- há 4 meses
- #jovempan
- #miragempodcast
No Miragem Podcast, Fernando Gabas, Tuta Neto e Samy Dana desvendam o futuro da tecnologia, analisando o impacto e o potencial revolucionário da Inteligência Artificial na sociedade e nos negócios.
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
#MiragemPodcast
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
#MiragemPodcast
Categoria
🤖
TecnologiaTranscrição
00:00Olá, seja muito bem-vindo ao Miragem.
00:09Este é um videocast semanal que explora tecnologia, consciência e futuros possíveis, sempre
00:15sobre um olhar filosófico, prático e transformador.
00:18Vivemos uma aceleração tecnológica sem precedentes.
00:21Inteligência artificial, biotecnologia, computação quântica, tudo está se transformando diante
00:26dos nossos olhos.
00:27Mas no meio dessa revolução, ainda falta um espaço para pensar com profundidade.
00:32Como seguimos como humanos?
00:34O que não pode ser substituído?
00:36Qual é o nosso papel diante do futuro que estamos criando?
00:39O Miragem nasceu justamente desse impulso.
00:42Falar de tecnologia de um jeito mais consciente, provocador e conectado com o que realmente
00:47importa.
00:48E a cada episódio, eu tenho a alegria de dividir esse espaço com dois parceiros que tornam
00:52essa jornada ainda muito mais rica.
00:54Tuta Neto e Samy Dani.
00:55Como vocês estão?
00:57Salve Gabas, Tuta.
00:59Daqui a pouco a gente anuncia o convidado especial do dia.
01:03É um prazer estar aqui em Miragem.
01:05Episódio especialíssimo, onde vamos discutir muitas visões para onde está indo o mundo.
01:13E é claro que a gente espera aí que você que está do outro lado goste.
01:18Perfeito.
01:18Tuta?
01:18É isso aí, Gabas.
01:20Estão animados aí para o programa especial de hoje.
01:22Vamos discutir aí na área da jurídica e vamos ver o que a IA está movendo nesse mercado.
01:29Maravilha, maravilha.
01:30E como o Samy comentou, hoje nós temos um convidado mais do que especial, Daniel Marques.
01:35Ele é um dos maiores nomes de inovação jurídica e regulação da inteligência artificial no Brasil.
01:39Advogado, professor, convidado da FGV Rio de Janeiro, doutor em Direito pela Universidade
01:45Estadual do Rio de Janeiro e vice-diretor de inovação jurídica da OAB Rio de Janeiro.
01:49E também é diretor da B2L, um evento que vai acontecer em São Paulo em uma semana.
01:53E é presidente da I2L e ex-membro do comitê, membro fundador do membro do comitê do G20
01:59em regulação de inteligência artificial.
02:02Daniel, é um prazer estar aqui com você.
02:04Prazer, gigantesco.
02:04Gabas está aqui junto com o Dama, com o Tutinha.
02:06Vai ser incrível poder falar um pouquinho sobre inteligência artificial, futuro do direito,
02:10futuro das profissões.
02:11Espero que curtam bastante o episódio de hoje.
02:14Maravilha, muito bom.
02:15Então vamos lá.
02:15Bom, o tema de hoje desse episódio é um tema que eu considero talvez um dos mais
02:18relevantes de todos, porque é aquele tema que a gente vai falar sobre como a IA pode
02:23substituir ou não os trabalhos, os empregos que a gente já vê acontecendo em várias
02:29indústrias.
02:30Se a gente for procurar para analisar cases reais de várias empresas, você tem cases
02:34como o Microsoft, que dispensou quase 15 mil colaboradores na parte de programação,
02:38na parte de atendimento ao consumidor.
02:40Você tem casos de empresas de outros segmentos na área médica, na área farma.
02:44Você tem áreas de empresas na área de alimentação.
02:48Inúmeras e inúmeras empresas estão publicando dados mostrando que com o advento de inteligência
02:52artificial, a gente acaba tendo uma tendência quase que inevitável de substituição de
02:56mão de obra.
02:57Mas, por outro lado, a gente também tem uma tendência super positiva, que é a questão
03:01de a gente liberar para o ser humano funções muito mais nobres, muito mais estratégicas
03:05e com isso a gente tem uma grande produtividade.
03:08E hoje, como o Samy comentou no começo do episódio, a gente vai dar uma ênfase um pouco
03:11especial nessa área jurídica.
03:13De contas, temos um grande especialista aqui.
03:15Então, Daniel, eu quero que você me conte um pouco de como você está vendo essa questão
03:20da inteligência artificial e todas essas novas tecnologias, especificamente na questão
03:24jurídica no Brasil.
03:26Lá fora, eu acho que você até pode citar alguns exemplos, eu tenho vários e vários
03:29grandes escritórios adotando inteligência artificial para desempenhar várias das suas
03:33funções.
03:34No Brasil, como é que está esse cenário?
03:35Conta um pouco para a gente.
03:36Acho que quando a gente pensa em tecnologia, em primeiro lugar, a gente tem que pensar no
03:39problema.
03:39Porque, geralmente, quando a gente pensa em tecnologia, a gente pensa que ela é a solução
03:42em si mesmo.
03:43Mas ela é um meio para resolver um problema, um desafio.
03:46Isso aconteceu ao longo de toda a história da humanidade.
03:48E aí, quando a gente olha o cenário brasileiro, o Brasil é muito peculiar e alguns dados que
03:53só existem no Brasil.
03:55Então, se a gente pega, por exemplo, o número de cursos de direitos que existem no Brasil,
03:58se a gente somar todos os cursos de direitos que existem no mundo, no Brasil a gente tem
04:01mais.
04:03Isso não é um bom sinal.
04:04Isso não é um bom sinal.
04:06Não tenho muito orgulho disso.
04:09Onde mais tem engenheiros, onde mais tem matemáticos, mais advogados.
04:16Com todo respeito, não é algo que me orgulha.
04:20Quer dizer que esse país, basicamente, é uma zona e ninguém sabe para onde está indo
04:25a lei.
04:26Então, você precisa de um exército de advogados para quase tudo.
04:29Seja para combater a burocracia, que é grande, seja, às vezes, por vias menos republicanas,
04:35porque aí você precisa dos contatos, dos lobbies.
04:38Ainda que isso seja ilegal, a gente sabe que existe.
04:41Então, a gente tem mais ou menos 1.800 cursos de direito no Brasil.
04:43É mais do que a somatória de todos os cursos do mundo inteiro, que faz com que a gente
04:47tenha o maior número de advogados por habitante do planeta Terra no Brasil.
04:53E a gente gasta, e a gente pode falar, e a gente gasta 2% do nosso PIB justamente no
04:59litígio, que é cinco vezes mais do que é gasto nos países da OCDE.
05:02Então, realmente, a gente tem um país, como o Samuel Dana apontou, muito burocrático,
05:06onde o direito é visto como uma profissão que afasta o povo, afasta o cidadão.
05:12E aí, justamente, a tecnologia surge para tentar desburocratizar isso, fazer com que
05:17a justiça seja muito mais acessível, fazer com que seja muito mais democrático esse acesso
05:23ao direito e à justiça.
05:24Aí você tem inteligência artificial, plataforma de automação, aquilo que a gente chama de
05:28low-techs e legal-techs.
05:30São plataformas de tecnologia aplicada ao mundo do direito.
05:34É, mas tem um ponto também, vou pedir a licença aqui para o Gabris, que é o espírito
05:40de grupo.
05:41Por exemplo, salvo engano, e aí eu acho que o Gabris talvez saiba melhor, você não
05:47pode advogar sem ter o registro, mesmo com o IA.
05:52Então, suponha que você venda uma IA que faz o serviço.
05:56Estou falando para coisas que não são mega completas.
05:59Não estou falando de uma aquisição de bilhões.
06:02Estou falando de um negócio razoável.
06:04E que você se sente confortável para fazer.
06:07Você tem IA, fez tudo.
06:09Você não pode.
06:10Você não pode.
06:11E aí, eu não sei o que é para preservar o cidadão, ou o que é para preservar o emprego
06:20e fazer uma reserva de mercado para os advogados.
06:26Então, também vejo esse espírito de grupo, às vezes, seja via OAB ou outros órgãos,
06:32tentando brecar na marra a evolução, a inovação.
06:36Isso acontece, na verdade, não só na área jurídica.
06:38Não, não, não.
06:39Essa questão de regulação e proteção acontece em todas as áreas.
06:42Não, todas as áreas.
06:43O Brasil é um lugar muito próspero para reservas de mercado.
06:47Sem dúvida.
06:47O cara gosta de pedir o alvará, o registro.
06:53Mas, como a gente está aqui falando de direito, queria um pouco a sua opinião.
06:57O que é proteção para a sociedade e o que é proteção para a reserva de empregos,
07:03reserva dos próprios advogados?
07:06Eu acho que quando a gente fala de acesso à justiça,
07:08a primeira coisa que a gente tem que ter conta é que não necessariamente é acesso ao tribunal.
07:12Então, quando a gente fala de inovação dentro do direito,
07:14óbvio que a primeira coisa que nos vem à mente é a tecnologia.
07:16Mas o grande desafio, às vezes, não é tecnológico.
07:18O grande desafio é o modelo de gestão de cultura que existe.
07:21Realmente, a gente tem uma sociedade na cultura do litígio muito forte.
07:24Litigue primeiro, pergunte depois.
07:26Uma sociedade que é muito difícil, a questão da conciliação e da mediação.
07:30Enquanto que outros países têm uma promoção muito forte
07:32de outros mecanismos de composição de conflito.
07:36Então, exige no Brasil, realmente, um processo de educação
07:40para modificar esse cenário.
07:42Então, quando você vai, por exemplo, para a Inglaterra,
07:45para você poder, se você tem um processo até 10 mil pounds,
07:50você pode litigar sem a necessidade de um advogado.
07:54E é necessário uma composição prévia, a tentativa de uma composição prévia.
07:59Então, isso permite que embarrere, justamente,
08:01a gente tem 100 milhões de processos judiciais no Brasil.
08:03Não, mas não tem um ponto aqui que é o seguinte,
08:07você entra, eu processo o Gabos, por exemplo.
08:12Eu não tenho muito custo para processar.
08:15Então, vira um negocinho, eu vou processar...
08:18Muito fácil.
08:18E tem justiça comum ainda, que é graça.
08:21E aí, fica uma coisa assim,
08:23mesmo que eu esteja inventando algo que não procede,
08:26o meu custo de perda é pequeno.
08:29Exatamente.
08:30E o custo de defesa não é tão pequeno, né?
08:32Não necessariamente.
08:33Não, não é.
08:34Em algumas causas, um trabalhista, por exemplo,
08:38tem uma jurisprudência ampla,
08:40que nem, às vezes, assim, o funcionário está errado,
08:43mas por uma questão social,
08:45o juiz é inclinado a fazer um acordo.
08:49Então, assim, para mim,
08:51numa visão de economista,
08:53existe tudo uma questão de incentivos e sinalização.
08:56Você tem um incentivo a ir para o litigioso,
09:02porque você não tem grandes penalidades.
09:05O Miragem tem o apoio da Fresh Codes,
09:07uma empresa que entende do poder da inteligência artificial
09:09para expandir o potencial humano.
09:11A Fresh é especializada em desenvolver soluções digitais sob medida,
09:15com foco em inovação, performance e, claro,
09:18gente no centro do processo.
09:20Se você está pensando em tirar um projeto tech do papel
09:22ou escalar seu produto com inteligência,
09:25vale conferir.
09:26freshcodes.com.br
09:28E eu acho que isso acaba...
09:31Vou te trazer, trazendo a ciência econômica do direito,
09:33vou trazer um outro exemplo.
09:35A Associação Brasileira de Jurometria
09:37fizeram um estudo das pequenas causas aqui em São Paulo.
09:41E aí se descobriu que a maioria das ações de pequenas causas,
09:43que justamente são gratuitas,
09:45são problemas de companhia aérea,
09:47em que são pessoas de classe média alta.
09:49Então a justiça gratuita é pensada
09:50para poder atender aquele que não tem recurso financeiro,
09:52mas na prática, quem acaba utilizando...
09:54Acabou utilizando...
09:55Então você tem incentivos, desequilíbrios,
09:58incentivos econômicos, que realmente impactam.
10:00Um outro exemplo, a gente tem um associado nosso,
10:02que é de uma grande empresa de varejo,
10:04em que estava tendo muito processo de consumidor.
10:08Era uma calça que não chegava correto ou atrasado.
10:11E aí você tem três modelos para poder atuar em relação a esse problema.
10:16O modelo é o modelo do advogado litigante.
10:18Não, a gente tem que processar, não pode ganhar,
10:21não pode perder, perdão,
10:23senão o outro vai querer entrar e brigar com o cliente.
10:25Só que o cliente, cada vez mais nessa sociedade hiperconectada,
10:29ele é o centro do teu negócio.
10:31Você não pode brigar com o cliente.
10:32E aí você tem uma segunda etapa, que é a análise econômica.
10:34Cara, será que não é melhor dar 100 reais,
10:38que ele teve o problema, devolver esse dinheiro,
10:39porque é mais caro eu ter que defender do que ter que,
10:45perdão, devolver o dinheiro,
10:46do que simplesmente ir lá, mandar advogado, preposto, tudo isso.
10:51E tem um terceiro nível, que é esse nível
10:52que a gente está começando a desenvolver dentro do direito também,
10:55que é algo comum em outras áreas, que é,
10:58cara, ali foi um problema, como um problema que eu tenho com o namoro.
11:00Eu quero que aquele cliente volte a comprar comigo.
11:03E é o departamento jurídico que ele desenvolveu um voucher,
11:06onde quando o cliente tem algum problema desse tipo,
11:08o que que eles fazem?
11:10Eles dão um valor 10, 20% a mais pra ele voltar a comprar.
11:14E essa foi uma ideia que não foi do marketing,
11:15não foi do comercial, foi do jurídico.
11:18Foi uma ideia meio ruim.
11:20Porque melhorou o NPS, melhorou a lei TV.
11:24Eu acho ruim.
11:26Eu acho ruim pelo seguinte,
11:30uma vez que a sociedade entende que esse é um mecanismo,
11:34você vai ter um monte de gente alegando qualquer coisa,
11:36como às vezes acontece em restaurantes,
11:39pra ter um benefício.
11:41Então, eu acho perigosa essa ideia.
11:45De assim, ah, mesmo que você não tiver certeza,
11:47eu te dou dinheiro.
11:48É um comentário interessante, sabe por quê?
11:50Porque é o que eles fizeram.
11:51E aí traz uma outra mentalidade,
11:53que é a tecnologia novamente.
11:54Sem tecnologia a gente não inova,
11:55mas muitas vezes o desafio
11:56é no modelo de gestão de cultura e de implementação.
11:59O que que eles fizeram?
12:00Vou contratar um sistema?
12:02Eu vou implementar em todos os clientes?
12:04Não.
12:04Essa era a hipótese.
12:06Fizeram o MVP,
12:07prototiparam,
12:08e começaram a pegar um núcleo de clientes
12:10pra testando a ideia.
12:11Justamente ver esses problemas, esses desafios.
12:13E aí, aos poucos,
12:14você vai ampliando isso.
12:16Então, chegaram e implementaram
12:17pra todos os clientes de uma vez.
12:19Pegaram um grupo...
12:20Não, e você fica com o histórico também do cliente.
12:22Você fala, pô, o cara fez isso uma vez.
12:24Fez isso duas vezes,
12:25já começa a ficar esquisito, entendeu?
12:27Vamos voltar um pouquinho pro tema.
12:28Vamos voltar um pouquinho pro nosso tema,
12:29que a gente acabou.
12:30Se não a gente...
12:31Não.
12:32Não.
12:32Se a gente for discutir o problema do direito no Brasil,
12:35acho que nós não vamos encontrar soluções aqui.
12:38E nós temos um tema específico aqui,
12:39como a inteligência artificial está modificando tudo isso.
12:42Eu lembro uma vez, Daniel,
12:43muito curiosamente,
12:44eu estava conversando com alguns escritórios de advocacia nos Estados Unidos.
12:46A gente é sócio, eu e o Sam,
12:48a gente é sócio de uma empresa de tecnologia,
12:49de inteligência artificial,
12:50que inclusive a gente tem um produto na área jurídica,
12:53que é um produto extremamente interessante.
12:54Depois eu vou pedir, Sam,
12:54de você comentar um pouquinho sobre esse produto,
12:57que é algo que, ao meu ver,
12:59vai trazer um enorme benefício
13:01pra todos os escritórios de advocacia
13:02e aos consumidores de uma forma geral.
13:04Mas um assunto que eu tinha constantemente lá nos Estados Unidos,
13:07que é um país também extremamente...
13:10Tudo é advogado.
13:11E caro, né?
13:12E caríssimo ali.
13:13A coisa acaba ficando muito mais cara aqui no Brasil.
13:14Mas o problema que os escritórios traziam é o seguinte.
13:17Puxa, mas eu hoje, eu cobro por hora.
13:20Todo o meu mecanismo de cobrança é por hora.
13:23À medida que você me traz essa solução,
13:25que você praticamente reduz em mais de 90%
13:28o tempo gasto pra eu poder fazer qualquer peça,
13:31qualquer defesa, qualquer processo, qualquer petição,
13:34como é que eu faço pra cobrar?
13:35Você vai causar um enorme problema pro meu negócio.
13:38Então, olha que coisa doida.
13:40Em vez do escritório pensar no benefício pro cliente,
13:43você fala, puxa, eu vou poder realizar o mesmo serviço,
13:45talvez até com uma qualidade melhor,
13:47num preço muito mais em conta?
13:49Não.
13:49A preocupação é, eu quero cobrar mais,
13:50como é que eu posso ganhar mais?
13:52Como é que você vê isso no Brasil,
13:53esse modelo que existe de cobrança por hora,
13:56do advogado tradicional,
13:56que realmente a gente sabe,
13:58uma peça que talvez um paralegal,
13:59ou um advogado júnior vai levar horas pra fazer,
14:02com o IA você pode fazer isso em segundos.
14:04O Brasil a gente tem um cenário um pouco diferente
14:06do cenário americano,
14:07mas realmente esse desafio do billable hours,
14:09que é os honorários que a gente chama aqui no Brasil,
14:12é um desafio que já está sendo discutido lá fora,
14:13já tem oito, nove anos.
14:15Porque todos eles estão antevendo isso,
14:17olha, o modelo de honorários vai acabar,
14:19ou vai ser muito reduzido.
14:21E aí o que alguns escritórios estão fazendo
14:23é projetos.
14:25Então a contratação não é pelo número de horas,
14:28mas por projetos.
14:29Mas existe uma transição nisso.
14:31A gente visitou alguns escritórios,
14:33tanto em Nova York,
14:35o Allen Overy,
14:36que fica em Londres,
14:37o Hogan Love,
14:38são grandes escritórios,
14:39escritórios que fazem pelo menos bilionários.
14:41E eu sempre perguntava,
14:42você não tem medo de ser substituído,
14:44ou de contratar a Long Tech,
14:45Legal Tech?
14:46Ele falou assim,
14:47ele olhou pra mim,
14:48que é uma pergunta muito comum no Brasil,
14:50especialmente há cinco, seis anos atrás,
14:51quando surgiu a B2L,
14:53eles me olhavam com uma cara meio estranha.
14:55Falei assim, como assim medo?
14:56É, de ser substituído.
14:57Falei assim, não cara,
14:57se eu não usar uma tecnologia
14:59e atender melhor o meu cliente,
15:01o concorrente vai fazer.
15:02É o óbvio, né?
15:03Então eu percebo que lá fora,
15:04na verdade,
15:05eles têm uma visão
15:05de que o cliente é o centro do negócio.
15:08Você tem que trazer melhores ferramentas,
15:09gerar mais valor,
15:10mesmo que de repente
15:11eu tenha que diminuir os honorários,
15:12mas ele vai contratar
15:14ele pra outros produtos e serviços.
15:16Então você tem esse modelo.
15:17O que está acontecendo lá fora,
15:19tanto em Londres,
15:20quanto nos Estados Unidos?
15:21Aqui no Brasil,
15:22nós temos o escritório de advocacia
15:24que copiou esse modelo de estrutura
15:26da Inglaterra.
15:27Tá ok?
15:28Mas na Inglaterra mesmo
15:29já existe, por exemplo,
15:30o que eles chamam
15:31de Alternative Business Structure.
15:33São escritórios de advocacia
15:35que têm a permissão
15:35da Law Society,
15:36que é uma espécie de OB deles,
15:38pra poder ter
15:39num quadro societário,
15:40por exemplo,
15:41não advogado.
15:43Pra poder ter equity em startup.
15:44Porque hoje em dia,
15:46o modelo mais tradicional
15:47de escritório de advocacia,
15:48só pode ter como sócio advogado.
15:51Nos Estados Unidos,
15:51alguns estados que permitem.
15:52Já começaram.
15:53Já tem dois ou três estados
15:55que estão copiando esse modelo.
15:57Utah, se não me engano.
15:57Esse modelo justamente de Londres.
16:01Então ali permitiu
16:02uma coisa bem interessante.
16:04No primeiro momento,
16:05houve uma crítica muito grande
16:06dos advogados,
16:07falando que ia ser a Coscló,
16:09que é o hipermercado
16:10que tem qualquer esquina.
16:11A placadão deles lá.
16:12Agora vai banalizar.
16:14E o que aconteceu
16:15é justamente o contrário.
16:16Eu conversei com a Cristina Blacklaw,
16:17que era a presidente da Law Society,
16:18e que foi responsável
16:19dessas permissões.
16:21Foi o pequeno advogado
16:22que tem uma esposa
16:23que é contadora,
16:24um filho que é do marketing,
16:25e eles começaram
16:26a ter uma estrutura de empresa.
16:27Então é um pequeno e médio
16:29conseguindo trazer
16:30profissionais interdisciplinares
16:32e tendo uma visão
16:33muito mais de negócios.
16:35Muito bom.
16:35Então esse é um modelo
16:36que tem muito comum
16:37lá nos Estados Unidos.
16:38Os grandes escritórios,
16:39que é o Golden Circle,
16:41que fatura acima de um bilhão,
16:43eles continuam
16:43com o modelo tradicional.
16:44Só que o que eles estão fazendo?
16:46Eles estão criando
16:47um modelo de empresa
16:48que se chama-se ALSP,
16:50Alternative Legal Service Provider.
16:51Alguns chamam de Law Company,
16:53diferente de Law Firm,
16:55que é como se fosse
16:56uma Big Four focada em direito.
16:58Então tudo que é direito
16:59continua sendo do escritório,
17:01mas tudo que é
17:02melhora de processos,
17:04gestão,
17:05porque os departamentos jurídicos
17:06que contratam os escritórios
17:07precisam melhorar
17:08BI,
17:09melhorar procedimento,
17:10processo,
17:10implementar IA,
17:11poder checar regulatório
17:13no mundo inteiro.
17:14Isso eu posso
17:15estar delegando
17:16para uma empresa.
17:18então tem esse modelo
17:19que é o próprio escritório
17:20sendo empresa,
17:21transformando em empresa
17:22e tem o modelo
17:23que é o modelo
17:24onde eles criam
17:24tipo uma subsidiária
17:26do escritório
17:26e esse oferece serviços
17:29mais relacionados à empresa.
17:31Então está começando
17:31a surgir vários modelos
17:32diferentes
17:33de escritório de advocacia
17:34no mundo inteiro
17:35e Londres.
17:35É inevitável, né?
17:36Eu até curiosamente, Daniel,
17:38estava,
17:38e eu vou te chamar aqui
17:39daqui a pouco,
17:40eu estava mostrando ontem
17:41com dois sócios
17:42dos grandes escritórios
17:43de advocacia
17:43aqui do Brasil.
17:44Eu não vou falar o nome,
17:45porque é uma questão
17:46óbvia de privacidade,
17:47mas eles foram categórias,
17:48a gente começou o papo,
17:49a gente estava almoçando,
17:50começou o papo,
17:50eles olharam para mim
17:51e falaram assim,
17:52Fernando,
17:53nós sabemos,
17:54estamos plenamente conscientes
17:56que ou a gente implementa
17:58essas ferramentas de IA,
18:00por exemplo,
18:00como a sua,
18:01ou nós estamos
18:02em bem pouco tempo
18:03fadados ao fracasso.
18:05Porque não existe
18:05mais possibilidade hoje
18:07de nenhum escritório
18:08de advocacia
18:08que queira ter uma relevância
18:10em termos de participação
18:11do mercado,
18:11que não utilize essas ferramentas
18:13por uma questão
18:13de grande produtividade,
18:14redução de custos,
18:15aumento de eficiência
18:17e assim por diante.
18:18Tuta,
18:18a gente está vendo isso
18:19na área jurídica,
18:19o Daniel está colocando
18:20muito bem aqui,
18:21mas isso não é uma realidade
18:22só na área jurídica,
18:23né?
18:23Como é que você vê isso,
18:25essa questão da adoção
18:26desses modelos de IA específicos,
18:28desses agentes de IA,
18:30para transformar a realidade
18:31das empresas
18:32em vários e vários segmentos?
18:34Já é uma realidade óbvia,
18:36mas eu até queria perguntar
18:37para o Daniel
18:38como que ele está vendo,
18:39eu sei que ele está
18:39meio envolvido
18:40com o projeto de regulamentação
18:41da inteligência artificial
18:43aqui no Brasil,
18:44eu quero saber
18:45na visão dele,
18:45como ele está vendo
18:46isso no espectro geral,
18:48o que a gente pode ver
18:49de positivo e negativo
18:50na regulamentação
18:51e o que está tendo
18:52na área específica
18:53de direito, né?
18:54Eu conheço um pouco
18:55do projeto,
18:55aí dá para a gente
18:56trocar uma bola nisso.
18:58O modelo
18:58que nós estamos seguindo
19:00de regulação
19:02de inteligência artificial
19:02no Brasil
19:03é um modelo
19:04muito semelhante
19:05ao AI Act,
19:06que é o modelo
19:07da União Europeia.
19:08E aí tentaram repetir
19:09no Brasil,
19:11porque eles também copiaram
19:13em certo modo,
19:13claro,
19:14adaptando a realidade
19:15brasileira,
19:16a lei geral
19:17de proteção de dados,
19:18que deu muito certo
19:19a GDPR
19:20na União Europeia
19:21e impactou
19:21o mundo inteiro.
19:23Só que com o AI Act,
19:24isso não deu certo
19:25na União Europeia.
19:26A União Europeia,
19:26ela quis se posicionar
19:28durante um tempo
19:29como o grande
19:30regulador do mundo.
19:31como você tinha
19:32os Estados Unidos
19:33e a China
19:33disputando o mercado
19:35de desenvolvimento
19:36de tecnologia,
19:37a União Europeia,
19:38como ela não era
19:39um grande produtor
19:40de tecnologia,
19:41apesar de ter
19:41algumas empresas
19:42disputando aí,
19:43mas são poucas,
19:44ela quis se posicionar
19:45como um grande
19:46regulador e deu certo
19:46com o LGPD
19:47e não aconteceu
19:48com o AI Act.
19:49E na minha visão,
19:50o modelo atual,
19:51que na verdade
19:51é uma concha
19:52de retalhos
19:52de vários projetos
19:53de lei,
19:55ele não está focando
19:56naquilo que deve ser
19:57o mais importante,
19:58é como o Brasil
19:59pode liderar
20:00a inteligência artificial.
20:02Então a gente está
20:02copiando todo aquele
20:03modelo de riscos,
20:04que até na própria
20:05União Europeia
20:05eles já estão querendo rever,
20:07você dividir
20:08a inteligência artificial
20:08em riscos.
20:10Risco você diz o quê?
20:12Alto risco,
20:13médio risco,
20:13baixo risco.
20:14Risco para quem?
20:15Contextualiza um pouco
20:16para a nossa audiência.
20:17Na União Europeia,
20:18você, por exemplo,
20:19tem plataforma,
20:20a inteligência artificial
20:21não pode ser utilizada,
20:22por exemplo,
20:24para
20:25SCOD RH,
20:29para poder fazer
20:30seleção de pessoas,
20:32ela já é proibido.
20:33No Estados Unidos
20:34tem uma empresa
20:35que está valendo
20:35bilhões,
20:36uma startup
20:36que justamente
20:37faz esse processo
20:38seletivo
20:39para RH,
20:40empresas como
20:40Meta,
20:41várias dessas
20:42Magnificent Sevens,
20:43já estão,
20:44já chama Merkle,
20:45empresa de jovens,
20:46recém saídos do MIT,
20:47está valendo,
20:48se não me engano,
20:483, 4 bilhões de dólares
20:49só para fazer
20:50esse processo
20:50de contratação
20:51de RH
20:51via inteligência artificial.
20:53E aí você tem
20:53outros modelos também
20:54de alto risco,
20:55por exemplo,
20:56reconhecimento facial
20:56é proibido,
20:57desde que,
20:58aí tem as exceções,
20:59para a segurança pública,
21:00em espaços públicos,
21:02então você vai
21:02modulando,
21:03e aí a gente
21:03copiou esse modelo
21:04de,
21:05e outro problema
21:06também que a gente
21:07fez,
21:07que é diferente
21:07do que tem na Europa,
21:08que é o grande
21:09problema que está
21:10ali na metade
21:10do texto,
21:11que é um texto
21:11extenso e complexo,
21:13é toda a questão
21:14de direitos autorais,
21:15então você tem lá
21:16um número que fala
21:16que você deve pagar,
21:19não,
21:19você deve elencar
21:20e identificar
21:21todos os dados
21:22que você utilizou
21:23para o treinamento
21:23do algoritmo,
21:25que é uma coisa,
21:25tecnicamente falando,
21:27impossível,
21:28então ele pede
21:29algo na lei
21:30que tecnicamente
21:30é impossível
21:31de você realizar,
21:32o B é impossível,
21:33aumentando,
21:34e mesmo que seja possível,
21:35você aumenta o custo
21:37de geração
21:38de algoritmos
21:38que seriam algoritmos
21:39brasileiros,
21:40como é que a gente,
21:41então assim,
21:41eu acho que
21:42deveríamos seguir
21:43mais um modelo
21:43que é um modelo
21:44na minha visão,
21:45o americano
21:45e o inglês,
21:47que existe um modelo
21:47mais principiológico,
21:50diretrizes gerais,
21:51muito focado
21:51na segurança
21:52da informação,
21:53que é a importância
21:54do Estado,
21:54segurança das empresas,
21:55e você deixar
21:56as instâncias
21:57reguladoras
21:58de maneira setorizada.
22:00Mas você vê
22:00que tem chance
22:01de ir por esse caminho
22:01ou não?
22:02Existe um movimento
22:03muito forte
22:04de barreirar,
22:04mas ao mesmo tempo
22:05o governo,
22:06existe um movimento
22:06muito forte
22:07do próprio governo
22:08querer manter
22:09esse projeto de lei,
22:11então,
22:11alguns dizem
22:13que não vai vingar,
22:14outros dizem
22:15que irá vingar.
22:16Eu acho que
22:17caso vingue,
22:18será uma lei,
22:19na minha visão,
22:21natimorta,
22:21porque ela vai ser
22:22muito eficaz
22:23em muitos pontos,
22:23e vai colocar o Brasil
22:25200 anos atrás.
22:27Acho que vai ser
22:28natimorta
22:28ou vai ser aquela
22:29lei para os amigos
22:30do rei?
22:31Ela só pega
22:32quem interessa,
22:33aquele velho modelo
22:34do Brasil.
22:36O Brasil é difícil
22:38de ler,
22:39cada página,
22:40a cada dia,
22:42é somente complexo,
22:43mas muitos pontos
22:45são...
22:45Em última instância,
22:47sem levar
22:47o contexto político,
22:48a discussão política,
22:50mas economicamente falando,
22:52enquanto sociedade,
22:53enquanto geração
22:53de empregos,
22:54enquanto o blonde
22:55da história
22:56que está passando,
22:56o Brasil está liderando
22:57a inteligência artificial,
22:58nós estamos perdendo.
23:00E estamos ficando
23:01para trás.
23:02Isso é fato.
23:02Essa é uma grande
23:03preocupação,
23:03inclusive eu tenho,
23:04a gente comenta aqui
23:05sempre,
23:06essa questão da desatenção
23:07dos órgãos regulatórios,
23:09do governo no Brasil,
23:10para entender
23:11essa revolução
23:12que está acontecendo
23:12no mundo,
23:13e essa amorosidade deles
23:14de tomar uma decisão,
23:16de fazer algo
23:17que seja prótivo.
23:17Eles estão pensando
23:18em regular de uma maneira
23:19que vai colocar a gente
23:20na velocidade
23:21que as coisas vão
23:22no século passado.
23:23Exatamente.
23:25E a gente vai ficar
23:25regulando o que o outro
23:27faz no nosso quintal,
23:28em vez de a gente
23:29estar criando soluções
23:31e colocar no quintal
23:31dos outros.
23:33A gente está liderando,
23:34gerando soluções,
23:34tecnologia de ponta.
23:36Hoje o Brasil,
23:37enquanto a gente fala
23:37de law tax,
23:38legal tax,
23:38nós somos o vale
23:39do silício do direito.
23:41Diversidade de soluções,
23:42justamente devido
23:43à complexidade
23:43do jurídico brasileiro,
23:45a gente tem
23:45uma gama de soluções
23:47que em outros mercados
23:47não é tão comum
23:48e não é tão forte.
23:50Então assim,
23:51mas até o próprio
23:52judiciário brasileiro
23:53também,
23:54ele é um exemplo
23:55em tecnologia e inovação.
23:57Só que o grande desafio
23:58às vezes não é
23:58a própria tecnologia,
23:59mas é esse modelo
24:00de gestão
24:01e de organização
24:03de como eu utilizo
24:05essa tecnologia
24:05no dia a dia.
24:07O CNJ mesmo,
24:08o CNJ,
24:08que é o órgão
24:09que regula os tribunais,
24:11ele tem várias iniciativas
24:12muito interessantes,
24:13por exemplo,
24:14de interoperabilidade
24:15de dados,
24:16de você poder
24:17plugar através de APIs
24:18aos dados
24:18processos judiciais.
24:20No Brasil,
24:21é direito constitucional
24:22o acesso
24:23ao processo judicial,
24:24ele é público.
24:25E aí você tem
24:26as exceções
24:26como segredo de justiça.
24:28Enquanto que outros países,
24:30por exemplo,
24:30você vai para os Estados Unidos,
24:31você ter acesso
24:32aos dados processos judiciais
24:33é muito caro.
24:34E aí permite que no Brasil
24:35a gente tenha
24:36uma gama gigantesca
24:37de low-techs e legal-techs
24:38de A generativa.
24:39Enquanto no Brasil
24:40você tem um monopólio
24:41de low-techs e legal-techs
24:42de A na generativa
24:43e contratá-las
24:44são muito caras.
24:46Então no Brasil,
24:46em relação aos Estados Unidos
24:47ou até a própria Inglaterra,
24:48por exemplo,
24:49na Inglaterra você tem acesso
24:49a decisão.
24:51Aqui no Brasil
24:52você tem acesso
24:52ao processo,
24:53aos argumentos,
24:55à jurisprudência,
24:56o que foi feito.
24:57Então isso permite
24:57gerar um conjunto
24:58de empresas
24:59em um mercado
24:59muito saudável.
25:00E o CNJ,
25:01que coordena os tribunais,
25:03está querendo justamente
25:04permitir que hoje em dia
25:05como é que é acessado
25:06esses dados?
25:07Como é que você recebe?
25:07Você quer advogado?
25:09Algumas low-techs
25:10vão lá e mineram.
25:11São 91 tribunais
25:12e mais de 200 sistemas
25:13diferentes.
25:14Aí você minera
25:16como se fosse um ser humano,
25:18extrai,
25:18organiza
25:19e aí você distribui.
25:21Acho que até comentando
25:22nesse assunto,
25:23acho que cabe aqui
25:24a gente comentar,
25:25a gente tem que comentar rapidamente,
25:26a gente tem um produto,
25:28uma solução,
25:28inteligência artificial,
25:29que atua justamente
25:30nessa área,
25:30que tem um pouco
25:31dessa função
25:32que você está comentando.
25:33Você vai contar um pouquinho
25:34da Fresh Codes
25:35e um pouquinho do Rui?
25:36A Fresh Codes
25:36é uma empresa
25:36que a gente fundou,
25:38somos sócios
25:39e um dos produtos,
25:41um dos principais produtos
25:42é o Rui,
25:43que é um produto jurídico.
25:44O que a gente fez?
25:45A gente tenta
25:47emular as etapas
25:49do processo
25:50de um advogado,
25:51mas esse produto,
25:52ele não é feito
25:53para a pessoa física,
25:55ele é feito
25:55para o advogado.
25:57Até então,
25:58pelo menos na maior parte,
26:00os advogados usam
26:01um negócio
26:01que se chama
26:01clicador,
26:03que é uma espécie
26:04de montador,
26:04que o cara vai clicando
26:05lá e monta
26:06uma peça padrão.
26:09O nosso,
26:10ele faz análise
26:12das premissas,
26:13depois ele vai lá
26:14nas principais teses
26:16do direito,
26:18na jurisprudência
26:20e, inclusive,
26:21ele calcula
26:22as chances
26:23pelo passado
26:24de você ir
26:24pelo caminho A,
26:25pelo caminho B
26:26e o caminho C.
26:28Ou seja,
26:29a gente não está
26:29sugerindo
26:30a exclusão
26:31dos advogados,
26:32mas sim que seja
26:33um aliado.
26:35Evidentemente,
26:35o que tomava
26:36duas horas,
26:38o advogado vai fazer
26:39talvez em
26:40dez minutos,
26:42talvez em quinze minutos,
26:44mas existe
26:44um grande
26:46atalho
26:47para isso.
26:47Acho também
26:48que aí quando você
26:49fala de law tax,
26:50tem uma confusão
26:52muito comum
26:52do entendimento
26:55de A
26:55e automação.
26:58A maior parte
26:58dos casos
26:59é automação.
27:00Isso que você está falando,
27:01ah, eu entro lá
27:01pegar a jurisprudência,
27:03é uma automação.
27:05Você não está,
27:06você está pegando
27:07processos
27:08que são
27:09mecânicos,
27:10mas sempre o cara
27:10vai clicar,
27:11vai digitar
27:11e automatizando.
27:13Quando você fala
27:13em A generativa,
27:14não,
27:15você está falando,
27:15não,
27:15aí eu vou criar
27:16uma peça
27:17do zero,
27:18aí eu vou fazer isso.
27:20Evolui muito,
27:21ainda tem pouca gente
27:23fazendo isso,
27:24porque é difícil
27:24e pelo menos
27:25a gente tem aí,
27:26acho que quase
27:27dez clientes
27:28todos aprovaram
27:29e vai mudar muito.
27:31Então eu vejo
27:31assim,
27:33um pouco
27:34de resistência
27:35dos advogados
27:36falando assim,
27:37não,
27:37não,
27:37mas aqui é
27:39um pouco
27:40de arte,
27:40um pouco
27:41de técnica,
27:42um pouco
27:42de habilidade,
27:43um pouco
27:43de conhecimento.
27:44mas quando a gente
27:46faz um teste cego
27:47e pergunta
27:48para um terceiro
27:49advogado,
27:49inclusive a gente
27:50contratou advogados
27:51independentes
27:53para poder fazer
27:54esse produto,
27:55a IA quase
27:56sempre ganha,
27:57por quê?
27:57A IA é perfeita?
27:58Não é perfeita,
27:59só que para você
28:00contratar uma IA,
28:01ela não precisa ser perfeita,
28:02basta ela ser melhor
28:03que o ser humano
28:04que também não é perfeito.
28:05Exatamente.
28:05Então,
28:06esse eu acho
28:07que tem um vínculo
28:09também forte
28:10com o que você falou
28:10de RH.
28:11A IA provavelmente
28:12contratando,
28:13vai errar
28:14em uma ou outra
28:15contratação,
28:15mas o ser humano
28:16também erra.
28:17Erra bem,
28:18sem contar a evolução
28:19que é a,
28:20tem uma velocidade
28:21muito superior
28:21a qualquer ser humano.
28:22Inclusive o Marcos
28:23Zuckerberg falou
28:24essa semana que passou
28:25que estamos chegando
28:26lá na meta
28:27na super inteligência
28:28que seria um ponto
28:29de singularidade
28:31tecnológica,
28:32ou seja,
28:32ela se auto aperfeiçoa,
28:34ela aprende tanto
28:36que você já não consegue
28:36mais explicar
28:37o nível que você chegou.
28:39Não tem como acompanhar.
28:40E aí,
28:41eu acho que a gente
28:41está no começo,
28:42se a gente pensar
28:42o próprio GPT,
28:43tem o quê?
28:43dois anos?
28:45Imagina,
28:45é um bebê ainda.
28:46É um bebê
28:47e o que já evoluiu,
28:49é impressionante,
28:50mas eu acho que
28:50o mundo jurídico
28:51vai mudar muito
28:52a maneira de pricing,
28:54a maneira de alferir
28:55e também de agregar valor,
28:58porque talvez você precise
28:59do advogado experiente
29:01para ele ter os caminhos
29:02da IA e falar
29:03esse é bom,
29:03esse não é.
29:05E isso,
29:06a gente está falando
29:07de um escritório
29:08e acho que isso é legal
29:09e a gente faz
29:10no produto da Fresh Coats,
29:11falar do processo.
29:13A gente chega para o advogado
29:14e fala,
29:14qual é o processo
29:15que você faz?
29:16Não,
29:16eu olho aqui,
29:17depois eu olho aqui
29:18na minha jurisprudência,
29:19porque jurisprudência
29:20no Brasil não é tão pacificado
29:22como nos Estados Unidos,
29:23que decidiram isso
29:25e acabou.
29:26e aí você replica
29:29o processo do escritório
29:30com a IA,
29:31não é uma IA
29:31que você chega no GPT
29:33ou no Gemini
29:33e fala assim,
29:34faça uma peça de defesa.
29:36Então eu acho
29:37que a gente vai caminhar
29:37para um caminho
29:38parecido com esse.
29:39Concordo plenamente
29:40com você, Sami,
29:41e eu acho que infelizmente
29:41o nosso tempo aqui
29:42já está se esgotando,
29:44mas eu queria rapidamente
29:45aqui comentar,
29:46agradecer obviamente o Daniel.
29:47Na verdade,
29:48o nosso tempo
29:48vai ficando por aqui
29:49na Jovem Pan,
29:50mas se você quiser ouvir
29:51a continuação desse nosso papo,
29:52que é a versão completa
29:53desse episódio,
29:54é só você ir
29:55no nosso canal no YouTube,
29:56Miragem Podcast
29:57ou nas principais
29:58plataformas de áudio.
29:59E aproveita
30:00e já segue também
30:00o Miragem Podcast
30:01nas redes sociais
30:02para acompanhar
30:03todas as novidades.
30:12A opinião
30:13dos nossos comentaristas
30:15não reflete necessariamente
30:16a opinião
30:17do Grupo Jovem Pan
30:18de Comunicação.
30:23Realização
30:24Jovem Pan
30:25Jovem Pan
30:25Jovem Pan
30:26Jovem Pan
30:26Jovem Pan
30:27Jovem Pan
Seja a primeira pessoa a comentar