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A cada semana, novas manchetes sobre inteligência artificial levantam a mesma dúvida: estamos vivendo apenas uma fase de hype ou diante de uma transformação irreversível?

No Miragem Podcast, Fernando Gabas, Samy Dana e Tuta Neto analisam até onde vai a euforia do mercado e onde já é possível ver impacto real da IA em negócios, sociedade e futuro do trabalho.

Uma reflexão sobre como separar exagero de tendência secular — e como isso pode afetar a forma como investimos, trabalhamos e vivemos.

🎧 Corte do episódio 8 do Miragem Podcast — disponível no YouTube e Spotify.
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Transcrição
00:00Será que é tudo isso mesmo inteligência artificial? Será que terá toda essa transformação ou tem
00:15muito hype nessa história? E tem muita questão aí talvez de otimismo exagerado, vamos conversar.
00:20E antes de entrar nos temas, deixa eu ouvir de vocês, o que vocês acham? Vocês acham que tá muito hype,
00:24muito sobreestimado ou não? Na verdade já tá subestimado e tem muita coisa que vai transformar
00:28com isso a nossa experiência de vida. O que você acha, Tuto?
00:30Eu acho que não tá superestimado, eu acho que o hype é justificado.
00:35Eu acho que ter precisa, às vezes, não é o hype, né? Eu acho que, às vezes, os caminhos
00:40é que ainda demoram pra gente tatear e achar o caminho certo pra fazer as coisas.
00:45Então, a tecnologia é muito disruptiva, a gente vai ver cada vez resultados mais absurdos,
00:50mais concretos. Só que é uma coisa nova. Então, imagina quando lançaram o Excel lá.
00:55Você acha que, em dois anos, todo mundo tava usando o Excel no seu potencial máximo?
01:00Eu acho que não.
01:01E todas as invenções, né?
01:02É, tava até pegando na literatura econômica, você tem vários, vários autores,
01:07Paul David, Roussola, você tem o próprio Acemoglu, e falando o seguinte,
01:12quando você tem uma tecnologia disruptiva, com o caso da AI, mas podia ser qualquer coisa,
01:17podia ser a revolução industrial, poderia ser a própria internet.
01:20No início, você investe pesado, a produtividade cai, porque você não tá com o processo azeitado,
01:30então é o cara fazendo, às vezes, pior do que da forma anterior, pra depois subir.
01:36Então, eles chamam isso de curva em J, de produtividade.
01:40E eu acho que a gente tá nessa fase. A gente tá investindo, obviamente, parte do investimento
01:47deve estar sendo errado, porque as empresas ficam meio desesperado, e depois vai ter um acerto.
01:53E, quando a gente pensa em empresas, a gente pode pensar na lógica das bolhas, né?
01:59Então, a gente teve a bolha da .com, que foi uma bolha que eu acho que todos...
02:03A internet não vingou, não. A internet vingou, mas nem todas as empresas vingaram.
02:09Então, eu acho que existe, assim, uma seleção de quem vai ficar no mercado.
02:15Então, nesse sentido, existe uma bolha.
02:18Mas que a IA vai mudar processos, que a IA veio pra ficar e que vai aumentar a produtividade,
02:23eu não tenho dúvida. O próprio Acemoglu, ele fala assim, ó, a gente ainda tá entendendo
02:28o que que é automação e, de certa forma, substituição do humano e o que é uma expansão do ser humano.
02:37Ou seja, um super-ser humano com IA, com habilidades maiores do que ele teria.
02:42Então, eu acho que a gente tá ainda na parte descendente do J, pra depois ter a subida mais íngreme.
02:49Perfeito, perfeito. E nessa linha, até vale a pena a gente trazer aqui uma matéria primeira
02:53com o comentário, o próprio Sam Altman, que é o CEO da OpenAI, né, do chat GPT.
02:57E ele diz o seguinte, em uma entrevista que ele estava dando, ele comenta que os investidores
03:01estão over-excited, ou seja, estão muito excitados, estão muito animados, né,
03:05com a questão da inteligência artificial, e pergunta pra ele, mas isso é uma bolha?
03:08Ele fala, sim, mas é a coisa mais importante em década.
03:12Então, acho que tá muito alinhado com o que o Sam comentou agora, né,
03:14que é justamente, existe essa questão dessa bolha, mas é uma bolha desse efeito em J,
03:18dessa curva em J, que as empresas ainda não estão preparadas,
03:21ainda não têm estrutura necessária, inclusive conhecimento sobre implementação disso.
03:25Sim, reorganizar os processos, né, tem que treinar as pessoas, os ativos intangíveis.
03:30Exato.
03:31Tem que aprender a usar o seu elemento e coisas que nem se sabe,
03:34porque às vezes você tá aprendendo um negócio e amanhã lança uma coisa que soluciona a parte do problema.
03:39Então, tá muito dinâmico o negócio.
03:41E é engraçado que quando acontece esse tipo de coisa, a tecnologia, como o hardware,
03:46captura valor antes do efeito.
03:49Então, você vê a NVIDIA batendo valor.
03:52Por quê? Porque eles capturam a parte da infraestrutura,
03:55porque as empresas estão investindo nesse momento, né?
03:58Isso mesmo.
03:59Falando da NVIDIA, que acabaram de publicar o último balanço do último trimestre,
04:02não foram tão bem assim, 46,7 bilhões de dólares de lucro.
04:06No trimestre.
04:07Isso foi um crescimento com relação ao ano passado, se não me engano, de 54%,
04:10com relação ao mesmo período do ano passado.
04:12Tá ruim, né?
04:13Tá ruim, tá ruim.
04:14Não tá bom pro Jensen Wang lá.
04:15Acho que ele não tá muito feliz, não.
04:16Ele e os funcionários dele...
04:17Eu ouvi dizer que tinha pessoas assim que...
04:19Eu não sei exatamente que função, que funções que faziam na NVIDIA,
04:22mas eram funções assim, meu...
04:24Atendentes de telefone, atendentes de chamada,
04:26que trocaram no começo por um pouquinho de ações.
04:28Pessoas assim, com 50, 60, 70 milhões de dólares de patrimônio,
04:32e eram tipo secretário, que atendia de chamada, imprimia,
04:36papel impressora.
04:37Então, você imagina que doideira que é isso, né?
04:39Muito bom.
04:40Bom, então, o Sam Altman, ele faz esse comentário,
04:43e eu acho que a gente tem essa interpretação correta,
04:45apesar de muita gente ter dito, é, tá vendo?
04:47É uma bolha.
04:48O próprio Sam Altman diz.
04:49Eu acho que não.
04:50Acho que ele tá numa onda de ser um pouco mais low profile,
04:51porque acho que ele falou muito nos últimos anos,
04:53ele tá numa onda de ser low profile.
04:55E até falando especificamente da OpenAI,
04:58tem um dado super interessante que eu queria...
05:00Não sei se vocês viram isso ou se tiveram contato,
05:02porque não foi uma notícia que foi publicada,
05:03eu tive informações disso de gente de dentro da OpenAI.
05:05O chat GPT-5 não impressionou tanto assim, né?
05:08Acho que é um consenso, né?
05:10Acho que as pessoas esperavam mais do GPT-5,
05:12principalmente comparado com a evolução do 3x4, né?
05:15Acho que teve uma certa frustração, mas assim...
05:18Eu gostei muito do GPT-5, assim, pra mim,
05:21surpreendeu positivamente.
05:23Mas eu acho que uma coisa que as pessoas talvez esperassem,
05:25que é o modelo de agente,
05:27onde ele toma conta do seu computador e toma as ações,
05:32acho que isso ainda ficou desejado.
05:34Ainda não tá bom.
05:35Mas você sabe qual informação que eu vi?
05:36Qualquer coisa interessante.
05:37Que boa parte da capacidade de processamento do GPT-5,
05:41eles não utilizaram pra voltar em benefício pro público.
05:44Eles estão utilizando pra fazer um processo de self-improvement,
05:47de aprimoramento próprio da ferramenta.
05:50Então, em vez de eles liberarem todo o potencial pro público final
05:53poder se beneficiar, poder usar, por exemplo,
05:55com ferramentas de agentes, de resolver coisas,
05:58de fazer todas essas tarefas de uma maneira autônoma,
06:00eles pegaram uma boa parte da capacidade
06:02e jogaram pra dentro da empresa
06:04pra ter um processo self-recursive, que eles chamam, né?
06:06Que é o auto aprimoramento.
06:08Então, o modelo está aprendendo com ele mesmo
06:11e criando melhorias o tempo inteiro,
06:13e isso está consumindo uma boa parte do poder de processamento,
06:15que no final das contas acaba limitando todo o processamento.
06:18E, por isso, o desespero, por exemplo, do Sam Altman,
06:21de conseguir botar de pé o Stargate,
06:23aquele projeto dele com sei lá quantas milhões de unidades,
06:26bilhões de unidades do GPU, né?
06:28Mas, de novo, a NVIDIA ganhando dinheiro com isso,
06:30porque ele acha realmente que,
06:32tendo essa capacidade de aumentar esse processamento,
06:35a gente vai ver coisas, critérios de hoje,
06:37ou de um pouco tempo atrás, quase que miraculosas, né?
06:40Você tinha ouvido isso aí, Samy?
06:41Sobre essa questão do auto aprimoramento,
06:43da ferramenta está voltada pra si mesmo
06:44pra conseguir criar novas potencialidades?
06:46É, na verdade, eles estão fazendo isso,
06:48O que eu sei, uma parte é automático,
06:50e uma parte ainda tem interferência humana
06:52pra fazer uma espécie de fine-turning, né?
06:56Eu chamo de ano hobbling.
06:57É, eles estão trabalhando nisso,
06:59isso é um processo custoso,
07:01porque você precisa de muita informação
07:03e gente validando...
07:04Interação, iterando...
07:05Mas eu acho que é isso que vai dar o próximo passo,
07:08principalmente o que a gente chama de alienação,
07:10que, na verdade, é que ela não conseguiu resolver
07:14da forma probabilística, satisfatoriamente.
07:18É, tem coisas que ela não consegue fazer,
07:20tem alguns mecanismos que não fazem parte ainda do contexto,
07:23já precisa de ser humana.
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