O governo brasileiro reagiu nesta terça-feira (09) às declarações da Casa Branca, que acenou com sanções econômicas e até uso da força em referência ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota, o Planalto afirmou que o país “condena o uso de sanções econômicas ou ameaças de uso da força contra a nossa democracia”.
Segundo o texto, a defesa da liberdade de expressão passa pelo respeito à democracia e à vontade popular expressa nas urnas. O governo reforçou ainda que os Três Poderes da República não se intimidarão por qualquer forma de atentado à soberania nacional e repudiou a tentativa de forças antidemocráticas de instrumentalizar governos estrangeiros para coagir instituições brasileiras.
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00:00E, Mário Almeida, vamos dar uma olhadinha nessa próxima notícia, porque tem tudo a ver com esse julgamento também contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
00:07E é um destaque do nosso site.
00:10Porque o Brasil repudia a ameaça dos Estados Unidos de novas sanções econômicas e uso de poderio militar após falas sobre Jair Bolsonaro, atentado à soberania.
00:21O governo brasileiro reagiu às declarações da Casa Branca, que acenou com sanções econômicas e até uso da força em referência ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal.
00:34Em nota, o Planalto afirmou que o país condena o uso de sanções econômicas ou ameaças de uso da força contra a nossa democracia.
00:43E repudiou a tentativa de forças antidemocráticas de instrumentalizar governos estrangeiros para coagir instituições brasileiras.
00:52O presidente não tem medo de usar o poder econômico, o poder militar dos Estados Unidos da América, para proteger a liberdade de expressão ao redor do mundo, afirmou mais cedo a porta-voz da Casa Branca, Caroline Levitt.
01:07A manifestação ocorreu após o voto do ministro Alexandre de Moraes pela condenação de Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado.
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01:44Mariana Almeida, mais uma vez os Estados Unidos tentando colocar o que a gente chamava ali no popular a mão peluda, né, aqui num país que não é deles, tentando aí uma ingerência, uma interferência na nossa democracia.
01:57Volto a repetir, goste ou não, são as leis brasileiras, né, e a justiça brasileira.
02:03Aí você questiona em outras esferas.
02:06Mas, por enquanto, é isso que dá a conotação aqui no Brasil.
02:10Teve uma tentativa de golpe, até então, provas contra e a favor, vai para um julgamento e aí o tribunal, que é o responsável por isso, é que vai decidir.
02:21Apesar de Caroline Levitt ter dito aí que não descarta sanções, disse também que não estava nada programado, né, mais retaliações contra o Brasil e nem uso da força neste momento.
02:35Porém, ficou no radar ali do governo brasileiro, né, Mariana?
02:38Sim, tem essa questão de tentar sempre usar essa ferramenta de criar um certo caos, um medo e uma apreensão, né, como se fosse uma nuvem pairando sobre as cabeças aí dos diversos governantes, no caso agora no Brasil, do que poderia ser.
02:53Porque na prática, dado o perfil nada previsível de Donald Trump, né, ou seja, a possibilidade de fazer coisas que não se imaginavam, tarifácio é um caso clássico, né, ele até disse que ia fazer o tarifácio,
03:03mas ninguém imaginou que seria na extensão e na intensidade que foi feito quando o anúncio saiu em abril.
03:09Então, esse perfil, a possibilidade de aparecer mais do que se imagina, acaba fazendo com que o debate se coloque com alguma, tendo que ser de alguma maneira feito, né, quer dizer, olha,
03:18tem alguma chance efetiva dos Estados Unidos usar um poderio militar contra o Brasil a partir de uma justificativa de defesa da liberdade de expressão?
03:27É isso, é altamente improvável, até porque os Estados Unidos têm outras problemáticas militares no caminho, vamos lembrar que ele tem se posicionado ali,
03:35tem uma tensão específica com a Venezuela que está ficando cada vez mais forte, tem toda a questão com o Putin e com os gastos e o financiamento também,
03:43ele é associado à Ucrânia, todo o Oriente Médio que recentemente ainda estava naquele ambiente de tensão com o Irã, que não é um capítulo terminado ainda da história,
03:52então tem vários aspectos que estão em movimento que tendem a dizer que, olha, vale a pena iniciar, começar a colocar uma, criar uma ação nova militar?
04:01Possivelmente não, mas pairar essa dúvida e empacotada com esse lugar da liberdade de expressão é o que acaba provocando as instabilidades
04:10e que pode atrapalhar de novo a questão política aqui no Brasil. O julgamento parece que vai transitar desconsiderando tudo o que está acontecendo,
04:17o que é bom, as instituições brasileiras estão mandando um recado de eu entendi que está mandando uma nuvem, mas ela não vai apagar o nosso processo aqui,
04:24a gente vai seguir. Então o julgamento vai prosseguir, agora como que outros agentes políticos vão receber, usar isso, em que medida que isso pode não criar instabilidades,
04:33ainda é desconhecido, a gente tem que seguir acompanhando e esperando que de novo o diálogo e a divergência voltem para caminhos que não são de ameaça,
04:41voltem para caminhos de debate, de uso das instituições existentes para você fazer avaliação, teste e aceitar derrotas e vitórias nos momentos históricos,
04:50porque a história é feita de trocas do que é que prevalece, tem que acompanhar essas trocas, isso é a democracia.
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