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O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o Brasil deve manter a calma nas negociações com os EUA, mas sinalizou que, caso as tarifas de 50% impostas por Donald Trump entrem em vigor em agosto, o país poderá adotar medidas de reciprocidade. Alan Ghani, Deysi Cioccari e José Maria Trindade analisaram.
Reportagem: Marília Ribeiro
Comentaristas: Alan Ghani, Deysi Cioccari e José Maria Trindade

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Transcrição
00:00O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o Brasil pode responder com medidas recíprocas,
00:06caso as tarifas dos Estados Unidos sejam implementadas em agosto.
00:11A Marília Ribeiro está de volta e detalha para a gente as falas do ministro Marília.
00:18Isso mesmo, Soraya. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, ele fez algumas declarações
00:24e entre os assuntos que foram comentados aí por Rui Costa,
00:27nós temos a taxação que foi anunciada por Donald Trump,
00:31que deve começar a partir do dia 1º de agosto em 50% para os produtos brasileiros,
00:37as exportações de produtos brasileiros.
00:39Segundo o Rui Costa, o que deve acontecer é que o Brasil ainda procura uma solução diplomática
00:45e negociada para essas tarifas, apesar das demonstrações de agressões
00:51que foram feitas aí por parte de Donald Trump.
00:53Além disso, ele afirmou que o presidente norte-americano resolveu brigar com todo o mundo
00:58e que o Brasil deve seguir com a atitude de calma e serenidade em relação aos Estados Unidos.
01:05Por outro lado, Rui Costa afirmou que é preciso expandir as relações com outros mercados
01:12para que esses produtos brasileiros também possam ser exportados para outros países, Soraya.
01:18Ele afirmou ainda que é inacreditável essa tarifa que foi imposta por Trump
01:24e ele também falou a respeito dessa reciprocidade econômica que deve ser colocada aí também pelo Brasil
01:32se essa tarifa for mantida, se ela começar a partir do dia 1º de agosto.
01:38A gente lembra que esse texto foi aprovado aqui no Congresso Nacional por parlamentares e também por senadores,
01:44foi sancionado pelo presidente Lula, mas a reglamentação veio nos últimos dias
01:49através de um decreto que foi publicado no Diário Oficial da União
01:53e desta forma o Brasil pode responder da mesma forma, colocando aí, se quiser,
02:00essa porcentagem de 50% nas exportações.
02:03A gente fica aguardando porque as negociações ainda estão acontecendo aí no âmbito do Ministério de Desenvolvimento,
02:11Indústria, Comércio e Serviços, sobre essa questão da taxação dos Estados Unidos aí
02:17que acabou sendo anunciada por Donald Trump e vamos acompanhar para ver o que de fato vai acontecer.
02:23Já que, de acordo com o Ibram, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin,
02:27já sinalizou aí que deve pedir a prorrogação dessa vigência aí por, no máximo, 90 dias, Soraya.
02:35Tá certo, Marília. Obrigada pelas suas informações.
02:38A gente volta a conversar com o Alan Gani para seguir nesse tema.
02:42Ô, Gani, a gente falava há pouco, né, desse perigo que pode ser retaliar também os Estados Unidos.
02:49Até hoje, Trump quase sempre recuou.
02:51Pode acontecer de novo?
02:52Pode, mas pode ser que não.
02:54Seria prudente já imaginar e considerar que ele pode, sim, implementar essas tarifas.
02:59É, o grande problema de você colocar a tarifa recíproca tem dois problemas.
03:04Um é o encarecimento das importações, portanto, prejudicando a própria população brasileira,
03:11e isso traz mais inflação e também prejudica o setor importador,
03:17inclusive a indústria nacional, como eu havia dito no meu comentário anterior, né?
03:22Encarecimento de compra de equipamentos, tecnologia, etc.
03:27O segundo problema é a própria reação dos Estados Unidos.
03:30Ou seja, ah, vocês retaliaram em 50%, portanto, eu vou dobrar a aposta e vou para 100%.
03:38E aí, a gente é a parte mais frágil dessa história.
03:42Imagine, então, uma tarifa de 100% dos Estados Unidos contra o Brasil.
03:47Então, tem essa falácia de acreditar que quando a gente coloca uma tarifa recíproca,
03:54ou mesmo um protecionismo, a gente está defendendo os nossos interesses.
03:58Não, na verdade, a gente só está defendendo os interesses de um setor específico,
04:03setor exportador do Brasil, mas a gente está prejudicando o setor importador
04:08e está prejudicando, principalmente, que é o que interessa, a própria população brasileira.
04:14Portanto, eu vou nessa contramão de, vamos insistir na negociação diplomática
04:22e sem a reciprocidade.
04:24A reciprocidade é um veneno que se volta contra a gente mesmo.
04:27Ô, Gani, quando você fala em 100% ou algo assim, é inviabilizar o comércio, não?
04:33Ah, é inviabilizar.
04:33É inviabilizar, Nonato.
04:34Perfeito.
04:35Acaba sendo, na prática, um embargo econômico, né?
04:38Então, veja, quando a própria China foi retaliada ali na casa de 100%,
04:43aí depois eles foram para 120%, aí 140% e tal,
04:46aí o próprio Xi Jinping chegou para o Trump e falou,
04:48olha, nem tem mais sentido eu colocar 200 aqui, você quer colocar 200 e tal?
04:53Por quê?
04:53Porque isso já inviabilizou o comércio, né?
04:56No patamar de 145%, acabou o comércio entre Estados Unidos e China.
05:00E aí foi naquele momento em que os Estados Unidos recuaram,
05:05chamaram para a mesa de negociação e aí chegaram, aparentemente,
05:09por enquanto, no entendimento, 10%, 30%,
05:12que evidentemente isso viabiliza o comércio internacional.
05:16Agora, o grande problema é que a gente não é a China.
05:19A China tem um baita poder de barganha com os Estados Unidos
05:22e o Brasil não tem.
05:25Deixa eu acionar a Deise Siocari também para a gente repercutir
05:29essa situação que é econômica, mas basicamente política também, né, Deise?
05:35Você acha que isso vai ser destravado para pelo menos prorrogar o prazo
05:39e aí o Brasil conseguir encontrar uma solução mais viável?
05:43Soraya, você sabe que ontem eu estava ouvindo alguns economistas
05:47aqui na Jovem Pan, no jornal da Jovem Pan, fazendo uma analogia.
05:52E eles explicavam o seguinte, que nessa guerra comercial com os Estados Unidos,
05:56a comparação que eles fizeram foi a seguinte,
05:59os Estados Unidos seriam o Pitbull e nós seríamos um Chihuahua.
06:03Então, o que acontece? Foi a comparação deles.
06:05O que acontece? Quando esse Pitbull avança para cima do Chihuahua,
06:08o Chihuahua tem que se fingir de morto ali,
06:11não tem que ir para cima do Pitbull porque ele vai perder.
06:14E eu achei essa analogia muito interessante,
06:17porque mais ou menos vai ao encontro do que o Gani falou.
06:20Se a gente entrar com uma retaliação, se a gente entrar com essa reciprocidade,
06:25isso não vai funcionar muito bem, porque a gente importa deles muito mais do que eles da gente.
06:30Então, a nossa economia vai sofrer também.
06:32E aí, quando eu escuto, eu estava vendo aqui o Jornal da Manhã e o presidente Lula falando, falando, falando.
06:37Gente, mas o que está apresentando de concreto?
06:40Não está apresentando nada.
06:41Assim, não tem uma medida diplomática prévia,
06:44não tem uma variação de acordo comercial, de bloco comercial.
06:49A gente segue ali, tipo, naquela ideologia, falando dos Estados Unidos,
06:53nós vamos retalhar, nós vamos isso, nós vamos aquilo,
06:55mas a gente não diversifica os nossos blocos comerciais.
06:57Então, continua sempre naquela, na mesma toada.
07:01E aí, não existe, né?
07:02Não tem como equilibrar uma narrativa política dessas,
07:05que está só na ideologia, e reitero, aqui no fígado,
07:08com os resguardos econômicos que são necessários.
07:10Então, de novo, assim, o Brasil deveria aprender mesmo com essa analogia do pitbull do chihuahua.
07:15Fica quieto ali, espera.
07:17Ou tenta diversificar o teu mercado, ou tenta vir com uma diplomacia prévia.
07:21Agora, não reagir depois que os Estados vão lá,
07:23os Estados Unidos vão lá e tacam a bomba em tudo.
07:25Ah, não, aí agora eu vou reagir?
07:27A gente está sabendo disso desde janeiro, quando o Trump assumiu.
07:30E o Brasil, até agora, de novo, não fez nada, segue correndo em círculos.
07:34Zé, e essa fala aí do ministro Rui Costa, né,
07:37que a gente trouxe aqui para a nossa conversa,
07:40ela vai no sentido contrário do que disse, por exemplo,
07:44o ministro da Fazenda, Fernando Haddad,
07:46ou do que têm dito os empresários, o próprio Alckmin também,
07:50de que reciprocidade seria uma última alternativa, né?
07:53Então, talvez a gente nem devesse estar falando nisso agora.
07:56É, exatamente.
07:58É tipo uma bomba atômica.
07:59Quando a guerra está perdida, aí lança mão do último instrumento possível, né?
08:06Logo depois do anúncio pelas plataformas aí de mídia,
08:11já que não houve ainda a concretização desta super tarifa de 50%,
08:16que já é uma inviabilização do comércio, é muito alta, né?
08:20Não precisa nem chegar aos 100%, que é a promessa.
08:23Aí o governo reuniu a equipe política e a equipe econômica.
08:27E nesta reunião, inclusive com a participação do ministro de Relações Exteriores, né?
08:32Houve o primeiro diagnóstico.
08:35O governo chegou à conclusão de que se trata de um ataque especulativo político,
08:40mais do que econômico.
08:42A equipe de Relações Exteriores, né?
08:45Os diplomatas brasileiros já haviam identificado essa possibilidade de taxação,
08:50nunca 50%.
08:51E já também, já tinha iniciado um processo de comunicação,
08:56que a gente ficou sabendo depois, tratar-se de uma relação ali sigilosa.
09:01Então já havia o comunicado e as negociações e um esclarecimento aqui do país
09:06sobre as relações, os itens importados, os exportados,
09:12mostrando que o superávit é dos Estados Unidos,
09:14ou seja, nós importamos mais do que exportamos, né?
09:17Então houve esse diagnóstico.
09:20Diante do diagnóstico, o governo traçou um planejamento de resposta.
09:24Em primeiro lugar, seria buscar apoio da iniciativa privada,
09:29dos empresários, da opinião pública e da própria política, né?
09:34Contra esta taxação.
09:36E principalmente, empurrar para o grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro,
09:40a defesa e a autoria desta supertarifação dos produtos brasileiros.
09:47E foi identificado também setores que seriam atingidos.
09:50Cada um setor foi chamado.
09:52E depois as grandes empresas.
09:54As últimas foram ontem, né?
09:56Os veículos de comunicação novos, que são as plataformas digitais,
10:00que faturam alto aqui no Brasil e livremente transferem recursos para o exterior,
10:06e que podem ser taxadas e supertaxadas.
10:08Já existe um caldo cultural aqui criado nesses últimos dias,
10:15que justificaria o governo taxar as big techs, o que antes seria um pecado mortal, né?
10:20Todos diriam, é censura, é inviabilização.
10:23Agora se criou um argumento.
10:25Então, este é o momento, este é o cenário político do Brasil.
10:30E diante disso tudo, a última, da última possibilidade,
10:34segundo o ministro da Fazenda, é exatamente a reciprocidade.
10:38Adotando a reciprocidade, seria mais ou menos dizer, olha,
10:41abandonamos a possibilidade de diálogo.
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