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Em entrevista exclusiva ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta segunda-feira (07), durante a 17ª Cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro, presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, avaliou a recente declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a elevação de tarifas para países do bloco. “Aposto que isso não deve gerar tensionamentos maiores”, afirmou.

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Transcrição
00:00De olho em novas oportunidades de exportação e investimentos, Brasil e Índia se reúnem no Fórum Econômico durante o BRICS.
00:07Quem acompanha esse evento no Rio de Janeiro é a repórter Aline Pacheco, que volta a conversar com a gente agora.
00:13Seja bem-vinda de volta, Aline.
00:17Oi, Marcelo. E olha, estou muito bem acompanhada aqui agora.
00:22Inclusive, a gente ia começar a nossa entrevista aqui com o Jorge Viana.
00:25Muito obrigada por você estar aqui presente, presidente da Apex.
00:27E aí a gente também tem o Ricardo Alban, presidente da CNI.
00:31Vou começar, então, rapidamente conversando contigo, perguntando sobre essa presença importante de 100 empresas que tem aqui hoje da Índia,
00:37estreitando aí essa capacidade econômica de comércio.
00:42O que o senhor pensa, o que o senhor vê dessa aliança?
00:44A Índia hoje é a quinta maior economia, tem uma previsão de 6,2% do PIB crescendo,
00:49apesar de todo esse tarifácio que está acontecendo da guerra com o Paxão.
00:52Mas como é que o senhor vê essa aliança Brasil-Índia nesse momento?
00:54Não, primeiro eu quero fazer um registro aqui.
00:57O presidente Alban, desde que assumiu, a gente tem feito fóruns no mundo inteiro,
01:01sempre com a presença do presidente Lula.
01:04E é muito importante porque o setor de indústria, hoje, é o mais significativo na nossa balança do ponto de vista do crescimento.
01:12Por incrível que pareça, o que mais está crescendo.
01:14Tem o presidente Alckmin, o governo trouxe de novo o ministério.
01:19E o presidente Alban, o presidente da CNI, tem sido um grande parceiro.
01:23Índia é fundamental para nós, apesar do comércio ser pequeno ainda, só são 12 bilhões,
01:28para os dois gigantes, Brasil e Índia, eu acho que tem um potencial enorme de crescimento.
01:32E um evento como esse aqui no Rio dos Brics e desse fórum abre muitas oportunidades.
01:37Eu não tenho nenhuma dúvida que o potencial de crescimento do comércio exterior entre Brasil e Índia é um dos maiores.
01:44Também é muito baixo o investimento aqui da Índia, investimento estrangeiro direto, é 0,2% do que o Brasil recebe.
01:54Ou seja, tem também um potencial tanto de receber investimentos, que o trabalho da PECS é esse também,
01:58como também de empresas brasileiras investirem lá.
02:01São dois gigantes econômicos, do ponto de vista do território, da população e da economia,
02:06que agora estão mais juntos nesse fórum que a gente está promovendo a PECS, a CNI e também o Itamaraty.
02:11Vou aproveitar aqui, o senhor acabou de sair ali de um debate.
02:15Como é que foi esse primeiro momento, essa abertura desse evento?
02:17Como é que o senhor sentiu esse calor dessas negociações?
02:21Minha jovem, eu vou começar falando que como eu acredito que nada é por acaso,
02:26estou aqui de frente vendo o Museu do Amanhã.
02:29Nós temos que pensar no amanhã, que é o que nós estamos fazendo aqui.
02:32E, definitivamente, pensar no amanhã sem pensar na complementariedade,
02:39sem pensar nas parcerias, sem pensar no comércio internacional, não é pensar no amanhã.
02:45E o que é pensar no amanhã?
02:46Tem uma sociedade melhor, mais justa, mais desenvolvida.
02:49Como é que você tem isso com o crescimento econômico?
02:51Quem é hoje que está puxando o crescimento econômico mundial?
02:55A Índia.
02:55Quem é que tem tantas similaridades e complementariedades com o Brasil?
03:00A Índia.
03:01Então, nós temos que estar no Museu do Amanhã, pensando no amanhã
03:05e construindo no amanhã, junto, como parceiros com a Índia e como todos.
03:09Sabe qual é a grande similaridade que tem o Brasil e a Índia?
03:12São dois países friendly.
03:14São dois países que se dão com todas as outras nações do mundo.
03:18Isso não é para qualquer país.
03:20E, nesse momento, a gente não precisa falar do hoje.
03:23Eu queria trazer esse debate aqui para os dois.
03:25O presidente americano, o Donald Trump,
03:27emite essa nota de que 10%, aumentando essa tarefa em 10% para os países que participam do BRICS.
03:34Como é que vocês veem isso em relação ao Brasil e os Estados Unidos,
03:37nesses acordos comerciais daqui para frente?
03:40Mais uma vez, minha jovem.
03:41Cada um fazendo o seu papel.
03:44Os Estados Unidos estão fazendo o papel dele.
03:47Com maior ou menor entusiasmo, com maior ou menor força,
03:50nós temos que fazer nosso papel também.
03:53Mas sabe qual é o papel comum?
03:55É encontrarmos os pontos de convergência.
03:58É encontrarmos as soluções.
03:59Na final de contas, o que nós estamos vendo que os Estados Unidos estão fazendo,
04:02como estão fazendo, é protegendo a sua economia, é protegendo a sua indústria.
04:06O que cabe a nós é equilibrar esses esforços,
04:10equilibrar esses interesses,
04:12para que nós possamos, sim, construir algo que seja convergente.
04:15E tem mais, o Brasil não é um problema para os Estados Unidos,
04:19porque nossa balança comercial é deficitária,
04:21nossa relação bilateral é muito pequena,
04:24nós não somos um âmago da questão.
04:26Agora, é óbvio que numa relação internacional,
04:28onde eu digo que hoje nós vivemos, talvez,
04:31o que eu chamo de crise da maturidade da democracia,
04:34nós estamos procurando nos reinventar em muitas coisas.
04:38E a democracia é isso, que é belo.
04:39A democracia é essa convergência de interesses conflitantes,
04:44mas que sempre buscam um interesse comum.
04:46Eu acredito que isso é apenas posições, contrapontos,
04:50que são feitos dentro de uma relação geopolítica,
04:53mas que, no fundo, no fundo,
04:55tudo vai estar convergindo para o entendimento
04:57e para um contexto que eu acho fundamental.
05:00Nós temos que discutir, nós temos que brigar,
05:02nós temos que negociar complementariedade.
05:06Complementariedade é o ganho a ganha,
05:08é onde nós podemos encontrar o ganho de valor,
05:11onde nós podemos encontrar as melhores competências
05:13de cada nação, de cada país, de cada população,
05:16para que a gente possa construir, em conjunto,
05:19uma melhoria geral, de um modo geral,
05:22para que nós possamos ter esse crescimento social
05:24e conscientemente, através do desenvolvimento econômico.
05:27É um desafio, não é simples, não é fácil,
05:29mas esse é o objetivo que todos nós vamos perseguir.
05:32E agora eu passo para escutar a sua opinião
05:34a respeito dessa postura do presidente americano.
05:37Primeiro, qualquer disputa, aumento de tarifa,
05:41não é bom para ninguém.
05:42Então, o mundo precisa de mais colaboração no comércio,
05:46mais comércio livre.
05:47Mas, como o presidente Alban falava,
05:49o Brasil tem uma postura em relação ao posicionamento
05:53dos Estados Unidos.
05:54Respeita, porque o Brasil tem nos Estados Unidos
05:56o segundo maior parceiro comercial nosso.
05:59Nós não podemos opinar sobre as políticas lá,
06:01mas eu fico bem tranquilo,
06:02eu espero que haja aí uma pacificação nesse tema,
06:06porque os BRICS, no fundo, não é um bloco político.
06:09São países similares do Sul, que se juntam,
06:13que agora já está sendo ampliado,
06:15e não se juntam contra ninguém,
06:16se juntam para ter mais colaboração entre eles.
06:19Eu aposto que isso não gerará,
06:22não deve gerar tensionamentos maiores.
06:24Agora, o presidente Trump tem assumido um posicionamento
06:28de procurar acertar a balança comercial dos Estados Unidos,
06:31isso é normal que aconteça,
06:33e no caso brasileiro, a gente também está em paz,
06:35porque, primeiro, nós somos deficitários,
06:37eles são um parceiro comercial importante,
06:39e nós temos que estar abertos para o diálogo,
06:41obviamente, pensando no comércio exterior.
06:43O presidente Lula já falou isso,
06:45e nós da PECS também trabalhamos com muita tranquilidade nesse tema.
06:48Muito obrigada pela participação de vocês.
06:51Marcelo, depois de um bate-papo desse,
06:54a gente só tem a enriquecer aqui
06:55para os nossos telespectadores do Times Brasil,
06:59licenciado exclusivo CNBC.
07:01Isso, Aline Pacheco, você não brinca em serviço, né?
07:04Você traz vozes que a gente quer ouvir aqui.
07:06Muito obrigado pela participação e até a próxima.
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