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Enquanto a China bate recordes de geração solar e os EUA avançam em energia nuclear e infraestrutura, o Brasil arrisca perder uma das maiores oportunidades estratégicas do século: ser protagonista em energia limpa.

No Miragem Podcast, discutimos como o país precisa acordar para o seu potencial energético e o risco de ficar para trás na corrida que sustenta a revolução da inteligência artificial e das novas indústrias globais.

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Transcrição
00:00Mas a gente tem um problema grande aí nessa briga entre Estados Unidos e China,
00:13que é essa questão de energia, que a gente fala bastante.
00:15E a gente vai continuar dizendo sobre isso, porque é um tema que a gente insiste,
00:19que o Brasil deveria estar tendo alguma movimentação nesse sentido,
00:22por uma série de questões que a gente tem aqui,
00:25de capacidade de geração de energia de renovável,
00:28você tem energia hidrelétrica, você tem bacias gigantescas no Brasil,
00:31você tem acesso a energia eólica, solar,
00:33existem inúmeras fontes de energias renováveis que o Brasil poderia estar nessa briga,
00:37que é o grande problema do mundo, o problema do mundo daqui pra frente nessa evolução toda
00:41não vai ser computacional, não vai ser a parte de algoritmo,
00:44vai ser realmente essa parte de energia.
00:46E aí a China está dando um baile nisso, principalmente nos Estados Unidos.
00:49Eu sei que está tendo vários movimentos lá que o Trump tem feito,
00:52de investimentos em parques trilionários para geração de energia,
00:55mas a verdade é que nos últimos meses, pra vocês terem uma ideia,
00:59só a produção solar da China, ela já atingiu 125 terawatts por mês.
01:05Isso já supera toda a geração de energia mensal nos Estados Unidos,
01:09por energia nuclear, e muito, quase o dobro,
01:12geração de energia nuclear nos Estados Unidos é na casa de 65 terawatts,
01:15estamos falando de 125 de solar.
01:17Eles estão investindo em energia eólica gigantescamente,
01:21estão investindo mais ainda em investimento em solar,
01:23por ano eles estão adicionando energia solar que os Estados Unidos têm de produção,
01:26e isso vai dar uma vantagem competitiva muito importante,
01:30porque você não constrói uma indústria que seja nuclear,
01:33que é até um pouco mais rápida ou qualquer outra,
01:35em um período curto de tempo, exige um investimento grande,
01:37exige um tempo pra isso acontecer,
01:39e isso vai ser um fator muito relevante.
01:41E o Brasil que poderia estar sumindo uma posição importante nessa história,
01:45não está se mexendo.
01:46Como é que a gente vê isso aí, Sam e Tuta?
01:48Quero ouvir vocês.
01:49A gente não é, eu costumo dizer que a gente não é pobre e subdesenvolvido
01:54ou em desenvolvimento por um acaso, a gente se esforça disso,
01:58não acha que a gente é azarado ou Deus não gosta do Brasil,
02:03a gente vai perdendo chances atrás de chances de pegar o caminho correto
02:08da sociedade, pelo menos da prosperidade.
02:11Parece que, mais uma vez, a gente fica pra trás,
02:15não entrando nos debates que são mais valiosos,
02:19principalmente pras nações mais ricas,
02:22e ficando aí como um país aí de segunda importância.
02:25Eu lamento, mas eu não acho, infelizmente,
02:29que isso vai mudar, Tuta Neto.
02:31Eu também não vejo o Brasil aí crescendo nisso,
02:35e está perdendo uma boiada, porque agora está brigando com os Estados Unidos,
02:38que poderia ser um grande investidor nessa área,
02:41que está querendo trazer a infraestrutura dessa nova área de AI aqui para a América,
02:47então a América Latina poderia estar participando dessa grande América,
02:51mas, infelizmente, a gente está aí brigando com o Trump,
02:55querendo fazer o BRICS, querendo fazer outras coisas,
02:58que acho que estão impedindo isso,
02:59e aí eu não sei se a China tem um plano de criar grandes usinas de energia aqui no Brasil.
03:05Eu não vi nenhuma notícia recente sobre isso.
03:07Não sei se vocês viram alguma coisa diferente.
03:10Não vi também.
03:11Não vi, não vi.
03:12O que eu sei que está tendo, assim, uma...
03:15dentro dessa polarização de Estados Unidos versus China,
03:18nessa briga tecnológica, e de novo para a gente reforçar,
03:20talvez vocês falem assim, mas o que isso tem a ver com o Brasil?
03:22Por que vocês ficam falando de Estados Unidos versus China?
03:24Vou tentar entender uma coisa, né?
03:26Quem chegar primeiro nessa superinteligência,
03:29que é a grande aposta deles, principalmente da forma como está,
03:32porque não existe ainda grandes questões de segurança sendo debatidas,
03:35o que é um problema.
03:37Por mais que, às vezes, a gente ouve grandes estudiosos dizendo, né,
03:40poxa, mas tem aí 10% somente de chance de dar ruim,
03:44a raça humana ser exterminada.
03:46Bom, para para prestar atenção um pouquinho.
03:4810% de chance?
03:49Você entraria num avião que você tem 10% de chance?
03:51Você faria qualquer coisa que você teria 10% de chance de morrer?
03:55Ou pensa o seguinte, sei lá, nós somos 1 bilhão de pessoas,
03:58a 100 milhões de pessoas morrem.
03:59Como assim, né?
04:00Sim, o Covid foi um percentual muito, muito menor e...
04:04Menos de 1%, né?
04:05E olha o que morreu de gente.
04:07Perto disso que nós estávamos falando.
04:08E olha o que morreu de gente.
04:10Exatamente.
04:11Então, assim, para mim é algo extremamente crítico
04:14a gente tentar entender para onde está indo essa questão
04:16dessa polarização de descoberta de energia,
04:18Estados Unidos e China, como é que vai ser?
04:20Quem está entrando?
04:21E o que a gente está vendo é um movimento global de alinhamento, né?
04:23Basicamente o que a gente tem hoje.
04:25Você tem Estados Unidos e China, você tem Emirados Árabes ali,
04:27que está investindo pesado para ser uma fonte, por exemplo,
04:30de criação de databases, data centers, né?
04:32Trouxe a parte computacional, geração de energia também,
04:35por causa do solar, eólico, etc.
04:36Então tem alguma coisa ali se montando dentro dos Emirados.
04:41Também ainda nada muito definitivo,
04:43mas nem acho que eles vão ter esse protagonismo todo,
04:46mas estão participando.
04:47E a gente está vendo movimentos de grandes países
04:48tentando se alinhar.
04:49Então, recentemente, o próprio Reino Unido, na Inglaterra,
04:54o responsável lá por toda a divisão de tecnologia dentro da Inglaterra,
05:01ele se aproximou dos Estados Unidos para propor uma parceria,
05:05a gente chama Lord Peter Mandelson,
05:07para fazer uma parceria estratégica com os Estados Unidos,
05:10junto com o Reino Unido,
05:11para desenvolver essas questões de inteligência artificial,
05:14computação quântica, biotecnologia, energia nuclear e assim por diante,
05:18para tentar somar esforços
05:20para que fique essa super inteligência descoberta
05:24com esses países e não na China ou em algum outro bloco.
05:29Eu vejo muitos riscos aí.
05:30Como é que vocês veem todo esse movimento, essa polarização?
05:33Sempre é complexo quando você tem uma polarização,
05:35porque não tem um ponto de equilíbrio.
05:37É complexo e o meu entendimento também é que
05:42vai criando barreiras de entrada,
05:45deixando cada vez mais distantes.
05:47Então, é uma polarização que não tende a diminuir no tempo.
05:51Não é que fala assim, vai ser polarizada, mas depois melhor.
05:53Pelo contrário, ela tende a ficar mais tensa,
05:56mais acirrada, deixando os que não estão lá,
06:00cada vez de fora, ou, como a gente está vendo,
06:03obrigando eles a se posicionar de um lado ou do outro,
06:06o que, por conseguinte, faz com que eles comprem uma briga também
06:11com o lado não escolhido.
06:14Então, assim, preocupa, né, do ponto de vista de negócio,
06:17do ponto de vista de prosperidade econômica, inclusive.
06:23Mas também, né, competição também baixa os preços para o consumidor,
06:27gera mais produtos.
06:28Então, tem um lado bom aí, né?
06:29É, a questão é, o perigo disso, Tuta,
06:32é assim, às vezes, para criar um duopólio,
06:37as empresas gastam muito quebrando a concorrência.
06:40Mas uma vez que elas conseguem criar,
06:43começa por um preço inviável.
06:46Então, barreira de entrada e regulação, às vezes, é necessário.
06:50Por quê?
06:51Porque monopólio do governo, a gente sabe que é ruim,
06:53no Brasil está cheio.
06:54Mas monopólio privado também tem seus problemas.
06:57Então, assim, como que a gente mantém uma competitividade, né,
07:01nesse sentido?
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