André Perfeito, economista e mestre em economia política pela PUC-SP, concedeu entrevista ao Fast News e fez uma análise sobre o futuro da economia mundial após os Estados Unidos se envolverem na guerra entre Israel e Irã.
Apresentador: Nelson Kobayashi
Entrevistado: André Perfeito
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NotíciasTranscrição
00:00Eu quero receber aqui para a nossa conversa mais um convidado especial, que é o André Perfeito.
00:07Ele que é economista e vai nos ajudar a entender um pouco mais os impactos econômicos a respeito do que a gente tem visto,
00:13em especial com as possibilidades de retaliação do Irã no Estreito de Ormos.
00:19André, seja muito bem-vindo aqui à Jovem Pan.
00:22Já há uma preocupação natural em todo o mundo a respeito de como esta guerra, este conflito, pode impactar a nossa vida no dia a dia.
00:29O preço das coisas, isso vai chegar ao Brasil?
00:33Bem, olá, boa noite a todos. Um dia muito difícil, sem dúvida nenhuma, muito triste o que a gente está vendo, essa escalada na violência.
00:39Bem, vamos tentar dividir a questão em algumas partes. A primeira delas é a respeito de fechar mesmo o Estreito de Ormos.
00:45A gente tem uma orientação, pelo menos determinada uma orientação por parte do Parlamento iraniano, que sim é para fazer isso.
00:51A gente tem que lembrar que o Estreito de Ormos é uma faixa de água de 39, 40 quilômetros.
00:58É relativamente simples fazer isso, se eles quiserem, mas também inédito.
01:03Tem essa questão que é...
01:05Não é...
01:07É dificilmente feito isso.
01:10Mas agora a questão é o seguinte, a gente tem a perspectiva, eu não vou querer entrar obviamente no mérito sobre o mérito desses ataques de lado a lado,
01:19mas pensando em teoria dos jogos, a gente não tem como imaginar um tipo de suavização desse conflito,
01:26porque se de um lado o Irã diz que o que ele pretende é acabar com a capacidade nuclear do Irã,
01:34desculpa, de Israel, é acabar com a capacidade nuclear do Irã, a gente sabe que isso não vai ser feito rapidamente.
01:41E do outro lado a gente sabe que o Irã não tem capacidade de atacar Israel de forma definitiva,
01:46ou de forma, assim, compudente também.
01:49E aí a gente vê no meio do caminho a entrada dos Estados Unidos como um elemento de mais complicação no final das contas.
01:57Porque o que o Donald Trump fez, de novo, eu não quero entrar no mérito da questão em si,
02:02mas eu quero trazer a seguinte reflexão aqui.
02:05O que ele criou é uma situação onde ele entende que é permitido uma guerra preventiva,
02:10um ataque preventivo a uma dada questão.
02:14Isso é exatamente o argumento que os russos estão usando com o crânio.
02:17Isso para colocar que o Brasil, antes de falar do Brasil,
02:21eu acho que algumas regiões podem sofrer mais do que outras.
02:23A Europa pode sofrer muito, porque ela já não está consumindo energia russa
02:27e também não vai agora consumir energia, ou vai ficar dificultado, talvez,
02:32a energia propriamente do Oriente Médio.
02:35Tem que ver se eles vão fechar mesmo.
02:36Eu estou vendo a abertura de alguns mercados aqui.
02:39Deixa eu pegar aqui para falar rapidamente aqui.
02:41O Nikkei futuro está caindo só 0,32.
02:44Vamos ver quando abrir mesmo o mercado, mas a queda está até modesta,
02:48porque se fechar o Estreito de Hormuz, a Europa vai sofrer muito.
02:53Agora, no caso do Brasil, eu acho que vai sofrer também,
02:58se tiver um grande pânico, é óbvio que vai sofrer todo mundo,
03:02mas o Brasil tem uma espécie do que a gente chama de rede natural.
03:05O Brasil produz petróleo, de um lado.
03:08O Brasil está longe geograficamente dessa questão.
03:11E o Brasil, dado a confusão que o mundo está,
03:14não quero dizer de forma alguma que esteja tranquilo o Brasil.
03:17É quase como se ganhasse para o W.O.,
03:19porque o mundo está muito estranho,
03:21o Brasil, em termos relativos, não está tão estranho.
03:23Então, para dizer que sim, vai ter um efeito,
03:25mas sim, pode ser mitigado por esses atenuantes,
03:29no caso do Brasil, como a gente viu recentemente.
03:33O dólar está perdendo força contra várias moedas,
03:35mas contra o real, sem dúvida nenhuma,
03:36tem um efeito um pouco mais pronunciado,
03:39até pelas questões do próprio real, enquanto ativo financeiro.
03:44O professor André Perfeito, eu quero te perguntar a respeito do seguinte,
03:47dos países do lado de lá.
03:50Você está falando que tem aqui uma questão envolvendo a Europa,
03:54que poderia sofrer em relação à possibilidade do fechamento do Estreito de Ormos,
03:58que é uma grande possibilidade, o Brasil está um pouco mais distante.
04:00Mas e a Ásia, em especial, e a China?
04:05Porque o Irã estaria dependendo de um apoio chinês
04:09para suas ideias de retaliação, de ataques,
04:12de continuar financiando seus próxis contra Israel.
04:16Agora, a notícia que chegou há pouco até de ataques
04:18a instalações militares americanas em alguns dos países do Oriente Médio.
04:23Então, de alguma maneira, o Irã precisaria desse apoio da China
04:28para essas ações.
04:30Mas a China sofreria também com o fechamento do Estreito.
04:33Qual o impacto econômico para a China, em especial,
04:36se a gente tiver isso acontecendo?
04:39De fato, pelo que foi noticiado,
04:41a China tem uma dependência muito grande do petróleo do Oriente Médio,
04:44daquela religião.
04:45Sem dúvida nenhuma, ela vai sofrer.
04:47Mas a questão mais...
04:48Bem, eu não sou uma lista política,
04:50nem de relações internacionais.
04:52Também não posso achar que vou saber em detalhe
04:55o que vai acontecer ali.
04:56Mas me parece mais relevante,
04:57não é nem a questão da China, mas da Rússia.
05:00O corpo diplomático iraniano parece ter uma conversa hoje
05:03até com Vladimir Putin.
05:05Então, isso para colocar que a Rússia
05:08vai jogar mais pesado nesse cenário.
05:11Vale notar que no Conselho de Segurança da ONU,
05:13hoje de tarde, o embaixador russo foi bem enfático.
05:18Pegou pesado e falou com muita ironia,
05:24vou colocar desse jeito,
05:25a respeito da dinâmica desse conflito.
05:29Isso tudo para colocar que
05:31é muito provável que pode se estender por mais tempo.
05:35E o Donald Trump tem um problema agora nas mãos.
05:38Porque, de novo,
05:40pelo que está sendo reportado pela mídia norte-americana também,
05:43esse tipo de ação de agressão
05:46tem que ser aprovada pelo Congresso norte-americano.
05:48E muitos da base aliada do próprio Trump
05:51acreditavam, acreditam,
05:53que não deveria se envolver com o Irã.
05:55Teve até uma rusga do presidente Trump
05:57com um congressista republicano.
05:59Então, assim,
06:00esse conflito está começando a querer ficar mais
06:03prolongado do que deveria.
06:06E a gente tem algumas questões com o petróleo.
06:08Se eles fecharam o estreito de ouro mozo mesmo,
06:10se acontecer isso,
06:13a gente vai ter um baita de impacto mesmo.
06:15Eu só peço para a gente ficar atento,
06:17nós enquanto brasileiros,
06:19investidores brasileiros,
06:20a respeito das características do ativo Brasil
06:24e do ativo real,
06:25da nossa moeda,
06:27que podem, em alguma medida,
06:28ter um tipo de atenuante.
06:31Insisto nessa tese.
06:33Porque eu fico preocupado
06:34de todo mundo sair vendendo tudo amanhã,
06:36sendo que não necessariamente é verdade
06:37que isso pode acontecer tão fortemente.
06:39Então, você vai esperar de pragmático aqui,
06:42o professor André Perfeito.
06:44Isso.
06:45Dólar pode subir?
06:46Como fica?
06:47A inflação aqui no Brasil?
06:49A Bolsa?
06:50Qual a sua projeção nesse momento?
06:54Nesse momento,
06:55o Bolsa, por exemplo,
06:55pode ter uma recuperação por conta de Petrobras.
06:58É uma parte importantíssima do índice.
07:00Não tem como a gente não pensar desse jeito.
07:01O que me preocupa
07:03é da dinâmica inflacionária nem tanto.
07:06Não quero dizer que talvez,
07:07claro,
07:07se for prolongado esse problema,
07:09é óbvio que vai ter um problema disso.
07:11Mas tem que lembrar
07:12que a autoridade monetária,
07:13o Banco Central no Brasil,
07:14até subiu 25 pontos base na última reunião.
07:16Estava meio rachado o placar no mercado,
07:19mas o Banco Central se mostrou mais cauteloso.
07:22Eu acho que isso daí até
07:23vai evitar que os juros mais longos
07:25subam no Brasil,
07:26mais forte.
07:27Pode ser que tenha esse efeito.
07:29Mas, de novo,
07:29a questão toda é
07:30eles vão ou não vão fechar
07:32o Estreito de Urmoço?
07:34Sim ou não?
07:35Me parece
07:36que em algum momento eles vão.
07:38Por quê?
07:38Porque pensando
07:39hoje em dia
07:41na capacidade dos Estados Unidos
07:42negociar com o Irã,
07:45existe essa possibilidade
07:46hoje em dia?
07:47Me parece
07:47que não vai ser
07:49tão cedo
07:50que vai ter esse tipo de diálogo,
07:51especialmente
07:52com essa forma
07:54que o presidente Trump fez,
07:56o ataque.
07:56De novo,
07:56eu não quero falar
07:57se ele fez certo ou errado,
07:59se fosse que isso daí
07:59necessariamente
08:00joga a gente
08:01numa situação
08:01de tensão continuada
08:05no Oriente Médio.
08:06A gente tem imagens
08:07nesse momento
08:08do sistema de monitoramento
08:09das embarcações
08:10que se utilizam
08:12ali do Estreito de Urmoço.
08:13Você vê ali
08:14muitas embarcações,
08:16esses pontos em vermelho
08:18são as embarcações
08:19em movimento
08:20e nas setas ali,
08:22inclusive,
08:23indicando
08:23para qual direção
08:25estão indo.
08:25Então,
08:26para você entender bem,
08:27é bem
08:28uma região ali
08:30muito utilizada
08:31por embarcações,
08:32mas uma região
08:33pequena
08:33sobre a qual
08:35o Irã
08:36possui
08:37domínio,
08:38possui ali
08:39autoridade
08:40e onde pode haver
08:41um fechamento
08:42deste Estreito.
08:44Os vermelhos
08:44são petroleiros.
08:46É isso,
08:46não é, Filipinho,
08:47nosso diretor?
08:48Os vermelhos
08:48são petroleiros.
08:49Ou seja,
08:49você já imagina bem
08:50ali na proporção
08:51o quanto de petróleo
08:53passa ali
08:53em relação
08:54às embarcações
08:55que se utilizam
08:56desse Estreito.
08:57e nós estamos conversando
08:58aqui com o economista
08:59André Perfeito
08:59que está nos explicando
09:00justamente o que pode
09:01vir a acontecer
09:02a partir de uma decisão
09:04em definitivo
09:05pelo fechamento
09:06do Estreito
09:06de Ormos,
09:07vez que já houve
09:08uma aprovação
09:09preliminar
09:10pelo parlamento
09:12iraniano.
09:13Professor,
09:14então a questão
09:15agora é aguardar
09:16se de fato haverá
09:17ou não
09:17esse fechamento
09:18e conviver
09:19com os impactos
09:20econômicos.
09:21É isso,
09:23a gente tem que
09:23tentar mapear
09:25isso com muito cautela,
09:27meio tateando
09:28a mesma questão
09:28porque a gente está
09:29em território novo,
09:30vamos ser francos,
09:31não dá para a gente
09:32imaginar o que
09:33simplesmente
09:35o pior cenário.
09:36O que eu acho
09:36que pode ter,
09:37o que pode ser interessante
09:38nessa perspectiva
09:42é imaginar
09:42o que é próprio
09:43do Brasil
09:44nesse jogo.
09:46Claro,
09:46se você é um investidor
09:47que tem dinheiro
09:48fora do Brasil,
09:49talvez sofra,
09:50mais do que
09:52talvez aqui dentro.
09:54Mas de novo,
09:55o Brasil,
09:56eu não estou falando
09:56do Itamaraty
09:57com o presidente Lula,
09:58a gente sabe
09:58que o presidente Lula
09:59é a opinião que tem,
10:01mas a gente sabe também
10:02que o Itamaraty
10:03blinda um pouco
10:04o Brasil
10:04a respeito disso.
10:06É quase que se o Brasil
10:06ganhasse por W.O.
10:08Porque a Europa
10:09está numa situação
10:10difícil que nem está.
10:11O mundo asiático
10:12com essa questão
10:13da própria exportação
10:15de petróleo
10:16para a China
10:16também tem um problema
10:18por lá.
10:18E os Estados Unidos,
10:19a gente parece,
10:21é tanta coisa
10:21que está acontecendo,
10:22mas teve toda a questão
10:23das tarifas
10:24que até agora
10:25está inconcluso isso.
10:27Isso para colocar
10:28que, olha,
10:29dentro desse cenário
10:31o Brasil fica
10:33numa situação
10:33muito peculiar.
10:35E insisto,
10:35eu só estou falando
10:36dessa forma
10:37porque a gente
10:38tem que tomar cuidado
10:39em querer exagerar
10:41ou tentar extrapolar
10:43de maneira automática
10:44esse cenário externo
10:46para interno.
10:46Não necessariamente
10:47vai ser desse jeito,
10:48mas no primeiro momento
10:49é óbvio,
10:49se fechar o centro de Hormuz
10:51todo mundo sofre,
10:52o Brasil no meio.
10:53Perfeito,
10:54quero agradecer
10:55o André Perfeito
10:56que é economista,
10:58mestre em economia
10:58inclusive.
10:59Professor,
11:00muito obrigado
11:00pela sua participação
11:01aqui na Jovem Pão,
11:02prazer te receber.
11:04Eu que agradeço,
11:05um abraço a todos.
11:06Perfeito,
11:07nós voltamos agora
11:08para falar com
11:08o Avi Gelber
11:09que está em Israel,
11:11está nos falando
11:12sobre o clima por lá,
11:13como está esse momento
11:13de tensão,
11:14as pessoas agora
11:15convivendo com medidas
11:16restritivas,
11:17somente as atividades
11:18essenciais funcionando.
11:20Avi,
11:21quero uma última mensagem
11:22sua também aí,
11:23você disse que
11:24de alguma maneira
11:25convive em segurança
11:27com o sistema de defesa,
11:29enfim,
11:31bem nos disse que
11:31não tem medo,
11:33surpreendentemente,
11:34porque,
11:34imagino eu,
11:35seja uma situação
11:36de muita tensão,
11:38a possibilidade de ter
11:39o seu país atacado
11:40a qualquer momento
11:41pelo Irã
11:42que pode retaliar
11:44em Israel
11:45as ações
11:45dos Estados Unidos.
11:47Meu amigo,
11:48a palavra está com você.
11:51Eu quero trazer
11:53uma mensagem
11:53de esperança,
11:55eu vejo aqui
11:56algumas colocações
11:59de uma guerra
12:00prolongada,
12:02eu não acredito
12:03nessa possibilidade,
12:06acho que
12:07o Irã
12:08também entende
12:09que não tem condições
12:12de levar
12:13essa guerra
12:14muito para frente
12:15e vai tentar
12:16mostrar força
12:18e cartas fortes
12:19para vir para uma negociação
12:21com essas narrativas
12:22e essas ameaças,
12:24eu acho que tem
12:24muito a perder
12:25em fechar o estreito,
12:28tem mais a perder
12:29do que a ganhar,
12:31tipo,
12:32agora
12:33quebra tudo
12:35e vamos ver
12:36o que acontece,
12:37eu não acredito
12:39nisso,
12:40acredito mais
12:42que também
12:43o Trump
12:44vai tentar
12:45forçar
12:46agora um acordo,
12:48vai tentar
12:48forçar
12:49o final
12:50desse
12:51conflito
12:53nesse momento,
12:54pelo fato
12:55que ele vai ter
12:56realmente
12:57problemas internos
12:58se isso
13:00não vai se encerrar
13:02no prazo
13:04bem curto
13:05agora,
13:06então
13:06a minha
13:08mensagem
13:09é que
13:10vejo
13:11com otimismo
13:13uma
13:13solução
13:15daqui a uma
13:17ou duas semanas
13:18uma solução
13:19de um acordo
13:20como deve ser,
13:22um acordo
13:23que não vai
13:24agradar
13:25100%
13:25todo mundo,
13:27mas que vai ser
13:28um acordo
13:28que vai manter
13:29uma convivência
13:30na região
13:31pelo menos
13:32para os próximos
13:33anos
13:33e vai ter
13:34que ter
13:35vigilância,
13:36o mundo
13:36tem que ser
13:37vigilante
13:37porque é
13:38para o bem
13:38do mundo,
13:39não é o bem
13:39sobre Israel,
13:41não é só
13:41a questão
13:42dos Estados
13:42Unidos,
13:43as entidades
13:44e os países,
13:46principalmente a gente
13:47vê os países
13:47europeus
13:48que estão
13:49apoiando
13:49a ação
13:50do Trump,
13:51porque estão
13:52entendendo
13:53que você,
13:55como o
13:55embaixador
13:56Dani
13:56falou aqui,
13:58um país
13:59que quer
13:59enriquecer
14:00o urânio
14:01para
14:01efeitos
14:03e para
14:04uso
14:05civil,
14:06não faz
14:07enriquecer
14:08o urânio
14:08em 60%,
14:10que é para
14:10uma bomba
14:11nuclear,
14:12ele vai
14:12enriquecer
14:12o urânio
14:13em 4%,
14:135%
14:14e vai
14:15usar isso
14:16para
14:17uso
14:18pacífico,
14:19então vamos
14:20também
14:21parar
14:22de achar
14:23que os
14:24outros
14:25não têm
14:25condições
14:26de analisar
14:27e de entender
14:28e de saber
14:29o que está
14:30acontecendo,
14:31vamos ser
14:32um pouco
14:33mais,
14:34vamos falar,
14:35botar na mesa
14:36as cartas
14:36mais as claras
14:37para tentar
14:39melhorar,
14:39porque o
14:41governo
14:41iraniano,
14:43na minha
14:43visão,
14:44tem que
14:45trabalhar
14:46muito
14:46hoje
14:47para se
14:48preservar,
14:49em primeiro
14:50lugar,
14:51ele tem
14:51um risco
14:52não pequeno
14:53e um risco
14:54eminente
14:55e vai
14:55ser ainda
14:56trabalhado
14:57para tentar
14:59mudar
14:59o governo,
15:00porque mudando
15:01o governo
15:02você vai
15:02mudar
15:03a atitude
15:04do
15:04Irã,
15:05vai mudar
15:05essa
15:06bandeira
15:08tão cega
15:09de
15:10vamos
15:10aniquilar
15:11Israel,
15:12Israel está
15:13a 2 mil
15:13quilômetros
15:14do Irã,
15:15não fez
15:15nada
15:16para o Irã
15:16nunca,
15:17então é
15:18um absurdo
15:20que não
15:20dá para
15:21entender,
15:22que os
15:23países do
15:24mundo
15:24também
15:25tem
15:25que
15:25condenar
15:26no sentido
15:28que não
15:28temos
15:28nem
15:29fronteira,
15:29fronteira
15:30é muito
15:31longe
15:31um dos
15:32outros,
15:32então é
15:33uma
15:34guerra
15:35inexplicável
15:36e tirar
15:37essa bandeira,
15:38se tirar
15:38essa bandeira
15:39ou se trocar
15:40o governo
15:41no Irã,
15:42nós vamos
15:42ter
15:43uma
15:44região
15:45muito
15:46melhor
15:46e nós
15:47vamos ter
15:48uma convivência
15:49desses países,
15:50essa região
15:50pode ser
15:51muito
15:51próspera,
15:52uma região
15:52rica
15:53de petróleo,
15:54rica
15:54em gás,
15:56tem
15:56tecnologias
15:57de ponta,
15:59tem pesquisa
16:00e tem
16:01ciência,
16:03temos que
16:04procurar o lado
16:04bom da história
16:05e tentar
16:06fazer isso
16:07prevalecer,
16:09a luz tem que
16:10prevalecer em cima
16:11da escuridão,
16:12tenho certeza que
16:13isso vai acontecer
16:14e olha,
16:15estamos há horas
16:17aqui e nenhum
16:18alarme
16:18soou aqui.
16:20Isso é muito
16:21bom, né?
16:21Tomara que continue
16:22não soando
16:23nenhum alarme
16:23por aí,
16:24quero te agradecer
16:25Ave Gelber
16:26que é conselheiro
16:27da Estândia
16:27Vivesse Brasil
16:28que conversou
16:29conosco
16:30diretamente
16:30de Israel.
16:31Ave,
16:31muito obrigado
16:32pela sua participação
16:33mais uma vez
16:33aqui na Jovem Pan.
16:35Eu que agradeço
16:36e como sempre
16:37me sinto muito
16:38bem em casa.
16:40Um abraço,
16:40Ave Gelber
16:41diretamente de Israel.
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