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NotíciasTranscrição
00:00Então, nessa ação penal 506, 31, 30, 17, continuidade de depoimento do Sr. João Roberto Louveira,
00:09a palavra então da defesa do Sr. Luiz Inácio.
00:12Boa tarde, Sr. João Louveira.
00:14Boa tarde.
00:15Sr. João Louveira, o senhor respondendo aqui a perguntas da doutora procuradora da República,
00:21o senhor disse que havia uma hipótese de uma empresa, a DAG, ser terrenista e a Odebrecht eventualmente ser construtora.
00:34A hipótese cogitada era de venda ou locação?
00:39Olha, eu não posso precisar, porque o que o Paulo Melo me disse na época é que iria ser construído,
00:44e aí doação teria certeza que não seria, porque era venda ou locação, um dos dois seria.
00:50E aí é isso que foi dito para mim.
00:53Certo. E o senhor sabe dizer se chegou a se concretizar alguma venda ou locação?
00:58Não, não chegou nada. Não foi em frente.
01:00Depois da visita, passado um período, o Paulo Melo falou, olha lá, foi desistido desse negócio,
01:05vamos procurar outro terreno.
01:07Certo.
01:07E esse terreno ficou parado lá, cadê a gente?
01:10Certo. E essa visita então era para verificar um eventual interesse no imóvel,
01:18essa visita que o senhor disse que ocorreu.
01:21Olha, eu, no primeiro momento, eu achei que o imóvel já estava definido.
01:26Certo.
01:26Eu não tinha interesse nenhum para mim, já estava definido, mas depois houve a desistência,
01:31aí deu a entender que o negócio não estava completamente estruturado, não estava pronto.
01:37Certo. Mas, confirmando, não houve nem locação e nem venda?
01:41Não, não houve nem locação e nem venda. O imóvel ficou parado lá, só gerando prejuízo.
01:45Certo. O Instituto Lula nunca foi, então, proprietário desse imóvel?
01:49Não. Nunca foi.
01:52Certo.
01:52O documento não mostra ele como proprietário.
01:54Certo. E a partir do momento em que houve essa constatação, o senhor sabe os desdobramentos
02:02em relação a esse imóvel?
02:03Não. Eu só sei que ficou na DAG e depois houve que a Odebrecht, por conta do tino comercial,
02:13comprou o terreno e depois revendeu o terreno, porque não conseguiu deixar o terreno em pé
02:19lá para fazer qualquer empreendimento.
02:21Certo. E houve exploração comercial ou tentativa de exploração comercial do terreno
02:28pela Odebrecht?
02:29Houve, claro.
02:31O senhor pode descrever?
02:32O que acontece? Quando houve a desistência do Instituto, passou-se um período, aí,
02:39por conta do... teve uma fase que o empreendimento, a área imobiliária estava bem ainda, aí
02:45comprou-se o terreno e aí era para montar alguma coisa lá, era para montar ou residencial
02:50ou comercial, qualquer situação era para instalar alguma coisa lá. Isso foi o que o
02:55Paulo Melo passou, ele falou, a gente vai desenvolver alguma coisa aí.
02:58Mais para frente, a parte de empreendimentos imobiliários passados três ou quatro meses
03:03começou a degringolar todo o mercado imobiliário, aí decidiu-se pela venda, aí onde é que foi
03:08vendido o terreno.
03:10Certo.
03:10E aí demorou um tempo para vender, porque não tinha comprador também.
03:13No seu termo de adesão à cor de leniência, o senhor afirmou que Odebrecht analisou a viabilidade
03:25de implantação de um empreendimento imobiliário no local, no entanto, em razão da retração
03:31do mercado imobiliário, pelo que se recorda, o imóvel foi vendido à empresa Mix Empreendimentos
03:37e Participações Limitada.
03:39É isso.
03:39Foi isso mesmo.
03:40Certo.
03:41Comprou, se tentou viabilizar, não viabilizou, vendeu.
03:44Certo.
03:45Como um outro empreendimento...
03:48Como um outro empreendimento qualquer.
03:49Qualquer empreendimento que você compra, não vira, você vai falar o quê?
03:52Você vai ficar com o negócio parado, dinheiro parado, pagando IPTU, pagando vigilância,
03:57pagando, só dando prejuízo, vai lá, realiza o prejuízo e parte para outra.
04:01Certo.
04:02Por fim, o senhor sabe dizer se a Odebrecht teve algum acordo, alguma parceria subempreitada,
04:13enfim, com a DAG ou DAG em relação ao Programa de Desenvolvimento de Submarinos, o PROSUB?
04:21Eu não posso precisar porque não é a minha área de atuação.
04:23Eu tinha muito...
04:25Você vê, eu tinha 22 mil clientes, 70 e poucos funcionários, eu tinha mais o que fazer
04:29para cuidar desse negócio, não tinha não. Posso dizer?
04:31Não.
04:32O senhor não sabe ou não tinha?
04:34Não, não sei. Pronto, não sei. Mais fácil.
04:36Certo.
04:40Sem mais perguntas, silêncio.
04:42Posso falar? Ah, tem perguntas também?
04:43Sim, pois não.
04:50Obrigado.
04:52Sr. João Lovera, boa tarde.
04:53Boa tarde.
04:54Pela defesa, tem mais um busmão.
04:56Pois não.
04:59O senhor sabe se Demerval participou de estudos de viabilidade ou não de compra do imóvel?
05:05Aqui referido, na Rábia Herbeca do Nandão, estou me referindo àquele estudo que o senhor
05:09levou para o jurídico para saber se, e que o senhor veio dizendo que depois veio uma negativa
05:14e o próprio jurídico interno indicou que não fizesse essa transação.
05:19Olha, eu não posso precisar se ele participou ou não, eu só sei que nós olhamos, fizemos
05:23uma análise, o jurídico fez uma análise da matrícula e o jurídico falou que não
05:27era aconselhável comprar, né?
05:29Mas o senhor não sabe se, por exemplo, nessa reunião o jurídico tratou com o Demerval
05:32algum assunto?
05:33Não, com o Demerval não, né?
05:34O Demerval não participou disso.
05:39O senhor sabe dizer se Demerval fez, por conta própria ou a pedido da Odebrecht,
05:43algum tipo de avaliação de mercado deste imóvel na Rábia Herbeca Brandão?
05:47Olha, eu lembro que ele fez uma avaliação, mas eu não me lembro quando é que foi parar
05:53essa avaliação e para que ele fez essa avaliação, eu acho que foi inclusive para vender depois,
05:56eu lembro que ele pediu uma avaliação.
06:00Ele fez isso já ao final ou no começo?
06:02Ah, mas foi depois que ele já tinha adquirido esse negócio, agora eu não me recordo quando
06:06que foi isso.
06:09O senhor sabe dizer se Demerval definiu ou discutiu valores de pagamento dessa quitação de dívida
06:16desse imóvel, de manutenção do imóvel, essas discussões, por exemplo, com a segurança,
06:20limpeza, se Demerval participou ou tratou de discutir esses valores?
06:25Olha, da limpeza...
06:27Ou definiu?
06:28Olha, os valores que acontecem, na época me pediram para contratar uma empresa de vigilância
06:32e limpeza do terreno, eu contratei e passei a conta para ele pagar.
06:37Foi isso, mas se ele participou ou ele teve contato com o Paulo, com o Marcelo, que era
06:41o círculo de amizade dele, eu não posso precisar.
06:44Comigo não, simplesmente só pediram para contratar, eu contratei também as previdências
06:49para deixar o terreno habilitado para receber uma visita ou qualquer coisa que fosse.
06:55O senhor já tratou, o senhor especificamente, já tratou com Demerval sobre algum tema referente
07:01a algum imóvel ou algum apartamento em São Bernardo do Campo, que está referido nessa
07:07denúncia?
07:08Não.
07:08E por último, o senhor alguma vez já também comentou, tratou com Demerval sobre algum
07:15assunto de planilha italiando ou conta amigo ou alguma coisa referente a esse tema?
07:20Eu desconheço essa planilha.
07:22Não, nunca tratei nada.
07:23Satisfeito, excelência.
07:23Tá, excelência, pela defesa de Paulo Ricardo Baqueiro de Mello.
07:39Senhor Louveira, quero fazer perguntas, o senhor, relativas à composição, de onde
07:44são os recursos que transitam no caixa da AUR que o senhor trabalhou no departamento financeiro
07:50por quantos anos?
07:52Na URBES, no grupo, por 31 anos e na AUR por 13.
07:5613 anos, 13.
07:57Perfeito.
07:58Durante esse período, a AUR, ela teve como objeto a construção de imóveis particulares,
08:02isso é correto?
08:03Correto, é particular, comercial, residencial, laje corporativa.
08:10Nesse período, a empresa participou de alguma licitação?
08:13Não, licitação pública, não.
08:14Nesse período, a empresa manteve algum contrato comercial com a Petrobras?
08:20Não, nenhum.
08:24Nesse período que o senhor trabalhou no departamento financeiro, a AUR recebeu algum aporte de recursos
08:30financeiros da CNO?
08:32Não, da CNO não.
08:34De alguma outra empresa do grupo Odebrecht?
08:36Não.
08:38A AUR tinha sócios?
08:39Tinha o fundo Gávea.
08:40Qual que é o formato social da AUR?
08:43Uma limitada?
08:45É uma sociedade anônima.
08:46Sociedade anônima.
08:47E ela sofria auditorias?
08:49Ela é auditada todo ano e com um balanço publicado na mídia, né?
08:53Perfeito.
08:56Em algum momento, saiu dinheiro do caixa da AUR para pagamento do terreno da DAG?
09:04Não, a AUR nunca pagou nada para a DAG a respeito desse terreno.
09:07Isso seja recursos contabilizados ou não?
09:11Nenhum, nenhum recurso.
09:12A AUR nunca pagou esse terreno.
09:14O banco desse terreno nunca pagou nada.
09:16Perfeito.
09:16E só para ficar claro, também nunca pagou nada em relação às despesas administrativas
09:21de manutenção do terreno, como segurança, manutenção.
09:24Isso, a AUR, o dinheiro do caixa dela nunca saiu para isso?
09:27Não, não saiu.
09:28Tanto é que nesse e-mail que eu estava falando aqui tem essa nota 297, a própria CICL mandava
09:33a nota direto para a DAG fazer o pagamento, pagamento direto por eles.
09:38Perfeito.
09:40As folhas 159 da denúncia, existe uma menção de que a constituição de uma sociedade de
09:47propósito específico 37, ela seria uma forma de dissimular a titularidade desse terreno
09:54da DAG que depois foi comprado pela AUR.
09:56Como o senhor vê a constituição de uma SPE dentro do negócio jurídico OR?
10:02Olha, depois, só voltando um pouco no tempo, depois daquele fatídico em col que quebrou,
10:08todas as empresas incorporadoras montavam a SPE para deixar o terreno particionado para
10:15poder pegar um financiamento a banco e para poder usar o patrimônio de afetação.
10:20nessa linha, esse foi o mesmo conceito que foi adotado, criou-se um SPE e esse terreno
10:26foi passado para dentro da SPE, onde a dona da SPE era a Odebrecht Realizações, então
10:31é sempre da Odebrecht Realizações e na sequência foi ela para ser desenvolvido algum empreendimento
10:37ou posteriormente vendido o terreno, essa é a lógica da SPE, inclusive para dar um certo
10:43conforto para o cliente final.
10:45Perfeito.
10:46Não sei se eu fosse claro.
10:47Eu acredito que sim. Dentro dos balanços da AUR, a SPE 37 e outras SPEs, elas ficavam
10:54ocultas ou eram visíveis no balanço?
10:57Elas são visíveis, são todas as SA, então são publicadas, todos os balanços são publicados,
11:01elas são transparentes para o público, o que quer que seja.
11:05Perfeito.
11:06Pela análise que o senhor teve quando olhou os registros imobiliários da primeira compra
11:11da DAG e depois da compra posterior da AUR, houve alguma infração nos registros públicos,
11:18algum subterfúgio para esconder algo nesses registros?
11:22Não, é tudo transparente, todo ele foi documentado e está lá na matrícula do terreno registrado.
11:28Se você pegar o balanço da AUR, vai ver que todo o recurso que foi usado para comprar
11:32saiu da conta da AUR e entrou na BAG.
11:36Perfeito.
11:37Então, as matrículas refletem exatamente como se deu a operação?
11:40Correto, mas era tudo transparente, porque você sai, registra a matrícula, você sai
11:46um TED da conta da Odebrecht Realizações e vai para a conta da DAG, onde dá certo conforto
11:52tanto para a DAG quanto para a Odebrecht, a garantia do negócio.
11:56Perfeito.
11:59Uma última pergunta para o senhor.
12:01Dentro da UR, que era o ambiente de trabalho de Paulo Melo, correto?
12:04Paulo Melo trabalhava na UR.
12:06Correto.
12:07Dentro da UR, essa prospecção, essa possibilidade do Instituto Lula, em algum momento ela era
12:13vista como um ato de corrupção, algum ato de malversão?
12:17Não, esse caso específico do Instituto Lula, ele seria tratado como outros empreendimentos
12:22que a gente prestou para alguns empresários.
12:26Era comprar o terreno, construir, alugar ou vender.
12:30Era tratado como uma iniciativa privada, como outro qualquer.
12:34Não tinha um conceito de, sei lá, qualquer subterfúgio.
12:39Era um negócio transparente como uma iniciativa privada.
12:41Nunca foi tratado de forma diferente.
12:43Perfeito.
12:44E o senhor deu um exemplo que já havia, a UR já havia construído num formato onde
12:49um terrenista trazia, obviamente, um terreno e sobre o qual era edificado, seja uma obra
12:55pública ou privada.
12:56Qual seria o exemplo de uma obra dessa que o senhor vivenciou dentro da UR?
13:01Tem ali em São Paulo, ali no começo da Castelo Banco, lá na Itália de Alphaville, tem dois
13:06prédios lá.
13:06Tem o Shopping Guatemi, tem o Itaú e tem o Evolution lá atrás, que era um terreno
13:11da família Klein.
13:12Ele chegou, nos contatou, tem um terrenista, que era um sócio dele, tinha um terreno e
13:19ele queria nos contratar para fazer o prédio.
13:20Nós desenvolvemos todo o projeto, construímos e entregamos o prédio pronto para ele.
13:25Só com a chave na mão, mas entrou um terrenista, nós construindo e ele ficou com o prédio.
13:29Esse é o conceito de uma SPE, um conceito de você fazer um sistema built-suit, uma construção
13:36por encomenda.
13:38Essa era a encomenda que nós tínhamos.
13:40Muito bom, defensor.
13:41Tem perguntas?
13:43Boas clarecimentos breves do juízo aqui.
13:45Sr. Louveira, eu não sei se entende muito bem, o senhor disse que foi procurado sobre
13:51esse assunto pelo Sr. Paulo Mello, foi isso inicialmente?
13:55Correto.
13:55Qual foi a explicação que lhe deram?
13:58O que é o Debrecht se envolver nisso?
14:01Pelo que eu entendi, o terreno, o interesse era do Instituto Lula, é isso?
14:05Era para construir para o Instituto Lula e aí seria alugado ou vendido para o Instituto.
14:10Essa é o que foi no passado.
14:11Mas isso ele falou para o senhor desde o início?
14:13Correto, sempre foi dito isso para mim.
14:15E o senhor mencionou que o senhor esteve com o Sr. Roberto Teixeira.
14:21Não sei se ficou claro.
14:22Que interesses o Sr. Roberto Teixeira representava?
14:27Dos vendedores, do imóveis ou do Instituto Lula?
14:31A princípio era do Instituto.
14:34Eu entendi que ele era um advogado ou do terrenista, porque o que acontece?
14:38Ele estava nas duas pontas, ou como Instituto ou como terrenista.
14:41Agora eu não posso precisar.
14:43Pelo que eu entendi, ele seria um advogado do Instituto.
14:48Isso que eu entendi.
14:48Ele se identificou alguma vez como representante dos proprietários, dos vendedores?
14:53Não.
14:54Eu me recordo e não.
14:55Eu não posso te precisar, mas eu me recordo.
14:57E o senhor teve algum contato com os proprietários, com os vendedores?
15:00Não, eu não me recordo nisso.
15:02De ter tido contato com eles.
15:03Pode ser que eu te cumprimentar, mas não tive nenhum...
15:05O senhor teve contato com algum representante dos proprietários?
15:08Não.
15:09Dos vendedores?
15:09Não.
15:12Eu não sei, o senhor foi encarregado de tratar desse negócio, da aquisição?
15:17Não, eu fui só que eu ia lá.
15:19A parte é administrativa, só para ver se o documento do terreno estava ok.
15:23E depois tinha que cuidar do terreno.
15:25Era isso que eu tinha que fazer.
15:26O senhor mencionou que houve uma orientação do jurídico da Aldebrecht para não comprar
15:35o imóvel, foi isso?
15:36Correto, porque tinham os apontamentos.
15:38Se você pegar, deve ter um processo, os apontamentos de algumas dívidas.
15:42E esses apontamentos, essas dívidas foram resolvidas?
15:45A DAG resolveu depois.
15:47Ela foi lá, liquidou tudo e deixou.
15:48Tanto é que depois a Aldebrecht comprou o imóvel que já estava limpo também.
15:53E a Aldebrecht não poderia resolver isso também?
15:55Como resolveu a DAG, depois?
15:58É porque nós não tínhamos essa prática.
16:00Quando tínhamos um terreno que tinha algum problema trabalhista, alguma coisa, algum
16:03apontamento, a gente já desistia porque ia dar muita dor de cabeça para a gente.
16:06Tinha toda coisa para fazer.
16:08Eu não entendi muito bem também.
16:10Peço que o senhor me explique o que lhe foi relatado.
16:14Como saiu Aldebrecht e entrou a DAG nesse negócio?
16:18Porque o senhor estava tratando os interesses da Aldebrecht.
16:21Isso.
16:22Aí, quando a gente falou que não...
16:23Eu não posso precisar quando entrou a DAG e quando...
16:26Porque eu não participei desse negócio.
16:28Simplesmente foi me comunicado.
16:29O Paulo Melo falou assim, a DAG vai comprar.
16:31Foi isso.
16:32Ele falou, a DAG vai comprar e a gente precisa apoiá-los porque não tem nenhuma administrativa
16:35aqui.
16:35Falei, tudo bem.
16:37Essa foi a parte que eu posso te precisar.
16:40O senhor trabalhava ou recebia dinheiro da DAG?
16:42Não.
16:43O senhor Paulo recebia dinheiro da DAG?
16:45Não.
16:45Tinha alguma vinculação?
16:46Não.
16:46E por que então que eu precisava apoiar a DAG nisso?
16:49Primeiro que o DEMERVAL, ele foi meu cliente lá que eu tinha vendido uma cota de um fundo
16:55de investimento lá de um empreendimento de São Paulo e eu conheci o DEMERVAL.
16:59E aí o Paulo Melo falou assim, pô, o DEMERVAL que vai comprar e a DAG você dá esse apoio
17:03para ele.
17:04Tudo bem.
17:04E na sequência nós íamos ser parceiros.
17:07Porque ele ia ser dono do terreno e nós íamos construir.
17:09Então teria que manter uma certa afinidade com o dono do terreno.
17:14Isso lhe foi falado pelo senhor Paulo?
17:15Correto.
17:16Por mais alguém?
17:17Não.
17:17Só Paulo Melo.
17:18Não tinha mais contato com ninguém.
17:20Paulo Melo é meu líder.
17:21Consta aqui na acusação a afirmação de que esse terreno teria sido adquirido pela DAG
17:31com utilização de recursos que teriam sido transferidos a ela pela construtora Norberto
17:37Odebrecht.
17:38Tem uma referência aqui na folha 147 da denúncia.
17:41de um repasse de 3.350.000 em 15 de setembro de 2010, 3.750.000 em 20 de nove de 2010 e 500.000 em 28 de 10 de 2010.
17:54O senhor tem algum conhecimento a esse respeito?
17:59Olha, da CNO eu não tomava conta do caso da CNO.
18:03Eu só cuidava da parte de empreendimentos imobiliários de São Paulo, Minas e da OR.
18:08O senhor tinha algum conhecimento a esse respeito?
18:10Não.
18:10Que os recursos seriam da CNO?
18:12Não.
18:12Nesse e-mail que foi indagado ao senhor pela Ministério Público, que não foi o 147,
18:20esse e-mail de 27 de 10 de 2010, que o senhor dirige ao senhor Demerval,
18:26o senhor fala o seguinte, como ele está na fase final do processo, o pagamento está previsto para o dia 29 de 10.
18:32Quanto aos recursos, no dia 28 de 10, estará sendo liberado adiantamento de 500.000,
18:38para custear até o final do ano vigilância e IPTU.
18:41O senhor pode me esclarecer essa frase?
18:43Quanto aos recursos, no dia 28 de 10.
18:46Eu não sei o contexto total desse e-mail.
18:49No dia 28 de 10 foi feito um repasse, segundo a acusação, de 500.000.
18:54Então deve ter sido a CNO que deve ter passado alguma coisa para eles.
18:57Eu não tenho como precisar, porque eu não me lembro disso.
19:00Mas por que isso está na sua mensagem, se o senhor disse que não tem conhecimento?
19:04Então o que acontece? Esse dinheiro que eu estava pedindo para pagar IPTU e vigilância.
19:08Não era que ia ser adiantamento, pode ser que eu tenha me expressado de forma incorreta.
19:13Mas o conceito era o seguinte, nós precisamos de dinheiro, ele, Demerval, precisava providenciar dinheiro
19:18para poder pagar IPTU, vigilância e limpeza do terreno.
19:22E por que a CNO repassou esse valor?
19:24Silêncio, data vênia, essa afirmação é uma premissa do Ministério Público,
19:29não foi confirmada pela testemunha.
19:30Então, vossa excelência está fazendo uma afirmação que não corresponde à afirmação da testemunha.
19:37O senhor menciona ali, quanto aos recursos do dia 28 de 10, estará sendo liberado adiantamento de 500.000.
19:42Quem está liberando adiantamento?
19:43Eu não sei quem pode ser, doutor.
19:44No seu e-mail, desculpe, senhor Louveira, o que o senhor escreveu, eu posso mostrar aqui.
19:49Eu não escrevi esse e-mail.
19:51Não, eu sei, mas só tem uma parte, tem mais e-mail, não é o meu e-mail 297.
19:56Silêncio, a testemunha, vossa excelência já perguntou.
19:58Doutor, eu estou fazendo as minhas indagações, eu respeitei o senhor quando o senhor fez as suas indagações.
20:03Eu peço a gentileza que eu estou indagando a testemunha.
20:05Não interrompa.
20:08Doutor, nós temos a composição do resto do e-mail aqui?
20:11Todos os outros fizeram perguntas e ninguém é interrompido.
20:14O doutor é o único que interrompe todos, a todo momento, nas perguntas.
20:17De maneira inapropriada, doutor.
20:19Vossa excelência faz perguntas...
20:20Eu quero observar o seu comportamento processual, doutor.
20:22Ok, vossa excelência, se quiser, represente a UAB.
20:25Agora, eu tenho o direito...
20:26Eu tenho o direito...
20:27Eu tenho o direito...
20:28Eu estou advertindo o doutor pelo seu comportamento processual inadequado, audiência a audiência, doutor.
20:34Vossa excelência não cabe advertir a mim.
20:36Vossa excelência represente a UAB.
20:37A audiência é o presídio do silêncio.
20:38Então, só estou dizendo, vossa excelência, que não há aqui, afirmo as premissas colocadas por vossa excelência...
20:44Doutor, está indeferida a sua colocação.
20:45Peço a gentileza de fazer silêncio.
20:47Você necessita.
20:48Silêncio, doutor.
20:49Respeite o juízo.
20:50Está indeferida a sua colocação.
20:53Está indeferida.
20:54Cássia, palavra.
20:57Doutor...
20:57Preciso que o senhor me esclareça, senhor Loveira, porque o que está escrito aqui...
21:03Bom, o que eu posso precisar é porque o que acontece, toda a negociação, a DAG,
21:07era a subpreiteira, porque ele está me dizendo, é que era a subpreiteira da CNO.
21:12Provavelmente a CNO queria pagar ele.
21:14Eu não posso precisar porque não me recordo desse assunto aqui.
21:18E aqui deve ter mais parte desse e-mail, porque aqui é um e-mail que foi repassado.
21:22Com a nota fiscal 297, ele deve ter mais composição nesse e-mail para explicar todo esse assunto.
21:30Mas o senhor faz essa afirmação, quantos recursos estarão sendo liberados adiantamento?
21:34Isso, adiantamento.
21:35Mas o adiantamento...
21:36Quem está liberando adiantamento?
21:37Provavelmente é a área financeira da DAG para poder fazer esses pagamentos, né?
21:41Porque nós tínhamos pagamento para cumprir.
21:42Que era IPTU, vigilância, porque aqui, pelo que eu estou dizendo aqui,
21:46nota fiscal eletrônica 297, que deve estar vencida, ou deve ter algum problema,
21:51deve ter dado algum problema no pagamento.
21:52Se o senhor tiver esse anexo completo, a gente poderia até dar uma analisada, né?
21:56A financeira da DAG é liberar adiantamento para a DAG?
22:00Foi para evidenciar adiantamento para poder pagar.
22:02Isso é assunto do terreno, né?
22:04Alguma coisa tem que ser...
22:05Não era a CNO liberando aqui o dinheiro para a DAG?
22:08Não.
22:08A princípio...
22:09Porque eu não tinha contato com a CNO, eu tinha contato com a DAG, né?
22:11Com a Mariana, que era financeira lá da DAG.
22:16Quando houve essa desistência que o senhor mencionou, isso foi antes ou depois da DAG efetuar a aquisição desse imóvel?
22:30Foi depois, muito depois.
22:31Fazia um bom tempo já que a DAG tinha comprado e aí houve a desistência.
22:35E a DAG não quis ficar com esse imóvel?
22:40Por qual motivo?
22:41Ela não tinha mais nada em São Paulo, né?
22:42Ela não tem nada em São Paulo.
22:44E por que ela comprou afinal, então?
22:46Porque eu acho que ela deve ter visto uma oportunidade de ganhar dinheiro, né?
22:49Porque ela ia ser a terrenista e nós íamos construir.
22:52Ela deve ter visto uma oportunidade e falou...
22:54Alguém deve ter falado, o Marcelo ou o Paulo, que eram amigos do Demerval,
22:57falou que tem um terreno e existe a oportunidade.
22:59O senhor não tratou disso com o senhor Demerval?
23:01O senhor não conversou? Por que ele estava adquirindo esse imóvel?
23:03Eu não tinha essa delegação.
23:07Também não tinha nem que preocupar com esse assunto, né?
23:15E o senhor chegou a...
23:17O senhor mencionou que a ideia era construir, vender, revender o Instituto Lula,
23:21ou coisa parecida, ou locar para o Instituto Lula.
23:23O senhor chegou a discutir esse assunto de revenda ao Instituto Lula?
23:26Não.
23:27Ou locação ao Instituto Lula?
23:28Não.
23:28Com alguém?
23:29Não.
23:29Quem me passou essa situação foi o Paulo Melo.
23:32Ele falou, olha, a gente vai construir e a gente vai ou vender e vai alugar.
23:35E isso que foi dito.
23:36Mas não houve troca de informação com o Instituto, nada.
23:39Se teve, foi com o Paulo Melo.
23:41Aí comigo não foi.
23:42Nessa visita, alguém discutiu o preço?
23:44Alguém falou alguma coisa?
23:45Ninguém comentou nada.
23:46Só houve a visita, olhou o terreno, deu volta de 30 a 40 minutos e foi embora.
23:51Ah, bom.
23:51Só não é esclarecimento dos vídeos.
23:53Pode interromper.
23:54Vamos lá.
23:54Tchau, tchau.
23:55E aí, gente.
23:56E aí, gente.
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