uma pandemia.
16:06Toda hora era uma cidade pequena
16:08sendo invadida
16:09por essas quadrilhas.
16:10com um belíssimo trabalho
16:11de inteligência
16:12do governo do Estado,
16:14da Polícia Militar do Estado,
16:16da Secretaria de Segurança Pública
16:18do Estado de Minas Gerais,
16:20eles conseguiram
16:21fazer uma emboscada
16:22em uma determinada cidade,
16:25fizeram essa emboscada
16:26contra essa quadrilha
16:27e numa troca de tiros,
16:29mas numa troca de tiros pesada,
16:30essa quadrilha era fortemente armada,
16:32a Polícia Militar de Minas Gerais
16:34eliminou todos,
16:35todos os criminosos.
16:37só, Felipe,
16:38o que ocorreu,
16:39e ainda bem que foi assim,
16:41pelo lado das forças de segurança,
16:44nenhum militar,
16:45nenhum policial militar ou civil
16:46foi alvejado,
16:48foi atingido.
16:48E aí veio a militância,
16:50essa militância
16:51que a gente acabou de apontar,
16:52a pergunta que mais se ouvia
16:54era a seguinte,
16:55como que morreram
16:55todos os criminosos,
16:57todos os assaltantes,
16:58e nenhum policial ficou ferido?
16:59Então aquilo se tratou
17:01de uma chacina,
17:02foi uma emboscada.
17:03Gente, de novo,
17:04é a tal da simetria.
17:06Você não tem como
17:07uma autoridade policial,
17:09você não tem como
17:10dar voz de prisão
17:11a criminosos fortemente armados
17:13com fuzis
17:14e chegar a falar assim,
17:15olha pessoal,
17:16vocês todos estão presos
17:18em nome da lei
17:19porque vocês estavam
17:20assaltando o banco.
17:21Não, não é assim que funciona.
17:23Eles disparam.
17:23Porque vão ser recebidos a bala.
17:25E quando é recebido a bala,
17:26você tem que retornar
17:27esse tiro, se proteger
17:29e fazer a mesma coisa.
17:31Não, e digo mais,
17:31Rica, quando você retorna,
17:33muitas vezes você retorna
17:36não é só para matar,
17:37é para se proteger.
17:38Para se defender, claro.
17:38Porque a partir do momento
17:40que você dispara
17:41contra aqueles
17:42que estão atirando em você,
17:43você obriga
17:44a que eles parem de atirar,
17:46a que eles se escondam, etc.
17:47E isso vai dando margem
17:48para você escapar.
17:49Enfim, você tem uma guerra.
17:51É que quando vem
17:52a notícia do número,
17:54muitas vezes se crê
17:55que a pessoa entrou ali
17:56e matou todo mundo,
17:57é como se todo mundo
17:58tivesse ajoelhado,
17:59como os palestinos,
18:01nas execuções sumárias
18:02do Hamas.
18:03E quando isso acontece,
18:04evidentemente,
18:05nós vamos criticar,
18:05já estava sob custódia,
18:07pode ser levado para a prisão,
18:08mas é executado.
18:09Só que quando você
18:10não tem evidência disso,
18:11quando você tem,
18:12pelo contrário,
18:13evidências de confronto,
18:14é preciso entender
18:15a legítima defesa policial.
18:17E aí que eu queria chegar,
18:18que eu ia dar esse salto
18:20para Israel,
18:21ia dar esse salto
18:21para Hamas.
18:22Quando você tem
18:23operações especiais militares
18:25de Israel,
18:26que é um Estado
18:27democrático e de direito,
18:29todas essas operações,
18:30elas são fiscalizadas
18:32pela democracia israelense.
18:34Se algum militar
18:35transgredisse,
18:36algum militar,
18:37assim como no Brasil,
18:38Felipe,
18:38infelizmente,
18:39talvez não tenhamos
18:40tanto rigor assim,
18:42em relação a crimes militares,
18:43mas em Israel,
18:45se um militar
18:46comete um crime,
18:47se ele assassina
18:48verdadeiramente alguém,
18:50se ele dispara
18:51um tiro contra um indefeso,
18:52isso tudo tem uma sindicança,
18:54esse militar,
18:55ele vai ser processado
18:56e vai ser duramente punido.
18:57Então,
18:57quando ocorrem vítimas
18:59entre civis,
19:01nessas operações
19:01que ocorriam em Gaza,
19:03tenham todos a certeza
19:04que essas vítimas
19:05foram danos colaterais
19:07àquela operação
19:08que visava,
19:09única e exclusivamente,
19:10combater os terroristas.
19:12Como essa operação
19:13no Rio de Janeiro
19:14visou,
19:15única e exclusivamente,
19:16combater criminosos.
19:17E é isso que essas pessoas
19:18têm que entender,
19:19parar com essa militância vazia
19:21e entender que,
19:22quando um lado
19:23tem mais vítimas,
19:24no caso do terror
19:25lá em Gaza
19:26e aqui no caso
19:27da criminalidade,
19:28é porque ainda bem
19:29que houve um melhor preparo
19:31das forças policiais
19:32ou das forças militares,
19:34porque é assim que deve ser
19:35no Estado Democrático de Direito.
19:37A lei,
19:38ela tem que estar
19:39mais bem preparada
19:40que a criminalidade.
19:42E é por isso
19:43que ainda bem
19:44que morrem mais criminosos
19:46do que policiais.
19:48Gente,
19:49ninguém está,
19:49eu pelo menos,
19:50Felipe,
19:50tenho certeza
19:51que todos nós aqui,
19:52ninguém está defendendo
19:53um Estado justiceiro,
19:54ninguém quer
19:55que a polícia
19:56saia por aí
19:56matando bandido.
19:58Bandido tem que ser preso,
19:59bandido tem que ser preso,
20:00processado,
20:01tem que ser punido
20:02de acordo com a lei.
20:04Mas num combate
20:05com armas,
20:06num combate
20:07dessa forma,
20:08sinto muito.
20:09Eu vou repetir
20:09o que eu disse
20:09no comentário anterior,
20:10eu vou estar sempre
20:11ao lado da polícia.
20:13Pois é,
20:13e muitas vezes,
20:15como a gente comentou
20:16ao longo da cobertura
20:16de Gaza,
20:17Ricardo,
20:18a gente tem a sensação
20:19de que a militância
20:20que está gritando,
20:22ela gostaria
20:24que morresse
20:24mais gente
20:25do outro lado.
20:27Quer dizer,
20:28Israel é sempre impedido
20:29de vencer a guerra
20:31que foi iniciada
20:32pelos terroristas
20:33que atacaram
20:34o próprio país.
20:35Assim como a polícia
20:35do Rio de Janeiro,
20:36muitas vezes,
20:36é impedida.
20:37pelo menos no discurso
20:38dessa militância
20:39mais histriônica
20:41é de vencer
20:42determinados
20:42confrontos armados
20:44em que a polícia
20:44estava lá
20:45cumprindo
20:45a ordem judicial,
20:47foi recebida
20:47a bala,
20:48a drone bomba
20:49e nesse confronto
20:52morreram pessoas.
20:53Vamos examinar
20:53a casa ou a casa?
20:54Vamos.
20:54Mas já é elemento
20:55suficiente para entender
20:56que houve um confronto,
20:58que policiais
20:58foram assassinados
20:59por essas pessoas
21:00e que os seus colegas
21:01estavam tentando
21:02se defender
21:03e,
21:04bom,
21:05aguardamos
21:06novas informações
21:07para ver os detalhes.
21:08Duda Teixeira.
21:08E um ponto interessante
21:09também dessa mega operação
21:11que aconteceu
21:12é que o grande confronto
21:14parece que aconteceu
21:16não na área
21:18do bairro,
21:21onde a população vivia,
21:23onde as casas
21:24são muito próximas,
21:25aconteceu numa área
21:26de mata.
21:28Quando chegam
21:29os policiais,
21:31os soldados
21:32saem do bairro,
21:34entram nessa área
21:35de mata,
21:36eles estão
21:36com fuzis,
21:37eles estão
21:38com roupas
21:39camufladas
21:40e acho que
21:41entram ali
21:42na esperança
21:43de conseguir fugir,
21:44mas aí,
21:45principalmente o pessoal
21:46do BOP,
21:47o Batalhão
21:48de Operações
21:49de Polícias Especiais,
21:51impedem
21:52essa fuga
21:52e aí
21:53é que se dá
21:54o grande confronto.
21:56Então,
21:56é um lugar
21:56onde não tem
21:57civis
21:57circulando,
21:59não tem criança.
22:01Ali
22:01é policial
22:03contra soldado
22:04do tráfico
22:06e aí,
22:07felizmente,
22:08as forças policiais
22:10levaram a melhor.
22:11Felipe,
22:11formaram ali
22:12o muro do BOP,
22:13como se chama,
22:14e justamente porque
22:15existe alguma estratégia,
22:18evidentemente que as estratégias
22:19eventualmente podem ser criticadas,
22:20inclusive em razão
22:21de determinados resultados,
22:23mas que se sabia
22:24a rota de fuga
22:25e que houve ali
22:26um cerco aos batidos,
22:27houve.
22:28Há questionamentos
22:29aí de autoridades,
22:30ah, mas por que
22:31que não houve apenas
22:31um cerco
22:32e uma pressão
22:32pela rendição,
22:34por que que eles
22:34foram eliminados?
22:37Bom,
22:38a gente não tem
22:39as imagens
22:39da batalha
22:40para ver quais foram
22:41as circunstâncias.
22:42Agora,
22:42a gente sabe muito bem
22:43do armamento pesado
22:44do Comando Vermelho,
22:45então,
22:46assim,
22:46é preciso ter um pé atrás
22:47em relação às narrativas.
22:48Diga,
22:49Ricardo.
22:49É um brevíssimo comentário,
22:50porque eu me lembrei,
22:51ouvindo o Duda falar agora
22:53e você antes,
22:54há alguns anos
22:55eu escrevi uma coluna
22:56e eu me recordei agora,
22:57se eu não me engano,
22:57do título,
22:58a obra que eu escrevi,
22:59o que incomodou
23:00sempre a opinião pública
23:02internacional
23:03desfavorável a Israel,
23:05aquela opinião pública
23:06internacional
23:06que é quase antissemita,
23:08nunca foi
23:09o número de fatalidades
23:10que ocorreram em Gaza,
23:11que ocorriam com os palestinos.
23:13O que incomodava
23:14é que morria
23:14muito pouca gente em Israel.
23:16Eles não se conformavam
23:17quando havia aqueles
23:18ataques de foguetes
23:19para Israel,
23:20mas não morre ninguém,
23:21porque Israel tem um sistema
23:22de defesa antiaérea
23:23que protege a população.
23:25Porque se morresse
23:25população,
23:26se morresse muita gente
23:27em Tel Aviv,
23:28ou em Jerusalém,
23:29outra cidade,
23:30talvez as críticas
23:31não fossem tão severas.
23:32A mesma coisa acontece agora.
23:34Se morressem mais policiais,
23:36talvez essa militância,
23:37que hoje fica atirando pedra
23:39contra o poder público,
23:40contra as forças policiais,
23:43talvez não se incomodasse tanto.
23:44Sabe, Felipe?
23:45Talvez se essa turma
23:46falasse assim,
23:46ah, que bom,
23:47morreu tanto os policiais,
23:48morreram tantos criminosos,
23:49está tudo ok.
23:50Isso é indevido,
23:51isso é abjeto,
23:52isso não pode ser assim.
23:53Pois é,
23:54então assim,
23:55nós defendemos sempre
23:56o lado da civilização
23:57contra o crime organizado,
23:59contra o terror,
24:00evidentemente,
24:02trazendo as informações
24:03primeiro e não legitimando.
24:05O vale tudo.
24:07Agora é preciso entender
24:08o direito de defesa,
24:09é preciso entender
24:10a legítima defesa,
24:11inclusive individual.
24:23eitação
24:28o direito de defesa,
24:28porque a lei até avait
24:29o direito de defensas
24:31de rigidez
24:32para sempre
24:33pegar a legítima defesa,
24:34elezende
24:34e dizer
24:35e isso é ass니
24:36que o inimigo
24:36teve a robots
24:37com certeza
24:39dois
24:40cê
24:47ou
24:49dou
24:50o
24:51f
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