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- #papoantagonista
O Papo Antagonista desta terça-feira, 4, abordou os impactos da expansão fiscal do governo Lula a curto e longo prazo.
Felipe Moura Brasil, Duda Teixeira e Ricardo Kertzman conversaram sobre o tema com Aod Cunha, doutor em economia,conselheiro de administração de empresas e ex-secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul.
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NotíciasTranscrição
00:00Muito bem, a gente fala agora dos impactos da expansão fiscal do governo Lula a curto e longo prazo.
00:05E eu já aproveito para dar boa noite ao Aude Cunha, nosso colaborador em matéria de economia,
00:10sempre lembrando que ele é doutor em economia, conselheiro de administração de empresas
00:13e ex-secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul.
00:17E aí, Aude, dá para esperar só para 2027?
00:21Quer dizer, o que vai acontecer com a dívida pública até lá? Boa noite.
00:26Boa noite, Filipe, quem nos assiste.
00:28Eu acho que a tendência, pelo que a gente se espera do ciclo político eleitoral,
00:36pelas sinalizações que o governo Lula tem dado, é de que a expansão fiscal irá continuar.
00:43Não vejo o governo dando sinais de fazer um ajuste fiscal em ciclo eleitoral.
00:48E isso nos indica um sinal de que, em 2027, o ajuste vai ser mais difícil, independente de quem ganhe.
00:58E ele vai ser necessário, porque o que está acontecendo é que com o juro no nível que está,
01:05e o juro que incide também sobre os títulos da dívida pública, não só a dívida de um ano, de cinco anos, dez anos,
01:12trinta anos, que é a dívida do Tesouro Nacional, ela está crescendo a uma velocidade maior do que o crescimento do PIB.
01:18Quando a gente olha para o endividamento, que é essa relação da dívida sobre o PIB,
01:22o numerador, a dívida, cresce a uma velocidade maior.
01:25Então, se nós formos olhar pelo critério, por exemplo, do governo brasileiro,
01:30essa dívida está em torno aí de 80%, 79% já.
01:35Se a gente for olhar para o critério do FNI, que coloca os títulos que estão em custódia com o Banco Central,
01:40ela já está acima de 90%.
01:42É um número alto e que tende a crescer, tanto pelo fato do juro continuar alto mais um tempo,
01:49quanto pelo fato do crescimento econômico estar diminuindo.
01:52Então, será, sem sombra de dúvida, um grande desafio daqui para frente para o governo.
01:57Maravilha. Só lembrando ao público, a gente vai voltar à pauta do crime organizado,
02:00que está dando uma baita repercussão depois desse giro aqui com os nossos convidados.
02:04Primeiro o relator, Alessandro Vieira, e agora o Aude Cunha.
02:07Fala, Duda Teixeira.
02:08Aude, boa noite. Uma das questões que têm sido levantadas é
02:12por que o Lula gostaria de mais um mandato?
02:17Ele anunciou isso quando estava lá em viagem no exterior.
02:21E o que muita gente tem falado é assim,
02:22poxa, o Lula está fazendo o diabo já para conseguir se reeleger,
02:27está gastando mais do que deve.
02:30Então, a situação fiscal vai estar muito problemática no próximo mandato,
02:36seja de quem for.
02:38E é aí que não faria muito sentido o Lula descascar o abacaxi que ele mesmo está criando.
02:45Você acha que o próximo presidente, sendo o Lula ou não,
02:49conseguiria consertar essa situação e resolver?
02:54Olhar do ponto de vista, eu vou fazer uma análise econômica,
03:03do ponto de vista político, eu não consigo responder com convicção
03:09o que passa pela cabeça do presidente Lula.
03:11Mas é um fato concreto que a situação fiscal, do jeito que ela vai,
03:17e se não tiver nenhuma intervenção, nenhum movimento de redução do crescimento de gastos
03:23ou de crescimento maior de arrecadação,
03:26o que não parece ser o sinal até 2027,
03:29quando nós chegarmos em 2027, nós vamos ter uma situação fiscal mais difícil
03:34para o governo que ganhar as eleições.
03:36O mercado imagina que o próprio governo Lula,
03:42se vem tendo esta trajetória de expansão de gastos,
03:46parece improvável que ele vá tomar uma medida mais acentuada,
03:50de controle, de ajuste fiscal.
03:53Agora, em 2027, muito provavelmente,
03:55isso vai ser uma imposição, uma necessidade,
03:58das próprias circunstâncias do mercado.
04:00Porque se isso não for feito,
04:02muito provavelmente o Banco Central vai ter uma diferença maior ainda
04:05para reduzir juros.
04:07O crescimento econômico vai ser mais baixo.
04:09Então, seja lá quem ganha as eleições,
04:12eu não vejo outra alternativa do que voltar uma pauta de ajuste fiscal,
04:19de controle de gastos em 2027,
04:21que não foi o que ocorreu no início desse governo,
04:24onde geralmente você tem uma contenção fiscal maior
04:27nos inícios de ciclo de governo,
04:28e depois uma expansão maior.
04:31Neste últimos quatro anos, que vão encerrar em 2026,
04:35foi o contrário.
04:36O governo já começou gastando mais no primeiro ano de governo.
04:40Ricardo Kerstmann, tem uma pergunta para a Odi?
04:43Boa noite, Aody.
04:44Seja bem-vindo mais uma vez.
04:46Olha, nessa última reunião do Copom,
04:49a ata da última reunião do Copom,
04:51que manteve o patamar da Selic em 15% ao ano,
04:54os diretores, eu estou até com um trechozinho aqui aberto,
04:57eles escreveram o seguinte, vou abrir aspas para eles,
05:00exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista
05:06por período bastante prolongado.
05:08Ou seja, o Banco Central está dizendo o seguinte,
05:10esses juros altos vão se manter por mais tempo.
05:13A Odi, eu queria entender,
05:15aí sob a ótica até de um cidadão,
05:17de um consumidor,
05:18de um pequeno empresário,
05:20que não suporta uma taxa de juros tão elevada,
05:22o que adianta o Banco Central fazer a parte dele?
05:25Tentar manter o cenário contracionista
05:29e o governo federal continua gastando dinheiro como se não houvesse amanhã.
05:33Não é tentar enxugar gelo a um custo muito alto para a sociedade,
05:37para a economia do Brasil?
05:38São movimentos contraditórios, sim, Ricardo,
05:43no sentido de que,
05:46ao mesmo tempo que o governo argumenta,
05:48na IUSA, política fiscal expansionista,
05:52porque acredita que ao fazer esse movimento,
05:56está beneficiando a economia, a sociedade,
05:59está aumentando a capacidade de consumo,
06:01ao fazer isso e na situação
06:03onde nós não estamos ainda na meta de inflação,
06:06o Banco Central, para poder cumprir o papel dele,
06:10ele tem que manter taxas de juros mais altas por mais tempo.
06:14Qual é o custo disso?
06:15O custo disso é que o crédito fica mais caro,
06:18o crédito para os consumidores,
06:20o crédito para as empresas investirem.
06:23Então, aquilo que se dá com uma mão,
06:25que é a mão do governo,
06:27a mão do gasto fiscal direto,
06:29acaba em algum momento,
06:30menos ou mais,
06:32mas à medida que a taxa de juros fique mais alta,
06:34vai se intensificando esse processo,
06:36vai reduzindo,
06:37vai tirando crédito da economia,
06:38vai deixando crédito muito caro.
06:40E aí a atividade econômica
06:42começa a desacelerar,
06:44como alguns sinais que nós já temos.
06:46E, portanto, não funciona,
06:48acaba não funcionando,
06:49a gente já tem esse histórico.
06:51Mas aí é aquele desafio,
06:52que é um desafio também desse ciclo político,
06:55vai chegando perto das eleições,
06:57e é mais fácil culpar o Banco Central
06:59do que fazer o ajuste
07:02ou controlar mais os gastos públicos.
07:04Pois é, acho que essa sua última frase,
07:07Aude,
07:07ela já é uma avaliação
07:09da declaração dada pelo ministro da Fazenda,
07:12Fernando Haddad,
07:13porque eu faço questão aqui
07:14de ler as aspas do Haddad.
07:16Eu não sou o diretor do Banco Central.
07:18Se eu fosse,
07:19eu votava pela queda dos juros,
07:21porque não se sustenta
07:2210% de juros reais.
07:26E ele ainda desenvolveu,
07:28deixa eu pegar aqui mais na frente,
07:29a declaração,
07:31em que ele fala o seguinte,
07:34peraí,
07:34acho que nós estamos numa condição
07:36em que nós podemos entrar bem
07:37em 2026,
07:39tranquilo,
07:39podemos terminar o mandato
07:40com indicadores muito superiores,
07:42nós podemos controlar a dívida
07:44pagando nenhum juro.
07:46Mas tem um outro trecho,
07:46esse aqui,
07:47eu tenho alergia de inflação,
07:49eu sei o que a inflação
07:50provoca na vida das pessoas.
07:52Agora,
07:53tem razoabilidade,
07:54tem uma questão de razoabilidade,
07:56a dose do remédio
07:57para se transformar em veneno
07:59é muito pouca diferença
08:00entre uma coisa e outra.
08:02Fecho aspas aí para o Haddad,
08:03parece que ele faz ali
08:05uma metralhadora
08:05dos chavões clássicos do lulismo
08:07e a sensação é essa,
08:09ele,
08:10eu votaria pela queda dos juros,
08:12mas ele não faz a parte dele
08:14para que haja essa queda,
08:16então é sempre culpando
08:17o Banco Central?
08:20Tem sido isso,
08:21essa tônica,
08:23em alguns países do mundo
08:25isso tem sido recorrente,
08:26aqui no Brasil,
08:28quando era o presidente anterior
08:30do Banco Central,
08:31Roberto Campos,
08:32o Lula,
08:32era muito enfático na crítica,
08:34ao aumento da taxa de juros,
08:36quando o Galipo assumiu
08:38a presidência do Banco Central,
08:40diminuíram as críticas
08:41durante algum período
08:42e agora voltaram,
08:43e voltaram até mais
08:44com o ministro da Fazenda
08:45do que o próprio presidente Lula.
08:47Mas vale lembrar
08:48que o próprio ministro Haddad,
08:50na reunião,
08:52dois anos atrás,
08:54quando foi decidido
08:55se a meta de inflação
08:56deveria ser renovada ou não,
08:58ele votou a favor
08:59de ela ser renovada
09:00no patamar de 3%,
09:02e ele é um representante
09:03do Conselho Monetário Nacional.
09:05O Conselho Monetário Nacional
09:06disse explicitamente
09:07que o Banco Central
09:08tem que perseguir essa meta.
09:10Quando não se está nessa meta,
09:12e ao mesmo tempo
09:12o governo expande o gasto
09:14através da expansão fiscal,
09:17não tem outra saída
09:18para o Banco Central,
09:19a não ser manter
09:20as taxas de juros mais altas.
09:21Então, o que o Banco Central
09:23pode estar sendo acusado
09:24é de estar cumprindo
09:26seu papel institucional
09:27de que buscar a meta
09:28de inflação,
09:28não mais nada do que isso.
09:30Luiz Teixeira,
09:31última pergunta.
09:32Deixa eu pegar
09:33um assunto novo agora,
09:34COP30.
09:36O senhor já foi
09:36secretário da Fazenda
09:37lá do Rio Grande do Sul.
09:39Você acha que
09:40esses investimentos
09:42nesse tipo de evento
09:44compensa?
09:46O governo do Pará
09:47também está gastando
09:48bastante dinheiro.
09:49e acho que o governo federal,
09:50aliás, é quase que
09:51meio bilhão de reais.
09:53Você acha que vale
09:53o investimento?
09:56Olha, eu acho que
09:57o tema ambiental,
09:59quando corretamente explorado,
10:01o tema de sustentabilidade,
10:03transição energética,
10:05ele é um tema relevante,
10:06sim, do ponto de vista
10:07do cenário global.
10:09Agora, a gente precisa
10:10sempre olhar
10:11com que nível de eficiência,
10:13com o quanto
10:15de planejamento,
10:16de execução.
10:17geralmente,
10:18muitos desses
10:18grandes,
10:19megas eventos no Brasil,
10:20foi assim,
10:21Copa e outro,
10:23você tem um desajuste
10:24entre aquilo que é
10:25previsão orçamentária
10:27e o que é execução.
10:28Então, eu não consigo
10:29chegar nesse nível
10:30de detalhe.
10:31Bem executado,
10:31eu acho que é um tema
10:32relevante para o país, sim.
10:34E Donald Trump
10:35não vem à COP30
10:36e o governo americano
10:37já falou que não vai
10:38enviar representante.
10:40Muito bem,
10:40esse foi a Od Cunha.
10:41Muito obrigado
10:42pela sua participação
10:43aqui no Papo Antagonista.
10:44Até semana que vem.
10:45Boa noite, bom trabalho.
10:47Boa noite,
10:48até semana que vem.
10:49Até semana que vem.
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