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Um mês após as tarifas dos EUA, o setor da construção sente impactos e a impressão 3D com concreto surge como alternativa. Em entrevista ao Real Time, Daniel Katz, CEO do Grupo Katz, explicou como a tecnologia acelera obras, reduz custo e depende menos de aço e alumínio.

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Transcrição
00:00Um mês após a entrada em vigor das tarifas impostas pelos Estados Unidos, o setor da construção no Brasil começa a sentir os impactos.
00:10Com o aço e o alumínio bem mais caros, a impressão 3D com concreto ganha força como uma possível solução.
00:17Para entender o que é esta tecnologia, eu converso agora com o Daniel Katz, que é CEO do Grupo Katz.
00:24Oi, Daniel, bem-vindo ao Real Time, bom dia para você.
00:27Bom dia, Paulo, obrigado pelo convite, é um prazer falar com você.
00:32Nós é que agradecemos pela participação.
00:35Daniel, para a gente começar, como é que funciona essa impressão 3D com concreto?
00:41Vamos lá, a impressora 3D é como se fosse uma impressora em grandes formatos, uma impressora convencional de polímero.
00:47E então você pega um projeto em DWG, absolutamente normal, conforme é um projeto regular.
00:55Transformamos isso, então, no G-Coach, que é um elemento tridimensional.
01:01E a partir daí, mandamos para a nossa impressora, apertamos play e essa máquina, então, extrude o concreto a partir do seu bocal.
01:10Eu já vi muitos projetos de impressão 3D com material, com resíduo de plástico, né?
01:16Agora, com concreto, imagino que daí a dimensão dessas impressoras seja muito maior do que a impressora tradicional que a gente conhece com plástico.
01:26Exatamente, né?
01:27Nós temos impressoras aí, para você ter ideia, com mais de 50 metros quadrados de área de impressão, com até 4 metros de altura.
01:34Então, você consegue imprimir uma casa ou partes dessa casa e transportar para o canteiro de obra.
01:40Muito interessante.
01:42Agora, como que essa impressão 3D pode reduzir a dependência do aço e do alumínio, que a gente sabe que estão ficando mais caros, até por conta da questão tarifária de Donald Trump?
01:54Perfeito.
01:56Quando a gente faz o projeto 3D, nós conseguimos uma redução drástica na quantidade de aço, né?
02:01Nós trabalhamos com alguns sistemas meio treliçados, onde a gente faz o reforço.
02:05O aço trabalha bem a tração da engenharia, então nós conseguimos combater isso, então diminuindo muito a correlação aço-cimento da impressora.
02:15E você consegue, então, acabando imprimindo quase que toda uma casa utilizando apenas concreto, que é um material super conhecido, né?
02:23Desde a época dos romanos, está aqui presente e várias dessas construções em pé até hoje.
02:28Agora, se a gente falar em termos de eficiência, de custo e também de tempo de obra, a gente sabe que são coisas que levam bastante tempo.
02:38A dimensão disso é muito grande, né?
02:39Quais são os ganhos práticos dessa tecnologia da impressão 3D com o concreto, se comparado a um projeto tradicional?
02:48Perfeito.
02:49Uma casa popular, nós conseguimos construir hoje em até 20 a 25 horas de impressão.
02:56Ou seja, é muito rápido, é uma precisão enorme e um ganho muito grande.
03:02Principalmente hoje, no Brasil, não só no Brasil, mas no mundo, é uma falta de mão de obra muito grande, né?
03:08Em relação à mão de obra qualificada de produção.
03:12Então, o que a gente está pegando é requalificando essa mão de obra, trazendo mais automação, robotização dentro do sistema construtivo
03:19e ganhando uma produtividade muito grande e uma qualidade do produto muito melhor do que na construção tradicional.
03:25Vocês do Grupo Cates já aplicam essas inovações em grande escala?
03:31E quais são os resultados que têm surgido?
03:34Perfeito.
03:35Sim, nós começamos, né?
03:36O projeto é um projeto recente, tem quatro anos, muito estudo, né?
03:40Estamos inventando uma nova forma de construir.
03:42Nós já temos aí dez casas construídas.
03:45É um condomínio que a gente fez um enorme, é dois quilômetros e meio de muro.
03:49E agora, nós estamos num projeto muito grande com uma entidade governamental para produzir 150 habitações populares no chamamento público.
03:59Que eu acho que isso começa a mostrar a grande disrupção dessa tecnologia e os avanços da tecnologia como um todo.
04:06Não só na comunicação como nós estamos fazendo aqui agora, mas também dentro da construção civil,
04:11que é um dos setores mais atrasados do ponto de vista da inovação.
04:18Então, a gente consegue dar esse andamento aqui dentro da empresa.
04:21Eu estava vendo aqui nas imagens, enquanto você falava, realmente é impressionante mesmo.
04:27A gente vê a impressão desse concreto e depois quando ele se torna, então, a casa,
04:34ou nesse caso é um apartamento que, pelo que você disse, deve ser de habitação popular.
04:38E aí também dá para fazer, por exemplo, projetos de alto padrão?
04:44Sim.
04:45Inclusive, agora nós estamos fazendo uma casa de dois andares, mais de 400 metros quadrados.
04:49No final do dia, o que nós somos é uma grande fábrica, com um pouco menos de mão de obra,
04:54completamente robotizada de concreto.
04:58Então, nós desenvolvemos todo um sistema construtivo baseado em peças, como o Lego,
05:02que acabam encaixando uma dentro da outra e, com isso, acelerando toda essa produção.
05:07Daniel, é impressionante, porque como você...
05:10Você disse que vocês estão no mercado há quatro anos, não é isso?
05:14Sim, muito recente.
05:15É bem recente, né?
05:17Imagino que tenham sido muitos estudos aí para vocês conseguirem chegar no atual patamar
05:23e conseguir fazer esses projetos com a qualidade necessária.
05:26Mas se isso tivesse, talvez, se essa tecnologia já existisse antes, teria ajudado muitos e muitos projetos já,
05:35principalmente em questão de habitação popular, como você disse na outra resposta, né?
05:39Sim.
05:39É, não tem dúvida, né?
05:41Mas acho que é uma questão da evolução, né?
05:42De toda a cadeia, como toda a tecnologia.
05:45Para você ter uma ideia, a primeira casa que foi impressa no mundo foi em 2018, no México.
05:50De lá para cá, tem tido um avanço muito grande.
05:53Hoje, nós estamos aqui imprimindo no Brasil, em Portugal, na Espanha, no Canadá,
06:01e, em breve, em outras partes do mundo também.
06:02Mas muito focado aqui, obviamente, a resolver o problema de habitação social aqui no país.
06:08E para a gente encerrar, Daniel, como que você avalia, né?
06:11Qual que é o papel dessa inovação tecnológica para blindar o setor de instabilidades globais aí,
06:17como o Tarifácio, por exemplo?
06:18No nosso caso específico, a nossa base é o concreto.
06:23E o concreto, toda a produção, ele é muito localizado, né?
06:26Que é o clínico clerical.
06:28Então, a gente acaba dependendo muito menos desses setores externos e de comodidades externas.
06:35Então, a gente acredita que, independente de toda essa situação hoje complexa,
06:40não só que o Brasil, mas o mundo está vivendo, nós teremos uma solução muito saudável
06:45do ponto de vista, não só da mão de obra, mas também do ponto de vista financeiro,
06:49do ganho de produtividade.
06:50E, no final, que a gente possa entregar uma melhor casa para o nosso usuário,
06:54que esse é o nosso objetivo.
06:55muito interessante e muito obrigada também, então, pela sua entrevista, Daniel Katz,
07:01que é CEO do Grupo Katz.
07:03E sucesso, vida longa aí a essa empresa e a essa tecnologia também.
07:07Obrigada pela sua participação.
07:09Eu que agradeço, Paulo.
07:10Até a próxima.
07:11Até a próxima.
07:12Tchau, tchau.
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