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O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira, 1º, por unanimidade, o projeto de lei que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais mensais.

O texto também prevê um desconto parcial do imposto para quem ganha entre 5.001 reais e 7.350 reais por mês.

Foram registrados 493 votos a favor do projeto.

O projeto foi aprovado na forma como sugeriu o relator, deputado Arthur Lira (PP-AL).O próximo passo é a análise no Senado.

Felipe Moura Brasil, Aod Cunha e Ricardo Kertzman comentam:

Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.

Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.

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Transcrição
00:00O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira, dia 1º, por unanimidade,
00:05o projeto de lei que amplia a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais.
00:12O texto também prevê um desconto parcial do imposto para quem ganha entre R$ 5.001 e R$ 7.350 por mês.
00:22Foram registrados 493 votos a favor.
00:26O projeto foi aprovado na forma como sugeriu o relator, deputado Arthur Lira, do PP de Alagoas.
00:33O próximo passo é a análise no Senado.
00:36Para compensar as perdas arrecadatórias do governo, a proposta determina que indivíduos que ganham mais de R$ 50 mil por mês
00:44e que atualmente não contribuem com uma alíquota efetiva de até 10% para o imposto de renda, passem a contribuir.
00:52A tributação mínima do IR não se aplica às hipóteses de pagamento, crédito, emprego, entrega ou remessa de lucros ou dividendos
01:02a governos estrangeiros, fundos soberanos e entidades no exterior que tenham como principal atividade a administração de benefícios previdenciários.
01:11A arrecadação adicional da União decorrente da aprovação da lei será utilizada como fonte de compensação das perdas de estados e municípios com a isenção e redução do IR.
01:23O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, celebrou nesta quinta-feira, 2, a aprovação da ampliação da faixa de isenção do imposto de renda.
01:32As jornalistas, o chefe da equipe econômica, afirmou que a aprovação por unanimidade na Câmara dos Deputados foi um golaço do Congresso.
01:41Haddad também disse, e se acreditar, que o governo, o governo Lula, sempre bom lembrar, não terá nenhum problema em aprovar o texto no Senado.
01:49Abro aspas para o Haddad.
01:51Eu acredito que foi um golaço do Congresso Nacional e eu não acredito que nós vamos ter problema nenhum no Senado a julgar pelo que o Senado já votou
01:58e que tem muita semelhança com o que foi votado ontem na Câmara.
02:03É se entender o seguinte, ontem houve muito consenso em torno da necessidade de corrigir essas distorções.
02:09É muita distorção no sistema tributário e nós estamos procurando corrigir essas distorções ao longo desses anos.
02:16Que é gente que não pagava, que tem que pagar, gente que paga muito, que tem que deixar de pagar.
02:23Então, esse é o trabalho que nós estamos fazendo há três anos praticamente.
02:27Fecho aspas.
02:29Muito bem, agora sim, Aude Cunha, o nosso colaborador em matéria de economia, está ao vivo com a gente.
02:35E ele que é doutor em economia, conselheiro de administração de empresas e ex-secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul.
02:41Salve, salve, Aude. Boa noite mais uma vez.
02:43Seja bem-vindo aqui ao nosso programa.
02:45É um prazer e uma honra contar com a sua participação.
02:49Boa noite, Felipe.
02:50Sempre bom aqui estar com vocês no Papo Antagonista.
02:53Muito bem, Aude.
02:54Uma votação por unanimidade.
02:55Isso significa que é uma medida apenas eleitoreira.
03:00É uma medida contra a qual nenhum parlamentar quer ficar.
03:04Agora, eu queria que você analisasse também do ponto de vista econômico, do ponto de vista fiscal.
03:10Afinal, isso é bom para o país?
03:13Para quem é bom?
03:14Para quem é ruim?
03:16Resolve a situação?
03:17É maquiagem?
03:18Como você avalia?
03:21Felipe, primeiro, assim como você falou, eu não imaginaria que nenhum parlamentar, incluindo o da oposição,
03:28não fosse voltar contra uma medida que vai diretamente aumentar a renda de quase 17 milhões de pessoas.
03:35Agora, o que é importante, e eu estou entre aqueles que acham que nós temos um sistema tributário,
03:43uma série de distorções, de desigualdades.
03:45É fato que pessoas com renda muito alta pagam relativamente menos no Brasil sobre as suas rendas,
03:53diferentes formas de renda do que em outros lugares.
03:57Então, tinha que ter uma correção sobre isso.
03:59O problema é que nós sempre estamos fazendo esses movimentos aqui no Brasil,
04:06assim, remendando buracos que nós temos, tanto no sistema tributário quanto no sistema de gastos.
04:13O que nós estamos vendo nos últimos anos é um governo e um congresso
04:17que valida movimentos de aumento de gastos, de aumento de benefícios, de concessões,
04:23em um país que já tem uma carga tributária, próximo de 34%,
04:28que é muito alto para o nível de renda do Brasil.
04:31O Brasil é um país de renda média, média baixa.
04:35Então, o ideal, o que seria?
04:36Seria um país executivo, congresso, sociedade, com uma clareza de quais são as prioridades no orçamento público,
04:43e a partir dessas prioridades, definir qual é o máximo de carga que o país,
04:48de carga tributária, que pode pagar, e distribuir ela da forma mais correta, justa,
04:54com uma certa progressividade, sim, claro, no imposto.
04:57Essa parte está correta, do meu ponto de vista.
05:00Agora, por que os R$ 5.000, não os R$ 4.500?
05:02Por que R$ 7.100?
05:04E como é feito isso?
05:06Eu acho que esse é o grande ponto.
05:08Nós estamos tendo movimentos isolados, e no final das contas,
05:12muito claramente, vai ter um desafio fiscal bem grande para o próximo governo,
05:18seja lá quem ganhar as eleições em 26.
05:21Aô, eu queria mostrar para você duas postagens que foram feitas na rede social X,
05:26pelo Marcos Sintra, que foi secretário da Receita Federal,
05:29ele que também tem uma formação acadêmica em economia,
05:34com mestrado e doutorado, se eu não me engano, em Harvard, nos Estados Unidos,
05:37atuou ali durante o governo Bolsonaro, teve alguns atritos com o então presidente,
05:41acabou saindo, mesmo assim, é alguém que olha, geralmente, com olhos críticos,
05:48certas posturas econômicas da esquerda.
05:50Pode colocar o primeiro print na tela, produção?
05:53Estou assistindo agora a lamentável sessão da Câmara dos Deputados,
05:56que vota a lei do imposto de renda.
05:58Sofismas traiçoeiros e mentiras deslavadas são desferidas pelo PT,
06:02e a fraca oposição, intimidada, entra na roda de populismo.
06:06Lembrando que o populismo é esse nós contra eles,
06:09para resumir aqui de modo grosseiro.
06:10Apoiando um dos piores e mais rocambolescos projetos tributários jamais vistos.
06:16Vale tudo nesse vergonhoso desfile de imediatismo
06:18e que condena o Brasil a um triste porvir de pobreza
06:21e o povo à eterna dependência do Big Brother.
06:25E aí depois ele fez outra para falar da vergonhosa covardia da oposição.
06:30A isenção do IRPF deveria ser até maior do que os 5 mil.
06:35O absurdo é compensar com a bitributação de dividendos para brasileiros e estrangeiros,
06:42bem como o imposto mínimo adicional de quem já pagou tudo o que a lei exige.
06:47Lei bizantina, pois contraria a ela mesma.
06:49Entendo a situação se vangloriar,
06:52mas é a situação no sentido de o governo Lula,
06:54são os políticos de situação que se fala no jargão político.
06:58Entendo a situação se vangloriar,
07:00mas é vergonhoso à oposição se render e não exigir compensação mediante corte de gastos.
07:07Estão matando a galinha de ovos de ouro.
07:10Aoldi, o que você avalia desse raciocínio, dessa opinião do Sintra?
07:15Acho que tem vários pontos aí, Felipe.
07:21Vou começar pela parte que eu concordo.
07:24O Brasil, sim, e há muito tempo,
07:26isso não vem só desse governo,
07:27vem do próprio governo anterior,
07:29ele precisa ter uma política orçamentária,
07:33uma política de controle e acompanhamento de gastos
07:36que evite que sempre nós estejamos numa trilha de aumento de gastos
07:43num limite que o país tem de carga tributária.
07:47Ele precisa melhorar a eficiência desse gasto
07:49e não é o que tem acontecido.
07:52Então, essa parte está correta.
07:54A parte onde ele fala no início sobre a isenção,
07:59que a isenção deveria ser maior,
08:00a própria oposição PL tinha um projeto
08:04de fazer essa isenção até 10 mil reais.
08:07Isso levaria a uma necessidade fiscal,
08:11o atual pacote se fala em 27, 28 bilhões,
08:14ela levaria isso para quase 40 bilhões de reais.
08:18Então, assim, a gente não pode entrar num movimento
08:22de quem concede mais benefício,
08:25quem concede aumento de gastos
08:28ou quem vai fazer um movimento mais populista,
08:30só para agradar a base.
08:32Porque, senão, essa é uma conta
08:33que vai virar para todos os brasileiros.
08:35Então, de novo, o Brasil tem uma série de distorções,
08:39de incorreções, de injustiças.
08:40Ele tem um sistema tributário
08:42onde há muitas brechas legais
08:44para quem ganha muito mais,
08:46se não pagar imposto.
08:48Isso vale muitas vezes para os incentivos fiscais,
08:51para as empresas.
08:52Tem que ter um sistema mais justo,
08:54mais igual e mais eficiente.
08:56E é razoável que pessoas que ganhem menos
08:58paguem proporcionalmente menos.
08:59É assim no mundo todo.
09:01Agora, isso é preciso ser feito
09:03dentro de um critério de responsabilidade fiscal,
09:06dentro de um critério onde a gente entenda
09:07como é que os gastos vão ser controlados,
09:10como é que eles vão parar de crescer,
09:11porque não dá para ter movimento de aumento de gastos
09:13e de corte de impostos.
09:15Essa conta não fecha.
09:16O déficit aumenta, a taxa de juros sobe
09:18e a economia sofre, ao final, com isso.
09:21Maravilha.
09:22E o Ricardo Kertzmann, nosso colunista,
09:24diretamente de Belo Horizonte e Minas Gerais,
09:25também entra agora no nosso programa
09:27para participar e conversar com o Aude Cunha.
09:30Diga, Ricardo.
09:30Salve, salve.
09:32Salve, salve, Felipe.
09:32Boa noite.
09:33Boa noite, Aude.
09:34Boa noite também aos nossos queridos amigos antagonistas.
09:36Aude, o governo do PT, ele diz que,
09:40o governo do PT acha que justiça tributária,
09:43justiça social, não se faz cortando gastos,
09:47se faz aumentando impostos da sociedade.
09:49E nessa lógica perversa,
09:51o governo do PT ainda consegue ser mais falacioso,
09:55porque ele diz que esse aumento de impostos,
09:58essa tributação de lucros e dividendos,
10:00que é quem vai financiar essa isenção
10:05de até R$ 5 mil do imposto de renda,
10:08isso está atingindo, único e exclusivamente,
10:11os super ricos, o 1% mais rico da sociedade.
10:14Só que é o seguinte, Aude,
10:1690% dos brasileiros ganham até R$ 3.500 por mês.
10:22Até 5% da sociedade brasileira ganha até R$ 10 mil por mês.
10:28Você dizer que 1% da sociedade é composto de super ricos,
10:32isso é uma mentira.
10:33A gente tem uma sociedade, infelizmente, muito pobre,
10:37com uma renda muito baixa.
10:39E aí, nesse sentido, quando você vai e faz essa tributação,
10:43nesse 1% do que eles chamam de super ricos,
10:46que é justamente uma classe que ainda consegue consumir
10:49bens e serviços de valor agregado maior,
10:52já que as pessoas mais pobres, infelizmente,
10:55elas só sobrevivem, elas não têm capacidade de consumo.
10:58Como que você enxerga, Aude, nesse momento,
11:01você retirando dinheiro das famílias que consomem
11:05e o consumo das famílias?
11:07Todas as últimas pesquisas mostram que esse consumo das famílias
11:11é o que tem alavancado o crescimento do PIB.
11:13Na sua visão, a retirada de dinheiro via tributação de impostos e dividendos
11:19dessas famílias, isso pode causar um impacto negativo?
11:23Pode, ao contrário do que imagina o governo do PT,
11:27que é eliminando os impostos das pessoas mais pobres,
11:30incentivar o consumo e, com isso, fazer crescer a economia?
11:34Você acha que isso pode ter um efeito perverso,
11:37já que atinge a classe média e classe média alta?
11:41Ricardo, assim, por etapas é que,
11:44se a gente olhar a tributação sobre rendas
11:49acima de R$ 600 mil no Brasil,
11:53isso a gente está falando de, grosso modo, R$ 50 mil,
11:58quem receber essa renda como uma renda na fonte tributada
12:03como um trabalhador, numa empresa, numa corporação,
12:07ele vai ter o desconto já dos 27,5% de imposto de renda.
12:11Então, ele já paga isso e ele não vai ser tributado adicionalmente.
12:15Quem estiver recebendo acima de R$ 600 mil,
12:18R$ 1 milhão, R$ 1 milhão e R$ 500, R$ 2 milhões,
12:20é uma parcela muito reduzida,
12:21nós estamos falando do zero ou alguma coisa da população,
12:24não é nem 1%.
12:25Nessa faixa, quando a gente soma PJs e outras formas,
12:31a tributação efetivamente baixa,
12:33a alíquota final é pouco acima de 2%.
12:36Então, essa faixa que não está pagando isso,
12:39vai pagar um adicional.
12:41E aí eu acho que é relativamente correto.
12:44Onde eu acho que tem distorções,
12:47que vai ter que ser pensado
12:48e pode gerar implicações negativas
12:51sobre atividade econômica, geração de emprego,
12:54é, eventualmente, você ter uma incidência dupla
12:56de empresas, de corporações,
12:59onde já tem uma tributação alta
13:01e, na distribuição de dividendos,
13:04ela fica bitributada.
13:06A Receita Federal está dizendo que não vai fazer isso.
13:08A tributação sobre dividendos é uma prática
13:10que, no mundo inteiro, ela é feita.
13:12O que não dá para fazer é tributar dividendos
13:15e ter uma tributação alta
13:16sobre as empresas,
13:18de forma que uma carga tributária,
13:20no geral, no Brasil,
13:21que já é alta hoje,
13:22próxima de 34%,
13:24fique ainda maior e mais concentrada,
13:26principalmente, em empresas que geram riqueza,
13:29geram investimento
13:30e garantem empregos importantes no país.
13:32Hoje, saiu um estudo,
13:36um levantamento, na verdade, inédito,
13:37do Sindifisco Nacional,
13:39o sindicato que representa os auditores fiscais
13:41da Receita Federal,
13:42estou com alguns dados dele aqui,
13:45mostrando que os super ricos brasileiros
13:47pagam, proporcionalmente,
13:49menos da metade do imposto de renda
13:50da classe média.
13:53Como é que você avalia a situação da classe média
13:55agora com essa aprovação?
13:57A classe média que, muitas vezes,
14:00é atacada, inclusive, pelos gurus
14:02do governo Lula.
14:05Ela fica sobrecarregada?
14:08Qual é a situação em que ela se encontra
14:09nesse momento?
14:12Na verdade, Felipe,
14:14a gente tem que partir da ideia
14:16que o Brasil é um país de renda média baixa,
14:19não é um país pobre,
14:20mas é um país de renda média baixa,
14:22abaixo da média mundial,
14:24bem abaixo dos países que são mais ricos.
14:26isso faz com que,
14:28quando a gente fala da isenção
14:29de R$ 5 mil,
14:32para quem recebe R$ 5 mil,
14:35nós estamos tirando mais de 90%
14:37das pessoas que recebem renda formal.
14:399% da base tributária que vai acabar...
14:42Isso já dá uma ideia
14:43de como, além de ter uma renda média baixa,
14:46nós temos muita desigualdade
14:48dessa distribuição de renda.
14:51Claro, aí a gente tem uma longa discussão
14:52para dizer qual é a melhor forma de corrigir isso.
14:54A melhor forma, muito provavelmente,
14:55é você melhorar a igualdade de oportunidades,
14:57o país crescer mais,
14:58gerar mais renda,
14:59mais prosperidade.
15:01Você não consegue modificar essa realidade
15:03só com política tributária,
15:05de jeito algum.
15:06Nessa faixa acima de R$ 5 mil,
15:09até quem ganha R$ 20 mil,
15:11R$ 30 mil, R$ 40 mil,
15:13e que é uma parcela pequena,
15:15nós estamos falando lá de 1% da população,
15:18nós temos aí essa classe média,
15:21nós falamos,
15:21e essa, se receber essa renda formal,
15:25ela não deve ser tributada mais.
15:27Onde vai ter uma tributação acima
15:29e aonde a tributação hoje no Brasil é mais baixa,
15:33é para quem recebe acima de R$ 600 mil,
15:36acima de R$ 1 milhão por ano.
15:38Essa tributação,
15:39claro, aí eu estou falando de quem tem outros mecanismos
15:42recebendo através de PJs,
15:45e não com desconto dos 27,5%.
15:47Então, assim, neste miolo,
15:51eu não acho que vai ter uma tributação mais elevada.
15:55O que me desconforta no projeto é, de novo,
15:58como eu falei no início,
16:00é mais uma vez a gente está fazendo isso pelos retalhos.
16:03Nós acabamos de ter uma reforma tributária,
16:06uma discussão de reforma tributária,
16:07que era para ter um IVA mais baixo.
16:09Por que nós vamos não ter um IVA mais baixo?
16:10Por que nós vamos ter um IVA,
16:12contando os dois impostos federais, estaduais e municipais,
16:15na casa de 27%, que vai ser um dos mais altos do mundo?
16:19Por que no meio da discussão do Congresso
16:20teve um monte de exceções?
16:22Há um monte de setores que acham que tem que ser mais privilegiados,
16:25que tem que pagar menos, que tem que ter isenção.
16:27O que acontece?
16:28Aí o cidadão comum, lá no imposto sobre consumo no IVA,
16:31acaba pagando uma alíquota mais alta.
16:32Maravilha, esse foi Aode Cunha,
16:35nosso colaborador em matéria de economia,
16:37ele é doutor em economia,
16:38conselheiro de administração de empresas
16:39e ex-secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul,
16:42e pode colocar no currículo que é
16:44colaborador do Papo Antagonista.
16:46Semanalmente é uma honra ter a sua presença.
16:48Boa noite, bom trabalho,
16:49e melhoras para o seu internacional,
16:52que a situação não está muito fácil não, hein?
16:56Obrigado, para mim é uma honra estar aqui sempre.
16:58Podíamos ter terminado de uma forma um pouco melhor,
17:00com outro assunto mais agradável.
17:03Quem sabe na próxima vez ele ficar.
17:06Valeu Aode, grande abraço.
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