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Nova pesquisa da AtlasIntel divulgada nesta quarta, 25, mostrou que o senador Flávio Bolsonaro está empatado numericamente com o presidente Lula em eventual segundo turno das eleições presidenciais.

O Papo Antagonista recebeu Leonardo Barreto, sócio da empresa Think Policy e colunista da Revista Crusoé, para analisar esse levantamento.

Madeleine Lacsko e Duda Teixeira comentam:

Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.

Apresentado por Madeleine Lacsko, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.

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Transcrição
00:00A gente vai falar agora da nova pesquisa Atlas Intel, que foi divulgada no dia de hoje
00:05e traz notícias muito ruins para o presidente Lula.
00:10A primeira é a que a gente vai ver nessa imagem aqui.
00:16Olha, a intenção de voto no Lula, que é o que está em vermelho, caiu vertiginosamente.
00:25Gente, comparando com o Flávio, eles são empatados, mas é assim, Flávio 46,3% e Lula 46,2%.
00:39Vamos ver como seria se fosse com o Tarcísio.
00:44Olha, o Lula com o Tarcísio não é tão tranquilo quanto o Lula com o Flávio, está vendo?
00:48Tem uma oscilação, vai e vem, ao longo de todo o período em que foi pesquisado, começando em dezembro de
00:5924.
01:00Olha isso.
01:01Eles vão oscilando, né?
01:04E aí fica 47,1% do Tarcísio contra 45,9% do Lula.
01:10E aí tem a rejeição do Lula.
01:14Que aí a rejeição do Lula, olha aqui, pensando no futuro do país, no contexto das eleições presidenciais deste ano,
01:21qual dos seguintes resultados possíveis te causa mais medo ou preocupação?
01:26A reeleição do Lula, 47,5%, preocupa mais do que a eleição do Flávio Bolsonaro, 44,9%,
01:38e só 7,1% se preocupam igualmente.
01:42Exatamente.
01:43Ou você se preocupa com a reeleição do Lula, ou com a reeleição do Flávio Bolsonaro, ou com os dois,
01:47né?
01:48A outra opção não existe, né?
01:50Não existe a opção de não se preocupar com nenhum deles, né?
01:53É, não existe.
01:55E assim, olha, ambos me preocupam igualmente, é só 7,1%.
02:02A gente vai debater essa pesquisa, que tem ainda muitos outros detalhes,
02:05conversando com o sócio da empresa Think Policy, colunista da Cruzoé, Leonardo Barreto.
02:15Leonardo, seja muito bem-vindo novamente aqui.
02:18Ah, eu que agradeço, Madelene.
02:20Obrigado pelo convite.
02:21Boa noite, Duda.
02:22Boa noite a todos que nos assistem.
02:25Leonardo, assim, eu, francamente, muita gente nunca pensou que a candidatura do Flávio
02:32fosse efetivamente decolar, porque, afinal, a Operação Lava Jato acabou por causa dele.
02:40A amizade, vamos dizer, a amizade entre aspas,
02:44todas as concessões que o Bolsonaro teve de fazer para o judiciário foram por causa dele.
02:49Mas o brasileiro também tem memória curta.
02:52A gente não pode superestimar a memória do brasileiro.
02:55Nesse momento, ele representa uma outra coisa que não é a própria biografia.
02:59Ele virou um símbolo, né?
03:02Ah, exatamente.
03:03Eu acho que essa pesquisa, ela não reflete a força do Flávio Bolsonaro.
03:08Reflete a fragilidade do presidente Lula.
03:11Porque o Flávio Bolsonaro, desde janeiro, ele está num tour internacional.
03:18E, quando volta, ele adota uma postura completamente low profile.
03:24Não se posiciona...
03:26Ou, quando se posiciona, se chama timidamente.
03:30E, mesmo assim, o gap de diferença entre ele e o presidente Lula fechou.
03:40Então, na verdade, o que a gente está olhando é a fragilidade do presidente Lula.
03:46E eu acho que esse é o recado da pesquisa.
03:51E entendo que é assim que o governo está vendo também.
03:54Ele já tem ali um diagnóstico a respeito dos problemas que eles estão enfrentando.
04:01Fora essa rejeição super consolidada que o Lula tem contra ele.
04:06E tem hoje uma questão sobre a qual eles estão quebrando a cabeça.
04:11Que é a seguinte.
04:14Ouvimos aqui nos bastidores que o governo já tem um arsenal contra Flávio Bolsonaro.
04:19Mas eles não querem usar antes de abril.
04:22E por quê?
04:23Porque eles não querem desconstruir Flávio a ponto de dar uma chance para o Tarcísio de Freitas vir candidato.
04:32Então, eles esperam até abril, deixam o Flávio surfar e ir até abril.
04:38Passou o período da desincompatibilização e eles começam a bater para retirar essa força do Flávio.
04:46Mas, de novo, isso aqui não é força do Flávio.
04:49É fragilidade do Lula.
04:50Eu acho que esse é o aspecto mais importante e o recado mais interessante que essa pesquisa traz para a
04:56gente.
04:57Leonardo, agora, boa noite, primeiro lugar.
05:00Agora, você fala em fragilidade do Lula.
05:02Agora, o Lula já conseguiu a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil.
05:11Bolsa Família hoje atende já 18 milhões de famílias no Brasil.
05:15O gás do povo, mais R$ 16 milhões.
05:21Tem o farmácia popular que o Lula ampliou no ano passado, que distribui fralda geriátrica de graça.
05:29O Trump tirou o tarifaço do Brasil.
05:33Teve escola de samba homenageando o presidente.
05:35Quer dizer, o Lula, a impressão que dá, Leonardo, e aí quero saber se você concorda comigo,
05:40é que tudo o que o Lula podia fazer, ele já fez, em termos de tentar melhorar a aprovação dele
05:46e conseguir melhor a intenção de voto nas pesquisas.
05:49Mesmo assim, ele caiu.
05:51Como é que a gente explica essa queda dele, apesar de tudo o que ele fez, de 53 para os
05:5840 e tantos?
06:00Então, vamos lá.
06:01Quando a gente pega o histórico de avaliação do presidente Lula,
06:08ele passou por um período extremamente delicado no primeiro semestre do ano passado,
06:14onde ele teve menos de 30% das pessoas dizendo que o governo era ótimo e bom,
06:21e isso colocava ele numa situação onde ele não tinha chances de reeleição.
06:29A diferença entre aqueles que achavam o governo ruim e péssimo e aqueles que achavam ótimo e bom
06:35chegou a 17 pontos, o que era fatal.
06:39A partir de julho, o governo, quer dizer, a partir de julho não,
06:43a partir do tarifaço e do presente que o presidente Lula ganhou
06:49com a assinatura ali do Eduardo Bolsonaro na questão do tarifaço,
06:55ele recuperou, mas ele nunca chegou a voltar para o azul.
06:59Hoje, a diferença é daquelas pessoas que acham o governo bom e daquelas pessoas que acham o governo ruim,
07:07está na casa de 5, de 6 pontos negativos para o Lula.
07:12Então, ele, na verdade, se a gente olha, desde o ano passado,
07:17o presidente Lula, ele não consegue voltar para o azul.
07:21E isso independe de medidas, independe de políticas públicas,
07:26mostrando uma rejeição muito consolidada.
07:29Muito consolidada.
07:31Quando a gente olha, por exemplo, para os eleitores independentes,
07:34que são aqueles que, de fato, vão decidir essa eleição,
07:38a rejeição do presidente está lá nas alturas.
07:43E aí a gente pergunta por quê?
07:45Porque as pessoas, acho que a gente tem aí um conjunto de assuntos, né?
07:50Mas, assim, primeiro, poder de compra.
07:54As pessoas não têm hoje poder de compra.
07:58A pesquisa da CNC, seguidamente,
08:01mostra um endividamento recorde das famílias.
08:05Mais de 30% hoje das famílias brasileiras estão inadimplentes,
08:09ou seja, com alguma conta atrasada.
08:11A taxa de juros lá no céu impede que as pessoas se refinanciem,
08:16que elas consigam refinanciar a própria dívida.
08:21A gente tem a questão ideológica, sem dúvida.
08:24A gente tem uma fadiga de material.
08:27Uma conta que a gente pode fazer, assim,
08:30uma pessoa que nasceu hoje em 1980,
08:32uma pessoa que tenha nascido em 1985,
08:35ela passou 80% da sua vida sendo governada pelo PT.
08:39Então, assim, você tem uma fadiga de material,
08:46e todos esses programas, né?
08:49Se você olhar, Duda,
08:50eles foram voltados para um segmento da população.
08:55E aí pode haver uma discordância de política pública,
08:59que é o seguinte, ok, um reequilíbrio social é superimportante,
09:05mas qual é o projeto de futuro?
09:08Qual o horizonte que o país tem?
09:10Como é que ele está se inserindo nessa modernidade
09:13que está se anunciando para todos?
09:16Então, eu acho que o governo, e o presidente Lula em especial,
09:19ele responde de uma forma muito frágil essas questões.
09:23Então, eu acho que se a gente...
09:25E aí, junto a isso, né, as derrapadas,
09:29as egotripes, né, que o presidente Lula
09:32vivencia aí de vez em quando,
09:34é, cria um cenário que eu acho suficiente, né,
09:38para explicar por que que ele não é favorito à reeleição,
09:41ou pelo menos não é um mega favorito à reeleição nesse ano.
09:46Esses programas todos que ele foi desenvolvendo ao longo de 20 anos,
09:52eles já atingiram o máximo de população que ele pode atingir?
09:58Porque a questão é,
10:00existe uma população que realmente precisa desses programas emergencialmente.
10:06A gente já tem município do Brasil que tem mais gente no programa
10:11do que a salariada.
10:14O programa, em alguns casos,
10:16para algumas famílias específicas,
10:19paga mais de um salário mínimo.
10:21Só que você fazer programas para essa população que ganha muito pouco,
10:26é uma quantia de dinheiro.
10:29Um programa que vai realmente impactar quem ganha mais,
10:34aí nós já estamos falando de um outro nível de dinheiro.
10:37Ele já esgotou o que ele podia fazer de programa para essa população,
10:42ou ainda tem espaço?
10:44Porque o que a gente está vendo é que até mais imposto está tendo que arrecadar, né?
10:50Olha, o presidente Lula,
10:53ele tem uma noção pecuniária de democracia.
10:57O que significa isso?
10:59O quanto ele pode colocar, canalizar, de dinheiro, de benefício, de recurso
11:07para cada segmento, para cada grupo.
11:10E isso conversa muito com a formação política dele, né?
11:14Ele é um líder sindical,
11:15cujo objetivo principal é conseguir benefícios pecuniários para os seus representados.
11:21Então, o governo Lula, ele trabalha assim, né?
11:25E aí ele parte de um pressuposto que todo grupo social tem um preço.
11:31Bom, hoje a gente já tem aí um pessoal calculando que pelo menos 50% da população brasileira
11:39está incluída em algum programa.
11:43E aí, na medida em que, desde o ano passado, ele percebeu que ele vivia um cenário muito complicado,
11:51ele foi criando novas maneiras de atender públicos refratários
11:55à sua reeleição, à sua popularidade, ao seu charme.
11:59E aí, ele trabalhou bolsa para...
12:08Aí, ele se anunciou para as famílias, para comprar em seus imóveis ou reformar em suas casas.
12:23Mas anunciou o reforço de programas de públicos já atendidos, né?
12:29Porque é aquela história, né?
12:32Assim, você já recebe, mas o que mais você pode me dar?
12:36Essa é uma pergunta que todo mundo faz.
12:38Então, assim, você teve essa situação.
12:42E a grande bala de prata imaginada pelo governo foi a isenção do IR.
12:46Por quê?
12:47Porque ela atingiria um público CLT, exatamente, se a gente pega aí a estratificação das pesquisas,
12:53exatamente um dos públicos mais refratários.
12:56Que é um pessoal de ensino médio, que ganha até 5 mil reais,
13:02que estão ali, está numa classe média baixa,
13:06é que hoje tem uma grande resistência ao presidente Lula.
13:10E essa foi, na percepção do governo, o fim da eleição, né?
13:18No momento em que isso chegasse no contra-cheque,
13:21as pessoas iriam claramente agradecer ao Lula e a questão da reeleição estava resolvida.
13:27Tanto é que hoje você não anda de carro, né?
13:30Por uma hora ouvindo rádio, sem escutar, pelo menos umas duas ou três vezes,
13:34uma propaganda dizendo, olha, olhe no seu contra-cheque, olhe no seu contra-cheque.
13:38Isso sem falar de crédito consignado, CLT, crédito consignado do funcionário público,
13:45empréstimo para motociclista trocar a moto, enfim.
13:49Agora, é aquela história, a capacidade fiscal está esgotada, né?
13:55E outra coisa, se o governo dá por um lado, ele tira pelo outro.
14:01E hoje, a taxa de juros, na minha opinião, Madeleine, é o grande problema.
14:06É o grande problema, porque é impossível se financiar.
14:12Eu tive hoje uma informação de que um empresário da construção civil,
14:17para conseguir um empréstimo, para produzir um prédio, né?
14:21Para construir um prédio, teve que se endividar na caixa econômica um juros de 22% ao ano.
14:28Então, assim, não é possível que as pessoas não percebam, né?
14:32E aí, todo mundo, que há uma desfuncionalidade importante no país,
14:39porque esse modelo de desenvolvimento que foi adotado, ele não se sustenta no tempo.
14:44Então, todo mundo já sabe que ali na frente vai ter um ajuste importante.
14:48Todo mundo tem um pouco da memória ainda da eleição de 2014,
14:52que trouxe circunstâncias muito parecidas.
14:56Então, de novo, eu entendo que há elementos,
15:02e fora passado, fora escândalo do STF,
15:08que tem uma relação muito grande com o governo,
15:10relação de imagem, né?
15:12O STF é visto como apoiador do governo,
15:16o Toffoli é um ministro indicado pelo presidente Lula,
15:20Alexandre de Moraes foi importante, né?
15:24Numa estratégia de consolidação política do presidente Lula,
15:30escândalo do INSS, Lulinha nas manchetes.
15:33Então, assim, embora essa democracia pecuniária, né?
15:39ela esteja funcionando ao máximo,
15:43mostra que não é todo mundo que tem um preço.
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