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O ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles fez um alerta ao governo Lula sobre o "excesso de gastos fora da meta fiscal", que "deve manter os juros altos por mais tempo".

Na direção oposta de Lula, o presidente da Argentina, Javier Milei, conquistou no domingo, 26, uma vitória na eleição legislativa. O resultado fortalece o plano de reformas econômicas do Executivo e altera o equilíbrio de forças no Congresso.

Milei afirmou que “o povo argentino decidiu deixar para trás cem anos de decadência e persistir no caminho da liberdade, do progresso e do crescimento”.

Felipe Moura Brasil, Duda Teixeira e Ricardo Kertzman comentam:

Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.

Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.

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Transcrição
00:00E o ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fez um alerta ao governo Lula sobre o excesso de gastos fora da meta fiscal, que deve manter os juros altos por mais tempo.
00:10Meirelles, que comandou o BC nos dois primeiros mandatos do petista, afirmou no Estadão.
00:16Na semana passada, o Senado aprovou a retirada de mais R$ 5 bilhões da meta fiscal deste ano para ampliar gastos com defesa.
00:23A regra valerá para os próximos seis anos e resultará em R$ 30 bilhões fora da meta.
00:28Já estão fora da meta fiscal deste ano, ajuda a setores afetados pelo tarifácio, despesas com precatórios e o ressarcimento de aposentados e pensionistas que foram vítimas de descontos indevidos em seus benefícios.
00:41São exceções demais.
00:43Fecho aspas.
00:44Quer dizer, a gente já falou muitas vezes aqui, você tem um escândalo de corrupção no governo Lula, no INSS, cuja cúpula é formada por indicados do governo.
00:54Você tem o Ministério da Previdência, Carlos Lupe, que é do PDT, mas quem nomeou o Carlos Lupe foi o Lula, o Lupe nomeia a cúpula do INSS, tudo isso passa por um aval do Lula, direto ou indireto.
01:08E aí as pessoas são vitimadas, portanto, com essa roubalheira.
01:12E depois, o dinheiro dos pagadores de impostos é usado para cobrir a roubalheira.
01:17E é usado fora da meta.
01:19Quer dizer, ainda você tem essa manobra para fazer com que o gasto não apareça ali na conta que o governo precisa administrar.
01:28Fora essas outras permissividades que dão ministros do STF, como Flávio Dino.
01:33Ah, então pode ali combater queimada, fora da meta.
01:39Então, é muita coisa que o Meirelles está apontando que está fora do teto.
01:44E o Meirelles também mencionou que o governo ainda discute um socorro de 20 bilhões de reais ao correio,
01:50destacando que não há espaço aparente no orçamento para isso.
01:52E que a alternativa, o empréstimo via bancos públicos, é controversa e remonta às piores práticas do passado recente.
02:00Pois é, quer dizer, vai ainda pegar empréstimo dos bancos públicos para cobrir os prejuízos causados pela incompetência administrativa dos sindicados do Lula.
02:14Quem comandava o Correios era o Fabiano, que é filho do Prerrogativas.
02:18Quer dizer, que é do Prerrogativas e, portanto, a crise, como o Duda escreveu na Cruzoé, é filha do Prerro.
02:23Então, quer dizer, o governo causa problemas e depois vai fazendo manobras contábeis para solucionar.
02:31E tudo isso, Duda Teixeira, acaba gerando prejuízo no bolso dos brasileiros.
02:35Exato. O que o Henrique Meirelles está apontando é que a conta do governo, no final, precisa zerar.
02:41A quantidade, a arrecadação tem que estar empatada ali com os gastos.
02:48Mas o que esse governo está fazendo?
02:49Olha, essa conta aqui, esse gasto que a gente tem, não vai contar.
02:54Não vai entrar na conta.
02:56Então, os gastos com precatórios não vão entrar na conta.
02:59Ajuda para os empresários afetados pelo tarifácio não entra na conta.
03:03Ajuda para o Correios não entra na conta.
03:05Só que, assim, alguém está pagando essas contas, né?
03:08Então, assim, não dá para maquiar dessa maneira as contas públicas, né?
03:14Porque, no final, é isso.
03:16Vai ter que subir juros, né?
03:18Vai ter que emitir dívida com juros mais altos.
03:22Não tem muita...
03:24E tem vários, né?
03:25Helena Landau, vários economistas que estão apontando isso.
03:28Vai faltar dinheiro para educação e saúde em 2027, né?
03:34E aí, essa questão do Correios é a cereja do bolo, porque são 20 bilhões de reais, né?
03:42E qual que é o grande problema de pegar esses 20 bi e jogar lá nos Correios?
03:48É que ninguém tem esperança de que o Correios, pegando esse dinheiro, vai fazer uma reformulação interna e vai passar a dar lucro, né?
03:59O Correios sempre foi mal administrado.
04:03Não tem um futuro ali que as pessoas vejam que, nossa, esse estatal vai dar super certo no futuro.
04:12Então, assim, se botar 20 bi lá, daqui a dois anos vai ter que pôr mais 20 bi e cada vez mais, né?
04:17É um ralo sem fundo de dinheiro, não tem nenhuma chance de conseguir dar certo.
04:22E aí, Ricardo Kertzmann faz lembrar, 2014, faz lembrar governo Dilma Rousseff, aquela eleição ali disputada com o Aécio Neves,
04:31quando a Dilma estava prometendo um monte de programas, sendo que o governo dela estava deixando as contas dos bancos públicos no vermelho,
04:40que era o caso da chamada pedalada, que foi muito além e virou a grande fraude fiscal.
04:46Porque o Banco Público era o operador do pagamento de determinados programas.
04:52Então, deu lá o mês, o Banco Público vai e faz o pagamento.
04:55Mas é o governo que precisa cobrir esse gasto.
04:58Então, acontecia, eventualmente, em outros governos, de...
05:01Ah, o Banco Público cobriu aquela conta e no dia seguinte vem o pagamento do governo.
05:06Você tem um desajuste ali de datas muito pequenininho.
05:09Só que no governo do PT, eles estavam maquiando as contas públicas, de modo que os bancos públicos estavam arcando com esses pagamentos direto.
05:18Um dia, uma semana, um mês, vai passando o tempo e eles é que estão pagando.
05:23Então, é como se eles estivessem financiando o governo.
05:26Foi isso que foi apontado, inclusive, nas comissões do impeachment de Dilma Rousseff.
05:30Então, o governo estava prometendo programas com um dinheiro que não tinha, porque tinha que pagar os bancos públicos para os quais estava devendo.
05:39Aí, conseguiu a reeleição, porque fez o diabo na hora da eleição.
05:43Quando chegou no governo, a partir ali de 2015, não tinha dinheiro para fazer os programas.
05:49Porque as contas estavam maquiadas, estavam no vermelho e isso tudo apareceu depois.
05:54Então, muitos economistas estão alertando agora.
05:56Olha, não vai ter dinheiro lá na frente para fazer isso, para fazer aquilo.
05:59Então, o PT é um ciclo.
06:02Eles fazem a coisa da maneira errada, a gente alerta, critica, etc.
06:07E depois eles botam a culpa na oposição, eles botam a culpa em alguém.
06:10Agora, estão fazendo tudo errado de novo.
06:12Daqui a pouco, vão ficar botando a culpa mais uma vez no Roberto Campos Neto,
06:15que já saiu da presidência do Banco Central.
06:17Quer dizer, até onde vai isso?
06:20É a velha fórmula, é a velha matemática, é a velha pedalada.
06:26Só que agora, a diferença é que eles estão tendo cuidado de oficializar.
06:29Então, eles têm a chancela, às vezes, do STF, como você citou,
06:33têm a chancela do Congresso, para poder não incorrer nesse risco de,
06:37no ano que vem, por exemplo, você ter a abertura de um processo de impeachment.
06:42O problema aqui, Felipe, é que em 2027, qualquer que seja o governo,
06:49já há perspectiva, isso é admitido por essa própria administração,
06:53talvez falte recursos para o custeio da máquina.
06:55Não estou nem falando de investimento, não, estou falando para o próprio custeio.
06:59Porque o déficit continua crescente.
07:01E por mais que o governo consiga arrecadar mais,
07:04tem batido o recorde de arrecadação,
07:06porque aumenta impostos sem parar, asfixiando a economia.
07:10Por mais que isso aconteça, por mais que aumente a arrecadação,
07:13o gasto público continua subindo acima dessa arrecadação.
07:17E aí, o que acaba acontecendo?
07:19Você precisa se endividar para poder pedalar, para poder pagar esses gastos.
07:24Como você fica cada vez mais exposto a um risco de impossibilidade de pagamento,
07:31de inadimplência, você tem que oferecer prêmios maiores para o mercado financeiro.
07:35Ou seja, você tem que oferecer, você tem que pagar juros maiores.
07:39E quando você paga juros maiores, como o governo é o maior devedor,
07:42você acaba aprofundando esse déficit público.
07:45Ou seja, é um buraco, você vai cavando, quanto mais você tira a areia dele,
07:50mais você cava o próprio buraco.
07:52Quem vai pagar essa conta, como sempre, ao final,
07:54e você lembrou muito bem o período da Dilma Rousseff,
07:57quem vai pagar essa conta é a sociedade,
07:59porque eles nunca põem a mão nos próprios bolsos, já que são agentes públicos.
08:04Bom, o presidente da Argentina, Javier Milley,
08:06conquistou no domingo 26 uma vitória na eleição legislativa.
08:09A sigla dele, a liberdade avança, consolidou-se como a principal força política do país.
08:13O governo Milley obteve cerca de 40,8% dos votos
08:17e garantiu 64 das 127 cadeiras da Câmara dos Deputados.
08:2364 de 127.
08:26Então tem maioria ali na Câmara.
08:28No Senado conquistou 14 das 24 vagas em disputa,
08:32segundo a Justiça Nacional Eleitoral.
08:35O resultado fortalece o plano de reformas econômicas do Executivo
08:38e altera o equilíbrio de forças no Congresso.
08:40A eleição teve a menor participação desde a redemocratização em 1983.
08:45Apenas 67% dos eleitores compareceram às urnas, de acordo com os dados oficiais.
08:50Foi também a primeira eleição nacional com cédula única de papel,
08:54medida criada para reduzir custos e acelerar a contagem.
08:57O governo venceu em 15 das 24 províncias argentinas, incluindo Buenos Aires,
09:02onde havia sido derrotado em setembro.
09:04Em discurso no Hotel Libertador, Millet afirmou que o povo argentino decidiu deixar para trás
09:09100 anos de decadência e persistir no caminho da liberdade, do progresso e do crescimento.
09:15Soltou também várias vezes aquele slogan dele, que tem o palavrão,
09:19libertar e aquilo que vocês sabem.
09:22Bom, Duda Teixeira escreveu um artigo,
09:24relembrando inclusive a frase popular da economia estúpida.
09:28E é interessante abordar esse tema agora, porque a gente veio da pauta do alerta do Henrique Meirelles,
09:35ex-presidente do Banco Central, sobre os gastos do governo Lula.
09:38Então, o que o Millet está fazendo de diferente por lá, que acabou rendendo votos aí?
09:43O que o Millet fez foi cortar a inflação.
09:47A inflação, antes dele tomar posse, era 200% ao ano.
09:53Esse ano, no primeiro semestre, foi de 15%.
09:57Então, é uma queda muito brusca.
10:01E, historicamente, durante um bom tempo do governo peronista,
10:06de Néstor Kirchner, Cristina Kirchner, Alberto Fernandes,
10:11o grande problema da Argentina era a inflação.
10:15E era a inflação porque o argentino recebia o salário dele em pesos argentinos
10:20e o salário depreciava.
10:24Então, quando o Millet consegue controlar a inflação,
10:28e faz isso principalmente cortando gastos públicos,
10:32corta também programas sociais,
10:35que havia muitos programas assistencialistas,
10:38é assim que ele consegue resolver o problema.
10:42E isso tem um efeito muito parecido até com o que teve no Brasil o Plano Real.
10:48O Plano Real começa ainda no governo do Itamar Franco.
10:52O Fernando Henrique Cardoso era o ministro da Fazenda.
10:56Depois, ele sai para tentar a presidência.
11:00O Lula, nessa época, ainda tinha esperança de que ele ia conseguir a primeira eleição dele.
11:06E o Lula é derrotado para o Fernando Henrique,
11:09porque o Fernando Henrique ganha no primeiro turno.
11:11Ele tem uma grande vitória eleitoral por ter controlado a inflação.
11:19E a inflação atinge principalmente os mais pobres,
11:22que são as pessoas que recebiam salário
11:25e não tinham como fazer aplicações indexadas
11:28que protegiam as pessoas da inflação.
11:33E aí, isso ajudou o Fernando Henrique até a primeira e depois a reeleição.
11:39Então, agora, até uma pergunta que se faz é se o Millet também pode conseguir a reeleição dele.
11:46Havia aí muita gente na imprensa, a oposição também ao Millet,
11:54sempre tentou colocar ele como um cara louco, radical, libertário,
12:00que vai ser ali temporário.
12:02Mas esse resultado de domingo mostra que talvez não seja assim.
12:09Talvez ele realmente consiga, isso também já é dado meio como um certo,
12:15ele vai conseguir seguir com as reformas dele.
12:19Ainda precisa negociar para ter maioria no Congresso,
12:22mas já facilita muito.
12:24Ele não vai, por exemplo, sofrer vetos da oposição,
12:28coisa que já aconteceu até agora.
12:31Fortalece, então, o Millet ajuda ele a seguir com as reformas
12:37e aí também diminui a chance de um retorno do peronismo.
12:41O peronismo está muito estraçalhado, está sem líderes.
12:46Cristina Kirchner também condenada, não pode mais se candidatar
12:50e está numa situação bem periclitante.
12:57Acho que esse é o momento também de começarem a surgir novos líderes na Argentina,
13:03provavelmente para substituir o peronismo, que está fraco demais.
13:07Ricardo Kershman, o que você avalia?
13:10Olha, eu acho que muito mais importante do que os resultados econômicos,
13:15que obviamente tiveram muita influência nessa eleição,
13:18para além desses resultados econômicos,
13:21porque a inflação de fato desabou,
13:23mas ainda continua uma inflação bastante alta,
13:26a pobreza, a extrema pobreza caiu bastante,
13:28mas ainda tem muita pobreza.
13:30Então, para além desses efeitos atuais,
13:32eu acho que o indicativo,
13:34a sinalização que está sendo dada ao povo argentino,
13:37falou mais alto.
13:38As pessoas, o eleitorado argentino,
13:40ainda que essa votação, o índice de abstenção,
13:44a quantidade de pessoas que não compareceram,
13:46foi um dos maiores, se não o maior da história até hoje,
13:50mas indica para os eleitores,
13:52aqueles que pelo menos foram votar,
13:54que há um futuro, um futuro diferente do que havia há alguns anos.
13:59Não se tem mais, o mundo hoje,
14:02isso, a parte do eleitorado,
14:04seja na Argentina, no Brasil, nos Estados Unidos,
14:07aquela parte do eleitorado que sabe se informar,
14:09que consegue entender informação,
14:11e que a partir daí, consegue formar a opinião,
14:16já fica muito claro que um governo não tem condições
14:19de continuar produzindo déficits fiscais sucessivos,
14:23como o governo brasileiro faz,
14:24a gente acabou de falar nisso,
14:26porque uma hora ou outra,
14:27esse caldo entorna, o governo quebra.
14:30A Argentina ainda tem problemas estruturais muito graves,
14:34se não fosse essa ajuda financeira agora,
14:35de 20 bilhões de dólares,
14:37dos Estados Unidos,
14:38olha, a gente não sabe para onde o dólar iria parar de novo,
14:41porque nos últimos dias, nas últimas semanas,
14:44a escalada foi muito alta.
14:46Então, no momento em que você tem um governo,
14:48e aí pouco importa se o Milley é doidão,
14:51se não é,
14:51se ele dá esses sinais de ser um cara completamente alternativo ou não,
14:55mas no momento que você tem um governo
14:57que coloca um caminho,
14:59que diz o seguinte,
14:59olha, a gente está fazendo as reformas estruturantes
15:02que são necessárias,
15:03isso aponta, isso dá alguma esperança para o futuro,
15:06e eu acho que foi isso que de fato acabou acontecendo
15:08e que deu essa vitória para o Milley.
15:11Algo acrescentado, Dede?
15:12E se falava muito dos escândalos políticos,
15:17acho que os dois foram os principais,
15:20um quando ele compartilha ali uma mensagem
15:23de uma criptomoeda,
15:25que era Libra, o nome,
15:28o valor da criptomoeda sobe lá para cima,
15:32depois cai, tem muita reclamação,
15:34cai um pouquinho a aprovação dele,
15:37e depois tem um outro escândalo,
15:39que saem uns áudios,
15:40umas conversas,
15:42dizendo ali que a Karina Milley,
15:44que é irmã dele,
15:45estaria recebendo recursos da Agência Nacional de Deficiência.
15:49Essas investigações não prosperaram,
15:52ninguém foi condenado,
15:54mas arranhou um pouco da imagem do governo,
15:57mas essas críticas,
16:00elas ficaram muito em setores,
16:03mais da sociedade,
16:06mais da imprensa,
16:10mais entre o pessoal que acompanha,
16:13mais a política.
16:14Agora, no povão,
16:16aí o que pesa mesmo é a economia,
16:19é o dinheiro no bolso,
16:21e isso o Milley,
16:22incrivelmente, conseguiu entregar.
16:27Legenda Adriana Zanotto
16:30Legenda Adriana Zanotto
16:32Legenda Adriana Zanotto
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