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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou em entrevista que a reforma tributária pode elevar o PIB brasileiro em 12%. Ele também defendeu a independência do Banco Central e ressaltou a importância da energia verde e minerais críticos para o futuro da economia.

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Transcrição
00:00O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participou mais cedo de uma entrevista ao podcast Três Irmãos
00:07e falou sobre diversos assuntos da economia brasileira.
00:11Entre eles, o ministro afirmou que o Brasil pode crescer 12% com a reforma tributária.
00:18Vamos conferir o primeiro trecho dessa entrevista.
00:22Hoje o imposto é mais caro do mundo.
00:24O imposto sobre consumo no Brasil é muito alto.
00:26Mas se eu não começo pelo IVA, eu não consigo fazer baixar nunca.
00:32Porque o IVA desonera investimento, desonera exportação, nivela os tributos intersetoriais,
00:39acaba a guerra fiscal entre os estados, diminui a sonegação, aumenta a base de arrecadação.
00:46Tudo isso é pressuposto da pergunta seguinte.
00:50Depois do IVA, eu vou conseguir saber exatamente que eu tenho uma alíquota para o consumo
00:56e uma alíquota em relação à renda.
00:59Aí a sociedade, com a reforma tributária feita, vai poder discutir o seguinte.
01:04Vamos aumentar um pouquinho sobre renda para diminuir.
01:07Vamos fazer um vaso comunicante aqui.
01:09O que eu arrecadar mais aqui, eu diminuo a alíquota do consumo.
01:14Você vai criando condições de política pública que hoje não estão dadas.
01:18As condições não estão dadas.
01:20Se eu quiser fazer isso hoje com o sistema tributário atual, eu não consigo.
01:24Desoneramos investimento e exportação.
01:26O Brasil é um dos poucos países que exporta imposto.
01:29Por causa da acumulatividade.
01:32O IVA acaba com a acumulatividade.
01:34Você não tem imposto sobre imposto.
01:36É um sistema de crédito e débito.
01:38Então, tudo vai ficar mais fácil.
01:41O estudo mais modesto sobre reforma tributária
01:45atesta que o nosso PIB vai crescer só por conta da reforma 12%.
01:51O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também falou sobre a relação dele
01:56com o presidente do Banco Central e ressaltou a independência do BC.
02:01O Banco Central no Brasil, ele é independente há muito tempo.
02:10Antes da lei ser aprovada da autonomia, a autonomia operacional do Banco Central,
02:16ela rigorosamente existe, desde o plano real, o Banco Central ganhou uma autonomia muito grande,
02:23até para preservar o valor da moeda.
02:25Então, é uma coisa assim, né?
02:27Inflação de 100% ao mês.
02:30Chegou a 80% ao mês a inflação no Brasil.
02:32Sim, loucura.
02:33No mês.
02:34Imagina, 80%.
02:35Então, nós estamos falando aqui de um país que já viveu um processo hiperinflacionário.
02:40O fato é que depois do plano real, que botou ordem na questão monetária,
02:45o Banco Central passou a ser uma autoridade estratégica para manter o poder de compra da moeda.
02:50Então, ele ganhou muita força com a estabilidade.
02:53A conversa que a gente tem com o atual presidente é muito franca.
02:57Eu ligo, falo o que eu penso.
02:59Ele ouve todo mundo.
03:01O presidente do Banco Central tem que ouvir.
03:03Tem que ouvir o mercado financeiro, tem que ouvir economistas de chefes de bancos,
03:09tem que ouvir o setor produtivo, tem que ouvir o que a fazenda está pensando,
03:14o que o planejamento está pensando.
03:16Agora, a responsabilidade por manter a inflação comportada é dele.
03:21Então, a decisão final é dele e da diretoria, que tem oito membros que não pensam igual também.
03:28Pensam diferente.
03:31Raramente tem divergência na diretoria, no voto.
03:37Discutem, discutem, discutem e acabam consensuando ali.
03:40Mas tem momentos que tem divergência.
03:42Um outro ponto abordado pelo ministro da Fazenda foi relacionado à energia verde e aos minerais críticos.
03:51Para ele, o Fernando Haddad, é importante desenvolver essa cadeia produtiva no país.
03:57As terras raras, os minerais críticos, podem ser a base de parcerias, inclusive com o capital estrangeiro,
04:06privado ou estatal, no caso da China e tudo mais, que tem empresas estatais dedicadas a isso,
04:13para a gente desenvolver cadeia produtiva no Brasil.
04:16Nós somos a segunda ou terceira reserva mundial de minerais críticos.
04:23Entendeu?
04:23Tem muita coisa aqui.
04:25Agora, a gente tem que aproveitar de forma...
04:28Se a gente continuar, como sempre, exportando commodity,
04:33e muitas vezes vai exigir parceria, inclusive com o setor privado.
04:39E aí, se a gente for dogmático...
04:41A China cresceu porque ela rompeu com o dogmatismo.
04:45Ela começou a abrir, sem perder o controle da situação ainda,
04:52mas ela abriu para parcerias de uma forma claramente mais inteligente do que fez a Rússia.
05:04Eu converso agora com a nossa analista de política e economia, a Mariana Almeida.
05:09Aqui eu começo desejando uma ótima noite,
05:11dizendo que é sempre um prazer dividir a bancada contigo, Mariana,
05:13principalmente pelo seu didatismo.
05:16Então, vamos a ele.
05:18Apesar de um tom de crítica ameno,
05:21convenhamos que o Fernando Haddad passou um pano para o Galípolo.
05:26Ele até frisou que o presidente do Banco Central, o Gabriel Galípolo,
05:31é semana desconversário.
05:33E o ministro da Fazenda, o Fernando Haddad, não esconde um descontentamento com a atual taxa de juros,
05:41o atual patamar dos juros brasileiros.
05:44Mas, afinal, dá para a gente ter os juros mais baixos, como o Haddad deixa aí nas entrelinhas,
05:52nesse momento em que o Brasil está nessa situação econômica?
05:55Como a gente diz no futebol, ou o governo está jogando mais para a torcida,
06:00para jogar a bola ali, olha, o problema da jogada não está comigo.
06:05O que tem de realidade aí nessa resposta no podcast que o Fernando Haddad participou nesse sábado, Mariana?
06:15Boa noite, Favale. Um prazer estar aqui com você.
06:18E devolvo também o elogio sobre o didatismo, viu?
06:20É sempre um prazer te escutar, seja no Conexão, seja aqui no Jornal Times.
06:23Boa noite para todo mundo que nos acompanha.
06:26Já que você falou de futebol, eu acho que a taxa de juros no Brasil é mais ou menos que nem a seleção brasileira, né?
06:31Todo mundo quer que ganhe.
06:32Agora, cada brasileiro é o técnico para dizer como é que tem que ser, né?
06:37E, bom, o patamar é alto.
06:39Acho que tem uma coisa que é um fato, um dado.
06:40Se a gente fosse pensar em termos de risco, né?
06:44Quer dizer, por que a taxa de juros é tão alta?
06:46É o país que apresenta, ela está compatível com o risco relativo do ponto de vista de outras economias?
06:52Não.
06:53Porque a gente não pode ser um dos países mais arriscados do mundo.
06:56A gente tem uma das maiores taxas de juros do mundo.
06:58É o que tem maior risco?
07:00Risco no sentido inflacionário, político, de ter algum choque?
07:04Não somos, né?
07:05Tem várias outras economias que são muito mais passíveis aí de choques,
07:10de instabilidade do ponto de vista monetário, que afeta diretamente.
07:13Porque taxa de juros é um retorno que é capital estrangeiro que entra.
07:16Ele quer o quê?
07:17Quer ganhar alguma coisa e quer sair.
07:19Para sair, depende de como é que vai ser a volatilidade de câmbio.
07:22E aí, esse é um ponto importante.
07:24O Brasil, ele começou já há algum tempo a ter muito mais estabilidade.
07:28É parado?
07:29É tranquilo?
07:30Não.
07:30Não é disso que a gente está falando.
07:31Pergunta é, em termos relativos, teria que ser tão alta?
07:34E aí, assim, como eu falei, é que nem seleção brasileira.
07:37Pelo dado, não, não teria que ser.
07:39Mas como baixar?
07:40Porque esse foi um mecanismo usado pela economia brasileira lá atrás, nos anos 90, né?
07:46Inclusive, desde o plano real, a forma da gente ancorar aí parte da nossa estabilidade
07:51foi pagando altos rendimentos.
07:54É assim que a gente atrai capital estrangeiro.
07:56A gente estabilizou, inclusive, o nosso setor privado em altas taxas de lucro.
08:00Exatamente, assim, precisando de altas taxas de lucro exatamente para compensar esse alto juros.
08:05E aí, a pergunta é, como é que eu mudo esse patamar?
08:08Porque isso, eu estou relativamente muito acima dos outros e os agentes se acostumaram a transacionar, sim.
08:15Então, não é fácil sair, é necessário, mas para isso precisaria do quê?
08:19De outras mudanças bastante importantes na economia, o Banco Central fica dando aquela cutucada,
08:24dizendo, por exemplo, um modelo fiscal que ancorasse as expectativas de outra maneira que não da taxa de juros.
08:31Enquanto não mudar alguma outra grande coisa, não tinha uma grande sinalização,
08:35difícil alterar esse clima aí da política econômica que acaba esperando que aconteça o que acontecer,
08:42eu sempre posso me refugiar em altas taxas de juros no Brasil.
08:45Infelizmente, essa é a realidade com o custo que tem na economia real.
08:49Vocês entenderam por que eu comecei saudando Mariana Almeida e elogiando o didatismo dela?
08:55Obrigado, Mar.
08:56Daqui a pouco a gente volta para mais uma pocket aula sua e a gente vai falar de economia americana.
09:01Até já.
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