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Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta sexta-feira, 31, indica que 62,2% da população da cidade do Rio de Janeiro e 55,2% da população brasileira aprovam a megaoperação que foi deflagrada nesta semana contra o Comando Vermelho.
Entre os moradores de favelas da capital fluminense, a aprovação é de 87,6%. Em relação aos moradores de favelas do Brasil, 80,9% aprovam a ação.
Felipe Moura Brasil e Duda Teixeira comentam:
Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.
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NotíciasTranscrição
00:00Bom, pesquisa Atlas Intel, divulgada nesta sexta-feira 31, aponta que 62,2% da população da cidade do Rio de Janeiro e 55,2% da população brasileira aprovam a mega-operação contra o Comando Vermelho.
00:15Agora vamos ao próximo, a gente tem o primeiro, então olha aí, aprova ou desaprova, vocês vejam aí que é uma maioria aprovando, tanto na cidade do Rio de Janeiro, onde essa maioria é maior, 62,2%, quanto no Brasil inteiro, onde essa maioria atinge 55,2%.
00:34E agora vamos ao próximo recorte da pesquisa, que destaca a opinião de moradores de favelas sobre a mega-operação, pode colocar o slide na tela?
00:43Olha só, você aprova ou desaprova essa operação? Cidade do Rio de Janeiro, moradores de favela, aprovo, 87,6%.
00:54Vou repetir, os moradores de favela aprovam, no seguinte número, 87,6%, 87,6% de moradores de favela aprovam a mega-operação.
01:11Por que a gente enfatiza tanto esse dado?
01:14Porque a gente vê os discursos, principalmente no campo da esquerda, em suposta defesa dos moradores de favela.
01:23E aí, quando você vê lá o que pensam os moradores de favelas, são a favor da mega-operação.
01:30Você vê que, muitas vezes, e muitos deles, certamente, eles são atacados duplamente, porque eles são vítimas, são reféns do crime organizado,
01:40eles vivem em áreas que não estão abrangidas pelo Estado Democrático Direito, mas sim pelo Estado Paralelo,
01:47eventualmente são torturados, ou tem amigos e parentes que são torturados por alguma desobediência na interpretação sumária do tráfico.
01:58E depois, quando há uma operação policial para tentar, eventualmente, livrá-los dessa tirania, tirania armada,
02:06eles olham para o debate público e veem esses políticos de esquerda, esses propagandistas,
02:11tratando eles próprios, moradores civis, como se fossem bandidos.
02:18Porque a gente mostrou aqui, ao longo dos últimos dias, os discursos de esquerda não fazendo distinção entre criminoso e morador,
02:27a ponto de Guilherme Boulos, deputado federal do PSOL, fazer, na sua posse como secretário-geral da Presidência da República,
02:38do governo Lula, fazer um minuto de silêncio para todos os mortos, como ele disse, policiais, moradores, todos eles.
02:50Não citou criminosos.
02:52A gente tem aí os nomes, sobrenomes, onde atuava, o chefe de tráfico, de qual estado, qual cidade.
02:59Então não tem distinção.
03:01Então o pobre, ele fica refém do criminoso e depois ele é tratado como se fosse bandido.
03:07Quer dizer, é um insulto à população de baixa renda, essa alegação antiga da esquerda,
03:13de que o sujeito escolhe o mundo do crime porque ele é pobre.
03:17Quando você tem um monte de gente lá que escolhe não cometer crime, escolhe trabalhar,
03:22enfrentando inclusive os criminosos, no sentido de ter que ir até o trabalho, ser eventualmente assaltado, etc.
03:29Porque não tem capacidade de enfrentar, vamos dizer assim, como uma guerra.
03:33Bom, então são alvos. E o levantamento também mostra que o minuto de silêncio do Guilherme Boulos pegou mal
03:39para o ministro da Secretaria-Geral da Presidência.
03:41Vamos colocar aí o slide na tela.
03:43Ao tomar posse, ele fez aquele minuto de silêncio.
03:46E você acredita que este gesto do ministro foi apropriado ou inapropriado?
03:51Rio de Janeiro, inapropriado, 59,8%.
03:54E no Brasil, inapropriado, 50,1%.
03:59E ali o apropriado chega a 32,3% no Rio e 43,8% no Brasil.
04:06Portanto, uma maioria considerando inapropriado.
04:09Duda Teixeira.
04:10Essa pesquisa da Atlas Intel é maravilhosa,
04:13porque a gente teve a ação policial mais importante que já aconteceu contra o crime organizado.
04:23E eles fazem uma pesquisa no Brasil inteiro, fazendo aí esses recortes, né?
04:29E muitas vezes comparando o Rio de Janeiro com o resto do Brasil
04:34e por camada de renda, onde mora.
04:38A pesquisa é muito valiosa.
04:42E aí tem a esquerda que valoriza tanto essa coisa do lugar de fala.
04:48Então, vamos lá ouvir o que dizem as pessoas que moram na favela.
04:53E essas pessoas, por que elas apoiam tanto a operação policial?
04:59Porque elas são as maiores vítimas da criminalidade, né?
05:05Não é que os traficantes são vítimas, como disse o Lula.
05:08As vítimas são os moradores dos bairros mais pobres.
05:13Eles sabem o que é ser oprimido.
05:15Exato.
05:15E aí, também tem uma pergunta interessante da pesquisa,
05:20que eles falam se você presenciou uma situação de violência,
05:25alguma coisa assim.
05:27E é muito comum um brasileiro passar ou presenciar um roubo de celular.
05:32Então, isso acontece nas favelas cariocas, acontece também no resto do Brasil.
05:37Mas o segundo item que eles mais percebem é tiroteio.
05:42No Rio de Janeiro, mais da metade das pessoas,
05:45e principalmente esses moradores de favelas,
05:48eles testemunham tiroteios.
05:50Então, é uma coisa que realmente,
05:52obviamente, qualquer um nessa situação vai querer acabar com isso.
05:57Ninguém está contente com testemunhar tiroteio.
06:01Houve um, inclusive, hoje no Rio, só um exemplo, na linha amarela.
06:05Os vídeos estão aí disponíveis nas redes sociais,
06:08se vocês colocarem nas buscas das redes sociais,
06:10linha amarela, tiroteio, guerra de facção,
06:12depois chegou a polícia,
06:15teve gente que foi alvejada,
06:18e você teve ali a filmagem feita por uma moradora
06:21de uma área ali próxima da linha amarela,
06:24de toda essa confusão.
06:26Então, assim, isso é uma via expressa do Rio de Janeiro.
06:29Imagine lá onde a facção reside.
06:32Então, essas pessoas estão acostumadas a se esconder,
06:35a esperar o tiroteio passar, pensando assim,
06:37já posso ir para o trabalho, já posso voltar para casa, não posso.
06:41E sendo que não tem, não é como em determinados países,
06:44Israel, toca a sirene, você se esconde,
06:47depois o exército dá um aval, ok, todo mundo já pode sair.
06:50Não tem isso.
06:51A pessoa sempre está em risco, sempre está em perigo.
06:53Não tem, assim, ó, sinal verde, está tudo bem,
06:56pode todo mundo sair.
06:58Pode acontecer tiroteio a qualquer momento.
06:59E ainda no recorte de renda, é muito interessante porque
07:04a pesquisa vai trazendo, assim, pessoas que ganham até 2 mil reais,
07:08que ganham de 2 mil a 3 mil e vai avaliando se aprova ou desaprova
07:13a mega operação com tensão.
07:16E em todas as faixas, com exceção de uma, em todas as faixas,
07:22você tem uma aprovação à operação policial.
07:26A única faixa que você tem uma desaprovação qualquer é na faixa de renda mais alta,
07:33pessoas que ganham mais de 10 mil reais por mês.
07:37Ou seja, a maneira como o brasileiro percebe essas operações policiais
07:43está diretamente relacionada com a renda.
07:46Se você vive longe das favelas, você tende a ser contra a operação.
07:53Se você vive nas favelas, você é majoritariamente a favor.
07:58Pois é, e eu citei aqui esse tiroteio na linha amarela no Rio de Janeiro hoje.
08:02E a produção rapidamente me passou a atualização do caso,
08:05porque uma mulher, eu tinha lido mais cedo, passei para a nossa equipe,
08:09um homem e uma mulher tinham sido baleados.
08:12Parece que o homem estava envolvido ali e tal,
08:15mas a mulher foi identificada como Bárbara Elisa Iabetta Borges.
08:19Foi atingida com um tiro na cabeça quando era passageira de um carro
08:24com um motorista de aplicativo.
08:28Então ela chegou a ser levada para o Hospital Geral de Bom Sucesso,
08:32não resistiu e morreu.
08:34Então, aparentemente, uma civil, uma vítima inocente,
08:38da guerra entre facções criminosas ou do poderio bélico das facções
08:44que estão atuando nesse momento, eventualmente em confronto com a polícia,
08:49as circunstâncias precisam ser esclarecidas.
08:50As notícias sobre esse episódio eram de que estava havendo uma guerra entre facções
08:55e depois a polícia acabou chegando e neutralizando um integrante,
09:00pelo menos de uma facção.
09:01Mas veja que isso, dias depois da mega-operação, continua.
09:07Gente morrendo, gente inocente morrendo no Rio de Janeiro.
09:11E quando gente inocente morre vítima de facção criminosa armada
09:16ou de guerra entre facções criminosas armadas,
09:19a gente não vê esses políticos, esses propagandistas desse campo ideológico da esquerda
09:24se escandalizarem.
09:26Porque morre uma pessoa aqui, morre uma pessoa ali, etc.
09:31E parece que eles não estão nem aí.
09:33Agora, se morrer muitas juntas ao mesmo tempo,
09:36e num caso que não está completamente claro ainda,
09:40mas que parece que pelo menos a maioria
09:42são criminosos que estavam reagindo contra a polícia,
09:45aí vem todo esse escândalo.
09:47Quer dizer, são pessoas, são facções criminosas,
09:50para a gente falar assim de uma maneira mais genérica,
09:52que estão matando a população fluminense
09:54em diversas atitudes, em diversas frentes.
09:57Dois dias antes da mega-operação, vou relembrar o que já falei aqui,
10:00teve uma invasão no Morro da Quitanda,
10:03que é controlado pelo Terceiro Comando, por o TCP.
10:06O Comando Vermelho foi lá tentar invadir,
10:09e duas pessoas morreram, um jovem de 30 anos e uma senhora de 60 anos,
10:12que aliás foi feita meio que de refém,
10:14porque um criminoso comando vermelho,
10:16ao fugir dos traficantes do TCP, que o encurralaram,
10:19entrou na casa dessa mulher,
10:21e aí os traficantes metralharam a casa,
10:25e a senhora acabou morrendo,
10:27depois que a polícia militar chegou e identificou o corpo.
10:30Então isso acontece com frequência no Rio de Janeiro,
10:33sem que essas pessoas se escandalizem.
10:35Diga, Duto.
10:35Felipe, outro recorte que acho que é interessante,
10:38também dessa pesquisa da Atlas Intel,
10:40que eles viram, perguntaram também para as pessoas,
10:43em quem que elas votaram em 2022.
10:45E é uma outra conclusão que a gente pode tirar,
10:50eu falei que as pessoas mais ricas são aquelas que tendem a desaprovar a operação.
10:57Assim como aquelas pessoas que votaram no Lula,
10:59também tendem a desaprovar a mega-operação.
11:0384% de quem votou no Lula em 2022 é contra a operação.
11:10E aí um dado muito interessante também,
11:12entre os que votaram em Jair Bolsonaro em 2022,
11:1799% aprova a operação.
11:21E não é que 1% é contra,
11:240,9% não sabe dizer.
11:28Ou seja,
11:29dos que votaram em Jair Bolsonaro e responderam a pesquisa,
11:34ninguém foi contra a operação das polícias.
11:39E foram ouvidas 1.527 pessoas no Rio de Janeiro
11:42e 1.089 no Brasil em 29 e 30 de outubro
11:45nessa pesquisa da Atlas Intel.
11:47E tem margem de erro de 3 pontos percentuais
11:49e nível de confiança de 95%.
11:52E tem margem de erro de 3 pontos percentuais.
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