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A empresa de um sócio do ministro-chefe da Secom, Sidônio Palmeira, recebeu R$ 12 milhões de contratos de publicidade das estatais Caixa Econômica Federal e Embratur nos últimos dois anos, de acordo com reportagem do Estadão.
Os pagamentos foram realizados à produtora Macaco Gordo, do empresário Francisco Kertész, que é sócio de Sidônio na M4 Comunicação e Propaganda, atualmente chamada de Nordx.
A M4 foi criada em 2022 para atuar na campanha eleitoral de Lula e presta serviços ao diretório nacional do PT.
Felipe Moura Brasil, Duda Teixeira e Ricardo Kertzman comentam:
Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.
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NotíciasTranscrição
00:00Muito bem, olha, acabou de sair uma notícia que a gente repercutiu em um antagonista.com.br,
00:06antes da gente passar aqui para a pauta argentina, que o sócio do Sidonio Palmeira,
00:11que vamos lembrar, é o chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência no governo Lula,
00:17é um sócio do Sidonio, recebeu 12 milhões de reais em contratos de publicidade de estatais,
00:25segundo uma matéria do jornal Estado de São Paulo Estadão.
00:29A empresa desse sócio recebeu esses 12 milhões de contratos de publicidade das estatais Caixa Econômica Federal e Embratur
00:37nos últimos dois anos.
00:40Os pagamentos foram realizados à produtora Macaco Gordo, do empresário Francisco Querters,
00:44que é sócio de Sidonio na M4 Comunicação e Propaganda, atualmente chamada de Nortz.
00:51Olha, é um ciclo no Brasil.
00:55Então, você tem ali o chefe da SECOM, ele atua direta ou indiretamente para que haja um escoamento de verbas de publicidade
01:06para determinadas empresas e, quando você vai ver, você tem uma empresa de um sócio dele que está faturando com aquilo.
01:17Quer dizer, ele deixou o cargo na empresa que tinha quando virou chefe da SECOM para afastar qualquer problema direto.
01:27No entanto, aquele compadre dele que fez a sociedade está levando algum dinheiro.
01:36Então, é óbvio que isso tem que render uma apuração.
01:39Já houve notícias nesse sentido durante o governo Bolsonaro, na época publicada pela Folha de São Paulo,
01:46de que estava um dinheiro que vinha de decisão tomada pela SECOM,
01:52ia parar em empresas ligadas ao então chefe da SECOM.
01:57E agora o petismo está fazendo isso, que já apareceu em diversos escândalos em outras áreas dos governos do PT.
02:04Então, assim, eu cobro há muitos anos que haja muito mais transparência e que haja, inclusive, um debate legislativo que não há
02:13sobre a aplicação de verbas de publicidade, porque isso é o que rende, por exemplo, o Bolsa Pano, como eu apelidei.
02:21O dinheiro da verba de publicidade para veículos de comunicação que, então, para receber essa grana,
02:25para fechar as contas ou para lucrar, passa pano para o governo de turno,
02:30seja em nível municipal, estadual, federal, mas principalmente federal, que é a maior bolada.
02:35O antagonista nunca está nessas listas dos veículos que recebem dinheiro do governo federal.
02:43E, obviamente, há um comprometimento, muitas vezes, entre os empresários da comunicação
02:48e os agentes desse governo que querem uma cobertura positiva.
02:52E isso faz com que, muitas vezes, o governo exerça uma influência na própria linha editorial do veículo,
02:58até recomendando contratações dos seus militantes favoritos, dos seus porta-vozes,
03:04daquele pessoal que fica com o WhatsApp ligado enquanto está ao vivo, sabe?
03:11Na televisão, com a câmera ali para o rosto, para os membros do partido, para os membros do governo
03:17poderem mandar a narrativa diretamente no WhatsApp da apresentadora ou do apresentador
03:23para ele, eventualmente, repercutir ali no ar.
03:26Muitas vezes, não repercutindo dando aspas, o que já seria com algum abuso,
03:33um mau jornalismo de narrativas só.
03:37Eventualmente, você tem um contexto em que vale dar umas aspas.
03:40Mas é ainda pior do que isso.
03:42Às vezes, o apresentador ou a apresentadora lavam a narrativa no ar.
03:45Quer dizer, a narrativa chega pelo WhatsApp e a pessoa finge que aquilo é uma notícia
03:50que ela própria apurou, que é uma informação verdadeira e não uma propaganda que estão querendo emplacar.
03:58Então, esse problema da verba de publicidade sujando a independência, a imparcialidade
04:06no mercado da comunicação, é um problema que também atinge as agências.
04:12E aí, a gente precisa ficar de olho monitorando isso tudo.
04:15Seria bom que o Congresso Nacional discutisse essas questões.
04:19Qual é o filtro?
04:20Em que casos isso se justifica?
04:22Quais são os critérios técnicos?
04:24Como eles precisam ser provados, documentados, expostos a público em portais verdadeiros da transparência?
04:30Não esses que estão aí.
04:31E são, muitas vezes, tem um ou outro bom exemplo, mas muitas vezes tem portais de transparência
04:37que não são transparentes.
04:38Eles não deixam muito claro de onde está vindo o dinheiro para quem está indo.
04:43E os bancos públicos, inclusive, em geral, não divulgam.
04:46Não divulgam a quantidade de dinheiro que determinados veículos simpáticos daquele governo está levando.
04:51Isso está presente aí, informado, em diversas matérias a respeito.
04:55Duda Teixeira.
04:55Li aqui a notícia no site do Antagonista, onde eu acho que tem até, inclusive, a resposta já do Sidonio.
05:03O que ele diz é que ele não interferiu na escolha da agência dele.
05:11Ele não influenciou ali as contratações.
05:16O problema, que eu entendo, é que quando ele vira ministro do governo Lula, que isso é em janeiro desse ano,
05:25ele deixa de ser o sócio-administrador dessa empresa, acho que é M4 o nome.
05:32Isso.
05:32Mas ele continua no quadro societário, então ele continua como acionista.
05:38Então, ainda que ele não tenha feito ingerências para favorecer a contratação dessa empresa, ele se beneficiou.
05:48E aí a dúvida é, será que o fato dele ainda ser o sócio tenha interferido no processo de escolha?
05:56E aí é uma investigação que ainda precisa acontecer.
05:58Exato, porque muitas vezes é o nome, é os aliados, as pessoas que foram indicadas politicamente para comandar determinadas empresas,
06:07eles sabem, aquilo pode ter um peso dentro daquele grupo.
06:11Então, essas são as questões que precisam ser apuradas, que precisam ser investigadas.
06:15Você tem maneiras de se descolar formalmente, de fingir ou de alegar, pelo menos, que não tem nada a ver com aquilo.
06:22Mas, você tem aí uma aparência de conflito de interesse e isso tem que render uma investigação e tem que render uma discussão
06:30sobre o que fazer para evitar esse eventual tipo de manobra.
06:34Ricardo Kers.
06:36Felipe, você cobra uma discussão no âmbito do Congresso Nacional para poder coibir esse tipo de coisa?
06:42Mas olha, o Congresso Nacional vive fazendo a mesma coisa.
06:46Esse privilégio a fornecedores específicos que são indicados por políticos poderosos.
06:51A gente cansa de falar isso também a respeito do judiciário, os escritórios de advocacia, de maridos, de esposas, de filhos,
06:59ou mesmo escritórios de advocacia, que antigamente ministros, ou juízes, ou desembargadores faziam parte do quadro societário.
07:07A gente assiste isso o tempo todo.
07:09No governo federal, fica ainda pior, sob uma administração petista, porque esse é mais um dos modos operandi.
07:18Os mais jovens talvez não se lembrem, mas lá atrás, o escândalo do Mensalão, que eclodiu, se eu não me engano, em 2004, 2005,
07:26o Lula foi eleito em 2002, naquela época você já tinha um esquema fraudulento envolvendo empresas de publicidade
07:34daqui de Minas Gerais, daqui de Belo Horizonte, que recebiam dinheiro público para poder depois repassar para políticos
07:40ou mesmo para campanhas políticas. Isso é histórico.
07:44É a agência do Marcos Valério.
07:46Isso. Agora, o Sidono dizendo, não, olha, não tem nada a ver, é uma mera coincidência, eu não tive influência.
07:52É, da mesma maneira que quando a gente noticia que as esposas de ministros do governo do Lula
07:57são nomeadas para os tribunais de conta dos estados, é claro que é tudo uma coincidência, não teve influência nenhuma.
08:04É só uma coincidência estranha, Felipe, é que essas coincidências só ocorrem no setor público,
08:09só ocorrem quando o dinheiro é público.
08:11Na iniciativa privada não existem essas coincidências, ainda bem.
08:14E a mega licitação, cujo resultado foi antecipado pelo antagonista, 200 milhões de reais para quatro agências ligadas aos petistas.
08:24E o nosso repórter Wilson Lima soube do resultado antes, publicou de maneira cifrada, nós conversamos sobre a melhor maneira de fazer isso.
08:33No dia seguinte veio o resultado exatamente daquelas agências, agências cujas iniciais estavam na equação que o Wilson publicou no X,
08:42para a gente provar que já sabia antes daquela informação.
08:46Então, você tem eventualmente uma anulação, etc.
08:50Depois eles fazem de outro jeito, porque não tem punição, não tem filtro.
08:53E eu ia chegar a esse ponto, é o que eu sempre digo, às vezes dou entrevista em podcast e falo desse assunto.
08:57Esse debate sobre verbas de publicidade não interessa ao Congresso Nacional,
09:02porque muitos parlamentares, deputados e senadores, eles têm ligação com veículos locais.
09:09Então, isso que acontece na esfera federal, nos governos do PT e mesmo nos outros governos,
09:15que o bolsonarismo finge que não escoou verbas de publicidade para os veículos amigos,
09:19é uma das narrativas mais patéticas de todos, todo mundo sabe no mercado para quais veículos foram escoadas as verbas,
09:25mas você tem, muitas vezes em nível municipal, em nível estadual, aquele escoamento de verbas de publicidade
09:32para veículos alinhados, para fazer a propaganda.
09:35Então, ninguém quer mexer nesse vespeiro.
09:38E fica todo esse dinheiro, uma dinheirama, circulando por aí.
09:43E deveria haver órgão de fiscalização e controle, tribunal de contas,
09:47para fiscalizar exatamente quais são os critérios, para onde o dinheiro está indo, por quê.
09:53Mas tudo continua como está no Brasil, né?
09:55Música
09:56Música
09:57Música
09:57Música
09:58Música
09:58Obrigado.
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