Pular para o playerIr para o conteúdo principal
O governo dos Estados Unidos estuda aumentar o tarifaço e aplicar novas sanções contra o Brasil. A medida seria uma retaliação direta à Lei da Reciprocidade, aprovada pelo governo de Lula.

Assista na íntegra: https://youtube.com/live/fnklAZdyNCA

Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no X:
https://x.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews

#JovemPan
#OsPingosnosIs

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Pois é, o Mota traz bons exemplos sobre o que poderia acontecer e alguns setores estão preocupados, viu, Dávila?
00:08Já imaginam a catástrofe que seria o governo brasileiro adotar a reciprocidade, quais seriam os impactos
00:15caso o governo norte-americano ampliasse as sanções, tomasse medidas que inviabilizassem a operação de algumas empresas,
00:25especialmente no campo da tecnologia. Olha só o comunicado, a nota que foi emitida pela CNI, Confederação Nacional da Indústria.
00:35Vou abrir aspas. O setor industrial continuará buscando os caminhos do diálogo e da prudência
00:41e avalia que não é o momento para aplicação da lei da reciprocidade econômica, fecho aspas.
00:47O comunicado é um pouco mais longo, só trouxe esse parágrafo que fala justamente sobre os caminhos do diálogo e da prudência.
00:56A adoção da lei da reciprocidade foge desse caminho, né, Dávila?
01:01Foge completamente, Caniato.
01:04Um grande chanceler alemão do século XIX, Otto von Bismarck,
01:10disse uma frase célebre que deveria guiar sempre a diplomacia.
01:15Ele diria que nas relações internacionais não há amigos permanentes nem inimigos permanentes,
01:23só há interesses permanentes.
01:25Este é o mote da diplomacia.
01:29Você tem que focar na defesa dos interesses permanentes do país,
01:34e não uma questão de preferência ou de amizade.
01:37E isso foi o que balizou a política externa brasileira durante muitas e muitas décadas,
01:45graças ao fundador do Itamaraty, que foi o barão do Rio Branco.
01:50Por que isso é importante?
01:52Porque tem tudo a ver com esse comunicado da CNI que você disse.
01:56Uma das indústrias que pode ser mais afetada com essa guerra tarifária
02:01é a indústria mecânica, aquela que exporta determinados componentes para os Estados Unidos.
02:08Uma indústria que já está debilitada,
02:11a indústria brasileira já perdeu competitividade internacional,
02:16e o pouco que sobrou do mercado, alguma coisa em mecânica,
02:20pode ser jogada na lata do lixo por causa dessa guerra tarifária com os Estados Unidos.
02:25Daí a preocupação da CNI com os setores específicos que ainda conseguem exportar.
02:34É verdade que na primeira leva de negociação,
02:37dois grandes setores acabaram escapando o facão americano de tarifa
02:42por causa de Donald Trump, não foi por causa da habilidade negocial do Brasil,
02:48que foi justamente o setor de suco de laranja, principalmente,
02:52e depois a aviação com a Embraer.
02:54Então, ali houve, pelo menos, pressão para mostrar que quem se prejudicaria muito mais
03:00do que o Brasil seriam os próprios norte-americanos.
03:03Então, ali conseguiu contornar.
03:05Alguns outros setores, como o café, bem mencionado pelo Beraldo,
03:09conseguem exportar muito pouco ainda para os Estados Unidos
03:13e conseguem descobrir outros mercados internacionais.
03:15Carne é a mesma coisa, mas alguns setores, como a indústria mecânica,
03:20vai sofrer demais, como mostrou a queda numa única cidade brasileira aqui em São Paulo,
03:25que eu mencionei, Piracicaba, que perdeu 1,3 bilhão de reais de exportação por causa das tarifas.
03:32E se houver a reciprocidade, o que vai acontecer?
03:37Vai dobrar as tarifas e aí é que não vai vender mais nada.
03:41Então, tudo isso coloca em risco as exportações brasileiras.
03:45Agora, o fato é, Caniato, que isso deveria mostrar também a vulnerabilidade do Brasil.
03:52O Brasil, por ser uma economia fechada, de baixa participação no comércio mundial,
03:58na importação e exportação de produtos, nos coloca numa situação muito frágil.
04:03Dependemos demasiadamente da China.
04:06Então, o que acontece?
04:08Se nós tivéssemos um estadista na presidência da República,
04:13entenderia que este é o momento para começar a abrir a economia brasileira,
04:17para diversificar parcerias, para fomentar novos tratados internacionais,
04:23para evitar que o Brasil dependa demais dos Estados Unidos e da China.
04:28E agora, principalmente da China.
04:31E se a guerra comercial se acirrar com os Estados Unidos,
04:34o Brasil vai se tornar ainda mais dependente da China,
04:38o que é péssimo para os interesses nacionais.
04:42Mais uma vez, nós precisamos de uma política externa voltada para a defesa dos interesses do Brasil,
04:49e não para bravatas políticas partidárias.
04:53Pois é, inclusive, a enquete do dia, a pergunta que nós publicamos no portal de notícias,
04:58trata desse assunto.
04:59Se você puder entrar daqui a pouco no nosso portal, jovempan.com.br,
05:04manifeste a sua opinião,
05:06registre o seu voto, que daqui a pouco a gente traz, inclusive,
05:09a pergunta publicada e a parcial dessa votação.
05:13Passar para o Cristiano Beraldo, só lendo o comentário da Valéria.
05:17Irresponsabilidade em nome de um projeto de poder.
05:20Opinião da Valéria, que acompanha a programação da Jovem Pan.
05:23Beraldo, a gente consegue elencar, ou pelo menos pintar um cenário do que poderia acontecer,
05:30caso essa lei da reciprocidade fosse implementada,
05:34inclusive esse dispositivo que indica a possibilidade de quebra de patente de medicamentos,
05:43ou a utilização de fórmulas de empresas norte-americanas.
05:47Essa seria o extremo do extremo, né?
05:52Talvez o governo brasileiro até evite a adoção desse tipo de dispositivo.
05:57Mas se utilizassem 100% essa lei da reciprocidade,
06:02isso teria um contra-ataque, uma resposta norte-americana, não?
06:07Neto, o governo brasileiro é covarde para muita coisa,
06:10mas para fazer bobagem ele se coloca em primeiro da fila.
06:14Então, eu não duvido que partam para esse tipo de maluquice, não.
06:18Agora, vamos lá, usar alguns exemplos aqui.
06:21Vamos supor que o Brasil resolva, então, impor tarifas
06:25à importação de petróleo e derivado vindo dos Estados Unidos.
06:29O Brasil compra uma boa parcela de óleo diesel dos Estados Unidos,
06:34compra também produtos refinados, como naftas, reformados, aromáticos e outras coisas.
06:39E isso, então, na cabeça do governo brasileiro, eventualmente, seria substituído pela Rússia.
06:46Primeiro, a Rússia está sofrendo, as refinarias russas estão sofrendo ataques de drones todos os dias
06:52e a produção diminuiu bastante.
06:55E a gente tem que imaginar o que aconteceria se a Rússia soubesse
07:00que o Brasil não mais poderá comprar produto dos Estados Unidos.
07:04O que ela vai fazer?
07:05Vai dizer, não, Brasil, vem aqui que eu vou continuar vendendo barato para você.
07:09Ou a Rússia vai dizer, olha, a sua alternativa é a Europa.
07:13Então, eu vou te dar aqui uma pequena vantagem em relação à Europa
07:16para você comprar de mim.
07:18E aí, o Brasil vai ver a pressão que acontecerá nos preços dos combustíveis.
07:25Nós temos, por exemplo, a questão dos medicamentos.
07:30Você falou de quebra de patente.
07:32Até parece que o mercado funciona assim, olha, você quebra a patente, aí pronto,
07:39o Brasil está pronto para produzir aquilo.
07:41O Brasil só não produz um determinado remédio que é segredo.
07:45Agora, se o Brasil entra nessa seara de quebrar patentes
07:50e descumprir regras internacionais de comércio e proteção da propriedade intelectual,
07:57o que vai acontecer com o Brasil?
07:59O Brasil importa, na casa de um bilhão de dólares por ano,
08:03de medicamentos dos Estados Unidos.
08:04São medicamentos especiais, ou seja, eles não têm nenhum outro lugar.
08:08São medicamentos para, muitas vezes, cuidar ou, enfim, fazer o tratamento de doenças raras.
08:15E os Estados Unidos, alguém nos Estados Unidos, apesar de ter um público pequeno
08:22em comparação ao público de outros remédios,
08:25colocou ali, às vezes, centenas de milhões de dólares,
08:29mais de um bilhão de dólares para desenvolver aquele medicamento.
08:32E aí, agora, vai o Brasil e pronto, não, quebra a patente.
08:35Antes do prazo, existe um prazo internacional,
08:37que é respeitado, o Brasil resolve quebrar agora.
08:39Onde é que o Brasil vai comprar os insumos para produzir isso?
08:42O que vai acontecer com as empresas que poderiam fornecer esses insumos para o Brasil,
08:47em fornecer instrumentos e equipamentos específicos?
08:50O Brasil vai estar embargado.
08:52Nenhum deles vai fornecer para o Brasil,
08:54porque sabe que se fornecer para o Brasil,
08:56deixará de fornecer para os Estados Unidos,
08:59onde é o principal mercado.
09:01Então, esquece, o Brasil não vai conseguir fazer isso.
09:04Aí, vou dar, para terminar, o exemplo do telefone.
09:06Vamos dizer que o Brasil olhe para os Estados Unidos e diz,
09:10agora, quem quiser usar iPhone, que é da Apple, que é norte-americana,
09:15vai ter que pagar, além de todos os impostos que a gente já paga hoje,
09:18deve ser um dos iPhones mais caros do mundo, esse vendido no Brasil,
09:21agora vai custar duas vezes mais caro do que já é.
09:24Quem vai dar risada são os produtores chineses,
09:28que o governo brasileiro vai achar ótimo,
09:30ah, legal, estamos ajudando e dando mercado para os nossos amigos da China.
09:34Mas o chinês não é trouxa, ele não usa chapéu de bobo para sair na rua de manhã.
09:40O chinês vai olhar e fala, bom, agora eu não tenho mais a concorrência da Apple
09:43neste mercado enorme, que é o mercado brasileiro.
09:46Vamos elevar preço.
09:48Ora, o mercado é assim que funciona.
09:51O produto chinês e o produto coreano, sul-coreano,
09:54ele só é vendido a preço menor do que o produto da Apple,
09:58porque ele precisa ser competitivo, concorrer.
10:00Se a Apple sai da cena, obviamente esse produto aumenta de preço.
10:05Então, no fim, essa irresponsabilidade,
10:08essa ameaça absurda que o Brasil está fazendo,
10:11terá apenas um único grupo para pagar a conta.
10:18Somos nós, povo brasileiro.
10:20Pois é, claro que a gente vai seguir acompanhando
10:23essas movimentações, o que será determinado pelo governo brasileiro,
10:28quais serão as medidas aplicadas a partir da adoção da lei da reciprocidade.
10:34A gente vai seguir acompanhando.
10:35Qualquer adicional, qualquer informação extra,
10:38a gente traz aqui e debate com os nossos comentaristas.
10:41A gente vai seguir acompanhando.
10:46A gente vai seguir acompanhando.
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado