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  • há 5 meses
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (23) que aplicou tarifas de 50% a países com os quais o relacionamento “não tem sido bom”. Embora não tenha sido citado diretamente, o Brasil está entre eles. Segundo Trump, as tarifas, que variam entre 15% e 50%, visam pressionar outras nações a abrirem seus mercados. Cristiano Vilela e José Maria Trindade comentaram.
Reportagem: Fabrizio Neitzke
Comentaristas: Cristiano Vilela e José Maria Trindade

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Transcrição
00:00Vamos seguir no cenário internacional, porque o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
00:05diz que aplicou tarifas de 50% a países com os quais o relacionamento não tem sido bom.
00:12Embora não tenha citado diretamente, o Brasil está entre eles.
00:16Nosso editor de Internacional, Fabrício Naitz, que está aqui com a gente para esclarecer esse assunto também.
00:21Fabrício, bom dia para você.
00:24Pega o Brasil, né? Porque é o que teve essa tarifa elevada aí.
00:27Pega o Brasil, Nonato. Bom dia para você, Soraya, todos que acompanham o Jornal da Manhã.
00:32Aqui uma questão importante da gente entender é o que exatamente Trump classifica como uma relação não tão boa.
00:39É difícil a gente colocar isso aqui como algo exato.
00:43No caso do Brasil, uma das teorias que tem sido adotadas para explicar essa taxação de 50%
00:50é a aproximação com os BRICS, mas principalmente, claro, com a China.
00:55Esse é o grande inimigo de Donald Trump.
00:58Não é o Brasil, não é a União Europeia, não é a África do Sul, é a China.
01:02É o grande rival dos Estados Unidos.
01:04É o país que pode tirar a hegemonia americana do mundo economicamente falando.
01:10As pesquisas apontam para isso, as previsões apontam para isso.
01:14Não à toa que outros países que foram taxados e muito taxados nesses últimos meses
01:20são países próximos à China.
01:22Por exemplo, Mianmar, que fica lá no Sudeste Asiático, 40%.
01:26Laos, também no Sudeste Asiático, outros 40%.
01:30Quem sai um pouco dessa regra é Lesotho, que fica na África, tem 50% de tarifas.
01:36E aí também outros países com quem a relação não tem sido muito boa,
01:40que é o caso, por exemplo, do Canadá, 35%.
01:43Isso chama atenção porque é um vizinho americano,
01:45o maior parceiro de longa data americano,
01:48um país praticamente irmão dos Estados Unidos.
01:51E a África do Sul também com 30%.
01:53A África do Sul, a gente sabe, país que faz parte dos BRICS.
01:57Então fica difícil entender exatamente qual que é a motivação
02:01por trás de uma relação considerada não tão boa.
02:04Supõe-se que seja essa proximidade com a China cada vez maior
02:09e o Brasil historicamente tem uma política diplomática,
02:12uma política econômica considerada pendular.
02:14Ou seja, nem mesmo durante o período da Guerra Fria,
02:18o Brasil se alinhava automaticamente nem com os Estados Unidos,
02:23nem com a União Soviética, mesmo durante o governo militar.
02:26E agora acontece o mesmo envolvendo a China nessa guerra comercial.
02:31Agora, um outro ponto para a gente trazer aqui.
02:34Desde 2009, a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos
02:37é deficitária para o Brasil.
02:39O Brasil importou dos Estados Unidos 88 bilhões de dólares a mais
02:45do que exportou para os Estados Unidos.
02:47Então fica um pouco complicado você negociar com o país,
02:52no caso os americanos,
02:54já adiante dessa situação de déficit comercial.
02:59Subentende-se que é uma questão política.
03:02E aí fica uma questão também de ponto de vista.
03:04Donald Trump afirma que as ações do Supremo Tribunal Federal aqui no país
03:09são ilegais, elas passam do ponto,
03:12mas o Brasil defende a sua soberania.
03:15Afirma que os poderes aqui agem de forma independente.
03:19Vai ficar esse ruído entre os dois lados
03:22até que um acordo seja definido.
03:24O Japão fechou um acordo ontem importante,
03:27mas que ficou pior do que estava para o Japão.
03:29Também não foi muito bom assim para os Estados Unidos
03:31quando a gente para para analisar na pedra.
03:33É difícil entender quais os caminhos que a gente vai tomar
03:35daqui até 1º de agosto,
03:37que é o fim do prazo estipulado por Trump.
03:39Enquanto os Estados Unidos têm fechado esses acordos importantes
03:42com outros países,
03:44a gente trouxe detalhe ontem aqui no Jornal da Manhã,
03:46como o Fabrício disse,
03:48China, Filipinas, enfim.
03:50O tom é mais duro com o Brasil.
03:52E a gente percebe que com esses outros países
03:55não tem o quesito político,
03:57mais a economia mesmo.
03:59É, dificulta um pouco, exatamente, Soraya.
04:01Não há essa alegação política
04:03quando se fala de taxação do Japão,
04:06quando se fala de taxação da Indonésia, das Filipinas,
04:09três países que fecharam acordos
04:11com os Estados Unidos nesses últimos dias.
04:14E também não há, por exemplo, com a União Europeia,
04:17onde os Estados Unidos têm tido
04:19uma certa dificuldade na negociação.
04:21Lembrando que a União Europeia
04:22é um bloco continental
04:24e os países precisam chegar a um consenso
04:27para fechar qualquer tipo de acordo.
04:29Então, isso vai colocar à prova também
04:32a capacidade de Donald Trump de negociar.
04:34O que a gente tem visto aqui até o momento?
04:37Ele anuncia as tarifas contra os países.
04:40Ele diz que ele vai implantar as tarifas.
04:42Elas vão acontecer.
04:43Só que isso tem um peso também
04:44dentro dos Estados Unidos.
04:46A economia americana não pode suportar,
04:48não consegue suportar tarifas
04:50tão altas contra vários países ao mesmo tempo.
04:53Ontem a gente falava que 15% contra o Japão,
04:56mesmo depois do acordo,
04:57era considerado ali praticamente o limite
05:00daquilo que é praticável pela economia internacional,
05:03sem que a gente chegue numa recessão,
05:05sem que a gente enforque muito
05:06toda a economia mundial.
05:09Agora, no caso da União Europeia,
05:11que está ali na margem dos 30%,
05:12passa a ser uma coisa muito mais impeditiva.
05:15Vamos ver se Trump vai manter essas tarifas mesmo
05:17ou se o que vai acontecer
05:19é dele, na hora H, recuar,
05:21como ele já fez antes.
05:22Obrigado, Fabrício Nights,
05:25que participando com a gente aqui do Jornal da Manhã.
05:27E nós vamos acionar aqui os nossos comentaristas também,
05:29José Maria Trindade,
05:31Cristiano Vilela,
05:32estão junto com a gente nesta manhã,
05:33analisando os temas.
05:34Ô, José Maria,
05:35o Trump dizendo que é uma taxa para países
05:38com os quais os Estados Unidos
05:40não têm uma relação tão boa.
05:42Ele tinha uma relação ótima, aparentemente,
05:44com o Elon Musk.
05:46Isso se desfez de uma hora para outra,
05:49assim como ele também não tinha relação
05:50com alguns players,
05:51e isso acabou ocorrendo também
05:53de uma hora para outra.
05:54Será que a gente consegue mudar
05:56esse item de não ter uma relação
05:59tão boa assim com os americanos
06:00para uma relação, no mínimo, razoável, Zé?
06:04Pois essas relações comerciais
06:06não podem estar presas a humores, né?
06:09São relações antigas.
06:11O Brasil tem uma relação muito tradicional
06:15com os Estados Unidos.
06:17Os americanos foram os primeiros
06:19a reconhecer a independência do Brasil,
06:21isso lá em 1824.
06:24E de lá para cá,
06:25houve intensas relações
06:27e as relações exteriores, né?
06:30O Itamaraty mudou muito
06:32de tempos em tempos nas relações.
06:36Antes, realmente, o Estado aliado, né?
06:38O país aliado era tratado
06:40de forma diferenciada.
06:41A coisa evoluiu.
06:44A Escola Rio Branco,
06:46que é uma das melhores do mundo
06:47de formação de diplomatas,
06:49talhou os novos profissionais
06:51para negociar.
06:52E negociar principalmente
06:54levando em consideração
06:55isso que está em debate agora,
06:57que é a relação comercial, né?
07:00E os países deixaram de ter
07:01aquela relação só de amigos
07:03e passaram a ser parceiros
07:05comerciais importantes.
07:06tanto é assim que China
07:08e Estados Unidos
07:09não são, vamos dizer,
07:11aliados ideologicamente,
07:14nem países amigos
07:15e têm uma intensa relação comercial.
07:18Eu li um livro
07:19de uma jornalista
07:20que se colocou na condição
07:21de ficar um ano
07:22sem comprar produto chinês
07:24nos Estados Unidos.
07:26E ela relata dificuldades.
07:28Quando se tratava
07:28de aniversário de criança,
07:30ela não tinha opção,
07:31isso nos Estados Unidos, né?
07:33Então, assim, a situação mudou.
07:36Não é possível
07:37que o presidente dos Estados Unidos
07:39trate o Brasil
07:40da mesma maneira que
07:42países em que os Estados Unidos
07:44estão em crise grave,
07:47em guerra, né?
07:49Não é possível fazer
07:50a mesma balança
07:51ou até pior para o Brasil.
07:53Então, alguma coisa
07:54está fora do lugar.
07:56A gente vê que existe
07:57um emocionalismo inadequado
08:00nestas relações.
08:01Isso não pode continuar,
08:03e é preciso mesmo
08:04que os dois presidentes
08:05num determinado momento
08:07se encontrem.
08:08Agora, Lula aí lá
08:10no Salão Oval
08:11eu acho que está fora de questão.
08:13Aquilo ali virou uma armadilha.
08:15Vilela, o governo brasileiro
08:16vai conseguir amolecer
08:18o coração da Casa Branca?
08:19Bom, mas enquanto isso
08:20o relógio está correndo, né?
08:23Exatamente.
08:24Só o relógio está correndo
08:25e o governo
08:26pouquíssimo tem feito
08:28no sentido de tentar
08:29uma negociação efetiva.
08:31sentar para discutir
08:33sobre uma forma racional
08:35com o governo americano.
08:36Quando se trata
08:37de Donald Trump,
08:38ao longo desses seis meses
08:39de mandato,
08:40inúmeros foram os casos
08:42onde o presidente americano
08:44veio com medidas
08:45realmente difíceis
08:47de serem compreendidas,
08:49muitas vezes até
08:49ultrapassando a análise lógica
08:51que a gente faz
08:52de cada episódio.
08:53E o fato que dessa vez
08:55a bola da vez
08:56foi o Brasil.
08:57nós tivemos situações
08:58bastante graves,
09:00bastante duras
09:01com relação a outros países,
09:02com relação ao Canadá,
09:03por exemplo,
09:04temos a questão
09:05da anexação do Canadá,
09:06é algo extremamente
09:08ilógico,
09:09extremamente absurdo.
09:10Enfim,
09:11então,
09:11não é o primeiro absurdo
09:13que é dito
09:13pelo presidente americano.
09:15Agora,
09:16sabendo como ele é,
09:17é importante
09:18que a diplomacia brasileira,
09:20é importante
09:20que o Estado brasileiro
09:22tenha a capacidade
09:23de fazer essa leitura
09:25e de proceder
09:26a um tipo de negociação
09:27que seja razoável.
09:29Não me parece
09:30que o governo brasileiro
09:31agiu com correção
09:32se posicionando
09:33tão fortemente
09:34junto com outros países
09:35dos BRICS,
09:36por exemplo,
09:37no sentido de retirar
09:39do dólar o parâmetro
09:40das negociações comerciais
09:42envolvendo esses países
09:43dos BRICS,
09:44enfim,
09:44algumas medidas
09:45que vieram no sentido
09:47de afrontar
09:48os Estados Unidos
09:49e em relação
09:50aos quais o Brasil
09:51diretamente
09:52não tem ganho nenhum.
09:53São medidas
09:54que têm um pano
09:55de fundo ideológico,
09:56são medidas
09:56que não têm
09:57um pano de fundo pragmático.
09:59Então,
09:59diante dessa sequência
10:01de erros
10:01cometidos de lado a lado,
10:03é importante agora,
10:04especialmente em relação
10:05ao Estado brasileiro,
10:06colocar a cabeça no lugar
10:08e ter um tipo
10:08de condução pragmática.
10:11Se não,
10:11as consequências
10:12para os dois lados,
10:13mas especialmente
10:14para o Brasil,
10:15serão extremamente danosas.
10:16que se não
10:17com a cabeça no lugar,
10:20não tem o tempo.
10:21Nós temos
10:22o controle de
10:23um dos lados,
10:24um dos lados,
10:25ficar-se
10:26e uma das
10:26plataformas.
10:27Nós temos
10:28um dos lados,
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