00:00O Brasil, assim como outros países, vive o desafio de implementar a indústria 4.0,
00:05também conhecida como a Quarta Revolução Industrial,
00:08que integra tecnologias digitais como inteligência artificial,
00:12Big Data e automação para criar fábricas inteligentes,
00:16mais eficientes, flexíveis e produtivas.
00:19Mas o Brasil está com dificuldade de encontrar profissionais especializados
00:24para trabalhar nessa evolução da indústria.
00:27A Mitsubishi Electric tem se destacado globalmente na atração e retenção de talentos qualificados,
00:33especialmente em setores de alta complexidade tecnológica,
00:37com uma cultura corporativa que impulsiona a marca.
00:40E a gente vai entender melhor como a empresa tem atuado para esse desenvolvimento,
00:45para a indústria 4.0.
00:46A conversa ao vivo aqui no estúdio é com o Fabiano Lourenço,
00:49que é presidente da Mitsubishi Electric.
00:52Tudo bem? Prazer em te receber aqui.
00:54Obrigado pelo convite.
00:55Bem-vindo, Fabiano. Felipe Machado, nosso analista, vai participar da conversa também.
00:59Tudo bem, Fabiano? Prazer.
00:59Boa tarde.
01:00Bom, Fabiano, enquanto eu fazia essa abertura,
01:02fui trazendo essas informações,
01:04indústria 4.0, então, é essa que usa automação, tecnologia,
01:10inteligência artificial, dados, dados e dados.
01:13E aí, parece uma contradição.
01:15Essa indústria está tendo dificuldade de encontrar pessoas
01:18para trabalhar nessa indústria,
01:20quando a gente acha que vai precisar de menos pessoas.
01:22Sem dúvida.
01:22Não é uma contradição?
01:24Não, não é uma contradição, porque com a evolução da tecnologia,
01:28é claro que a robótica, a inteligência artificial,
01:30ela, evidentemente, ainda depende dos seres humanos, dos profissionais.
01:34E isso vai continuar por um bom tempo.
01:37Não só aqui no Brasil, mas globalmente,
01:40as empresas têm tido dificuldade, tanto de treinamento, desenvolvimento,
01:43quanto retenção e atração de talentos.
01:45E a gente tenta, dentro da cultura japonesa, dentro do DNA da empresa,
01:51trazer métodos e processos até inovativos para você desenvolver a mão de obra dentro da empresa
01:58e no que a gente chama de campo, que são as instituições educacionais.
02:04Certo.
02:04Felipe, seu ponto.
02:05Legal, Fabiano.
02:05Bem-vindo mais uma vez.
02:06Obrigado.
02:06Fabiano, Mitsubishi Electric, né?
02:09Quando a gente fala de Mitsubishi aqui no Brasil,
02:11tem uma série de produtos que a gente associa, principalmente os carros, enfim.
02:17Eu queria que você falasse um pouquinho da atuação da Mitsubishi Electric.
02:20E depois a gente estava conversando um pouquinho antes,
02:21você falou tantas empresas, uma série de empresas, um grupo grande de empresas
02:26e que atua em várias áreas.
02:28Eu queria que você falasse um pouquinho da Mitsubishi Electric, desse grupo como um todo.
02:31Obrigado pela pergunta.
02:32Uma das grandes coisas que a gente tem tentado desmistificar no mercado
02:37é que a Mitsubishi Electric é dentro de um conglomerado muito grande,
02:41de praticamente 600 empresas,
02:43uma das empresas que desenvolve o seu serviço, as suas tecnologias.
02:48Para você ter uma ideia, essas 600 empresas que têm o seu CEO,
02:51as suas organizações, todas,
02:53elas são responsáveis por 10% do PIB do Japão.
02:56O que dá aí aproximadamente de 0,7% a 0,8% do PIB global de um ano, dois anos atrás.
03:03A Mitsubishi Electric, ela tem um escopo enorme.
03:06Ela faz panela de arroz passando as satélites.
03:09Então a gente trouxe para o Brasil um pedaço desse escopo,
03:12um escopo que a gente conseguiria rapidamente desenvolver no país,
03:17que está com automação industrial, CNC, equipamentos de transporte.
03:21A gente tem ar-condicionado no Brasil.
03:23Evidentemente o pessoal conhece mais os carros,
03:27mas a gente tem trabalhado o mercado bastante
03:28para que conseguisse de alguma forma entender o escopo
03:32e o que é a Mitsubishi Electric.
03:34Perfeito.
03:35E Fabiano, como líder da Mitsubishi Electric no Brasil,
03:39que papel e qual a dedicação de vocês para a cultura corporativa
03:44no sentido de atrair e reter talentos,
03:46porque aparentemente a tecnologia avançou num ritmo
03:50e a formação dessa mão de obra para essas tecnologias
03:53ainda não entrou no mesmo compasso.
03:55É, eu acho que a tecnologia, quando a gente fala de tecnologia,
03:58automação, indústria 4.0, a gente fala de engenheiros,
04:01de técnicos, tecnólogos profissionais que são,
04:04na sua base, na sua essência, técnicos,
04:06que precisam ser formados.
04:08Quando você sai da faculdade ou de uma instituição técnica,
04:11você não tem todas as habilidades para entrar dentro das indústrias
04:15ou dentro da infraestrutura para operar essas tecnologias.
04:19Então, dentro da nossa estratégia, dentro do nosso plano,
04:23a gente tem tentado se aproximar mais das faculdades,
04:26instituições educacionais, inclusive com a competição MECA,
04:30que vai acontecer na semana que vem,
04:32de forma que a gente consiga auxiliar essa formação
04:35de profissionais que é tão carente aí no país.
04:39O que é essa competição MECA?
04:40Essa competição é uma competição global.
04:42A gente está fazendo a segunda competição aqui no Brasil.
04:49A primeira a gente fez em 2023.
04:50É uma competição que acontece em Taiwan, China, Indonésia.
04:54E a gente convidou 150 instituições de ensino no Brasil,
04:58entre universidades e escolas técnicas,
05:01propondo que eles fizessem um projeto
05:04para melhoria do meio ambiente utilizando a automação.
05:07Eles apresentaram o projeto.
05:10A gente classificou 15 instituições,
05:135 da parte técnica de colegiais técnicos
05:16e 10 de universidades.
05:19E a gente vai, na semana que vem, olhar os projetos,
05:23ver como é que eles desenvolveram uma série de critérios.
05:27Durante esse processo, a gente doou produtos
05:29para cada uma dessas 15 instituições
05:31que foram classificadas para a final.
05:33E o primeiro colocado de cada uma das...
05:36Tanto técnico quanto das universidades
05:38vai ganhar um robô e vai ganhar estágio dentro da empresa.
05:41Então, você consegue passar por todo o processo,
05:45desde fomento da ideia
05:46até eles apresentarem na prática
05:49e dando a eles a oportunidade,
05:51inclusive, de estagiados dentro da empresa
05:52para prepará-los para o futuro.
05:54Vai ter oportunidade.
05:55Muito legal.
05:56Fabiano, como você disse,
05:57a Mitsubishi Electric atua em várias áreas,
05:59de ar-condicionado, automação e tudo mais,
06:01mais com esse olhar de proteção
06:04para o meio ambiente e tudo mais.
06:06Daqui a pouco temos a COP30 chegando aí.
06:08Eu queria que você falasse um pouquinho
06:09quais são as suas expectativas.
06:11Eu tenho falado bastante sobre a COP
06:13como sendo um marco temporal.
06:16Ela não vai desenvolver nada,
06:18mas é como se fosse uma medição
06:19de tudo que está sendo feito
06:21ou deveria estar sendo feito globalmente.
06:24No caso da Mitsubishi Electric,
06:25a gente tem N planos estratégicos
06:29dentro da companhia, de global,
06:32para dentro da empresa.
06:35E com isso, a gente consegue,
06:36de alguma forma,
06:37olhar de médio a longo prazo
06:39como é que essas ações vão se desenvolver.
06:41Por exemplo,
06:42a empresa tem um marco global
06:44de 2030 ser um balanço zero de carbono
06:48em todos os seus processos.
06:50Então, de cima para baixo,
06:51todas as escritórias e fábricas
06:54estão se planejando,
06:56estão colocando budget
06:57para você poder fazer ações
06:59para a diminuição da emissão de carbono.
07:01Então, dessa forma,
07:03a gente consegue verificar,
07:04de um exemplo bem genérico,
07:06como a empresa se preocupa
07:08com esse tipo de ação.
07:12Fabiano,
07:13procede essa informação
07:14que o Brasil forma
07:15menos de um terço
07:16dos profissionais demandados
07:18por tecnologia e por automação.
07:19E o que você acredita
07:22que empresas e governo,
07:24cada um tem que fazer
07:25para equilibrar essa conta
07:27nesse cenário
07:27das transformações tão aceleradas?
07:29Eu acho que a formação técnica
07:32está muito associada
07:33a pessoas que procuram
07:35as instituições para se formar
07:38e gerenciar a evasão
07:40dos cursos tecnológicos,
07:43tanto de engenharia,
07:44como tecnólogos,
07:45como técnicos.
07:46Eu tenho conversado
07:46com alguns retores
07:47de algumas universidades parceiras
07:49e a gente está desenvolvendo
07:51algumas ideias
07:52nas discussões
07:53para diminuir a evasão.
07:54Para você ter uma ideia,
07:56engenheiros que entram
07:57no primeiro ano
07:58para o quinto ano,
07:59somente de 20% a 30% se formam.
08:01Então, a evasão é muito alta.
08:04A gente precisa desenvolver
08:05alguma forma
08:05para essas pessoas
08:07ficarem nas instituições
08:08e, evidentemente,
08:09fomentar,
08:10porque hoje
08:11é praticamente certo
08:12que se você se forma
08:14como um engenheiro
08:14ou um técnico,
08:15você vai ter
08:15uma oportunidade.
08:17porque a falta
08:18de oportunidades
08:19nessa área
08:19é enorme.
08:20Então,
08:21essa informação
08:21procede.
08:22É um processo
08:23difícil de mudar,
08:25mas eu acho
08:25que tem boas iniciativas
08:26tentando fazer
08:28com que a gente
08:28consiga formar
08:30mais pessoas.
08:31Fabiano,
08:32você falou
08:32do concurso
08:33MECA,
08:34que é uma bandeira
08:36de vocês,
08:37mas a Mente Submissão Elétrica
08:37tem outros projetos
08:38na área de educação.
08:39Eu queria que você falasse
08:40um pouquinho
08:40sobre esses outros projetos
08:42e como é que eles estão
08:42mudando,
08:44ou pelo menos
08:44tentando melhorar
08:45esse mercado,
08:47tentando trazer
08:47mais gente
08:48para dentro desse mercado.
08:48Eu acho que o processo
08:50ele nasce lá no Japão,
08:52o Japão tem
08:52muitas ações
08:54desenvolvendo
08:55com a parte estudantil,
08:56mas aqui no Brasil,
08:57fora a competição MECA
08:58que vai acontecendo
08:59na semana que vem,
09:01a gente tem
09:02muitas parcerias
09:03com o Senais,
09:04com a Universidade
09:05de Mackenzie,
09:06com a Mawá,
09:07a gente desenvolve
09:08palestras,
09:09webinars,
09:10a gente desenvolve
09:11ações juntas
09:12para desenvolvimento
09:13de projetos,
09:14Hackathon Eureka,
09:16o que a gente pode
09:17de uma forma geral
09:18se aproximar
09:20e tentar fazer
09:21com que os profissionais
09:22saiam mais bem preparados.
09:23Então, por exemplo,
09:24nos dois instituições
09:26nós estamos desenvolvendo
09:27laboratórios,
09:28produtos,
09:29a gente está desenvolvendo
09:30tecnologias para melhorar
09:31inclusive o gerenciamento
09:32das próprias universidades
09:34e aí eu acho que
09:35fechando com tudo isso
09:36a gente tem
09:37várias participações aí,
09:38por exemplo,
09:39em Barueri
09:40com instituições
09:40de ensino,
09:41dando cursos,
09:42falando sobre
09:44o nosso desenvolvimento
09:46como profissional,
09:47desenvolvimento como pessoa,
09:49nós temos dentro de casa
09:49um processo de estagiários
09:51muito legal
09:52que a gente tenta formar
09:53profissionais e pessoas
09:54fora seu profissional,
09:56a gente chama
09:57de Life Design Lab
09:58porque a gente tenta
09:59formar pessoa
10:00fora do profissional,
10:02então acho que
10:02tudo isso daí
10:03é um pacote enorme,
10:05eu ficaria aqui
10:05provavelmente horas falando,
10:06mas com muita preocupação
10:07nessa parte
10:08educacional.
10:09E Fabiano,
10:10para a gente fechar,
10:11me chamou a atenção
10:12essa informação
10:12de que a Mitsubishi Electric
10:14está há 50 anos
10:15aqui no Brasil,
10:16e você é o primeiro brasileiro
10:18à frente da companhia,
10:19até então os presidentes
10:21eram sempre estrangeiros
10:22japoneses,
10:23como que tem sido
10:24essa experiência,
10:25quais foram os seus
10:26maiores desafios
10:27e os aprendizados
10:27até aqui?
10:28Obrigado pela pergunta,
10:30a empresa desde 1975
10:32atua no Brasil
10:33fazendo fornecimento
10:35e no começo
10:36com fornecimento
10:37de peças
10:37para os processos japoneses
10:39que vieram direto
10:40do Japão.
10:41Então automotivas
10:42e entre outras,
10:43você tem ali
10:44o processo
10:44vem do Japão
10:45e aí a gente
10:45precisava de parceiros
10:46para fazer esse
10:47desenvolvimento no Brasil.
10:49De 1975
10:50a 2012,
10:51em 2012
10:51a empresa globalmente
10:53entende
10:53que tem que colocar
10:54aqui como um marco
10:55regional importante
10:56globalmente,
10:59funda a empresa aqui,
11:00os primeiros três,
11:01quatro presidentes
11:02foram japoneses,
11:03normal,
11:04eu entrei na empresa
11:04em 2015
11:05e passo a ser presidente
11:07em 2022
11:08com muito orgulho
11:09primeiro
11:09e se você olhar
11:11globalmente
11:12a Mitsubishi
11:12tem elevado
11:14a quantidade
11:14de local CEOs,
11:16local presidents
11:16porque eu acho
11:17que faz todo sentido
11:18você ter uma pessoa
11:19que conhece
11:20o mercado,
11:21conhece a cultura
11:22apesar de adorar
11:23a cultura japonesa,
11:24já estive lá
11:25mais de 20 vezes,
11:26a gente é bem diferente
11:27dos japoneses,
11:28de clima,
11:29de tudo,
11:29então eu acho
11:30que a minha atuação
11:32aqui ela tem
11:32como um objetivo
11:33de estar mais perto
11:34do mercado,
11:35fazer o negócio crescer,
11:37coisa que nós fazemos
11:37há 10 anos seguidos
11:38junto com evidentemente
11:40toda a organização.
11:42Perfeito,
11:42quero agradecer
11:43a participação aqui
11:44ao vivo
11:44no Fast Money
11:45do Fabiano Lourenço
11:45que é presidente
11:46da Mitsubishi Electric,
11:48então ao vivo
11:48com a gente
11:49no Fast Money,
11:50muito obrigada,
11:51sucesso,
11:51tendo novidades
11:52volto aqui
11:52para compartilhar,
11:53obrigado,
11:53obrigado Felipe,
11:54até mais.
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