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Em entrevista ao Real Time, o professor Jan Marcel Lacerda, da Universidade Federal do Tocantins, explicou como o aumento dos riscos fiscais e o tarifaço dos EUA desaceleram a economia global, destacando o papel dos países emergentes e o impacto do shutdown americano no comércio e no mercado de trabalho.

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Transcrição
00:00Porque agora a gente tem um outro assunto muito interessante.
00:02O aumento dos riscos fiscais não é uma questão apenas brasileira,
00:06mas um fenômeno global, segundo o FMI.
00:08A economia mundial vai manter o ritmo de crescimento um pouco mais lento
00:12do que no primeiro período, do que no período pré-pandemia.
00:15Isso diante do tarifaço inédito dos Estados Unidos.
00:19E a gente vai saber então como é que estão as previsões para esse cenário aqui.
00:23Vamos receber um convidado muito interessante, que é o Jean-Marcel Lacerda,
00:27professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do Tocantins.
00:32Bom dia, professor. Seja muito bem-vindo aqui ao Real Time.
00:36Bom dia, Marcelo. Obrigado pelo convite novamente.
00:40Bom, quais são as peças do tabuleiro internacional que devem manter o crescimento da economia
00:45em banho-maria, segundo o FMI?
00:48Bom, segundo o relatório que saiu ontem, recentemente, do FMI,
00:56a gente tem uma questão muito, uma perspectiva ainda muito transitória.
01:02A gente está num momento de 2025, que eles chamam de economias em fluxo,
01:07onde a gente está num momento de movimentação e transformação,
01:11que a gente não sabe ainda como a economia vai desencadear,
01:15como é que vai estar esse momento de transição.
01:18E os países de economia avançada, eles só vão crescer em 1,5%,
01:24segundo as projeções para 2025 e 2026.
01:30A gente tem os dados gerais de que, globalmente, vai ter um avanço,
01:35um crescimento de 3,2% em 2024, 3,3% na verdade,
01:413,2% em 2025, a projeção, e 3,1% em 2026.
01:49Então, a gente tem claramente um caso aí de desaceleração da economia global.
01:54E o que vai estar puxando, que está, segundo o FMI, que ele chama de resiliente,
02:00são os países emergentes.
02:01Os países emergentes vão manter aí um crescimento em 4%,
02:05e são eles que vão manter, devido a algumas políticas monetárias e fiscais estáveis,
02:12a economia crescendo nos próximos anos.
02:16E o impacto do tarifácio, qual que deve ser no preço dos ativos daqui para frente?
02:21Bom, o impacto do tarifácio, ele gera justamente esse momento de transição,
02:26onde os países estão voltados mais a um protecionismo nas suas economias,
02:32voltados mais para as economias nacionais,
02:36e também gerando maior fragmentação da política comercial,
02:41das políticas comerciais globais.
02:44E isso vem gerando um impacto forte no comércio internacional.
02:48Então, a perspectiva de crescimento para os Estados Unidos em 2025 é de 2%.
02:54A gente tinha, em 2024, a gente teve um aumento de 2,8%.
02:59Então, é um impacto grande, 0,8% de diferença.
03:02Então, há dessa aceleração forte.
03:05Muito motivado por essa incerteza das tarifas,
03:09apesar da gente ter negociações muito claras,
03:12a taxa efetiva dos Estados Unidos está em 19%,
03:18a taxa efetiva de tarifas da economia norte-americana.
03:24E isso vem gerando impacto também no mercado de trabalho,
03:27o mercado de trabalho com números negativos,
03:29decrescendo os postos de trabalho,
03:33e também uma desaceleração clara da desvalorização do dólar.
03:38Isso vem gerando um impacto muito forte na economia norte-americana.
03:42Professor, a gente viu agora há pouco o Scott Bassett,
03:44secretário do Tesouro americano, falando num evento aí,
03:47meio que minimizando o problema do shutdown nos Estados Unidos.
03:50Mas a gente sabe que a extensão desse shutdown aí,
03:54e também a falta de perspectivas para ele chegar ao fim,
03:57é algo que tem preocupado bastante também o mercado,
04:00algo que pode trazer consequências talvez não previstas anteriormente,
04:04tanto para o cenário doméstico quanto internacional.
04:06Isso. O shutdown tem um impacto, claro, na economia norte-americana,
04:13imediato de 15 bilhões de dólares.
04:15E se esse shutdown chegar há um mês, como já ocorreu da última vez
04:20no primeiro governo Trump, pode chegar a 30 bilhões.
04:25A gente sabe que isso, dentro de uma economia de 30 trilhões de dólares,
04:30às vezes é pouco, mas isso gera um desencadeamento de muitos problemas.
04:35Então, por exemplo, para as empresas brasileiras que buscam exportar
04:39para os Estados Unidos, a gente tem um momento de incerteza
04:42e o processo de exportação já é caro.
04:45Então, se o processo já é caro e ele vai ser mais demorado
04:48devido ao engessamento dos portos, por exemplo,
04:52o engessamento das agências de regulação, como o FDA,
04:56que regulariza a questão dos alimentos,
05:00a gente tem uma demora maior, um encarecimento para as empresas.
05:03Então, nesse caso, a gente reduz os investimentos.
05:07Então, uma perspectiva onde a economia norte-americana está engessada
05:10devido ao shutdown, há um recolhimento desses investimentos,
05:17há uma, claramente, nesse caso dos Estados Unidos,
05:20um aumento do desemprego.
05:22A gente tem que ter muitos postos de trabalho demitidos,
05:25claramente, pelo shutdown.
05:26E isso vai gerando impacto também na questão dos dados norte-americanos.
05:31A gente não sabe os dados da economia, principalmente a questão do mercado de trabalho,
05:36também, que tem um impacto claro, porque não são divulgados.
05:40E a gente não sabe quando serão divulgados.
05:43E isso vai gerando incerteza, desvalorização do dólar,
05:46fuga de investimentos.
05:48Então, uma situação que a gente tem que esperar,
05:52aguardar, quais vão ser os próximos momentos das negociações
05:56entre os partidos, para ser aprovado ou não esse orçamento norte-americano.
06:01Professor Jean-Marcel Lacerda, da UFT,
06:03muito obrigado pela sua participação e bom dia.
06:07Obrigado, agradeço.
06:08Obrigado, agradeço.
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