Juros altos por mais tempo? Descubra as melhores estratégias de investimento no cenário atual com a especialista Júlia Baulé do Banco do Brasil Private!
Neste episódio do Wealth Point, entenda as projeções para a taxa Selic até 2026 e como o mercado financeiro deve se comportar. Saiba por que a renda fixa ainda é atrativa e qual a recomendação para investidores moderados.
Descubra como a estratégia de alocação de recursos foi ajustada para o cenário de 2024, considerando as mudanças no mercado financeiro e as projeções de inflação.
#investimentos #rendafixa #taxajuros #mercadofinanceiro
Neste episódio do Wealth Point, entenda as projeções para a taxa Selic até 2026 e como o mercado financeiro deve se comportar. Saiba por que a renda fixa ainda é atrativa e qual a recomendação para investidores moderados.
Descubra como a estratégia de alocação de recursos foi ajustada para o cenário de 2024, considerando as mudanças no mercado financeiro e as projeções de inflação.
#investimentos #rendafixa #taxajuros #mercadofinanceiro
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Olá, eu sou Patrícia Valle e esse é o Wealth Point, onde os grandes gestores compartilham
00:16as suas visões.
00:17Com a taxa de juros em 15% ao ano e o risco elevado nos mercados, os investidores têm
00:23corrido para o seu porto seguro, a renda fixa atrelada ao CDI e se isenta de imposto, melhor
00:29ainda.
00:30Mas será essa a melhor recomendação de alocação?
00:33Para falar sobre o cenário do momento e as oportunidades de investimento, recebemos
00:39Júlia Baulé, estrategista-chefe do Banco do Brasil Private.
00:44Bem-vinda ao Wealth Point.
00:46Obrigada, eu estou muito feliz de ter sido contada.
00:51Em nome do BB Private, eu agradeço.
00:53Eu que agradeço.
00:55Júlia, a gente está com a maior taxa de juros nos últimos 20 anos.
00:59E, ao que se parece, talvez ainda permaneça assim por um tempo.
01:05Queria saber a leitura de vocês lá no Banco do Brasil.
01:08Essa taxa de juros realmente deve permanecer assim por muito tempo?
01:12Como vocês estão analisando o cenário aí para os próximos 12 meses?
01:17Legal.
01:19Patrícia, a última vez que a taxa Selic atingiu o patamar de 15% ao ano, como você comentou,
01:25foi em 2006.
01:26Então, a gente está falando aí de quase 20 anos em que essa taxa não atingia o patamar
01:32que está agora.
01:34Eu acho que são contextos diferentes entre 2006 e 2025.
01:39É importante a gente deixar algumas questões aqui claras.
01:43Então, nos dois momentos, a taxa Selic subia para um controle inflacionário.
01:48Mas lá em 2006 contra 2025, o contexto de 2025 é um contexto que adiciona um pouco mais de volatilidade
01:57nos mercados financeiros e tem também um componente de incerteza associado
02:03que precisa estar aí bem claro para o investidor na hora de tomar decisões de investimento.
02:10Como você comentou qual é a nossa projeção da Selic daqui para frente,
02:15nós somos subsidiados aí pelo time de economistas do Banco do Brasil,
02:19eles que nos dão essas projeções de Selic para que a gente tome essas decisões e recomendações
02:24para os nossos clientes.
02:25E a visão deles é de que a Selic deve permanecer no patamar de 15% ao ano,
02:31pelo menos até o final desse ano.
02:33E a visão deles é de que teríamos espaço para um início desse ciclo de flexibilização monetária
02:41a partir do final do primeiro trimestre de 2026.
02:45O que eu estou dizendo é que provavelmente o espaço para esse afrouxamento monetário
02:49viria a partir de abril do ano que vem.
02:52Então, ainda temos um cenário de Selic a dois dígitos.
02:57Você também falou um pouco do cenário para 12 meses, né?
03:00Estou falando de metade de 2025 até metade de 2026.
03:05Então, dentro desse cenário, a nossa visão é de que o ciclo de corte de juros
03:11passa a acontecer, tá?
03:13Acho que um ponto que vale a gente trazer como ressalva que é importante para o investidor
03:18é que a nossa visão é de que esse corte de Selic daqui para frente,
03:23ele acontece de uma forma gradual.
03:24O que eu quero dizer com isso?
03:27A nossa projeção de Selic para o final do ano que vem,
03:30ela ainda é de uma Selic a 12,5% mais ou menos.
03:34Então, estamos assumindo, também para as decisões de alocação dos nossos clientes,
03:39esse gradualismo nesse corte de Selic ao longo do ano de 2026.
03:45E esse gradualismo, ele tem que vir associado a um gradualismo também na desaceleração da atividade econômica.
03:54E, ainda assim, as nossas projeções para o ano que vem, para a inflação,
03:58seguem acima daquela meta que o Banco Central tem de 3% ao ano.
04:03O que eu quero dizer com todo esse contexto é que é necessário a gente acompanhar a atividade econômica
04:09para entender se ela vai abrir esse espaço para esse início de flexibilização monetária à frente
04:13e, principalmente, esse componente de inflação doméstica,
04:17que também é muito relevante para ditar essa velocidade de corte de Selic.
04:23Então, acho que, em contextos gerais, o que eu estou querendo dizer é
04:26teremos um ciclo de corte de juros à frente, 2026 será marcado por isso,
04:31a velocidade aí depende desses componentes de incerteza e também da velocidade com que a nossa atividade desacelera
04:39e como a inflação também se comporta, apesar de que, nos últimos meses, a inflação veio com alguns bons sinais.
04:46Mas, até o fim do ano, a gente tem, então, essa Selic ainda em 15, como você falou,
04:50e acho muito interessante esse ponto que você colocou.
04:53Apesar do ano que vem ser um ano de previsão de corte de juros,
04:57isso deve acontecer de uma forma muito gradual, ou seja, a gente vai ter ainda juros elevados por muito tempo.
05:04O que isso significa para uma recomendação de alocação para os clientes?
05:09É o momento, realmente, de estar mais alocado na renda fixa?
05:13E em relação a uma carteira moderada, aquele investidor que tem um perfil que não é nem muito arrojado,
05:20nem muito conservador, ele gosta de tomar um pouquinho de risco mais controlado.
05:26Qual é a recomendação de vocês numa carteira de um investidor moderado para estar em renda fixa?
05:31Ótimo. Eu vou começar respondendo a atratividade da renda fixa,
05:35que foi a primeira parte da tua pergunta, depois eu entro na carteira do cliente moderado.
05:40Mas a nossa visão...
05:44Nós fazemos ajustes na carteira recomendada para os nossos clientes mensalmente.
05:49Então, todo mês a gente revisa cenário, revisa as nossas premissas e faz ajustes pontuais.
05:55Mas, anualmente, a gente trabalha na modelagem dessas carteiras recomendadas,
06:02os ajustes que precisam ser feitos olhando para um horizonte de médio e longo prazo,
06:08projeções de retorno, projeções de risco para as diferentes classes de ativo.
06:13Então, a principal mudança que a gente fez na recomendação dos nossos clientes foi associada à virada do ano.
06:18Então, na virada do ano, a gente teve um momento de maior estresse no mercado financeiro,
06:22a gente viu as curvas de juros abrindo, nós observamos a taxa de câmbio bater 6,30,
06:29acho que muita gente lembra desse momento.
06:32A própria Bolsa também teve um momento de queda nesse contexto.
06:36Foi um contexto em que a gente estava ajustando exatamente a calibragem das nossas recomendações para os nossos clientes.
06:44Foi um momento oportuno e ali nós já assumimos, naquele momento,
06:48que 2025 seria um ano de protagonismo da renda fixa.
06:52Então, neste momento, na virada de 2024 para 2025,
06:57nós elevamos a nossa recomendação em toda a renda fixa,
07:01eu vou explicar um pouco melhor isso,
07:03mas em toda a renda fixa, desde o cliente conservador até o cliente mais agressivo.
07:08E aí eu divido a renda fixa aqui em três diferentes classes,
07:13a pós-CDI, a pré-fixada e a indexada inflação.
07:17Então, todas elas nós aumentamos a recomendação na virada de 2024 para 2025.
07:23Olhando para o momento que estamos agora,
07:26a nossa visão não se alterou significativamente ao que nós havíamos já adotado de premissa na virada do ano.
07:34Então, seguimos aí entendendo o protagonismo dessa renda fixa,
07:38não só do ponto de vista do investidor, que é atraído por essas taxas mais elevadas,
07:42mas também no ponto de vista de adquirir um portfólio balanceado com taxas de carrego
07:48que podem ser interessantes para esse cliente a médio e longo prazo.
07:51Agora, tentando traduzir isso na sua segunda pergunta,
07:55que é como que então você recomenda essa renda fixa, por exemplo, para um cliente moderado.
08:01Acho que o primeiro ponto é que são rendas fixas bem diferentes.
08:04Um pós-CDI, ele é caracterizado por uma renda fixa de baixa, em geral, de baixa volatilidade.
08:12O pré-fixado tem uma volatilidade um pouco maior e o indexado da inflação talvez fique um pouco no meio do caminho entre essas duas.
08:19Então, isso é muito relevante, porque quando eu trabalho carteiras recomendadas para o meu cliente,
08:24eu parto da premissa de respeitar o perfil de risco desse cliente.
08:28Então, se eu tenho um cliente de perfil risco moderado, eu preciso trabalhar um equilíbrio dessas classes
08:34para que aquela volatilidade do portfólio que eu estou sugerindo não fira o perfil que esse cliente possui.
08:43Então, o cliente muito conservador, o cliente mais conservador,
08:49grande parte dessa recomendação renda fixa fica concentrado no pós-CDI.
08:53Quando eu vou para um cliente moderado, a minha recomendação hoje,
08:57ela gira em torno de 60% ainda do portfólio dele em classe pós-CDI.
09:03E os outros 40% eu ajusto, eu diversifico entre as outras classes,
09:09incluindo a classe pré-fixada e indexada à inflação nesses 40%, tá?
09:16Então, o moderado...
09:17Mas, então, esse perfil conservador, ele estaria 100% em renda fixa?
09:22Não, a gente trabalha com percentuais superiores a 80% no pós-CDI.
09:27E aí, eu trabalho diferentes níveis de volatilidade dentro de uma carteira com perfil conservador.
09:33Então, eu tenho uma range que eu posso...
09:35Que a gente pode ajustar a depender de cada cliente.
09:38Lembrando que o segmento private é um segmento bastante exclusivo, né?
09:42Então, a gente trabalha a personalização dessa recomendação por cliente.
09:46Mas, quando eu vou para um cliente moderado,
09:48estou trazendo aí em torno de 60% no pós-CDI,
09:5140% nas outras classes,
09:53e aí, indexada à inflação é algo próximo a 10%,
09:57pré-fixado algo um pouco menor do que isso.
09:59Então, em guias gerais,
10:01é um pouco dessa recomendação de renda fixa para esse ano.
10:04O que é importante aqui, Patrícia,
10:06é que nós temos ainda muitos clientes sub-alocados
10:10em algumas dessas classes que a gente indica.
10:13Então, apesar desse protagonismo da renda fixa,
10:16a gente também tem aí oportunidades desse cliente
10:18que está sub-alocado fazer essa posição
10:20e aproveitar esse momento de mercado.
10:22Mas, para ficar claro,
10:24esse perfil moderado,
10:27tirando a especificidade,
10:30que daqui a pouco a gente entra,
10:31o que é prós, pré e IPCA,
10:34quanto que ele teria em renda fixa?
10:37Ele teria mais ou menos 70% a 80% na renda fixa,
10:41considerando essas três classes de ativo.
10:44É importante até você ter citado,
10:47mas o que é esse cliente moderado, né?
10:49Então, quando a gente calibra os nossos modelos
10:51e faz os ajustes nessa metodologia,
10:54eu estou assumindo que esse cliente moderado,
10:57ele aceita uma volatilidade anualizada de portfólio
11:02em 2% a 3% ao ano.
11:04O que isso significa na prática?
11:06Então, imagina, Patrícia, que você é a nossa cliente
11:08e eu te proponho uma carteira diversificada em classes de ativo
11:12e essa carteira diversificada em classes de ativo
11:14tem um percentual do CDI que ela busca cumprir.
11:18Dada a nossa metodologia,
11:20as diferentes simulações que a gente faz para diferentes cenários,
11:23eu te entrego uma projeção de uma carteira
11:26que pode render X% do CDI.
11:29E imagina que esse X% do CDI é 15% ao ano hoje, tá?
11:33E eu estou te dizendo assim, Patrícia,
11:35então, a gente está construindo essa carteira,
11:38a projeção que a gente espera de retorno anualizado
11:41para o teu portfólio é de 15% ao ano,
11:43dado o cenário atual.
11:45E eu estou te dizendo isso,
11:47considerando que esse portfólio,
11:48ele tem uma volatilidade anualizada esperada de 3%.
11:52Eu quero dizer para a Patrícia o seguinte, Patrícia,
11:55na média, a sua carteira renderá esses 15% ao ano,
11:59mas ela pode variar ano a ano entre 12% e 18%.
12:06A gente traz esses números e essa mensuração
12:08para o cliente ter um pouco mais de poder
12:09sobre aquela estratégia de alocação
12:12que a gente está sugerindo para ele.
12:14O cliente private, ele é um cliente
12:15que está pensando nesse recurso para o longo prazo.
12:18É um cliente que, inclusive,
12:20pretende deixar esse recurso para as suas próximas gerações.
12:23Então, eu preciso montar uma estratégia como instituição
12:27que garanta para esse cliente no longo prazo
12:30que aquela trajetória que a gente propôs irá se cumprir.
12:34Então, a gente traz um pouco desses números
12:36para ajudar o cliente a entender exatamente.
12:37Poxa, você está me falando que eu estou entrando
12:39em uma carteira para cliente moderado,
12:40mas o que em números isso significa para mim
12:44e para a minha estratégia pessoal
12:46de aumentar o meu patrimônio
12:48e de garantir a renda para mim no futuro
12:51e para a minha família.
12:52Mas, Júlia, você está colocando
12:54que é realmente o momento da renda fixa.
12:56Um investidor moderado aí
12:58deveria ter entre 70% e 80% da sua carteira
13:01em renda fixa.
13:03Mas, dentro dessa renda fixa,
13:04qual é exatamente a oportunidade?
13:07É estar no pré, pensando nesses juros
13:09que vai cair, que você colocou?
13:11É estar no IPCA, garantindo esse título
13:15que tem uma parte fixada que está mais gordinha?
13:20Ou é o pós mesmo, porque a gente está com um juro muito alto
13:24em que, no real, vale a pena?
13:26Entre tudo isso, pré, pós e IPCA,
13:29como é que está essa distribuição de vocês?
13:32Claro.
13:33É importante porque são volatilidades muito diferentes.
13:36Então, quando eu estou falando de um pós-CDI,
13:39estou falando de uma volatilidade muito baixa.
13:40Então, eu consigo colocar essa classe
13:44como um colchão de proteção para o nosso cliente,
13:47ainda mais no Brasil, que as taxas reais de juros são positivas.
13:50Então, apesar do pós-CDI ter uma característica
13:53de não estar atrelado à inflação,
13:54então, não necessariamente o cliente que aloca no pós-CDI
13:58está garantido de uma taxa real de ganho
14:01sobre aquele investimento.
14:02A gente viu, na época da pandemia,
14:04a taxa SLEC caindo para 2%, por exemplo,
14:07e o IPCA conseguiu atingir dois dígitos.
14:10Então, naquele momento, a gente teve taxa real
14:12de juros negativa no Brasil
14:14para investimentos em pós-CDI.
14:16Mas, historicamente, se a gente avança para a história,
14:21a taxa real de juros no Brasil, em geral, é positiva
14:23e a gente está num momento em que a taxa real de juros
14:25é uma das maiores comparada com outros países.
14:29Então, o pós-CDI, ele tem um papel muito importante
14:32nessa carteira do cliente
14:33para trazer essa estabilidade
14:35por conta da menor volatilidade.
14:38E quando a gente fala do período à frente,
14:40a gente ainda tem SELIC a dois dígitos,
14:42pelo menos nesse horizonte de um ano,
14:45um ano e meio que a gente está conversando aqui.
14:47Então, não deixa de ser uma importante alternativa
14:50e uma importante alocação para esse cliente.
14:52É a maior parte da alocação que a gente recomenda hoje.
14:56Contudo, quando eu falo de um cliente moderado,
14:58o que eu quero falar sobre uma volatilidade de 2%, 3%?
15:02Eu estou falando de um cliente que aceita se desprender um pouco
15:06desse pós-CDI,
15:07se desprender dessa segurança de uma volatilidade mais baixa
15:10para tentar superar a rentabilidade do CDI.
15:15Então, para a gente conseguir isso,
15:17eu preciso ter esses outros 40% da carteira desse cliente
15:21diversificado em outras classes de ativo
15:22na oportunidade de trazer uma rentabilidade maior
15:26para essa carteira.
15:26No pré e inflação,
15:29eles funcionam dessa forma.
15:31E, no nosso entendimento,
15:33o momento atual é um momento importante
15:35para que essas classes ajudem
15:38nesse componente de gerar retornos superiores ao CDI.
15:41O que eu quero dizer com isso?
15:43Em geral,
15:44as classes pré-fixadas e indexadas à inflação,
15:47elas superam o CDI
15:49em momentos em que se espera um ciclo
15:52de queda da Selic.
15:55E nós estamos nesse momento.
15:56Inclusive,
15:57a gente já viu as curvas fechando um pouco
15:59nesse semestre,
16:00mas elas ainda se encontram
16:01em patamares historicamente elevados.
16:03Então, o cliente que não tem posição
16:04forma essa exposição
16:07de forma antecipada,
16:09porque não dá para a gente esperar
16:10a Selic começar a cair
16:12para alocar,
16:13porque nesse momento as curvas já fecharam,
16:15o mercado financeiro antecipa esses movimentos.
16:18Então, você faz a exposição,
16:20constrói essa exposição
16:20e no momento que essa Selic está caindo,
16:22você tende a superar os retornos do CDI
16:26com essas duas exposições.
16:29Mas tem uma volatilidade maior,
16:31obviamente,
16:32tem a marcação a mercado
16:33dessas duas classes de ativo.
16:34Então, não necessariamente
16:36o cliente que aloca em pré-fixado,
16:38ele consegue sair ao longo
16:40da duração desse papel
16:42com ganho,
16:43ou às vezes sai com ganho superior
16:45ao que ele desejava,
16:46ou até com prejuízo,
16:47por conta da marcação a mercado.
16:49Então, tem riscos adicionais
16:51na classe de ativo
16:51que a gente precisa
16:53ajustar ela,
16:55calibrar ela no portfólio
16:56para ela não pesar demais
16:57num cenário mais adverso.
16:58Mas hoje vocês estão vendo
17:00mais prêmio
17:01em uma curva pré
17:03ou em uma curva IPCA,
17:05digamos assim?
17:05Onde que está
17:06uma sobre-alocação?
17:08Ótimo.
17:08No começo,
17:09na virada do ano,
17:11nós estávamos muito mais
17:12confiantes
17:15em relação ao pré-fixado,
17:16a gente viu as curvas
17:17bastante abertas,
17:18então a gente recomendava
17:19com uma exposição adicional
17:21em pré-fixado
17:22para os nossos clientes.
17:24Essa curva de juros
17:25ela já fechou
17:26desde então
17:27e a gente olha hoje
17:28com um pouco mais de carinho
17:29para os indexados
17:30em inflação.
17:31Quando a gente olha
17:32para os indexados
17:32em inflação,
17:34a gente tem taxas
17:35de remuneração
17:36IPCA mais
17:38historicamente elevadas,
17:40então o cliente
17:40que fizer essa posição
17:41para carrego
17:42no portfólio dele,
17:43ou seja,
17:43para manutenção
17:44até o vencimento
17:45desse papel,
17:45tende a ser
17:46uma excelente oportunidade
17:47dado os retornos históricos
17:49que a gente tem
17:50para esses ativos.
17:52A gente pode usar
17:52a NTNB
17:53como referência aqui.
17:55E adicionalmente,
17:57a gente está falando
17:58de um instrumento
18:00que tem um papel
18:01muito importante
18:02no portfólio
18:03de amortecer
18:04também
18:04possíveis
18:05cenários
18:07mais inflacionários
18:08no Brasil.
18:09Historicamente,
18:09a gente já observou
18:11outros episódios
18:13de uma inflação
18:13mais alta
18:14do que o próprio
18:15compromisso
18:15do Banco Central,
18:16a gente tem visto
18:16isso agora.
18:17Então,
18:18uma inflação
18:19mais alta
18:20no Brasil,
18:21esse tipo
18:21de investimento
18:22te protege.
18:24Além de te proteger,
18:25o cliente
18:26tem essa informação
18:29desde o seu início
18:30de que ele está
18:31com uma taxa real
18:33positiva
18:34naquela alocação
18:35se ele mantém
18:36para o final.
18:36Então,
18:37para nós,
18:37hoje,
18:38é uma alocação
18:39que a gente propõe
18:41com o cuidado
18:42de propor
18:42a calibragem ideal
18:43para cada perfil
18:44de risco,
18:45por conta
18:46da volatilidade
18:47do risco
18:47da marcação
18:47a mercado
18:48na hora
18:48de sair
18:49desse tipo
18:49de investimento.
18:51E, Júlia,
18:51saindo
18:52das grandes classes
18:54e indo um pouco
18:55para produto,
18:57a gente viu
18:57que nesses últimos
18:59meses,
19:00anos,
19:01houve uma corrida
19:02enorme
19:02para títulos isentos,
19:04foi a bola da vez,
19:05né?
19:05Sim.
19:06E, por conta disso,
19:07enfim,
19:08houve reajustes
19:09aí no mercado,
19:10diminuindo lastros,
19:11de LCI,
19:12LCA,
19:13CRAS,
19:14muita gente
19:15achou, assim,
19:16o investidor
19:17vai ter que
19:18sair
19:18desse vício
19:20dos isentos
19:22e ir para outra coisa.
19:24Falando, então,
19:25um pouco mais
19:25de produto,
19:26os papéis isentos,
19:27eles continuam
19:28atrativos?
19:29São uma grande
19:30recomendação
19:31de vocês?
19:31Ou
19:32não tem lastro
19:34suficiente?
19:35Ou
19:35o prêmio deles
19:37ficou pequeno demais?
19:38Qual é a recomendação
19:40de vocês?
19:40O que vocês estão
19:41vendo hoje
19:41de oferta e demanda
19:43desses títulos?
19:45Acho que nos últimos
19:45anos o investidor
19:47foi buscando
19:48as alternativas
19:49que gerassem
19:50o melhor retorno
19:51líquido
19:52para os seus investimentos
19:54e, naturalmente,
19:55a isenção
19:56traz essa eficiência
19:57tributária
19:58e o cliente
19:58acaba olhando
19:59com bastante carinho
20:00para essas alternativas.
20:02Os últimos anos
20:03foram anos
20:03da procura
20:04muito forte
20:05por esses investimentos.
20:07Você citou
20:08a LCA,
20:08a LCI
20:09e, de fato,
20:11esse instrumento
20:13segue sendo
20:13recomendado
20:14por nós.
20:15Eles continuam
20:16isentos,
20:16apesar de todo
20:17o debate
20:17de uma possível
20:18tributação
20:19ou não,
20:19mas os ativos
20:21isentos
20:21continuam isentos
20:22no momento
20:22em que a gente
20:23conversa.
20:24Então,
20:24a nossa recomendação
20:25segue.
20:26A LCA e a LCI
20:27têm um papel
20:29dentro da construção
20:30do nosso portfólio
20:31que eles podem
20:32assumir
20:33tanto a posição
20:34no pós-CDI
20:35para a LCA
20:36as pós-fixadas,
20:38mas também
20:38nós temos
20:38essas alternativas
20:39no pré-fixado,
20:41então eles também
20:41ajudam no componente
20:42de pré-fixado
20:43para alguns clientes
20:44em carteira.
20:46Seguem com muita demanda,
20:48não vimos
20:49nenhuma mudança
20:50significativa
20:51nem na oferta
20:52nem na procura
20:53por esse tipo
20:54de produto,
20:54então nós seguimos
20:55com essa opção
20:57para o nosso cliente
20:59ainda isento.
21:00Então,
21:00essa restrição
21:01de lastro
21:02não chegou
21:03a restringir
21:05a oferta
21:05do produto
21:06em si,
21:07pelo que vocês veem?
21:08Eu acho que
21:09principalmente
21:09do ponto de vista
21:10da demanda
21:12do cliente,
21:12isso não foi,
21:13não teve uma alteração
21:15significativa não,
21:16tá?
21:17Então,
21:17a gente segue vendo
21:18uma demanda
21:19pelo produto,
21:20a gente observa
21:21que essa possível
21:22até tributação
21:23aumenta às vezes
21:24até o interesse
21:25dos clientes
21:25pelo produto
21:26e entender um pouco mais,
21:28mas aí a gente
21:29não tem só a LCA e a LCI
21:30isentos,
21:30a gente tem também
21:31debêntures,
21:32Cricra,
21:32que são algumas opções
21:34que o cliente tem
21:35para alocação
21:35e esses também
21:36ao longo dos últimos anos
21:37tiveram uma demanda
21:38bastante forte.
21:40Inclusive,
21:40a demanda
21:41por esses produtos
21:43fez com que
21:43o prêmio
21:44spread de crédito
21:46sobre operações
21:47de Cricra e debêntures
21:48achatasse muito
21:50nos últimos anos.
21:52Então,
21:52a gente observou
21:53no ano
21:53que a gente está,
21:54no ano de 2025,
21:56esse spread
21:56bastante comprimido
21:57e estável
21:58nessas mínimas.
22:02E daí aqui
22:03a gente olha
22:03com um pouquinho
22:04mais de cautela
22:04para o produto,
22:05tá, Patrícia?
22:06No sentido de que
22:08como os spreads
22:10de crédito
22:10estão muito comprimidos,
22:12estão muito baixos,
22:14a orientação
22:15ao cliente
22:15de selecionar
22:16bem essas alternativas,
22:18selecionar empresas
22:19de um risco
22:20de crédito
22:21elevado
22:22para fazer
22:22uma carteira
22:23um pouco mais seletiva
22:24em termos de papéis,
22:26tá?
22:26Então,
22:26dentro dos isentos,
22:27acho que eu separaria
22:28dessa forma,
22:28acho que LCA e LCI
22:29ainda continuam isentos
22:30e são ótimos instrumentos
22:32para o cliente,
22:32enquanto LCA,
22:33LCI e debêntures
22:34a gente olha
22:35com um pouquinho
22:35de cautela,
22:36um pouquinho mais
22:37de seletividade
22:38para as escolhas
22:39dos nossos clientes,
22:40tá?
22:41Dentro dos ativos
22:42não isentos,
22:43tem alguma recomendação
22:45especial de vocês?
22:46Muita gente olhando
22:46para crédito
22:47mais estruturado,
22:49mas tem gente
22:49que com esses juros
22:51muito alto
22:52acha que não é
22:53o momento de se arriscar
22:54em coisas tão complexas,
22:55que talvez seja melhor
22:56ficar nos high grades ali,
23:00o que vocês têm olhado?
23:02Eu acho que
23:02a nossa preocupação maior
23:06e acho que a preocupação primária
23:08é que a gente trabalhe
23:10com o cliente
23:11a consciência
23:12da importância
23:13de diversificar
23:13esse patrimônio,
23:15tá?
23:16Nas classes de ativo.
23:18Então,
23:19o que eu quero dizer aqui é
23:20a gente tem
23:22como premissa
23:24que o cenário
23:25ele sempre reserva
23:26as suas imprevisibilidades.
23:28Então,
23:29se eu tenho um cenário
23:29incerto à frente,
23:31se eu tenho um cenário
23:31mais imprevisível,
23:34eu preciso garantir
23:35que esse cliente
23:36está equilibrado
23:37com uma carteira
23:38balanceada o suficiente
23:39para navegar
23:40esses cenários
23:42que podem acontecer
23:43e que às vezes
23:43não são
23:44o nosso cenário braço.
23:45Então,
23:46a nossa principal
23:46preocupação
23:47é nessa diversificação.
23:48depois a gente entra
23:50na preocupação secundária
23:52que é a seleção
23:52dos produtos de fato,
23:54seja produtos isentos
23:55ou produtos não isentos.
23:57E aí,
23:57aqui a gente tem
23:58diferentes oportunidades
24:00para o cliente também.
24:02Desde títulos públicos
24:04federais,
24:04como você comentou,
24:06a gente,
24:07alguns clientes
24:07ficam um pouco mais
24:08cautelosos
24:10com uma taxa de juros
24:11tão alta
24:11por tanto tempo
24:12que podem pressionar,
24:14aumentar as despesas
24:15financeiras das companhias,
24:16pressionar os seus balanços.
24:18Então,
24:18dentro de um cenário
24:19em que tem juros
24:20mais altos
24:21por mais tempo,
24:21que foi uma das suas falas,
24:23a gente vê
24:24uma demanda
24:25e até uma recomendação
24:26nossa em alguns momentos
24:27de diversificar
24:28não só por ser isento,
24:30mas diversificar
24:30para investimentos
24:31que também têm
24:32um risco menor,
24:33seja títulos públicos
24:34federais,
24:35por exemplo,
24:36e produtos estruturados
24:37também podem fazer
24:38muito sentido
24:38em um momento
24:39de maior volatilidade
24:40nos mercados.
24:40Então,
24:41eu diria que
24:42tudo funciona,
24:44a gente só precisa
24:45calibrar bem
24:46para o cliente
24:47entender dentro
24:48da demanda
24:48daquele cliente
24:49qual produto
24:50faz mais sentido,
24:52tá, Patrícia?
24:53Perfeito.
24:54Júlia,
24:54ficou super claro aí
24:55como vocês estão
24:56apostando na renda fixa,
24:59mas e a Bolsa?
25:00Ela não tem
25:01nenhum espaço
25:02aí nesse portfólio?
25:03Muita gente dizendo
25:04que o Brasil está barato,
25:06que seria a hora
25:06de se posicionar.
25:08qual é a recomendação
25:10de vocês
25:10para esse perfil moderado,
25:12né,
25:12que aguenta um pouquinho
25:13ali de risco,
25:14tem espaço na Bolsa
25:15para ele?
25:17Eu fico,
25:17às vezes,
25:18preocupada com o consenso
25:19em relação a algumas
25:20classes de ativo,
25:21mas nós estamos
25:22caminhando junto
25:23com o consenso
25:24de mercado
25:25em relação
25:25a essa classe,
25:26tá?
25:27Quando olhamos
25:28para métricas
25:29de Bolsa,
25:31seja a Bolsa
25:33brasileira
25:33em dólar
25:34ou em real,
25:35seja ela comparada
25:36com ela mesmo
25:37na série histórica
25:40que a gente avalia
25:41ou seja ela comparada
25:43com seus pares,
25:44com outras Bolsas
25:45de outros países,
25:47a gente consegue
25:48evidenciar
25:48que ela segue
25:49descontada,
25:50ou seja,
25:50ela segue
25:51barata,
25:52né?
25:53Então,
25:54sem dúvidas,
25:56o cliente
25:56subalocado
25:57principalmente,
25:58e essa tem sido
25:59uma das mensagens
26:00que a gente tem levado
26:01para os nossos clientes,
26:02principalmente
26:03aquele cliente
26:03subalocado
26:05na classe,
26:05então o cliente,
26:06eu vou até responder
26:07já para o cliente
26:07moderado,
26:08como eu fiz
26:09na renda fixa,
26:09o cliente moderado
26:10hoje a gente recomenda
26:11algo próximo
26:12a 10%
26:13na renda variável,
26:14então o cliente
26:14que não tem isso
26:15em exposição,
26:17a gente tem
26:17estimulado
26:19para que faça
26:20essas posições
26:21em renda variável
26:22por conta
26:23dessas métricas
26:25que eu comentei.
26:26Para além disso,
26:28este ano
26:28nós já estamos
26:29observando
26:30esse fluxo
26:31de estrangeiros
26:32voltar,
26:33e esse fluxo
26:34de estrangeiros
26:35ajuda muito
26:36em levar
26:37essa nossa bolsa
26:37para cima.
26:39Hoje,
26:40quando a gente
26:40compara diferentes
26:41classes de ativo,
26:43a bolsa brasileira
26:44foi a classe de ativo
26:44que mais performou
26:46em 2025,
26:47até a metade do ano,
26:48isso mesmo falando
26:49de uma Selic
26:50a 15%,
26:51que foi o que você
26:52começou falando.
26:53Então,
26:54mesmo com uma Selic
26:55dando um rendimento
26:57historicamente muito alto,
26:58é a bolsa
26:59que está performando
27:00mais esse ano.
27:01eu acho que isso
27:02é legal
27:02de trazer aqui
27:03porque realmente
27:04ninguém consegue
27:06cravar o cenário
27:07à frente.
27:08Então,
27:08essa carteira
27:08diversificada
27:09é muito importante
27:10exatamente por esse motivo.
27:11Voltando à renda variável,
27:13então,
27:13a nossa visão
27:14é a mesma
27:16de que o cliente
27:17precisa estar
27:18posicionado.
27:19A questão é que
27:20a bolsa
27:21tem uma volatilidade
27:22de quase 20%
27:23anualizado.
27:25Então,
27:25se eu estou falando
27:25de um cliente moderado
27:26que a nossa projeção
27:27é de uma volatilidade
27:28de 2% a 3%,
27:30eu tenho que calibrar
27:31isso para eu não fugir
27:32do perfil de risco
27:32do meu cliente.
27:33Então,
27:34nossa recomendação
27:34gira algo em torno
27:35de 10%,
27:36exatamente por conta disso,
27:38e o cliente subalocado
27:39principalmente
27:39precisa estar na classe.
27:41Nós não elevamos
27:42a nossa exposição
27:43em renda variável,
27:43nós seguimos
27:44com a mesma recomendação
27:45que a gente já vinha
27:46do ano que vem.
27:47Porque existem aí
27:49riscos associados
27:50a essa taxa de juros
27:51de dois dígitos
27:52por muito tempo,
27:53que comprime o valuation
27:54das empresas,
27:55existe a preocupação
27:56também associada
27:58a todas as incertezas
27:59que a gente vê acontecendo
28:00em cenário global
28:01e também os riscos fiscais
28:03associados no Brasil.
28:04Então,
28:04existem algumas questões
28:05que nos colocam neutros
28:07para a classe,
28:08mas que,
28:08sem dúvida,
28:09para aquele cliente
28:10que ainda não diversificou,
28:12faz sentido começar
28:13essa exposição,
28:15principalmente aí
28:16olhando para médio e longo prazo.
28:18E, Júlia,
28:18em relação aos multimercados,
28:20que, em geral,
28:21tiveram sempre
28:22um grande espaço
28:23aí nas carteiras
28:25dos private bankings,
28:26mas eles encolheram
28:28muito aí
28:28nos últimos três anos.
28:31Muita gente
28:31resolvendo sacar.
28:34E aí fica a questão,
28:36é realmente um momento
28:37de diminuir
28:39a alocação
28:40em multimercados?
28:41Como é que é a recomendação
28:42de vocês
28:42para um perfil moderado?
28:44Essa mudou alguma coisa?
28:47Ótima pergunta.
28:49Os fundos multimercados
28:51são, para nós,
28:53uma peça essencial
28:55nessa diversificação
28:56de portfólio, tá?
28:58Porque eles mitigam o risco,
28:59eles diminuem
29:00a visão tática
29:01da instituição
29:02BB Private.
29:03Então, nós,
29:04como estrategistas,
29:06meu time, né?
29:07Nós, como estrategistas,
29:08fazemos a nossa recomendação
29:09e a classe de multimercados,
29:11ela geralmente
29:12traz a visão também
29:13de gestores externos, né?
29:15Ela é uma classe
29:16que ajuda
29:16a trabalhar
29:18essa diversificação
29:19que a gente espera
29:20para o portfólio
29:20do nosso cliente.
29:21Ela é essencial.
29:22Mas, apesar disso,
29:23a gente fez uma redução
29:24da exposição
29:25nessa classe de multimercados
29:27na virada
29:27do ano passado
29:28para esse ano
29:29exatamente para abrir espaço
29:31ao protagonismo
29:32da renda fixa
29:33e para uma outra classe
29:34que eu gostaria
29:34de falar mais à frente
29:35que é a parte
29:36de investimento
29:36no exterior, tá?
29:38Mas,
29:40por que eu acho
29:40que os fundos multimercados
29:42sofreram tanto, tá, Patrícia?
29:43Como você comentou.
29:45Foram anos
29:46de abertura
29:46de curva de juros, né?
29:48Então,
29:49existiu um desafio adicional
29:51para esses fundos multimercados.
29:53Não se trata
29:54de qualidade de gestão.
29:56Então,
29:56para nós,
29:57a classe segue
30:00com recomendação.
30:01Nós diminuímos
30:02um pouco a exposição,
30:02mas ele é peça fundamental
30:04nessa diversificação.
30:06A gente viu,
30:07inclusive,
30:07dentro da indústria
30:08de fundos,
30:10uma captação líquida
30:11negativa
30:12para fundos multimercados
30:14e uma captação líquida
30:15positiva
30:16para fundos de renda fixa,
30:18para fundos de crédito privado.
30:19Então,
30:19foi um movimento do mercado
30:21que pode ser revertido
30:22à medida que essa Selic
30:23para em 15%
30:25e começa a cair, tá?
30:26E, para nós,
30:27é um componente
30:28muito importante,
30:29de novo,
30:30para amortecer volatilidade,
30:31para diversificar
30:32a cabeça de gestão.
30:33Então,
30:34para nós,
30:34muito importante.
30:35Se a gente trabalha
30:36as diferentes classes de ativo
30:37numa visão anualizada
30:39de retornos,
30:41o fundo multimercado
30:42geralmente está
30:42no meio dessa tabela.
30:44Então,
30:44ele trabalha
30:45também esse componente
30:47importante para a diversificação
30:49e trabalhar aquela volatilidade
30:51alvo que a gente espera
30:52para a carteira
30:52do nosso cliente.
30:53Mas foi nessa classe
30:55que vocês resolveram
30:56reduzir o risco?
30:57Nós reduzimos um pouco
30:58a exposição na classe
31:00para abrir para outras classes
31:01que a gente decidiu
31:04trabalhar de forma mais tática.
31:05Quanto que estava
31:06e quanto está hoje
31:07essa recomendação
31:07para o moderado?
31:08Patrícia,
31:09hoje para o moderado
31:10ela varia de novo,
31:11mas entre 10% e 15%
31:13do portfólio
31:14a gente está recomendando
31:15e ela era um pouco
31:16acima disso no ano passado.
31:17A gente abriu esse espaço.
31:19E você falou
31:19que abriu espaço
31:20para a renda fixa
31:21e também
31:22para a alocação internacional.
31:24Significa que vocês
31:25aumentaram
31:26o percentual
31:27em que vocês
31:28recomendam
31:29a alocação internacional?
31:30É isso, Júlia?
31:31Aumentamos também
31:32uma parte
31:33da recomendação,
31:34de novo,
31:35desde o cliente conservador
31:36até o cliente agressivo.
31:37Nós aumentamos um pouco
31:38essa parte
31:39da alocação internacional.
31:41Lembrando que
31:41a alocação internacional
31:42ela tem sido
31:44cada vez mais facilitada,
31:45o mercado tem sido
31:46cada vez mais democrático
31:47para acesso
31:47a esses instrumentos,
31:49seja via
31:49instrumentos domésticos
31:51que alocam no exterior
31:52ou via
31:53envio do recurso
31:54lá para fora.
31:55Para nós
31:55essa classe
31:56ela tem
31:58um componente
31:58muito importante
31:59na descorrelação
32:01do portfólio
32:02e essa descorrelação
32:04ela é muito relevante
32:05quando a gente
32:06tenta trabalhar
32:06esse equilíbrio
32:07de risco-retorno
32:08porque um portfólio
32:10um pouco menos
32:11descorrelacionado
32:12diminui esse risco
32:13e pode manter
32:13esse recurso
32:14mais elevado,
32:15o retorno mais elevado.
32:16Então,
32:16retorno mais alto
32:17e risco mais baixo.
32:19Então,
32:20quando a gente fala
32:20das classes
32:21de ativos no Brasil
32:22você tem dificuldade
32:24de descorrelacionar
32:25portfólio
32:26porque estamos
32:27todos assumindo
32:28esse risco país
32:29aqui dentro
32:30dessas classes.
32:31Então,
32:31trazer a classe
32:32de investimento
32:32no exterior
32:33para dentro
32:34desse componente
32:35de portfólio
32:36do nosso cliente
32:37faz com que
32:38a gente também
32:38trabalhe ela
32:39como um amortecedor.
32:41Ela,
32:42por exemplo,
32:43em um momento
32:43de risco adverso
32:45doméstico
32:46a nossa moeda
32:48tende a desvalorizar
32:49e esse portfólio
32:50alocado
32:51em moeda forte
32:52faz com que
32:52segure a posição
32:54de patrimônio
32:55do nosso cliente.
32:55Então,
32:56sim,
32:56nós aumentamos
32:57um pouco
32:57a exposição.
32:58Fora,
32:59Patrícia,
32:59se eu puder adicionar
33:01que você
33:01mitiga
33:02esse risco
33:02doméstico
33:04que eu já comentei
33:04diminui a exposição
33:06a um risco
33:07de um único país
33:07também
33:08que é importante
33:09para a diversificação
33:09de portfólio
33:10e você consegue
33:11acessar
33:12inúmeras outras
33:13oportunidades
33:14de investimento
33:15setores
33:16que a gente
33:16não tem disponíveis
33:17aqui no Brasil
33:18com tanta facilidade
33:19então estou falando
33:20de setor de tecnologia
33:21nos Estados Unidos
33:22de mercado de luxo
33:23na Europa
33:23então tem muito mais
33:24oportunidade também
33:26associada
33:26a gente precisa
33:27explorar isso
33:28com os nossos clientes.
33:30Então,
33:30hoje,
33:30quanto que vocês
33:31recomendam
33:32um cliente
33:32de perfil
33:33moderado
33:34ter lá
33:35no exterior?
33:37A nossa recomendação
33:38também gira
33:39em torno
33:39de 10%,
33:41mas aí aqui
33:41tem um componente
33:43muito importante
33:44da assessoria
33:44qualificada
33:45para cada um
33:46dos nossos clientes,
33:48tá?
33:49Porque às vezes
33:50o cliente tem
33:51relacionamento lá fora
33:52tem filho
33:52que está morando
33:53no exterior
33:53estudando lá fora
33:54então cada cliente
33:55tem a sua especificidade
33:57aqui essa recomendação
33:58ela pode variar
33:59bastante,
34:00tá?
34:00Então,
34:01num quadrado
34:02fechadinho
34:03se eu fosse falar
34:03com um cliente
34:04moderado
34:04que eu ainda
34:04não conheço
34:05eu levaria
34:05algo próximo
34:06a 10% a 15%
34:07mas a gente
34:09sabe que
34:10cada caso
34:10é um caso
34:11e as recomendações
34:12elas são
34:12bem
34:13tailor made
34:15eu vou colocar
34:16dessa forma,
34:16né?
34:16Então a gente
34:17ajusta ela
34:18para cada cliente
34:19a depender
34:20das suas necessidades
34:21da sua situação
34:22de vida
34:22da sua situação
34:23empresarial
34:24enfim
34:24Perfeito
34:26Mas Julia
34:27a gente está falando
34:27de um cenário
34:28conturbado
34:28aqui no Brasil
34:29mas não é que
34:30no exterior
34:30também esteja
34:31super tranquilo
34:32né?
34:33Você poderia
34:34dar um breve
34:35esse cenário
34:36do que vocês
34:36veem lá fora
34:37e quais são
34:37as oportunidades
34:38ou seja
34:39para essa locação
34:40no exterior
34:41existe algo
34:42que vocês estão
34:43recomendando
34:44olhar com mais carinho?
34:45Legal
34:45Acho que
34:47um primeiro ponto
34:48para a gente
34:49endereçar
34:49esse tema
34:50é falar um pouco
34:52sobre essa incerteza
34:54e volatilidade
34:54que eu comentei
34:55logo no início
34:56da minha fala
34:56Então antes
34:58da pandemia
34:58a gente falava
34:59que o mundo
34:59era um mundo
35:00vulca
35:01era um mundo
35:02volátil
35:03incerto
35:04ambíguo
35:05em alguns
35:06sentidos
35:07e pós pandemia
35:09o mercado
35:10começou a falar
35:11mais sobre
35:12um termo
35:13bunny
35:13que é um mercado
35:15mais frágil
35:16mais ansioso
35:17e quem que não
35:18sofre de ansiedade
35:19hoje em dia
35:19né Patrícia?
35:21É um mundo
35:21menos linear
35:22é um mundo
35:23mais incompreensível
35:24então eu assumo
35:26esse cenário
35:26bunny
35:27para estabelecer
35:28esse portfólio
35:29e essa diversificação
35:30para o nosso cliente
35:31e quando a gente
35:32fala do contexto
35:32global
35:34a gente tem
35:34muita incerteza
35:36hoje
35:36para a gente
35:37refletir sobre
35:40então desde
35:41a guerra tarifária
35:42né
35:42das relações
35:43ali comerciais
35:44entre Estados Unidos
35:45e outros países
35:46que essa semana
35:47a gente tem aí
35:48notícias decisivas
35:50é o fim
35:50desse período
35:50de 90 dias
35:51né
35:52que o governo
35:53Trump estabeleceu
35:54a gente tem
35:54as guerras
35:55que estão acontecendo
35:56que podem ter
35:57um potencial impacto
35:58sobre o petróleo
35:59petróleo
36:00sobre inflação
36:00inflação
36:01sobre atividade
36:02fazendo toda
36:03essa cadeia
36:04que pode afetar
36:05política monetária
36:06que pode afetar
36:07políticas fiscais
36:08então
36:08acho que o cenário
36:10como um todo
36:10é um cenário
36:11de muita incerteza
36:12quando a gente
36:12vai falar
36:13de renda fixa
36:14lá fora
36:14e renda variável
36:15lá fora
36:16acho que as oportunidades
36:17também estão presentes
36:18nas duas
36:19o que a gente começou
36:20a observar
36:21na parte de renda variável
36:23primeiro
36:23é uma rotação
36:24de portfólio
36:25então o cliente
36:26olhando para setores
36:28mais tradicionais
36:29até mesmo
36:29no mercado americano
36:31porque a gente viu
36:32ano passado
36:32as big techs
36:34ganhando muito destaque
36:35e a gente vê
36:36ações na Europa
36:37por exemplo
36:38também ganhando
36:39protagonismo
36:40ações em outras
36:42regiões
36:43também ganhando
36:43protagonismo
36:44a gente vê aí
36:45um impulso fiscal
36:46talvez na Europa
36:46que tenha ajudado
36:48também as ações
36:49ali da região
36:50é claro que
36:51quando a gente
36:52traz isso para o dólar
36:53as ações
36:55dessas outras regiões
36:57estão melhores
36:58do que as ações
36:58americanas
36:59por conta da desvalorização
37:00do dólar
37:01em relação a essas
37:02outras moedas
37:03então a gente vê
37:04oportunidades
37:05e daí aqui é importante
37:06tanto nos Estados Unidos
37:08com essa rotação
37:09dos setores
37:10mas também
37:10em outras regiões
37:12considerando essas
37:13outras possibilidades
37:14quando eu vou
37:15para a renda fixa
37:17aí nós temos
37:17alguns cenários
37:18mais incertos ainda
37:21a gente está falando
37:22de um Federal Reserve
37:23tem um desafio
37:24grande nas mãos
37:25de estabelecer
37:26o que é mais relevante
37:28é controlar
37:29essa inflação
37:30e aí manter
37:32esses juros
37:33elevados
37:33por mais tempo
37:34ou é
37:35segurar
37:37essa atividade
37:38e fazendo
37:38ajudar a atividade
37:40e fazendo
37:41essa taxa
37:42do Fed Fund
37:43cair
37:43então
37:44o próprio
37:45Federal Reserve
37:45está num momento
37:46delicado
37:47de entender
37:47quando é o momento
37:48de começar
37:49a flexibilizar
37:50juros por lá
37:50e isso traz
37:51um pouco
37:52de preocupação
37:52para nós
37:53em termos
37:53da renda fixa
37:54no sentido
37:54de que talvez
37:55ao longo
37:56desse semestre
37:56ainda tenha
37:58uma possível
37:59abertura
37:59de curva de juros
38:00dentro dos Estados Unidos
38:02por exemplo
38:03que gerariam
38:03ainda mais oportunidades
38:05para o cliente
38:05alocar na renda fixa
38:06o que eu quero dizer
38:07aqui é se a gente
38:08voltar um pouco
38:09desde o período
38:10do Liberation Day
38:11de 2 de abril
38:12a gente viu
38:13uma perda
38:14de correlação
38:15entre o índice
38:15do dólar
38:16a força do dólar
38:17e a Treasury
38:18por exemplo
38:19nos Estados Unidos
38:20então elas geralmente
38:21caminhavam juntas
38:22quando uma caia
38:23a outra também
38:24caia em alguma magnitude
38:25o que a gente viu
38:26foi esse descolamento
38:27o dólar perdendo força
38:29e as Treasury
38:29se mantendo
38:30num patamar elevado
38:31então a gente olha
38:32para esse componente
38:33de renda fixa
38:35com esse olhar
38:36bastante atento
38:38porque acho que existem
38:39oportunidades
38:40para o cliente
38:40continuar alocando
38:42ainda mais o brasileiro
38:44que tem também
38:44essa exposição
38:45no dólar
38:46que pode ajudar
38:47na proteção
38:47do portfólio dele
38:48e aí você tem
38:49outras oportunidades
38:50também associadas
38:51a High Yield
38:52que a gente olha
38:52com bastante carinho
38:54então de um modo geral
38:55Patrícia
38:56o cenário é muito incerto
38:57nós não sabemos
38:58exatamente
38:58quais são os desenhos
39:00futuros
39:00mas a gente vê
39:01oportunidades
39:02nas duas classes
39:03então a nossa recomendação
39:04ela também tem
39:06uma subramificação
39:07que eu vou colocar assim
39:08que é
39:09tá
39:09você vai alocar lá fora
39:11a gente está te recomendando
39:12esse percentual
39:12e a gente também
39:13faz essa recomendação
39:15dividindo entre a renda fixa
39:17e a renda variável
39:18e a gente conta
39:19com todo um ecossistema
39:20robusto aí
39:21de profissionais
39:22dentro do banco
39:23para darem a orientação
39:24para os nossos clientes
39:25seja aqui domesticamente
39:27via os nossos parceiros
39:29como a BBA
39:29assistir o Banco de Investimentos
39:31do Banco do Brasil
39:31a própria Brasil Prev
39:34e lá fora
39:35com a nossa rede
39:36de atendimento
39:36no exterior
39:37e essa recomendação
39:39vai para os Estados Unidos
39:42e o mundo todo
39:43que também é outra discussão
39:44que tem entrado muito
39:45né Julia
39:45esse é um momento
39:46que em geral
39:48o brasileiro
39:48quando olha para
39:49diversificação internacional
39:51olha só para os Estados Unidos
39:53né
39:53está na hora realmente
39:54de olhar para o resto do mundo
39:56também para o Europa
39:57como você colocou
39:58isso acho que sim
39:58a gente faz essa
39:59essa avaliação
40:01do cenário lá fora
40:02olhando para
40:03diferentes regiões
40:04então Estados Unidos
40:05Europa
40:06Ásia
40:07emergentes
40:08então a gente
40:09tende a trazer também
40:11essas
40:12essas nossas visões
40:13para o nosso cliente
40:15se subsidiar
40:15a gente tenta
40:17trazer de uma forma
40:18bem educativa
40:19para a gente empoderar
40:20o cliente
40:20nessa tomada de decisão
40:21porque a gente está falando
40:22do patrimônio deles
40:23então é importante
40:23que eles tenham
40:24essa consciência
40:25de tudo
40:26que a gente recomenda
40:27e como isso se materializa
40:28em termos de estratégia
40:30de investimentos
40:30para cada um deles
40:32Júlia para terminar
40:33queria que você colocasse
40:35como que é a perspectiva
40:37de oportunidades
40:38mesmo de investimento
40:39e para o investidor
40:41lidar com esses próximos meses
40:43esse próximo ano
40:44que ainda garante
40:46muita volatilidade
40:47por aí
40:48mas ao mesmo tempo
40:49muitas oportunidades
40:51você diria no geral
40:52que estamos
40:53num momento positivo
40:54para o investidor
40:55existe muito mais chance
40:58de ganhar dinheiro
40:59do que está preocupado
41:00ou seja, vocês estão positivos
41:02com o momento
41:04de investir agora?
41:06quando eu falo muito
41:06da volatilidade e incerteza
41:08eu gosto de provocar
41:09no sentido de que
41:10a volatilidade
41:11não significa
41:12retornos menores
41:13para o cliente
41:14a volatilidade
41:16muitas vezes
41:16são janelas de oportunidade
41:18que a gente tem
41:19para a alocação
41:19então acho que
41:20respondendo a tua pergunta
41:21sim
41:22acho que é uma oportunidade
41:23do cliente diversificar
41:24mais do que
41:25eu apostar
41:27em alguma classe de ativo
41:28porque eu não ousaria
41:29fazer isso com assertividade
41:30mas é diversificar
41:32se o cliente ainda
41:33não está diversificado
41:34aproveitar esse momento
41:35para fazer essa alocação
41:37balanceada
41:38para o seu portfólio
41:40acho que essa seria
41:41a minha mensagem
41:42Júlia, muito obrigada
41:44pela sua participação
41:45obrigada Patrícia
41:46foi um prazer
41:47agradeço também
41:49a nossa audiência
41:50esse episódio
41:51vai estar no site
41:52do NeoFeed
41:52e também
41:53nas principais
41:54plataformas de áudio
41:55até a próxima
41:56a próxima
41:58a próxima
41:59Legenda por Sônia Ruberti
Comentários