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Em resposta aos Estados Unidos, o governo brasileiro negou práticas desleais de comércio e voltou a defender a soberania do Supremo Tribunal Federal. Além disso, o Itamaraty também alegou que não há base jurídica legal às sanções que são impostas ao Brasil, por parte do presidente Donald Trump.
Comentaristas: Henrique Krigner e Diego Tavares
Reportagem: Igor Damasceno


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Transcrição
00:00...negou que as práticas são desleais de comércio e voltou a defender a soberania do Supremo Tribunal Federal.
00:08Assunto para o Igor Damasceno, que chega agora com mais informações. É isso mesmo, né Igor?
00:17É isso. No documento assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira,
00:23o governo federal argumentou que nunca teve práticas desleais ou discriminatórias contra o governo dos Estados Unidos
00:31e que, portanto, não há base jurídica legal para justificar as sanções que são impostas contra o Brasil por parte do presidente Donald Trump.
00:42O que acontece é que desde julho o governo brasileiro está sob investigação comercial dos Estados Unidos com base na lei de comércio norte-americana.
00:51Os Estados Unidos alegam, por exemplo, que o nosso PIX, nosso modelo de pagamento digital,
00:57afeta as empresas norte-americanas financeiramente e, consequentemente, afeta também a economia dos Estados Unidos.
01:05Em resposta, o governo federal disse que as regras de operação do sistema visam segurança, estabilidade e proteção do consumidor
01:14sem restrições discriminatórias a todas as empresas estrangeiras.
01:19Disse também que o PIX é uma tendência mundial.
01:22Os Estados Unidos também falaram a respeito do mercado de etanol.
01:27Disse que o Brasil tem privilegiado outros parceiros comerciais.
01:32Em resposta, o governo brasileiro disse que adota políticas compatíveis com compromissos multilaterais
01:39e lembrou que o país tem a prática de tarifa zero para produtos aeronáuticos
01:45em referência às regras aplicadas à indústria da aviação.
01:50O governo norte-americano chegou também a criticar o combate ao desmatamento ilegal aqui no Brasil.
01:56Disse que as empresas norte-americanas também estão sendo afetadas por uma suposta passividade do Brasil.
02:03Em resposta, o governo federal disse que a política ambiental brasileira não constitui barreira comercial
02:09nem restringe a competitividade de empresas norte-americanas.
02:14Agora, o próximo passo é uma audiência que vai ser realizada no dia 3 de setembro
02:19com todos os agentes envolvidos nessa história.
02:23Se por acaso o governo norte-americano não se der por satisfeito com as respostas do governo brasileiro,
02:30novas sanções poderão ser impostas contra o nosso país.
02:35Voltamos ao estúdio.
02:39Obrigado pelas informações, Igor Damasceno aqui em Tempo Real na Jovem Pan.
02:44Vamos repercutir com os nossos comentaristas, começando pelo Henrique Kriegner novamente.
02:48Henrique, a gente tem acompanhado essa investigação que atinge a 25 de março,
02:53ferramenta do PIX, tudo isso sobre os olhares dos Estados Unidos,
02:58da embaixada americana aqui na capital federal,
03:02que também está sempre utilizando as redes sociais ali.
03:05E agora, o que esperar desta resposta do governo brasileiro?
03:10A resposta é convencente, Henrique?
03:13De jeito nenhum, Bruno.
03:16Infelizmente, o governo brasileiro enviou uma resposta
03:19que não pode ser considerada uma resposta.
03:22Na verdade, a resposta brasileira foi nada mais do que
03:27uma tentativa de refutar aquilo que os americanos disseram sobre a nossa economia.
03:32Ao invés de apresentar argumentos que pudessem construir um consenso
03:37ou mesmo o alívio de algumas das tarifas ou evitar novas tarifas,
03:42não, só dissemos que os americanos não estão certos no que colocaram.
03:47O que não é de todo verdadeiro, porque justamente a Organização Mundial do Comércio
03:52já denunciou inúmeras vezes os subsídios brasileiros utilizados, por exemplo, no agro,
03:58na produção agrícola, na questão das carnes,
04:02que diminuem os preços dos produtos brasileiros
04:05e aí tornam eles mais competitivos, mas de uma maneira artificial.
04:07Você tem também argumentos da própria Organização dos Países, da OCDE,
04:14que tem taxas, as taxas dos países da OCDE, perdão,
04:19são menores, as taxas alfandegárias são menores até do que as adotadas pelo Brasil.
04:26Então, o Brasil torna mais difícil trazer novas empresas
04:30e novos agentes competidores aqui para o mercado interno
04:32e também torna o seu produto mais barato de uma maneira artificial.
04:35Então, o Brasil perdeu uma oportunidade.
04:38A gente poderia ter trazido algo que construísse um consenso
04:41ou mesmo um meio do caminho.
04:44Kriegner, agora eu vou chamar o Diego Tavares para a conversa.
04:48Diego, a gente percebeu ali que o governo brasileiro fez uma tentativa de resposta,
04:53vai haver uma resposta de novo dos Estados Unidos
04:56e, como o Igor Damasceno trouxe,
04:59podem acontecer novas sanções ao nosso país.
05:03Você acha que isso é possível realmente?
05:04Sem dúvida nenhuma, é possível, Márcia.
05:07Afinal de contas, o Brasil está sob investigação,
05:09amparada na sessão 301 da Lei Comercial Norte-Americana,
05:13que é o expediente mais gravoso,
05:15o expediente investigativo mais severo
05:18que está disposto na legislação norte-americana.
05:21Agora, eu concordo que é complicado para o Brasil, nesse momento,
05:26oferecer uma resposta conforme aquilo que querem os norte-americanos,
05:28porque, abrindo aqui um pequeno contraponto à opinião do meu amigo Henrique Kriegner,
05:34eu acho que os Estados Unidos, sob a perspectiva comercial,
05:37pressionaram de forma injusta o Brasil,
05:41haja vista que, historicamente,
05:43todo o período histórico no qual nós temos essa boa relação com os Estados Unidos,
05:47a balança comercial entre os dois países é superavitada a favor dos norte-americanos.
05:53E, claro, o Brasil tem, sim, problemas em relação à liberdade econômica dentro do país.
05:57Isso também, infelizmente, é algo histórico,
05:59mas não é algo que, de per si, poderia prejudicar a economia norte-americana,
06:04com quem, repito, nós mantivemos, durante os últimos 200 anos,
06:07uma excelente relação comercial.
06:09Obrigada, Diego e Kriegner.
06:11Já, já a gente volta com vocês.
06:12Agora, 2h51min.
06:15Influenciadoras, vocês lembram dessa cena que era...
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