Pular para o playerIr para o conteúdo principal
Juros altos e isenção de IR: a combinação explosiva nos investimentos! Mas será que LCI e LCA ainda valem a pena?

Neste episódio do WealthPoint, descubra como a alta demanda por títulos bancários impacta o mercado de crédito. Nossos convidados analisam se ainda há espaço para aproveitar as taxas e isenções, mesmo com as mudanças na legislação.

Entenda como alocar seus recursos em renda fixa, considerando o cenário econômico atual e os riscos envolvidos. Saiba como identificar as melhores oportunidades em CDBs, LCIs e LCAs para otimizar sua carteira.

#LCI #LCA #RendaFixa #Investimentos

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Olá, eu sou Patrícia Valle e esse é o WealthPoint, onde grandes gestores compartilham as suas visões.
00:17Com juros em alta, os investidores estão super alocados em renda fixa, e as preferidas são as LCI e LCA,
00:24títulos bancários isentos de imposto de renda para a pessoa física. Mas projetos de lei estão tentando acabar com a totalidade dessa isenção, o que está mexendo com o mercado de crédito.
00:36Para essa discussão, recebemos Gabriel Redivo, sócio-diretor de gestão na Aue Investments, e Luciane Ribeiro, sócia fundadora da 3B Capital Gestão de Recursos.
00:48Bem-vindos ao WealthPoint. Obrigada pelo convite, é um prazer estar aqui com você hoje para ter uma discussão rica sobre esse tema.
00:58Obrigado, Patrícia. É um prazer, em nome da Aue, poder estar aqui junto com o WealthPoint, representando esse cenário do Wealth,
01:07e poder também praticar e falar um pouco mais sobre essas discussões.
01:11O prazer é todo meu. Queria que a gente começasse falando sobre o quanto o cliente hoje está alocado nesses títulos bancários,
01:19em especial o LCI e LCA. A gente sabe que hoje o investidor está preferindo a renda fixa,
01:26mas quanto que um cliente moderado, conservador, por exemplo, teria, em média, em títulos bancários na carteira,
01:35que é aquele mais seguro, ou seja, o quanto que ele realmente está avesso ao risco.
01:39Luciane, você quer começar com essa?
01:41Sim, vamos lá.
01:43Bom, dado o crescimento dos isentos no sistema financeiro como um todo,
01:49eu gosto sempre de falar com números.
01:51Então, numa indústria de 10 trilhões de reais, aproximadamente, entre todas as emissões,
01:57a gente tem só no varejo 5,6 trilhões de reais, no varejo e varejo alta renda.
02:03E o total de isentos no sistema financeiro hoje é mais ou menos 1 trilhão e 400 bilhões de reais.
02:10Então, você veja que teve uma participação muito grande, ou seja, nos últimos dois anos de aumento desses ativos.
02:17E a poupança, só para a gente comparar com a tradicional poupança no Brasil,
02:22a poupança tem menos de 1 trilhão hoje em dia.
02:24Então, você vê que realmente os isentos ganharam um espaço muito importante.
02:28E, claro, dado a taxa de juros muito elevada também, os investidores preferiram muito os papéis isentos.
02:36Então, nas nossas carteiras, por exemplo, eu acho que, em média, o investidor hoje tem por volta de 70% em títulos bancários.
02:44De 60% a 70% entre LCIs e LCAs.
02:49Gabriel, isso que você vê na UER também?
02:52Legal. Sim, com certeza.
02:53Uma pesquisa, na verdade, acho que trazendo até números também, uma pesquisa recente da B3 indicou que a gente tem mais de 100 milhões de CPFs alocados nesses títulos,
03:04tanto de CDB como LC e LCA.
03:07Os títulos bancários, eles inundaram tanto o varejo quanto o mercado de off.
03:11O mercado de off já há muito mais tempo, mas o varejo começou a usar esses isentos.
03:15E lá na UER, sim, a gente olha as carteiras e um perfil conservador vai estar ali próximo dos 80%
03:21e o moderado é entre 70% e 75%, majoritariamente em bancários.
03:27É uma alocação muito alta em títulos bancários e o que a gente vê é que tem uma preferência pelas LCIs e LCA
03:34pela isenção de imposto de renda que ela dá para a pessoa física.
03:38Os clientes de vocês estão aproveitando mesmo, estão encarteirando o máximo que podem.
03:43Eu acho que sim, agora tem um lado que me preocupa um pouco, que é um pouco da situação econômica do país.
03:50Acho que a gente tem procurado manter as carteiras numa duration curta.
03:55Então, não tanto vinculado ao tema da isenção, eu não posso olhar só um tema, eu tenho que olhar um todo.
04:02Então, assim, o cenário econômico a gente tem buscado ficar com uma carteira um pouco mais curta.
04:09Então, diante disso, os nossos clientes estão sendo recomendando, nós estamos recomendando fazer ativos mais curtos
04:15em função do cenário econômico, mas claramente vamos fazer um pouco, também estamos aproveitando um pouco
04:21quando o risco é muito bom e muitas vezes os bancos emitem papéis longos e podem dar liquidez em períodos menores.
04:28Então, enfim, a gente tem aproveitado sim essa oportunidade, essa janela.
04:33A Luciane falou uma coisa bem interessante.
04:36Nessa pesquisa da B3, pegando o primeiro semestre de 2025, ela até pontua isso.
04:42Quando a gente fala de CDBs, LCs e LCA, que não daram mercado, as pessoas físicas, majoritariamente, têm escolhido directions curtas.
04:50Então, é algo que, dado o risco país e dado todo esse cenário que a gente tem tido, tem buscado sim.
04:57Agora, o investidor Wealth, ele pode alongar um pouquinho mais isso, desde que ele esteja em boas emissões.
05:02A gente tem lá a classificação de governança do Banco Central, S1, S2, S3.
05:07Quando você aloca num banco S1, falando do Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa Econômica,
05:12o risco de um banco desse quebrar, a gente sabe que se um desses bancos quebra,
05:17a gente vai ter um problema econômico muito maior e não vai ser a discussão de isenção que vai ser o problema.
05:21Então, está alocado num desses bancos, eu acho, mesmo que uma duration mais longa,
05:28para garantir essa isenção é super válido.
05:31Perfeito.
05:32Agora, essa demanda toda por esses títulos de LCI e LCA, principalmente, tem oferta para tanta coisa?
05:40A gente teve o CMN fazendo uma restrição, botando um pouco mais os lastros para realmente o que é agro,
05:49o que realmente é imobiliário, uma conta que ia sair mais de 200, 300 bilhões do mercado por conta disso.
05:59A gente está também num cenário de crédito um pouco mais avesso ao risco.
06:06Está tendo título para tudo isso, Gabriel?
06:09Assim, sem dúvida, comparado a uma janela de 6 um ano atrás, você tinha títulos, não tinha uma restrição
06:19que veio do Conselho Monetário Nacional limitando um pouquinho essas emissões, restringindo o uso do crédito,
06:25isso não tinha acontecido, mas, de fato, eu tinha maior oferta e também taxas melhores.
06:32Mas o mercado financeiro, são ciclos econômicos.
06:36Um investidor que alocou um ano atrás, com um vencimento de um ano, vai ter o título vencendo agora,
06:41ele vai precisar se posicionar.
06:43Eu acho que, sem dúvida, essa oferta realmente está mais enxugada.
06:47Às vezes, as taxas estão menores, mas nós estamos falando de clientes wealth.
06:52O cliente wealth, dentro da cadeia, ele vai sempre pegar as melhores emissões.
06:56O cliente que está lá com uma taxa de 94 no private, provavelmente o varejo está pegando essa taxa 98 ou 99.
07:04Então, ele ainda tem atratividade.
07:08Eu complementaria um comentário do Gabriel, dizendo que eu acho que também as taxas foram reduzidas
07:16nesses últimos períodos, de seis meses, um pouco mais, em função também que eu acho que os bancos
07:21estão captando um pouco menos.
07:23Então, acho que tem esse ciclo econômico que, eventualmente, você tem mais crise e CRAS na oferta
07:29e menos LCIs e LCAs, porque os bancos estão com o caixa bastante elevado.
07:34Enfim, acho que tem uma preocupação em relação ao crescimento econômico, uma desaceleração,
07:41mesmo que seja pequena, mas acho que, para os bancos, esse é o primeiro movimento,
07:45de diminuir a captação.
07:47Então, acho que, junto a isso que o Gabriel falou, eu incluiria a parte de as captações
07:53dos bancos estão menores também.
07:55Então, portanto, as taxas recuam.
07:57Eu estive até aqui ouvindo vocês e me surgiu uma coisa interessante, até com o que a Luciane
08:02falou.
08:03Se a gente analisar, tanto a LCA é para o agronegócio e a LCA é para o mercado imobiliário.
08:09Você vai avaliar os principais bancos.
08:11Hoje, a gente tem o Banco do Brasil como referência no agro.
08:13As ações dela, nos últimos três meses, tiveram uma queda por causa da inadimplência
08:18no agro.
08:19Então, obviamente, se ele está tendo inadimplência e o balanço dele foi penalizado por esse setor,
08:24ele vai ter uma oferta menor.
08:25E, se a gente olhar até os projetos imobiliários que a Caixa tem tentado buscar, eles estão em
08:31reduções.
08:31Taxas muito elevadas de juros faz com que o varejo não vá entrar na minha casa, na minha
08:35vida, não vá buscar financiamentos imobiliários.
08:39Esses títulos financiam, tanto o agro quanto o mercado imobiliário.
08:42Então, o que vocês estão colocando é que a demanda está mais forte do que nunca
08:46pelas LCIs e LCA, porque tem o risco de serem taxadas, mas, em contrapartida, a oferta
08:54está menor.
08:55Teve uma redução do CMN, os bancos não estão querendo tanto esse tipo de crédito e vocês
09:02já pincelaram um pouco que isso está tendo efeito nos spreads.
09:07O que aconteceu?
09:08Vocês conseguem dizer quanto que eram spreads lá há um ano atrás?
09:13Quais eram taxas atrativas que se tinha em LCI e LCA?
09:17E quais são as taxas hoje?
09:19E o que é considerado hoje uma taxa atrativa?
09:22Luciane?
09:23Bom, para ser bem objetiva, na minha opinião, a gente pensa no passado, recente, a gente tinha
09:29papéis de primeiríssima linha de bancos grandes a 97%, 98% do CDI, até 99% em alguns casos.
09:36E hoje, eu acho que é mais para 94%, 93%, 94%.
09:41Então, assim, teve uma redução do spread de 4 pontos, pelo menos.
09:47Não sei se o Gabriel concorda.
09:49Não concordo.
09:50Acho que, de fato, de forma bem resumida, mas eu diria que 3 pontos acabam influenciando
09:54muito nisso.
09:55Um, a gente já falou, que é a oferta versus a demanda, né?
09:58Muita demanda pelo título e pouca oferta para buscar esses créditos acumulados.
10:02Então, os bancos acabam diminuindo.
10:04Tem um efeito da taxa de juros também, é cíclico.
10:08Quando a gente está no topo da taxa de juros, com os juros futuros tendendo para a queda,
10:13todos os spreads tendem a cair.
10:14O pós sente menos.
10:16Se a gente olhar de 97%, 98% para 94%, pô, são 4 pontos do CDI.
10:21É pouquíssimo.
10:22Mas o investidor que aloca nisso, ele sente.
10:24Ele sente isso, né?
10:26Há um ano atrás, a gente tinha pré-fixado IPCA com taxas diferentes do de hoje, né?
10:32Então, o que hoje seria uma taxa atrativa?
10:35Essa de 94% para vocês é uma taxa que vale a pena?
10:39Ou, por exemplo, se o cliente encontrar uma taxa de 85%, é para ele tomar mais cuidado?
10:44Porque, às vezes, o cliente, ele olha assim, ah, é isento, eu quero, né?
10:48Como avaliar realmente o que hoje é interessante, mesmo não tendo as mesmas condições de antes?
10:57Sou eu?
10:58Eu acho que, sem dúvida, a primeira coisa, acho que o cliente tem que sempre pensar
11:07e não ir exatamente, diretamente nos isentos.
11:11Porque, logicamente, tem uma conta que tem que ser feita,
11:14que é o que a gente chama de gross up, que é incluir na taxa do ativo isento
11:20o imposto de renda para você poder comparar com um ativo, por exemplo, CDB, um RDB,
11:27a taxa equivalente.
11:28Então, assim, acho que esse é o primeiro movimento que o investidor deveria fazer
11:32e prestar atenção.
11:33E não só direto, ah, eu quero um isento, isento,
11:35e não percebe que a taxa, muitas vezes, ela é inferior a um ativo da mesma qualidade
11:41através de um instrumento diferente que seria o CDB.
11:44Então, acho que isso é super importante.
11:46Eu acho que o mercado hoje está em torno de 94, 93,
11:52e que equivale a um papel, uma taxa bruta, por volta de 112, 113% do CDI bruto.
11:59Então, acho que é isso que ele tem que olhar, o risco de crédito e essa taxa equivalente
12:05de um ativo com imposto de renda e de um ativo sem imposto de renda,
12:09sem ter esta preferência diretiva de estar em um ativo isento.
12:13Não necessariamente ele é o melhor para o momento.
12:16Acho que tem que fazer essa conta do gross up, da equivalência.
12:20Com certeza, o que a Luciane falou foi pontual ali, acho que é preciso.
12:23Eu adicionaria, a gente falou um pouco do pós, mas essa conta do gross up,
12:29ela para o investidor, quando ele vai alocar no mesmo título, isento,
12:33mas num prefixado ou num IPCA, é importante ele fazer esse cálculo,
12:38porque ele vai ver uma LCI ou uma LCA lá a 12,93%,
12:44e ele vai olhar a taxa de Selic a 15, ele não vai saber fazer essa conta.
12:48Mas é uma conta muito simples.
12:49Se ele jogar hoje calculadora, comparativa CDB e título de renda fixa,
12:54até, por exemplo, divide por 0,85, pega a taxa e divide por 0,85,
12:59ele já vai ter ali uma estimativa, conta de padeiro,
13:02mas ele já vai ter para ele poder comparar.
13:04E no título prefixado ele vai ver essa diferença,
13:07às vezes é de 2%, são quase 200 pibs.
13:10Perfeito.
13:11Agora, com esses spreads um pouco mais comprimidos,
13:14bastante mais comprimidos em alguns casos,
13:17os investidores têm olhado mais para os bancos médios,
13:21que têm taxas mais atrativas para conseguir taxas que ele tinha antes
13:26nos outros grandes bancos.
13:29E dentro do FGC existe uma garantia para esses títulos
13:33de até 250 mil por CPF ou CNPJ
13:37em cada instituição financeira ou conglomerado financeiro
13:41com limite de até 1 milhão no período de 4 anos por pessoa.
13:44Mas muito tem se falado se realmente o investidor pode confiar nessa garantia.
13:51Essa discussão veio para vocês?
13:53Os investidores, os clientes têm perguntado para vocês
13:56como apimentar um pouco mais nessa carteira
14:01de títulos bancários com bancos médios
14:04e até onde que está seguro ou não está seguro?
14:07Gabriel.
14:07Bom, o investidor, ele sempre vai querer buscar o melhor retorno,
14:12o menor risco.
14:13Então, sim, ele acaba pedindo ali taxas melhores,
14:17até porque finanças comportamentais já dizem muito o princípio de ancoragem.
14:22O investidor, ele se ancorou uma taxa de 98% do CDI
14:25e quando ele vai ver o vencimento e tentar realocar,
14:28ele vai falar, mas por que está 94%?
14:30Ele não entende esses ciclos.
14:31E acaba buscando.
14:32Tem outras taxas?
14:34E aí, muitas das vezes, em outra instituição,
14:37vão trazer um CDB, vão trazer um banco
14:40com uma taxa um pouco melhor que seria de um banco médio
14:44e essa taxa, às vezes, não está correlacionada
14:48ao mesmo risco de crédito que ali existe.
14:51Eu acho que, sim, dentro do FGC,
14:52ele vai ter a cobertura de 150 milhões,
14:54250 mil e 1 milhão até 4 anos.
15:00Buscar esses ativos, mas vou dar um exemplo na UER.
15:02Na UER eu tenho uma seleção dos bancos
15:04que a gente entende que são bancos confiáveis no risco de crédito.
15:07É importante o investidor buscar,
15:09vai buscar uma taxa um pouquinho melhor,
15:11no passado isso não existia,
15:13mas hoje até tem taxas um pouquinho melhores,
15:15mas dentro de uma controladoria,
15:18dentro de um perfil em que você encontra ali o risco ideal.
15:21Mas dá, então, para confiar no FGC?
15:26O que está dentro do FGC, digamos assim,
15:28dá para apimentar um pouquinho
15:30e se já passou disso, já é para tomar mais cuidado?
15:32Seria isso, Luciane?
15:34É, eu acho que o objetivo do FGC,
15:36que foi construído, criado em 1995,
15:40é bem antigo,
15:42e já teve mais ou menos os 40 ocorrências
15:45nesse período todo,
15:47foi justamente para cuidar
15:50e assegurar o princípio do sistema financeiro saudável.
15:56Então, acho que é.
15:57E, logicamente, dar a garantia para os investidores.
16:01Eu acho que ele cumpre seu papel.
16:03Até então, acho que a gente nunca teve
16:05nenhuma evidência que isso seja descumprido.
16:10Mas a gente está sempre aprimorando isso,
16:12tanto é que tem uma norma nova
16:13que vai entrar em vigor a partir de 2026,
16:16porque, logicamente, você não pode permitir
16:19que um único banco médio
16:22ocupe um volume muito grande
16:24do próprio fundo garantidor
16:26que existe por contribuições
16:29de todos os associados, vamos dizer assim.
16:32Então, acho que tem ajustes
16:34que já foram feitos
16:35para melhorar um pouco essa dinâmica.
16:37mas eu gosto,
16:40eu acho que tem uma garantia,
16:42sem sombra de dúvida,
16:43tem que tomar cuidado, logicamente,
16:45para não ultrapassar esses valores da garantia.
16:48Então, muitas vezes,
16:49também tem que tomar cuidado
16:50do prazo do ativo,
16:52porque aí você fala,
16:53vou comprar 200 mil,
16:54só que o prazo,
16:55como a taxa de juros está muito alta,
16:57pode ultrapassar o limite de 250.
16:59Então, são alguns detalhes
17:01que deverão ser observados,
17:02mas eu acho que sim,
17:04não acho que tem risco, não.
17:05Então, para resumir,
17:08até o limite,
17:09dá para apimentar um pouquinho,
17:11mas é claro que um cliente
17:12ainda mais de Wealth
17:13pode passar disso,
17:14se ele tem 70% hoje
17:16da carteira dele em bancários,
17:18e aí já é para tomar mais cuidado
17:20e fazer realmente
17:21uma análise de crédito
17:23em quais papéis
17:24que ele está entrando.
17:26É, eu diria que,
17:27para o cliente Wealth,
17:28ele passar do FGC,
17:30aí, dentro dos níveis de governança
17:32do Banco Central,
17:33eu buscaria bancos S1,
17:34ele passar num Banco do Brasil,
17:37numa Caixa Econômica,
17:38num Bradesco,
17:39no Itaú,
17:39no Santander,
17:39eu não vejo problema.
17:40O BTG é pactual,
17:42que são bancos S1,
17:43tudo bem.
17:44Acho que um banco já S2,
17:45S3,
17:46por mais que são bancos
17:48que, às vezes,
17:49as características do balanço
17:50e de risco
17:51são saudáveis,
17:52eu já acho um risco
17:53demanzeado,
17:54não passaria,
17:55prefiro diversificar isso
17:56em outros ativos.
17:58Vale destacar um ponto,
17:59a gente fala muito
18:00sobre o FGC
18:01aguentar
18:02quebra de um default
18:05de um grande banco,
18:06de um grande banco,
18:07sim,
18:07duvidoso.
18:08Bancos médios,
18:09hoje,
18:09a gente pega,
18:10tem dados estatísticos,
18:12hoje,
18:12no mercado,
18:13que dizem que o FGC,
18:14ele suporta
18:1599%
18:17do que está enquadrado
18:18no limite dele.
18:19Tem muito cliente,
18:21infelizmente,
18:22no varejo,
18:23porque foi vendido errado,
18:25está com bancos
18:26que estão aí
18:26quase no default,
18:27a gente estava
18:28acompanhando na mídia
18:29recentemente
18:30o Banco Master,
18:31as taxas deles subindo
18:32e ultrapassando
18:34o FGC
18:34nesse tipo de ativo.
18:36Qual o problema?
18:37Se, de fato,
18:37o FGC tiver que agir
18:39com um banco desse,
18:40ele não vai receber
18:40os 1 milhão
18:41que ele tem lá,
18:41ele vai receber
18:42250 mil.
18:43Então,
18:43o FGC,
18:44ele suporta
18:45pagar os 250 mil
18:46e isso acaba
18:47criando um red
18:48também para o FGC.
18:51Concordo plenamente,
18:52acho que tem que
18:54tomar cuidado
18:54com esses detalhes
18:55que não é um detalhe,
18:56mas é o dinheiro
18:59que a poupança,
18:59muitas vezes,
19:00a pessoa fica a vida
19:02toda poupando,
19:03então,
19:04acho que tem que
19:05observar isso
19:06e tomar cuidado
19:07com esse movimento.
19:08E a gente lá,
19:10na verdade,
19:10a gente compra
19:11bancos médios,
19:14a gente propõe
19:14para os clientes,
19:15mas sempre respeitando
19:16muito o limite,
19:17é fundamental.
19:19E dentro dessas
19:20incertezas todas
19:21para a LCI,
19:23LCA,
19:23e também
19:26com bancos médios
19:31e vias talvez
19:33de liquidação,
19:35isso tem
19:36mexido com
19:37o mercado bancário
19:39como um todo?
19:39Como ficam também
19:40os CDBs nessa história?
19:42Vocês viram os CDBs
19:43também recuarem
19:44esses spreads de crédito
19:46como também aconteceu
19:47com a LCI e LCA?
19:48ou não?
19:49Talvez agora
19:50o investidor
19:51devesse olhar
19:52com mais carinho
19:53para o CDB
19:53que às vezes
19:54ele esquece
19:54só porque não é isento?
19:58Os CDBs,
19:59eu acho que tem
20:00um tema também
20:01que a gente comentou
20:02para as próprias
20:03LCAs e LCA,
20:04acho que tem
20:05uma diminuição
20:05na captação
20:06como um todo,
20:07principalmente dos bancos
20:08de primeira e cima linha
20:09em função
20:10do crédito
20:11de estarem com caixa
20:12muito confortável
20:13e tudo mais,
20:14do próprio cenário econômico.
20:16Eu acho que os CDBs
20:17continuam,
20:18principalmente dos bancos médios
20:20e acho que
20:22eles são mais focados
20:23nos bancos médios,
20:25aliás,
20:25eu acho mais do que
20:26nos primeiríssima linha
20:28e tem que observar
20:30o limite do FGC,
20:32acho que assim,
20:33tem que comprar
20:33mas tem que tomar cuidado
20:35com respeitar sempre
20:37os 250 mil
20:38para ficar tranquilo
20:39o resto da vida.
20:41Mas quais são taxas aí
20:43que estão tendo
20:44no mercado
20:44em geral?
20:45Eu acho que 115,
20:48112,
20:49110,
20:50também teve uma redução,
20:51uma leve redução,
20:52pensa em 3,
20:534 pontos percentuais
20:55na minha opinião,
20:56mas acho que
20:56em torno disso.
20:57Eu diria também
20:58que onde eu vi
21:00um fechamento claro
21:01de spread
21:02nesses títulos
21:03e até mesmo de emissão,
21:05você não encontra muito,
21:06mas um ano atrás
21:07eu encontrava,
21:08eu mesmo coloquei muito
21:09na carteira,
21:09a gente lá na UFA fez,
21:11que eram os CDBs
21:12com o CDI+,
21:13que é uma taxa
21:14de 100% de CDI
21:16mais 2%,
21:17mais 1,75.
21:19Hoje,
21:19quando eu acho
21:20um título desse,
21:21eu estou achando
21:21a CDI mais 0,35,
21:24CDI mais 0,40
21:25e querendo ou não,
21:27você ter o CDI,
21:28que é uma taxa garantida,
21:29pode ficar mais 2%
21:31sobre ele,
21:31era maravilhoso.
21:32É verdade,
21:32o spread
21:33fechou bastante.
21:34Para esse tipo,
21:35é até emissão,
21:35você vê que você não encontra mais,
21:37quando encontrar é ouro,
21:38é para pegar.
21:39Mas então,
21:40não tem uma distorção ainda
21:42entre o mercado de LCI
21:43e CDBs,
21:44eles estão mais ou menos
21:45com taxas equivalentes ali,
21:48tanto faria
21:49estar em um e o outro,
21:50ver o que aparece
21:51de mais importante
21:52na hora que tem
21:53um dinheiro
21:55para fazer o aporte,
21:56seria isso, Gabriel?
21:57O cálculo de growth up
21:58precisa ser feito,
21:59no varejo,
22:01é muito difícil
22:02às vezes o cliente fazer isso,
22:03no Elf,
22:03a gestora acaba fazendo
22:05isso por ele,
22:06e a gente faz
22:08em todos os títulos
22:08e compara.
22:10Eu digo que,
22:11recentemente,
22:12pelo incrível que pareça,
22:13as LCI e LCI
22:14têm tido o cálculo
22:15de growth up
22:15melhor que o CDBs.
22:16Veja,
22:17os spreads estão
22:17mais interessantes
22:18realmente
22:19mesmo com toda essa corrida.
22:21Mesmo com toda essa corrida,
22:23porque o banco,
22:24ele entende,
22:25acho que o banco,
22:26ele vai olhar ali
22:27e cada título desse,
22:28para o investidor
22:29que não sabe,
22:30ele tem um direcionamento
22:31do estoque
22:31do balanço do banco.
22:32Então,
22:33LCA para agro,
22:34LCI para imóvel,
22:35CDB para créditos
22:36mais de capital de giro,
22:38empréstimos pessoais
22:39e assim por diante.
22:40Então,
22:40o banco,
22:40ele vai olhando
22:41o que ele precisa emitir
22:43para ter lá,
22:43e aí horas ele vai melhorar
22:45aqui e horas ali.
22:47Com uma taxa de juros
22:48a 15,
22:50o CDB,
22:51ele vai servir
22:52para empréstimo pessoal,
22:53cheque especial,
22:54são títulos
22:55de muito maior risco.
22:56então,
22:57ele acaba também
22:58diminuindo os spreads ali.
23:00É verdade,
23:01eu concordo
23:01com o que o Gabriel falou,
23:02acho que tem que,
23:04depende muito do momento,
23:06depende muito
23:06da situação de cada banco,
23:07porque cada captação,
23:09ela tem um direcionamento
23:10diferente,
23:11então,
23:12acho que isso é,
23:13é muito relevante,
23:14mas nem sempre
23:15o investidor
23:16tem condições
23:17de fazer essa avaliação,
23:18essa análise toda,
23:19então,
23:20precisa de um wealth
23:21para estar olhando isso,
23:22encontrando a melhor
23:23alternativa para ele.
23:24Agora,
23:25vocês colocaram aqui
23:26no início do programa
23:27que hoje,
23:28cerca de 70%
23:29dos portfólios
23:31mais conservadores,
23:32até mesmo moderados,
23:34estão em títulos bancários,
23:36a maior parte,
23:37talvez,
23:37deles em isentos mesmo,
23:38LC e LCA.
23:40Vocês acham que,
23:40havendo uma mudança,
23:41de fato,
23:42nessa regulação de isentos,
23:45não ser mais uma isenção total,
23:47às vezes,
23:48passar aquela isenção
23:50de pelo menos 10%
23:52de imposto para tudo,
23:53isso vai mexer no mercado?
23:56Você acha que
23:56os investidores
23:58passariam
23:59a olhar mais
24:01outros títulos
24:02e não ficariam
24:03tão concentrados
24:04em LCI e LCA?
24:06Ou se o mercado
24:07pode reagir?
24:08Hoje,
24:09os spreads
24:10que estão
24:11poderiam ser mais altos
24:12e ficar mais atrativos,
24:14o que vocês pensam
24:15que poderia ser?
24:17Bom,
24:18eu acho que
24:19a gente,
24:20quando fala
24:21de montar um portfólio,
24:22a gente está sempre
24:23olhando foto,
24:23e fazendo projeções
24:26que são
24:26verdadeiras projeções
24:28futuras.
24:29Quando eu olho
24:30hoje a foto,
24:31é importante
24:32o investidor
24:32estar alocado.
24:34Para daqui a um ano,
24:35quando a gente for olhar
24:36essa foto
24:37de vencimentos
24:38que ele tem,
24:40aí é um palpite,
24:41eu acredito
24:42que os bancos
24:42vão acabar
24:43fazendo cálculo
24:44de growth up
24:45e vão ter a mesma emissão,
24:46o investidor
24:47que olha 94,
24:49se ele não se atentar,
24:50ele daqui a pouco
24:51vai estar procurando
24:52o banker dele,
24:53ele falou,
24:53mas vem cá,
24:53você me vendeu
24:54um a 90,
24:55por que eu tenho
24:56ele a 98 agora?
24:57Porque esse 98
24:58tem imposto.
24:59Mas na verdade
25:00foi só um processo
25:01de growth up
25:02do próprio banco
25:03quando ele vai emitir.
25:04A gente tem que
25:05entender que esses bancos
25:06vão ter ali
25:07uma mesa
25:08com 50 analistas
25:09dentro da área
25:12de engenharia financeira
25:13do banco
25:13que vai fazer
25:14os cálculos
25:15para fazer uma emissão
25:16dessa.
25:16Então eles vão estar
25:17ali na vírgula,
25:18olhando para que
25:20tenha atratividade
25:21para o investidor
25:22e ele consiga captar
25:23no que ele precisa.
25:23Em outras palavras,
25:25não vai ser o fim
25:26das LCIs e LCA
25:27o fim total
25:28dessa isenção?
25:30Eu acho que não, Patrícia.
25:31Acho que na minha opinião
25:32acho que a concentração
25:33na renda fixa
25:34e qualquer que seja
25:35LCI, LCA,
25:36CRI, CRA, CDBs
25:38está muito mais relacionado
25:39ao momento
25:40a taxa de juros
25:41muito elevada.
25:42Então,
25:42quando a gente fala
25:43de 15% ao ano
25:44e um juro real
25:45de 10% aproximadamente,
25:47todo mundo
25:48vai concentrar
25:49na renda fixa.
25:50Então, assim,
25:51eu acho que
25:52o que vai acontecer
25:53é que sempre tem
25:54o interesse
25:55pela renda fixa
25:56porque a taxa de juros
25:57no Brasil
25:57sempre foi muito alta.
25:58Acho que continua
26:00existindo,
26:00na minha opinião.
26:01A taxa de juros
26:02vai baixar
26:03a partir do ano
26:03que vem provavelmente,
26:04mas de qualquer forma
26:06continua sendo
26:06uma taxa alta,
26:07interessante para uma renda fixa,
26:09livre de risco,
26:10principalmente quando a gente
26:11fala de primeiríssima linha
26:12ou mesmo
26:13de um banco médio
26:14dentro do limite
26:16do FGC.
26:18O que eu acho
26:18é que vai ter um ajuste
26:20que a gente chama
26:21de cunha fiscal,
26:22que é essa conta normal
26:24que tanto quem está captando
26:26tem interesse
26:27no momento em captar
26:28quanto um investidor
26:29vai olhar
26:30e encontrar
26:31dentro da renda fixa
26:32qual seria o melhor
26:34portfólio para ele.
26:35Então,
26:35se é um momento de CDB,
26:36pode ser um CDB
26:37de banco médio
26:38que tem uma taxa melhor
26:40e aí vai pagar
26:41o imposto de renda
26:42que já existe
26:44ou quanto uma LCI,
26:45LCA que talvez
26:46seja tributada
26:47também vai ter
26:47a mesma cunha fiscal
26:48e vai virar
26:49um 98%,
26:50sei lá,
26:51ou 100% do CDI.
26:53Ou papéis isentos
26:54que não tem
26:55a garantia do FGC,
26:57mas que talvez
26:58tenha uma taxa
26:58mais interessante
26:59pelo próprio risco
27:00de crédito
27:00que oferece.
27:02Então,
27:02assim,
27:02na minha opinião
27:03a renda fixa
27:03vai continuar
27:04sendo premiada,
27:06se a gente pode dizer assim,
27:07muito mais em função
27:08da taxa de juros
27:09que o Brasil apresenta
27:10do que da cunha fiscal
27:12entre os ativos,
27:13tá?
27:14E acho que as mudanças
27:15que virão,
27:17né,
27:17de tributação,
27:18elas não são tão elevadas,
27:20assim,
27:20não tem um crescimento
27:22tão grande
27:22se você for olhar
27:24os portfólios atuais,
27:26né?
27:26Agora,
27:26claro,
27:27de zero para sete e meio
27:28é uma cobrança,
27:30lógico,
27:31mas aí eu acho
27:31que tem um ajuste
27:32entre os ativos isentos
27:33e não isentos
27:34que essa cunha fiscal
27:35vai trazer.
27:36Acho que vale adicionar
27:38que tem um marketing
27:39por trás
27:40que é o ativo isento.
27:41Quando ele começa
27:42a ser tributado
27:43ele vai deixar
27:44de ter esse marketing
27:44do ativo isento.
27:45Muitas pessoas físicas
27:46elas iam nessa alocação
27:48por causa desse brilho.
27:51Não,
27:51eu não vou pagar imposto.
27:53Isso sim,
27:54se começar a ter taxação
27:55vai se perder.
27:56Mas,
27:57para o cliente wealth
27:58que ele é atendido
27:59e assessorado por nós,
28:00eu não olho se é isento ou não,
28:02não tem um brilho
28:03do marketing,
28:04eu olho o número,
28:05eu olho se de fato
28:06aquele investimento
28:07vai ser rentável
28:07para o portfólio dele ou não
28:08e que hoje
28:09as LCA e LCA
28:10têm sido sim
28:11não só por questões
28:13de rentabilidade
28:14mas de risco retorno.
28:16Eu acho que
28:17só para ter finalizado,
28:19se a gente pegar lá
28:19em 2020
28:20quando a gente tinha
28:21uma Selic A2,
28:22se falasse de oferecer
28:23um pré-fixado
28:24ou até mesmo
28:25um CDB
28:26para o investidor,
28:27ele tinha
28:27em 2019,
28:292018,
28:30um ano,
28:3118 meses antes,
28:32uma taxa 7.
28:33quando ele viu
28:33a taxa 2,
28:34ele não queria
28:34ouvir falar
28:35em renda fixa.
28:36Então sim,
28:37a gente vai ter
28:37acho que muito mais
28:38um princípio de ancoragem
28:39daqui a um ano
28:40do investidor
28:41preso,
28:42eu queria
28:43ganhar 15%
28:46ao ano de novo
28:47e pode ser que não tenha
28:48quando começar
28:48a ter o fechamento
28:49da curva de juros.
28:50Eu acho que esse vai ser
28:51muito mais o desafio
28:52de educá-lo,
28:53é que 15%
28:54era naquele cenário
28:55e não no cenário atual.
28:57O que vocês estão colocando
28:58é que tem a taxação
29:00ou não tem a taxação,
29:01os clientes
29:02vão continuar
29:03procurando
29:04tantas LCIs,
29:05LCAs,
29:05outros títulos
29:06de renda fixa,
29:07principalmente
29:07de bancário.
29:10Então,
29:10vocês veem que
29:11ano que vem
29:12continua assim,
29:14mesmo com a queda
29:14na taxa de juros,
29:15para a gente terminar aí,
29:17a gente pode ter
29:19um final
29:19do ano que vem
29:20com essa mesma alocação,
29:22cerca de 70%
29:23ainda em renda fixa
29:25e até também
29:26pelo que os investidores
29:27hoje estão
29:28contratando já
29:29de longo prazo,
29:30estão se fechando
29:32bastante
29:33para também
29:33até mudarem
29:34alocações.
29:35Ou o que poderia fazer
29:37os investidores
29:38irem mais para o risco
29:39e saírem
29:41finalmente
29:42de tanta
29:43título bancário
29:44no portfólio?
29:47Acho que o ano que vem
29:47é um ano complexo,
29:49a gente tem eleições
29:50e então fica difícil
29:52você ter um cenário
29:53tão óbvio assim,
29:56na minha opinião.
29:56acho que tem
29:57o tema
29:59da eleição
30:00que é um ponto
30:00importante,
30:01então principalmente
30:02tem muitos portfólios,
30:04muitas carteiras
30:04que tem uma
30:05dureza,
30:06um prazo médio
30:07mais curto
30:08também em função
30:09disso
30:09e tem o ciclo
30:10da queda
30:11da taxa de juros
30:12que eu acho
30:12que vai depender
30:13muito
30:13dos indicadores
30:14econômicos,
30:15a gente sabe
30:16que vai cair
30:16a taxa de juros,
30:17mas quanto vai cair
30:18a taxa de juros,
30:19vai depender muito
30:19da queda de inflação,
30:21do crescimento
30:22do PIB,
30:22uma série de coisas,
30:23mas eu acho
30:24que o ano
30:25que vem
30:25na minha opinião
30:26ainda não é um ano
30:27que a gente vai ver
30:28as carteiras
30:28migrarem muito
30:30para risco,
30:30acho que tem
30:31uma migração
30:32na minha opinião
30:33sutil ainda
30:35porque a gente
30:36vai continuar
30:36com uma taxa
30:37de juros elevada,
30:38vai ter um cenário
30:39bastante desafiador
30:40do ponto de vista
30:41de volatilidade,
30:43então acho que demora
30:45mais um pouquinho,
30:46mas assim,
30:46acho que quando
30:47a gente chegar,
30:48o investidor brasileiro
30:50está sempre
30:50mal acostumado,
30:51como o Gabriel falou,
30:53em 2020 a taxa era 2,
30:55todo mundo saía
30:56da renda fixa,
30:57cria risco,
30:58risco para ganhar
30:59os 10% que ele
31:00sempre teve,
31:01então eu acho que
31:02a gente vai
31:03por esse caminho,
31:04mas eu acho que
31:04é um pouco mais demorado,
31:05não vejo 2026
31:06como um ano
31:07de grandes mudanças
31:10da renda fixa
31:11para ativos
31:11mais arriscados.
31:13Eu concordo
31:14com a Luciane,
31:15basicamente
31:16quando eu olho
31:17o cenário brasileiro
31:18e se ficar hoje,
31:19ano eleitoral
31:212026,
31:23eu acho que
31:23vale destacar isso,
31:24Patrícia,
31:25não devemos,
31:28muito provável,
31:29indicadores econômicos,
31:30consenso de mercado
31:31e ter uma Selic
31:32menos do que
31:33dois dígitos,
31:34então uma Selic
31:36no melhor dos mundos,
31:37toque 10,
31:38que não é a previsão,
31:39a previsão
31:40é muito acima disso,
31:41no final de 2026,
31:44ainda assim
31:44é uma taxa elevada
31:46que você vai ter
31:47muito mais atratividade
31:48de estar nela
31:49do que estar correndo risco.
31:51Eu acho que dois fatores
31:52vão influenciar muito.
31:54Um,
31:54a postura do Banco Central
31:56em um ano eleitoral
31:57para a reeleição
31:58do presidente
31:58que colocou
31:59o Gabriel Galipo.
32:00Um ponto principal aí,
32:01qual vai ser a postura
32:02do Banco Central.
32:03E segundo,
32:04como vai ser a postura
32:05da política monetária
32:07americana,
32:07que influencia muito
32:08nos nossos juros
32:09em que
32:10já tem cenários
32:11e sinalizações
32:13de um corte
32:15mais duro.
32:15A gente vai ter
32:16a troca do Power,
32:16que é o presidente
32:18do FED americano,
32:19do Banco Central americano,
32:21e com essa possível
32:23troca dele,
32:24como vai ser a postura
32:24desse presidente?
32:25Ele vai cortar mais juros?
32:27Ele vai caminhar
32:28para cortar os juros americanos?
32:29Se ele cortar os juros americanos,
32:31o mundo vai buscar
32:32os emergentes.
32:33E aí vai ver o Brasil
32:34com taxas de juros
32:36atrativas
32:36e vai vir
32:37nessas taxas de juros.
32:38Isso vai mexer
32:39nos spreads.
32:40Então,
32:40acho que fazendo
32:41um overview geral,
32:42acho que a frase
32:43da Luciane
32:44foi muito boa,
32:452026 vai ser
32:46um ano desafiador
32:46para quem quer
32:47estar lucrando
32:47em renda fixa
32:48e um ano
32:49de muita volatilidade
32:50em bolsa
32:51em todo o cenário
32:52global.
32:53Então,
32:54vamos continuar
32:55na renda fixa,
32:57no modo mais tranquilo,
32:59né?
32:59Sim.
33:00Perfeito.
33:00Gabriel,
33:01Luciane,
33:01foi um prazer,
33:02muito obrigado
33:02por estarem
33:03nessa discussão aqui.
33:05Eu que agradeço,
33:05Patrícia.
33:06Obrigado,
33:06obrigado,
33:07meu feed,
33:08foi um prazer
33:08estar aqui em Novo da Ué.
33:09Muito obrigada,
33:10Patrícia.
33:11Agradeço a NeoFeed
33:12também pelo convite
33:13e muito bom
33:13estar sempre aqui
33:14com você.
33:15Agradeço também
33:16a nossa audiência.
33:18Esse episódio
33:18vai estar no site
33:19do NeoFeed
33:20e também
33:20nas principais
33:21plataformas de áudio.
33:23Até a próxima.
33:23do NeoFeed
33:34do NeoFeed
33:34do NeoFeed
33:35do NeoFeed
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado